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9 Escolhida


Notas iniciais
Feitas as apresentações, os personagens finalmente se conhecem, mas alguns já iniciam com um destino negativo.

Meu nome é Luiza e já não faz muito tempo que já posso observar minha clavícula ficar cada vez mais "exposta". Eu sinto fome de arte e já não consigo mais encontrar espaço para mais nenhum desenho meu, o teto já foi até coberto. Sei que meus desenhos não são os melhores do mundo, mas são os que mais me representam dentro da solitária. Depois que fui presa, já não tive mais esperanças de algum dia ter a chance de me redimir.

No horário do café da manhã, foi jogado dentro de minha solitária um bilhete, um bilhete no qual eu e mais sete detentos foram escolhidos para fazer parte de um jogo chamado "Redenção", mas algo me chamava a atenção, no bilhete dizia que nós nos responsabilizaremos por qualquer perda. Como tiveram coragem de escrever isso num lugar onde ninguém tinha mais nada a perder?

No verso do bilhete, consegui ler a localização do eu poderia chamar de encontro. Curiosamente, a porta blindada estava aberta, só bastava eu abri-la sem nenhum esforço. Minutos depois, consegui chegar ao local de encontro e vi apenas seis detentos comigo. Parece que nem todos seriam capazes de aceitar jogar algo tão suspeito e misterioso.

Dei uma observada no local e cheguei a uma conclusão: o local fica do outro lado da ilha e, você deve saber, prisões que ficam em ilhas ocupando todo o espaço certamente são grandes.

Durante minha observação, eu e os outros seis conversamos bastante e perguntávamos sobre muitas coisas. Dentre todos, o que mais me chamou atenção foi Guilherme que, apesar de ser a pessoa mais alta que já vi na minha vida, ele não intimida ninguém com todo o seu cavalheirismo. Guilherme me chamou a atenção não só pela sua altura, mas também pelo seu positivismo. Ele tinha cabelos lisos e parecia com o John Travolta naquele musical encantador.

Rebeca era a única garota além de mim, só não era mais baixinha que eu. Ela costumava usar óculos, mas não o tempo todo, só quando apresentava dificuldades. Diferente do meu cabelo, o dela era preto e bastante liso. O belo corpo da garota me chamava atenção porque ela era baixinha e tinha curvas muito bonitas, dava pra perceber que ela carregava uma raiva dentro de si, uma vontade de fazer justiça jamais vista.

Falando em cabelos negros, também tinha Matheus que era bem magrinho e costumava ter uma franja bem bagunçada, mas não posso reclamar, afinal, ele era o único garoto com franja. Talvez a franja até seja necessária, porque ele se mostrou bastante inteligente e competitivo, eu não daria mais que 1 e 75 de altura para ele.

Também observei bastante o Bruno, ele era o mais bonito de todos os garotos com aquela pele parda e aquele sorriso encantador. O cabelo dele lembrava o de Matheus, só que sem a franja, parecia que Bruno evitava ter uma. Bruno tem um corpo bastante normal e uma voz muito bonita de se ouvir, eu diria que ele seria mais inteligente que Matheus se ele não fosse tão tímido. Ele era um pouquinho mais alto que Matheus, mas isso não dava pra perceber tão fácil assim.

Falando em timidez, tínhamos o Luciano conosco, ele não falou praticamente nada além do nome dele para se apresentar. Eu não sei muito sobre ele, mas ele aparentava ser o mais novo entre nós. Disseram que viram ele raspando seu cabelo aqui na prisão, mas isso não é seu maior destaque, ele era bastante branco, tanto quanto Guilherme. Luciano não só aparentava ser o mais novo, assim como também era o mais baixinho entre os meninos.

E, por último, conversei com Arthur. Arthur certamente era o mais forte entre os garotos e dava para perceber que ele só não era o mais alto por causa de Guilherme (que provavelmente deveria ter seus um e noventa sem exageros). Arthur usava óculos e cortava seu cabelo constantemente, típico de homem comum. A voz de Arthur superava a de Bruno, lembrava um narrador.

Depois de muitas apresentações, perdemos muito tempo conversando e depois de um longo período começamos a questionar o motivo de terem nos convocado para um jogo. Passamos muito tempo conversando e nada de mais alguém além de nós aparecer. A sala que estávamos lembrava o refeitório, só que abandonado e a única iluminação que tínhamos era a de uma lâmpada pendurada num grande fio em cima da única mesa, onde nós estávamos conversando.

O tempo se passava e alguns até pensavam em ir embora (só não sabiam para onde) até que, do "teto escuro", vários papéis foram jogados de lá de cima e rapidamente todos começaram a pegá-los na esperança de lerem satisfações.

Nos papéis, todos diziam a mesma coisa: "Joanna está morta, mas por quê?". Com os papéis em mãos, todos nós ficávamos um olhando para o outro sem entender o que se passava. Mas todos nós ficamos na dúvida, seria isso parte do jogo?