Estou de volta! Vamos dizer assim.
Meu nome é Elena e eu tenho 18 anos de idade. Cheguei de viagem tem uma semana. Estou finalmente de volta á pacata cidade de Mystic Falls. Seria muita ironia minha dizer que essa cidade é pacata, após minha volta. Você liga o noticiário, e a única coisa que se fala é "Por quê tantos assassinatos?" "Mais de 80 vítimas em apenas uma semana". E é por isso que eu me mantenho trancada dentro de casa, e com certeza com a televisão desligada. Eu tenho medo do meu próprio futuro.
Eu sei de tudo. Eu sei motivos porquê há tantas mortes lá fora. Eu sei os motivos porquê vítimas e mais vítimas inocentes morrem todos os dias. Eu posso responder todas as perguntas que vem atormentando a mente das pessoas de Mystic Falls. Mas eu não daria o braço a torcer. Fala sério, sou uma adolescente rebelde. Eu me sinto até culpada por saber o motivo disso tudo. Mas mesmo assim, não me sinto em obrigação nenhuma em falar. Eu fui envolvida nisso sem mesmo saber, e não tem jeito. Está no meu sangue.
Despertei-me de minha transe assim que meu despertador me lembrou que havia colocado mais 5 minutos para continuar na cama. É, eu acho que terei minha vida de volta. Mas ela não será como antes. Hoje terei finalmente o meu primeiro dia de aula. Me levantei, um tanto quanto indisposta e me encaminhei para o banheiro, lavando o meu rosto.
Ah, como a nossa vida é cansativa.
Fiz minha higiene matinal e me dirigi para o meu quarto novamente, procurando algo para vestir:
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=69340357&.locale=pt-br
Haha. Tudo bem, eu sei que você deve estar me achando uma Bitch do colégio, mas você está completamente errado. Eu uso muito preto, uso muito roupas apertadas, e que sim chamem atenção á mim. Eu não estou querendo ser ninguém que eu não sou. Você pode olhar para mim e pensar que sou antipática, mas se me conhecer, saberá o tipo de pessoa que eu sou. Mas uma coisa posso te afirmar, sou companheira com quem merece.
Desci as escadas e encarei minha cozinha vazia. Eu não estava frequentando o mercado pelo fato de ser um tanto quanto perigoso para mim. Mas mesmo assim, não tenho medo. Eu sei que isso tudo parará assim que começar a frequentar a escola. Abri a minha geladeira e dei graças a Deus por ter uma caixa de leite ainda pela metade. Peguei um copo e o servi com o líquido. Virei o copo de uma vez só. O lavei e coloquei no escorredor, pegando a minha bolsa com os materiais em cima da mesa.
Ás vezes eu me sinto vivendo um seriado americano. Mas não... As pobres meninas indefesas tem os seus príncipes encantados que as salvam. Já o meu príncipe encantado, poderia me matar. É... longa história. Desci as escadas de casa e fui até a garagem, pegando a minha Ferrari e dando a partida até a escola, em seguida.
Sorri ao sentir o vento gélido e gostoso de Mystic Falls bater em meu rosto. Eu não venho aqui desde os 8 anos de idade. E a morte de meu pai. Porém, eu não gostaria de falar sobre isso, e nem mesmo sobre ele.
Avistei o grande colégio sobre a minha frente e parei o carro ali mesmo. Desci do carro e fui até o portão da escola, que por sinal também me era enorme. Muita coisa aqui havia mudado. Entrei sem expressar nenhum dos meus sentimentos no rosto, enquanto as pessoas me encaravam de forma assustada. Estilo é estilo.
Fui até a diretoria pegar os meus materiais, a senha do meu armário e os meus horários. Segui caminhando normalmente até encontrar o número do meu armário e despejar o que não seria usado hoje. Encarei o papel aonde havia o número de minha sala e bufei ao perceber que teria que subir uma dois lances de escadas enormes para chegar até minha sala. Porque eles complicam isso tanto?! Fui carregando os meus livros de forma desengonçada até eu bater de frente com o muro de berlim e cair no chão, juntamente com os meus livros.
- Puta merda! -Murmurei baixinho.
- Me desculpe senhorita. -O muro de berlim me encarou nos olhos, e foi aí que pude perceber a beleza do rapaz. Que coisa mais clichê Elena. Se levanta desse chão sozinha e dá uma patada nesse garoto logo.
- Não foi nada, agora eu preciso ir! -Me levantei puxando um livro que ele havia recolhido e passando por ele, que prendeu o meu braço me impedindo de prosseguir.
- Não vai ficar com raiva de mim por te derrubar, não é mesmo? -Ele disse sorrindo malicioso.
- Eu to com pressa. -Respondi seca.
- Clichê! -Ele rebateu.
- Olha, até que você pensa como eu. -Disse sorrindo, tentando ser mais simpática.
- Você nem imagina. -Tudo bem, não entendi o que ele quis dizer com isso, mas não tive tempo nem de perguntar. O sinal bateu e o menino se foi. Eu só sabia que seus belos olhos azuis haviam me feito estremecer.
Voltei a realidade e subi os degraus, indo até minha sala de aula. Hoje volta essa babaquice toda. Eu realmente não preciso de estudar, meu pai era completamente rico e eu estou feita para o resto de minha vida. Mas mesmo assim, eu quero ter uma profissão. Quero ganhar meu próprio dinheiro. Tá bom, o que eu estou pensando? Que ridículo! Eu brinco a aula inteira e estou pouco me fodendo pra tudo isso.
Fiquei em transe durante a aula de matemática inteira. A única coisa que eu fazia era rabiscar linhas invisíveis no meu caderno feitas por minhas unhas. Por quê será que aquele garoto havia me desnorteado tanto assim?! Tinha alguma coisa errada com ele, e eu preciso descobrir o que é.
[...]
Felizmente, aquelas malditas 6 aulas diárias passaram voando. Eu me levantei da carteira, um pouco desnorteada pelo cochilo que eu tirei na aula de química, e esfreguei meus olhos, á ponto de borrar meu lápis de olho. Todos já haviam saído da sala, enquanto eu continuava imobilizada encarando minha mochila e meu caderno.
Respirei fundo e peguei os meus materiais, os colocando dentro da bolsa em seguida. Vou deixar meus livros aqui na escola mesmo, para não ter que carregar peso até em casa. Desci as escadas calmamente, quando vi as luzes dos corredores serem apagadas vagarosamente. Dei uma pausa na escada e olhei em volta. Por quê apagariam a luz se teria aula á tarde?
Voltei-me a me concentrar em outra coisa e caminhei até o meu armário, depositando todos os meus materiais dentro do mesmo. Conferi se meu telefone estava dentro da minha bolsa e fechei o meu armário. Caminhei calmamente sobre o corredor, até que sinto uma mão me puxar. Foi tudo muito rápido, eu mal pude agir. Abri os olhos e tentei gritar, mas uma mão em minha boca me impedia. Eu só não acreditava no que estava vendo.
- Você?!
