3208

2 Dia 1.


Notas iniciais
enfim, essa fic é meio complicada e não vai sair com muita frequência como foi com a minha ultima, desfiz minha co-autoria comigo mesma, mas a proposta continua, estou aqui por vocês.

Estávamos em uma floresta, uma das mais jovens, ela cresceu sobre onde um dia foi a cidade de Nova York diziam arquivos de estudo que tínhamos na nossa colônia, lá havia prédios grandiosos inclusive um que me chamava completamente a atenção, ele era enorme com letras grafadas porem quase apagadas

– Empire Stade – cochichei para mim mesma

– o que disse 3208?

– algo nele sempre me chama à atenção

– o Empire Stade?

– sempre que eu passo por perto dele, e olha que é algo que eu faço desde pequena. –me virei para Juan, o meu melhor amigo macaco – Juan vamos entrar?

– Não 3208, Aqui não tem nada vamos embora,

– só um minuto! Vamos entrar!– eu por impulso entrei no prédio abandonado de mais de 500 anos, o seu saguão era cheio de destroços de algo que provavelmente já fora belo e grandioso, deve ter sido o saguão, girei pelo local quase tropeçando em raízes, um lugar tão grandioso como este hoje coberto de grama, o que vocês fizeram antepassados? As escadas belas e magnificas estavam cortadas por arvores enormes, e as raízes penetravam no chão no meio de algo que eu presumi a segundos atrás ter sido o saguão, haviam grandes portas metálicas arregaçadas que davam para foças enormes, dava para ouvir gemidos lá dentro, alguns zumbis devem ter caído lá, em alguns pontos havia sangue no chão o que era triste, afinal sangue significa dor e por fim tinha ali e alguns destroços de robôs, e alguns objetos bastante uteis como foices, e outros nem tanto como crâneos humanos, mais a frente...

– 3208! – Gritou Juan, cortando meus devaneios de descrição detalhada dos locais, alias definitivamente, ele nunca seria confundido com um humano, primeiro pelo grito que quase estourou meus tímpanos, e segundo pelo seu porte de macaco, pelos por todo corpo, e forma quadrupede, ele usava roupas largas para facilitar seus movimentos, tinha o cabelo meio grande, sim cabelo, e olhos escuros quase negros, seu rosto ainda era bem de primata, eu o observava enquanto ele vinha até mim com um semblante serio e impaciente – Por que você é tão interessado no antigo mundo?

– aqui é formidável Juan – avistei alguns livros encardidos e velhos , corri e os peguei, assoprei levemente, e infelizmente sobre Juan – olha isso é incrível. Culturas perdidas, pelo apocalipse que nossa própria raça causou, nós nos destruímos Juan.

Ele começou a tossir e se afastar de mim por causa da poeira, e quando se afastou o suficiente para eu não ouvi-lo em tom normal ele berrou:

– Por favor, aqui pode ter zumbis...

– Deixa de ser... – Fui interrompida por um barulho vindo do primeiro andar, era um barulho choco sem vida, eram passadas sem vida, parecia ser arrastadas como correntes, e gemidos sonolentos e mortos. Eram tristes, Agoniantes como se esperassem a morte que nunca chega – bobo! Zu-Zumbis

– Corre 3208! Corre!

Ele veio atrás de mim, mas parece que ficou preso em algumas raízes e caiu, tentei voltar para busca-lo, mas ele fez sinal para eu seguir e que ele estava bem, e eu o obedeci por alguns momentos, peguei correndo a foice do canto do saguão para ajuda-lo, mas era tarde demais, eu estava longe dele e os zumbis sedentos de” sangue” já pulavam em cima de Juan e eu não conseguia olhar, minhas lagrimas já saiam dos meus olhos sem que eu pudesse controlar, quando sai do prédio fechei a porta com umas correntes que achei no chão, eu não devia ter entrado lá, eu estava de luto, em choc, parecia que meu cérebro havia virado mingau, eu sentei no chão, eu não podia ter perdido de novo para esses desgraçados sem vida, meu braço mecânico não era dos mais perfeitos, ele vez ou outra desgastava a cabeça do úmero, isso doía muito, meu ombro estava pesando, e minha perna estava entrando em combustão para piorar minha situação momentânea, eu já não aguento mais esses ataques que meu braço direito e minha perna esquerda dão, só me dão agonias, e dão tiute nos piores momentos, e faziam lembrar-me de quando e de como perdi minha perna e meu Braço, engoli a seco, o porquê eu os perdi vinha a minha mente a cada instante também. Bebi um pouco de vodka que eu tinha guardada e acabei dormindo.

Essas caldeiras estavam muito quentes, esquentava o ambiente em uns 8 graus, era uma batalha no sul da América, onde um dia já foi a Amazônia, mas enfim, essas caldeiras ficavam debaixo das forjas de robôs numero 256, era tudo muito bem feito, mas não tive tempo de ficar olhando, eu estava sendo perseguida por um exterminador, ele era forte e músculoso, mas era antigo porem isso não facilitaria minha vida nem um pouco, estávamos bem em cima do maior tanque de lava ou caldeira se preferir, a pele dele estava derretendo por conta do calor, eu estava com uma arma queimando minha mão, eu sabia que isso não adiantaria muit afinal era difícil atirar em algo com uma arma derretendo, mas eu tentei, atirei nele e como eu previa não adiantou, ele avançou pulou no meu braço e o apertou com força

Acordei com o braço fervilhando de quente peguei um recipiente com um pouco de Vinho tinto desta vez e bebi, eu não devia fazer isso pela minha idade, apesar de um mundo apocalíptico, as crianças ainda tem leis, porém só isso alivia minha dor e meus sofrimento, bebi mais um pouco do vinho, respirei fundo, olhei para o céu e disse:

– Que você nos abençoe Deus, Por que nós precisamos muito

A dor passou um pouco, me levantei devagar, e saí andando meio triste e rezando para não encontrar nenhum ser sobrenatural, pois não estava com cabeça para lutar e pelo o que parece nem em condições para tal feito, eu subi em uma arvore para passar a noite, eu não durmo em uma cama a anos, anos sem a macies do colchão, anos sem o conforto de uma casa... A Luz da lua era linda e prateada e a estrelas me faziam lembrar minha mãe, que havia virado jantar de zumbi, me fazendo usar essas próteses do mal, depois disso meus dias ficaram mais escuros e a morte virou uma velha conhecida que sempre batia em minha porta nas manhãs que eu não queria vê-la, ela virou aquele vizinho, ou parente chato que só não mora na sua casa por que você não deixa. Esperei o sono vim observando as estrelas se tinha algo bom que nos restou deste velho mundo, foi podermos observar as estrelas e admira-las sem precisar de telescópios, ou de apagar as luzes, afinal quase não existia luz mais. E com esse pensamento perfeito adormeci de vez e sem sonhos.

Notas finais
enfim, o que acharam deste nosso 1 capitulo ?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.