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4 Predestinacão ou livre-arbítrio?


Se o destino existe com todas as suas forças eu posso andar tranquilo, não me preocupar com nada, pois nada mudará. E se a história da minha vida diz que viverei dois, vinte ou duzentos anos, nada que eu faça mudará tal data, correto?

Mas se assim for, onde está minha autonomia, onde estarão minhas escolhas, serei eu apenas um boneco de ventríloquo? E também me pergunto se tudo isso não geraria uma comodidade, onde não se tem a necessidade de aprimoramento, pois tudo já está feito.

Mas em contrapartida temos o livre-arbítrio, e se for somente as minhas escolhas? Total autonomia, nesse caso devemos viver preocupados, para não dizer desesperados, pois estarei a mercê de qualquer fatalidade, como uma criança recém-nascida jogada nua na calçada em uma noite fria e chuvosa.

Seria responsabilidade demais e tarefa impossível para eu somente realizar. Sem a ajuda de um pai, que é o provedor da casa, sem a ajuda e o afeto caloroso da mãe que é o nosso alicerce, não sei como poderia eu sobreviver diante de tal perspectiva.

Melhor então nem sair de casa, nem acordar, nem nascer, pois os riscos dessa hipótese são monstruosos.

Sinto que preciso ser autônoma e dependente ao mesmo tempo. Estaria eu louca? Ou desejando algo impossível? Não.

Vejamos, e se fosse totalmente compartilhado em termos justos? Por exemplo e se Deus como o pai regesse a orquestra de minha vida, mas ao mesmo tempo respeitando as minhas escolhas desde que não fosse prejudicar a causa como um todo?

Se esse Pai me guiasse aos bons caminhos de mãos dadas, mas se por acaso eu escolhesse outro caminho, Ele simplesmente soltasse as mãos? E me respeitasse.

E se ao lado desse Pai, mamãe também intercedesse?

E se eu tivesse um irmão mais velho, bem mais velho...que me defendesse e já tivesse pago por todos os meus pecados a dois mil anos atrás?

Ah como é lindo!!!!!