365 Dias

18 Valentine's Day


Notas iniciais
Olá, a desaparecida voltou das cinzas, em pleno dia de São Valentim, com um capítulo quente e fresco. Espero que gostem. Boa leitura a todos;*

Mordiscou o canto da unha, roendo o que havia sobrado dela em seu dedo indicador. A ansiedade a corroía por dentro, já tinha lavado a louça, varrido o chão, trocado o embrulho do presente de e Sasuke ainda não tinha posto os pés na residência.

Como podia fazer isso com ela?

Poderia apostar que ele tinha dito que chegaria pela manhã, no mais tardar ao meio dia. Já eram quase 17h e ele não tinha aparecido. Não tinha como permanecer calma nessa situação, estava uma pilha de nervos.

Afinal tinha tido muito trabalho em preparar, arrumar e comprar, tudo para aquela data tão especial merecia. Arrumou o quarto com uma decoração sensual, comprou uma lingerie nova, sais de banho, até mesmo feito (comprado) uma comida maravilhosa para agradar o gosto celetista de seu esposo e, é claro, embrulhado, em um pacote vermelho (agora azul), sua mais nova extravagância.

Tudo bem, não era exatamente uma extravagância, não ao seu ver. Como a vendedora tinha dito: um objeto novo para o mercado de Konoha, útil e totalmente necessário.

A primeira vez que o vira foi nas mãos de Naruto, aquilo parecia tão idiota com ele e Sasuke tinha feito várias piadas e comentários maldosos com relação ao objeto e o preço exorbitante (põem exorbitante nisso). Ela própria tinha entortado o nariz diversas vezes ao vislumbra-lo na vitrine das lojas e não mãos de vários cidadãos, até mesmo dos civis, eles eram os maiores consumidores de tal mercadoria, mas os ninjas não ficavam longe.

A única pessoa a faze-la vê-lo com outros olhos foi Ino, mostrando um novo mundo de oportunidades e espaços que ele poderia preencher. Sua amiga poderia ser vendedora, talvez fosse isso que ela fazia na floricultura, convencia as pessoas de forma ardilosa de que elas necessitavam de flores, sacana.

Mas tinha que concordar com a Yamanaka, precisava de um celular, o mais depressa possível, e agora, lá estava ela, com um guardado dentro do bolso e outro embrulhado para presentear seu amado marido.

A partir mais difícil foi a pequena fortuna que precisou desembolsar para tê-los, repetiu diversas vezes as razões pelas quais o estava comprando se não acabaria desistindo.

Sasuke a mataria se descobrisse que tinha gastado quase um terço das economias dela para compra-los, ela quase tinha se matado, mas tudo bem. Nada que alguns (muitos) turnos extras no Hospital não cubram. Faria isso sempre que ele saísse em missão para que não descobrisse, sorriu para sua própria ideia brilhante.

Puxou o seu pequeno aparelho e começou a digitar uma mensagem para a amiga, que Ino desse um jeito para acalma-la ou acabaria saindo atrás de Sasuke nessa maldita missão.

Não foi preciso enviar a mensagem, pois logo nas últimas palavras o som da porta sendo aberta a despertou, enfiou o aparelho no bolso, pulou do sofá e correu para recepciona-lo.

— Sasuke-kun! Feliz dia dos Namorados. — Jogou-se em cima de perspicaz marido que conseguiu, no último minuto, manter o seu equilíbrio.

Com uma mão segurou a alça de sua bolsa ninja e com o outro braço circundou a cintura fina enquanto Sakura enchia-o de beijos. Não reclamava, nunca reclamaria de chegar em casa e ser aclamado de forma tão carinhosa e acolhedora, chegava a ser um acalento.

— Não precisamos comemorar mais essa data, somos casados agora.

— É, mas é como dizem: Casamento tem que ser um eterno namoro. Logo somos eternamente namorados. — Revirou os olhos pela lógica boba, mas apertou-a ainda mais contra si, selando seus lábios de uma vez antes que outra bobagem daquela surgisse.

No entanto, apesar de amar ser beijada e estar nos braços de Sasuke, Sakura se afastou, puxando-o pela mão até o sofá da sala. Empurrou- contra o móvel estofado, tirando sua bolsa ninja e largando-a em qualquer lugar, pondo-se atrás dele deslizou suas mãos pelos ombros largos, massageando-o.

— Eu tenho um monte de surpresas preparadas para você, mas uma em especial é melhor que todas. — Jogou o embrulho em cima dele.

Sasuke o fitou com espanto, puxou a fita branca com cuidado e retirou o papel brilhoso, ao abrir a caixa deparou-se com um aparelho celular. Um maldito aparelho celular.

Enrugou o nariz e virou-se para sua esposa que o observava cheio de expectativa. Não era possível que Sakura achava que aquele era um presente que o agradaria.

— Não me olhe com essa cara, você vai gostar.

— Um celular?

— É! Muito útil e importante.

— Bobagens de vendedora...

— Não, Ino confirmou. Será que você não entende? Com esse pequeno aparelho vamos estar conectados não importa onde você esteja, ou eu esteja. Trocar fotos, mensagens, ligações. — Deslizou os dedos pelas costas, pressionando alguns pontos tensos. — Vai ser muito bom, eu já salvei o meu número, favoritei e coloquei nos contatos de emergência.

Rolou o pequeno aparelho entre seus dedos, era leve, maleável. Não faria diferença leva-lo, provavelmente não mudaria sua vida, além do que aparentemente isso agradaria sua esposa.

Não perdeu tempo, brigando e discutindo por causa daquilo. Esqueceria o aparelho, focaria em Sakura, sentia tanta a falta dela que não o perderia preocupando-se com aquela baboseira.

— Ok. Agora mostre-me as outras surpresas.

Foi um dia de infinitas maravilhas. Uma massagem revigorante, com todo o carinho tinha sido banhado e alguns pequenos arranhões da missão curados, até a comida estava boa.

Uma noite incrível, recheada de diversos exercícios aeróbicos e ele nem tinha tempo de repeti-los pela manhã. Afinal tinha que ir para o trabalho, onde estava naquele momento. No escritório da ANBU, começando as pesquisas básicas para sua próxima missão.

Parou de folhear um arquivo ao sentir seu bolso vibrar, era o maldito celular. Uma mensagem de Sakura: “Bom dia, acabei de acordar e você não estava aqui. Bom serviço. ♥”

Tsc.

Não se deu ao trabalho de responder, apenas fechou o displayer e voltou para o seu arquivo, mas não demorou para o celular voltar a vibrar. “Ai meus deus!”. Outra mensagem: “Por que não me entregou ontem?” E mais uma: “Como eu amei. Eu amo você, Sasuke-kun. Esse é o cordão mais perfeito do mundo e eu achando que tinha esquecido que dia era ontem”

Bufou, era obvio que ele não tinha esquecido, mas diferente de Sakura não faria estardalhaço, deixara no criado-mudo para quando ela acordasse achasse a pequena caixa azul, a abrisse e visse o cordão com a solitária pétala de cerejeira com alguns dizeres cravados logo atrás.

Não saberia agir caso estivesse em casa, apesar de estar acostumado com o comportamento esfuziante de sua esposa, geralmente ficava constrangido quando os gestos partiam dele e Sakura, como era, não deixava passar e branco (como não estava deixando). Então era melhor assim.

Mais uma vez o aparelho vibrou, suspirou, fechando logo o arquivo: “Prometo que essa será minha última mensagem, mas eu preciso avisa-lo que o meu sentimento é o mesmo. É em você onde habita o meu coração.

Não teria como responder aquilo, ela deveria manter para si, largou o célular, mas foi muito difícil conter o sorriso de contentamento e a quem diga que apesar de aparentar leves irritações durante o dia, Uchiha Sasuke tinha sido quase um amor, durante todo o seu horário de trabalho.

Mas coitado, como bem sabia, aquela não tinha sido a última mensagem.

Muitas outras virem em seguida. Não só mensagens, mas fotos também. Fotos dela com a joia em seu pescoço, depois dela arrumada para ir ao Hospital, escolhendo tomates na feira, entediada em seu consultório, almoçando com Ino e muito mais. No final do dia, sabia até mesmo onde Sakura estava, já que ela fazia questão de informá-lo cada esquina que virava no caminho para casa. Ele deveria ter previsto isso, deveria ter questionado quando ela disse “já salvei meu número”.

Aquele maldito aparelho leve e maleável estava a um passo de acabar com a sua paz.

E o que ele poderia fazer a não ser aguentar?

— Hey, teme! Sakura-chan me disse que comprou um celular para você, legal agora podemos trocar mensagens.

Notas finais
Cheguei no final do dia, mas cheguei. Como estão? Então meu povo, minhas aulas começaram ainda mais agressivas e isso meio que comeu muito do meu tempo porque eu mudei o horario do serviço e dos estudos e no meio desse caos eu voltei a passar mal. Mesmos sintomas, cuspindo muito, sabe? GG' Fui para hospital, porque fiquei desidratada de tanto "cuspir" mais uma vez. Agora to fazendo uns exames loucos para ver o que pode ser isso, com sorte apenas alguma besteira, muito besteira que ando comendo. Vamos, torcer, é. Com relação ao capítulo ele não é o mais romântico, principalmente pela data, mas eu queria ele assim mesmo. Espero que vocês apreciem. O próximo é a fase da missão da Sakura o que me faz avisa-los que qualquer data comemorativa, vai ter capítulo certo na data certa. Como o de hoje, os únicos com data fixa. Espero que tenham curtido essa esquete basica e tenham ficado felizes com o meu retorno. Como veio avisando os comentários serão respondidos. Criei a pagina no face: https://www.facebook.com/srtafleurdhiver Agradeço a todos que acompanham, favoritam e comentam a história. Beijos no coração de vocês.