Notas iniciais
Proposta do dia: artes

Sherlock nunca teve grande interesse por arte. Pensava que ela era apenas mais um aspecto da vida usado para destruír as pobres mentes ordinárias e atrapalhar qualquer raciocínio decente. Apesar disso, já trabalhou diversas vezes na recuperação de importantes quadros perdidos ou deteriorados.

John estava em seu quarto com um cavalete, um quadro, alguns pincéis e vários potes de tinta. Pegou um pincel, mergulhou-o na cor desejada e começou a pintar grandes linhas sinuosas, ora fortes, ora fracas. Pintar era uma das atividades que o loiro sempre apreciou, mas havia tempo que não a praticava. Além disso, gostava de guardar seus trabalhos para si, como se fossem um pedaço importante de sua alma que, se fosse descoberto, perderia todo o sentido. Mas havia uma exceção: Sherlock.

Ele sabia que o detetive consultor provavelmente não era um grande fã de arte, achava-a um desperdício, mas queria mostrar todos os seus quadros. Sentia que compartilhar aquilo com quem ama seria um passo importante em sua vida.

- Sherlock?

- Sim, John? — o moreno respondeu, visivelmente ocupado.

- Posso te mostrar alguma coisa?

- Claro.

John guiou-o para seu quarto (que não era mais usado depois do começo do namoro dos dois) e mostrou-o todos os seus quadros.

A arte nunca havia feito tanto sentido para Sherlock quanto agora.