Sonhadora

Capítulo 18- Confusões e Aflições Part 2


–Lucas? O que você está fazendo aqui? -digo apressadamente ainda atordoada com a situação.

–Er, eu não sei- ele diz parecendo confuso.

–Quanto tempo durava os efeitos do remédio?

–Era para ser 2 ou 3 horas... Não entendo o que aconteceu...

Lucas fica um tempo pensando mas então sua expressão fica preocupada

–O que foi?

– Se eu já acordei....

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–Oh Meu deus, a Alice e o Richard logo vão acordar...

Eu não podia acreditar no que estava acontecendo, eu precisava de mais tempo, que droga! O plano estava dando tudo errado, será que era conspiração contra mim?

–Lucas, vem ! -Digo o puxando pelo braço.

–Calma Fernanda, porque tanta pressa?

–Você esqueceu? Todos acham que você está morto.

–Eu sei disso mas o que que tem?

– Qual é a parte do morto você não entendeu, morto M.O.R.T.O- digo soletrando para ver se sua ficha caia-Você acha que se a diretora ver que está faltando um corpo ela não vai estranhar? Imagina se ela te vê conversando comigo... Não quero nem imaginar o que ela vai pensar.

–Você tem razão... Mas fora essa parte como está o plano?

–Péssimo

–Como assim péssimo?

Explico tudo o que estava me atormentando desde a parte que avisei a diretora da morte dos 3 até agora

–Meu Deus...que mulher fria, mas acho que já tenho uma solução

Por alguns segundos meus lábios superiores se levantam formando um leve sorriso mas ele é interrompido quando ouço a sirene da ambulância

–Fernanda dentro dessa ambulância estava...

–Sim, era a Alice indo para o hospital fazer o transplante.

– Temos que correr para esse hospital

–E como você pretende chegar lá?

–De carro

–Como se carro se você não tem um e...

Sou interrompida quando ele sai correndo e alguns minutos depois volta dirigindo um carro

–Você roubou esse carro? - digo surpresa.

–Foi por uma boa causa, e além do mais eu não roubei, só peguei emprestado

–Uma boa causa?

–Sim

–Tudo bem, então vamos - digo abrindo a porta e me sentando ao seu lado.

–Você sabe dirigir?

–Sim Mas ...coloque o cinto só por precação -ele diz piscando para mim e eu não ousei discordar.

–Qual é o nosso destino senhora?

–Hospital San's Tobillo e será que pode me fazer um favor?

–Claro, o que você quer?

–Por favor, não me chame de senhora.

Ela dá uma risada e assente com a cabeça. Ficamos em silêncio durante todo o trajeto que me pareceu uma eternidade.

–Chegamos - ele me diz e eu me assusto. Lucas estaciona o carro e símios apressado. Fomos o mais rápido possível até a recepção, tento recuperar o fôlego antes de falar.

–eu queria saber se minha amiga já chegou aqui no hospital...

–Qual o nome dela?

Dou todas as informações sobre Alice e para a minha alegria ela realmente estava ali.

–E agora Lucas, o que vamos fazer?

–Que horas tem?

–3 da manhã

–Acho que eu tenho uma idéia, vem - ele me puxa e eu apenas o sigo. Fomos andando por vários corredores e subimos várias escadas, eu já estava cansada quando Lucas para de andar e percebo que tínhamos chegado.

–Que lugar é esse?

Ele não responde, então olho para a porta e leio o que estava escrito.

–Tem certeza que temos que entrar no Necrotério?

–Ele diz que sim com a cabeça e eu concordo. Ele abre a porta e me arrepio com o ar gelado que sai.

–Eu estou com medo, não gosto de ver gente morta.

–Ah Fê não fica assim- ele diz me abraçando.

Respiro fundo e entro.

–Alice você está me devendo uma -digo mentalmente