300 Segundos
2 Capítulo 2: O porque de tudo
Notas iniciais
A noite começava a cair quando um som de campainha ecoou pela vasta mansão. Uma mulher loira com um coque no alto de sua cabeça correu até a imensa porta.
-Já vai! Já vai! – exclamava sem saber se a pessoa de fora ouvia. –Senhor Gravano, boa noite.
-Boa noite – cumprimentou formalmente estendendo a mão em direção a senhora. Esta iria cumprimentá-lo quando seu marido, um homem de cabelo negro e de terno, desceu a vasta escadaria, já exclamando sem cerimônia.
-Senhor Gravano! Que bom, que aceitou meu convite de negócios! Sente-se por favor!- cumprimentava e ao mesmo tempo apontava para uma poltrona na sala. O convidado aceitou e acomodou-se na mesma. – Querida, deixe-nos a sós por favor.
Sofia, o nome dela, saiu cumprimentado mais uma vez antes de retirar-se do aposento.
-Quando você vai me pagar a dívida? Estamos tendo muito problemas por causa de você e de um outro infortúnio... – sussurrou o convidado
-E-eu ainda não consegui o di-dinheiro. Me de mais um tempo! – tartamelou em pedidos.
-Se não vai me pagar, vai ser de outro jeito. – respondeu levantando-se e saindo da grande casa. Seguiu até o carro preto parado na rua, enquanto vestia um sobretudo, entrando no banco passageiro logo em seguida.
-Ele não vai pagar pelo visto- comentou o motorista.
-Sim, eu sei. Vamos, temos contas a acertar com aquele homem. – e o motorista acelerou, virando uma esquina ou outra, atrás da única filha do homem. Já seguiam a garota a tempos atrás. Já sabiam que não gostava dos pais. Já sabiam que ela fugia constantemente de casa. O homem do banco passageiro tirou de seu bolso um celular e digitou alguns números. Trocou algumas palavras com o desconhecido e desligou.
-Sua vez de agir. –falou ao homem no banco de trás.
-Lembre-se. É meu ultimo serviço.
-Tudo bem... Já discutimos isso. Agora vá, antes que a menina saia correndo.
A porta do banco de trás abriu-se e o homem vestido totalmente de preto, com uma arma nas costas, saiu em direção a um prédio vermelho. Um minuto e meio depois, já chegara ao topo deste. Apoiou sua arma no parapeito do prédio, e mirando atirou. Acabou acertando o garoto junto a ela, mas não ligou muito, e logo pôs se a descer.
-Pronto. Acabei matando um garoto junto a ela... – disse sem emoção alguma, sem ao menos importar-se.
-Como assim? Era apenas para matar a garota!- retrucou o homem do banco passageiro, abaixando o vidro do carro.
-Quem liga para aquele menino? Você?
Não respondeu. Em vez disso, pegou o celular e fez uma ligação. Uma ligação ao mesmo desconhecido no qual falara antes.
-Alô? Sim, pode sim. – e um tiro cortou a noite matando o sniper a sua frente.
-Por que mandou matá-lo? Você sabe que nos podíamos pagar ele! Nem precisava usar o sniper extra que você contratou. – inquiriu o motorista
-Porque... O garoto que ele matou... Havia pedido para que levasse a menina até lá.
-Ok, nada de mais até esse ponto. Qual a importância de um garoto comum a você?
- Ele... Era o meu filho.
---------------------------------------
A garota loira caminhava apressadamente. Olhava muitas vezes para trás, tentando certificar-se de que ninguém estava atrás. Ouvia apenas o som sucessivo de seu sapato contra o asfalto. Nem os poucos carros que passavam ousavam fazer algum barulho. Olhara o céu: límpido. Sem estrelas e sem nuvens. Ou a negra poluição apenas encobria as estrelas, por estar com inveja de seu brilho. O medo, como a noite, apossava-se do ambiente, tornando-o mais frio.
O vento gemeu novamente, como se exprimisse a mais agonia dor que ela já ouvira, esvoaçando seu cabelo. Uma mão fria pousou em seu ombro, e soltou um grito abafado.
-Não pode continuar a fugir de casa desse jeito... –sussurrou
-Ethan! – exclamou a menina surpresa, e este cobriu sua boca com a mão gélida.
- Não grite Megan, as ruas a essa hora são perigosas.
-O que faz aqui? Você me seguiu? Eu não acredito! Meus pais que pediram?- matei o de perguntas
- Ei! Vim por conta própria! Fiquei preocupado... – disse autoritário virando o rosto ocultando-o pelas sombras.
-Me desculpe... Eu... Você sabe...
-Não a culpo de fugir, quero dizer, você não gosta dos próprios pais, da própria rotina, da própria vida.
Começou a pensar em tudo pelo que já passou. Parecia tão banal antes, mas agora... E desatou a chorar em uma tentativa frustrada de repelir a tristeza.
Sentiu uma mão, passando por sua face secando a mesma. Olhou para cima e deparou-se com Ethan encarando-a, para depois beija-la.
Separaram por um momento, e por um instante, um barulho estridente ecoou pelo tempo. Um tiro, vindo de longe, de um atirador de elite. O tiro transpassou os dois jovens, deixando os dois jovens mortos no chão gélido.
Notas finais
Mas ta ai née Agradece a Juhh pelo sobrenome de mafioso [?] e a BiancaLima[de novo]
Fale com o autor