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1 Capítulo 1


Notas iniciais
Minha primeira fic original...

Capitulo 1

PDV Jhosh Maczen.

[1 mês antes]

–Josh, vamos ao Shaward? Ouvi falar que o Demétrio aumentou o pub. – Donny falou após longos minutos em silêncio, nós estávamos no meu quarto, fazendo literalmente nada.

–Não sei meu pai esta pegando no meu pé de novo.

–Por causa da revista?

–É, depois que a Kelly espalhou tudo aquilo meu pai fica me enchendo. Dizendo que eu não posso me misturar com qualquer uma, por que ele é um homem de respeito, e blá blá blá. Como se eu ligasse para o que ele diz.

Kelly é uma garota que eu peguei na Shaward mês passado, e depois de eu dizer que não queria mais nada com ela, ela foi ate a redação da revista Fameday e inventou um monte de mentiras sobre nosso “possível relacionamento” , como se eles já não gostassem de falar da minha vida a todo o momento, “o playboy metido que iludiu mais uma inocente menina”, essa era a capa da revista. Kelly era uma vagabunda que qualquer um pegava então menina ela já havia deixado de ser a muito tempo, se é que um dia ela foi, e inocente então, acho que nunca foi. Kelly conseguiu o que queria seus 15 minutos de fama. E em consequência disso agora meu pai fica a todo o momento, me recordando que eu era filho do Jaredy Mczen, um dos empresários mais influentes de Londres, tínhamos um nome a “zelar”, portanto deveria me envolver apenas com “garotas do meu ‘nível’ “ , não muito obrigada, ficar com essas menininhas fúteis não era algo que me atraia, tudo bem que sair com uma ou outra, não fazia mal algum, mas sinceramente, eu não via graça em garotas que só sabiam falar do novo sapato Prada que ela ganhou, ou da nova bolsa que ela comprou por sei lá quantos euros.

–Josh, você esta me escutando?

–Não desculpa. Repete.

–Eu estava dizendo que você devia ir comigo, você não sai de casa a dois dias, que se dane seu pai, ele nunca faz nada mesmo, só fica te dando lição de moral.

Dom não estava errado, é eu iria com ele ao Shaward, que se dane as lições de moral do meu pai. Acho que se eu fosse atropelado por um tanque de guerra ele nem notaria minha falta mesmo.

–Dom, você tá certo, foda-se meu pai avisa as gatinhas, hoje à noite, Josh Mczen estará na área.

Falei caindo na gargalhada. Ele me acompanhou, mas parou para falar.

–Ata você é feio, as gatinhas preferem muito mais o Dominic Shimush aqui. — ele disse passando a mão pelo corpo, eu olhei pra ele incrédulo.

–Vai sonhando cara amassada, elas gostam mais de mim.

–Você que pensa... Só por que você é loiro dos olhos verdes? Grande bosta... Jho que horas são?

–18h55min por quê?

–Nossa estou atrasado, falei pra minha mãe que eu iria chegar em casa pra janta, foi mal, tenho que ir. Abraço brother.- ele saiu correndo e fechando a porta do meu quarto.

As palavras dele mexeram comigo, minha mãe havia falecido quando eu ainda era pequeno, tinha apenas 6 anos, e presenciei tudo, e o mais difícil, eu lembrava de cada detalhe.

Sempre prefiro desviar meus pensamentos ao em vez de me torturar relembrando aquele dia de inverno.

Senti algo escorrer pelo meu rosto e rapidamente limpei a teimosa lagrima que insistia em descer pelos meus olhos.

Nunca me esqueceria da minha mãe, assim como nunca me esqueceria daquela tarde.

Depois disso éramos só eu e meu pai, ou melhor apenas eu, pois meu pai nunca estava presente, sempre viajando ou em reuniões, nunca houve um tempo pra mim.

Josh era apenas o segundo, terceiro, ou quarto plano dele, em tudo.

Em partes eu o entendia, ele se tornou um homem amargurado, com raiva da vida, perdeu seu primeiro e único amor, e esse excesso de raiva ele descontava trabalhando.

Mas eu consequentemente me tornei um homem revoltado também, era contra qualquer relacionamento de afeto, não acreditava mais em amor, o sentimento mais próximo que eu conseguia aceitar era o carinho por Dom e Nina, e o afeto por Dalila, que se tornou minha “mãe” após o acidente, sempre cuidando de mim.

Balancei a cabeça, em uma tentativa inútil de expulsar os pensamentos da minha mente.

Olhei o relógio, já eram 19h25, fui ate meu banheiro tomar banho e me arrumar, eu iria para a Shaward beber e pegar algumas vadias como sempre, descontar o MEU excesso de raiva. Apenas com muito álcool em minhas veias, eu conseguia esquecer a dor e a culpa pela morte de minha mãe.

Tomei banho e vesti uma blusa preta gola V, uma calça jeans, um tênis daNike shoespreto e verde, meu relógio verde, cabelo arrepiado, perfume, desodorante, peguei minha carteira e meu celular. Desci as escadas rapidamente, Dalila estava na sala de jantar arrumando a mesa, caminhei ate ela.

–Dali, estou saindo, chegarei tarde. Amo-te.

–Josh para onde você esta indo?

– Shaward.

– Seu pai não vai gostar disso.

–Ele não precisa saber. Tem lanche pra mim? Estou com fome.

–Eu sabia que você iria querer lanche. Tem um pronto em cima da mesa, e suco na geladeira.

–Obrigada Dali. Tchau.

–Não volta tarde, cuidado e vai com Deus.

Caminhei até a cozinha e comi rapidamente o lanche e bebi o suco. Subi novamente e escovei os dentes, corri direto para a garagem.

Apertei o controle do portão e logo surgiu meus três “brinquedinhos”, uma Ferrari Vermelha. Meu carro de corridaPagani Zonda F, e meu mais novo “xodó” um Koenigsegg CCX4 preto.

Entrei no Koenigsegg pois fazia dias que não o testava, sai cantando pneu. Deixando um rastro para trás.

Minha outra paixão? VELOCIDADE.

Após alguns minutos na estrada que levava até o centro da cidade, meu celular começou a vibrar insistentemente, coloquei no suporte do painel e atendi.

–Josh falando, Quem é?

–Josh sou eu amorzinho.

Olhei o numero quando eu parei no farol. Não reconheci.

–Não sei quem é, fala seu nome.

–A Julia. Do pub. Semana passada nós saímos, você não me ligou, resolvi te ligar.

Revirei os olhos, nem lembrava mais dessa garota, simplesmente apertei o ‘end’ do visor e liguei o radio. Ele tocou de novamente, dessa vez pelo toque personalizado vi que era o Dom.

–Fala ‘viado’.

–Oi gatinha, mudança de planos, tem racha hoje na Av. principal as 2hrs vamos?

–Ok. To indo pra sua casa. Quando eu chegar ai nos decidimos o que vamos fazer.

–Ok, beijinho minha musa.

–Eu sei que você me ama minha bichinha.

–Que bom que você sabe.

Desliguei o celular, e gargalhei sozinho, Dom e eu éramos amigos há muito tempo, muito tempo mesmo.

Na verdade 10 anos, após a morte da minha mãe, meu pai fez negócios com o pai de Dom, que também era um empresário renomado, os dois viraram sócios em uma das empresas dele, consequentemente eu e Dom fomos apresentados, e ai foi ódio à primeira vista, ele quebrou meu vídeo game, e eu joguei o celular dele na piscina, depois desse dia, viramos melhores amigos.

Cheguei à casa do Dom, eu já tinha passagem permitida, os seguranças conheciam meu carro, assim como os da minha casa conheciam o carro do Dom.

Desci, e entreguei a chave ao empregado. Charlotte, a empregada, me esperava na porta.

–Boa noite Sr.Maczen.

–Boa noite Charlotte.

Caminhei ate a grande sala onde estava Julie, a mãe do Dom, lendo um livro em frente a grande lareira.

–Boa noite Julie. – Disse me aproximando e dando-lhe um beijo.

Eu já tinha intimidade o suficiente com o pai e a mãe de Dom para chamá-los apenas pelo primeiro nome.

–Olá Josh, boa noite querido. Dominic esta no quarto dele, pode subir.

–Tudo bem, obrigada.

Subi as escadas, e entrei no quarto dele sem bater na porta, nos não tínhamos essas cerimônias.

- Cheguei amor.

–Ai minha bicha favorita chegou. O que nós vamos fazer? Faltam 3hrs para o racha, a galera só vai chegar na av. as duas em ponto. Vamos mesmo ao Shaward?

–Não estou a fim, liga para a Nina e pergunta se ela quer dar um rolê, ela sempre sabe aonde ir.

–Tá bom.

Nina era a única amiga mulher que nós tínhamos. Eu, ela e Dom crescemos praticamente juntos. Nina é minha prima de consideração, o pai dela é casado com a minha tia Mariah, irmã do meu pai, a historia dela é bem parecida com a minha, talvez por isso nós nos demos tão bem.

A mãe dela a abandonou quando ela tinha apenas 1 ano, desde então quem a cria é minha tia, que a trata como se fosse mãe de sangue realmente. O pai não tem tempo para ficar com ela, então ela passa a maior parte do tempo, no quarto trancada, ou na minha casa.

–Alô? Nina?

–Não, a Srta. Marina esta no banho, quem gostaria?

–Oi Débora, é o Dom.

–Oi Sr.Shimush. Só um momento irei avisar a que é o senhor no telefone.

Dom havia colocado o celular no viva voz, então eu conseguia escutar tudo.

–Fala bicha. O que você quer me perturbando essa hora da noite?

–Oi minha gostosa, o Josh esta aqui em casa, hoje a noite tem racha na av. principal, nos vamos, você vai?

–Claro estou me arrumando para isso, mas é só as 2h.

–Eu sei, nós queríamos dar um role por ai antes de ir para a av. Você sabe onde esta tendo alguma festa?

–Na casa da Sherry esta tendo uma balada, eu vou dar uma passada por lá antes de ir. Quer ir também?

–Não na casa da Sherry, não. Ela vai ficar me perturbando Nina, você sabe como ela é.

–Oi meu Bebê preferido, tudo bem?

–Tudo sim.

–Vamos vai? Prometo que não deixo ela te encher TANTO o saco. Ó vamos fazer assim, daqui a pouco eu chego ai na casa do Dom e a gente decide o que vai fazer pode ser?

–Pode, estou te esperando.

–Ok.

Ela desligou o celular.

–Então, o que nós vamos fazer?

–Não sei. Você veio com que carro?

–Koenigsegg. Só que eu não posso correr com ele hoje.

–Por quê?

–Você sabe que eu ainda estou deixando ele do jeito que eu quero, então eu só vou poder correr com o Pagani. Até que eu consiga deixar ele perfeito, eu tenho só que fazer alguns ajustes.

–Pede para o Jorge trazer o Pagani aqui então, ai ele leva o Koenigsegg embora.

–É, vou fazer isso.

Liguei para o Jorge, o único empregado que eu deixava colocar a mão nos meus “brinquedinhos” e pedi para ele trazer o Pagani ate a casa do Dom, ele chegaria em 15 min, era o tempo certo da Nina chegar.


Notas finais
Pessoal eu preciso de uma BETA,quem quiser manda reviews..Mereço reviews pela historia??