Acordei. Não consegui mexer minhas mãos nem meus pés. Eu estava grudada na parede com um tipo de algema na parede. Ainda estou meio grogue, estou vendo tudo meio embaçado.

Consegui ver que Hector estava do meu lado direito, e do outro lado dele Lice, e do meu lado esquerdo estava Ítalo. Eles também pareciam meio grogues. Havia pouca iluminação na sala, só uma tocha.

- Que bom que acordaram. Não teria graça nenhuma se vocês morressem dormindo. - Disse Lorenzo se aproximando.

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Minha visão voltou ao normal.

- Lorenzo é você? - Perguntou Lice abobadamente.

- É claro.

- Lorenzo seu desgraçado! Era isso! Você quer nos matar! Seu filho da... - Ítalo xingou.

- Epa. Mereço respeito.

- Cala a boca. Eu nunca gostei de você seu desgramado!

- Cale a boca você. Quando os cidadões chegarem vou levar vocês lá em cima e dizer que vocês estavam nos enganando, eles vão ficar com tanta raiva que vão permitir que eu os mate. Então me tornarei rei, ele vai aprovar.

- Ele quem? - Falei.

- Não interessa. Sempre fingi ser amigo de vocês e vocês idiotas acreditaram nisso. No caso de Doralice, ficaram até com uma paixonite. - Disse ele zombando.

- O que? - Lice disse soluçando.

- Pare de chorar! Eu não tenho paciência. Não queria aguentar vocês, mas, tenho que esperar até todos os cidadãos chegarem.

- Todos? Você quer mesmo confusão, né seu babaca. - Ítalo falou.

Preciso arranjar um jeito de sair daqui. Não quero morrer, quero voltar para minha família. Olhei a sala. Atrás de Lorenzo havia uma mesinha com um pote com pó escurecedor dentro (dava para ver porque o pote era feito de vidro). Perfeito. Só preciso que distraiam Lorenzo.

Tomara que Ítalo continue brigando com ele.

Olhei fixamente para o pote e comecei a pensar no feitiço: Explosivus.

- Você é um garoto insuportável!

- E você é um babaca.

- Cale a boca antes de falar de mim.

- Falo mesmo, seu babaca!

Explosivus. Explosivus. Funciona... Explosivus.

BOOM!

Tudo ficou preto.

- Libertus.

Felizmente meu feitiço funcionou com a algema de todos nós. Sai correndo e peguei nossas mochilas que estavam no canto da sala. Olhei para trás. Lice,Hector e Ítalo estavam desorientados. Fui até eles e os orientei até a porta.

Saimos correndo.

Estávamos no subsolo.

- Guardas! - Ouvi Lorenzo gritar depois de tossir.

- Para onde vamos?! - Perguntou Hector.

- É só me seguir.

Continuamos correndo. Subimos as escada paramos em um corredor. Fui em direção à biblioteca.

- Era por isso que íamos fugir, não é? - Ítalo perguntou. - E para que vamos para a biblioteca?

- Sim, por causa de Lorenzo. E você vai ver.

Entramos na biblioteca.

- Nicolau?

- Thalia?

Ele saiu de um esconderijo.

- Como ele...?

- Não temos tempo. Nicolau a passagem.

- Ah sim.

Saimos da biblioteca. Guardas estavam chegando.

Nicolau correu até a parede e encostou a mão em determinados tijolos. Ele entrou no buraco.

- Vamos? - Falei.

Pulei dentro. Logo depois Ítalo, Lice e por fim Hector. Caimos no campo de tulipas. Nicolau já estava lá.

- E agora?

- É só pular... - Arrisquei.

Quando nos impulsionamos para o ar, um buraco negro com pontinhos brilhosos se abriu no meio das tulipas. Ao mesmo tempo que os Guardas chegavam pela passagem do castelo. Caímos pelo portal.

Mesmo sendo a segunda vez que entramos em um portal, estávamos com caras apavoradas. Menos Nicolau, que já parecia estar acostumado com isso.

Senti o impacto com o chão depois do que se pareceram horas. Olhei em volta.

Definitivamente, não estávamos no Vale.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.