Notas iniciais
Proposta do dia: bolsa de estudos.

Sherlock sempre destacou-se. Desde que era pequeno, a atenção era toda voltada para ele. Não é comum crianças pequenas terem um QI alto e uma mente simplesmente brilhante.

Durante toda sua vida, conseguiu as mais diversas bolsas de estudo. Era sempre o aluno mais questionador, desafiador e inteligente. Tirava as maiores notas, mas no fim de tudo valia nada. Sabia de tudo um pouco.

Suas experiências foram as mais diversas. Quebrou corações, usou drogas, saiu deixando por aí seu rastro de destruição e poder. Tinha o mundo aos seus pés, mas faltava algo.

O peso de um gênio: o tédio.

Quando você é um gênio, tudo é muito óbvio. As coisas ao seu redor tornam-se banais, meramente trivialidades. Há a escassez de desafios que realmente valem a pena, há a falta da força de viver. Isso é inevitável. Talvez seja por isso que Sherlock tenha tornado-se um detetive consultor, aliás, o único no mundo, prezando sua arrogância e genialidade.

Mas Sherlock, apesar de saber de tudo um pouco, não dominava um assunto. Simplesmente não tinha interesse nele, apesar de ser um grande desafio. Não existe uma única bolsa de estudos no mundo que consiga levá-lo a desvendar essa matéria: o amor.

Quem ensinou-lhe sobre o amor, foi nada mais nada menos do que um simples homem. Era inteligente, mas não um gênio. Tinha um senso de humor um pouco esquisito, um mancar psicossomático e uma sede por grandes vivências para escapar da depressão.

Seu nome era John Hamish Watson.