30 Dias de Reflexão
8 É a vida.
Notas iniciais
Eu já coloquei como título a maior desculpa que ouvi nos meus 23 anos de existencia.
O tema de hoje é "escreva sobre alguma decepção". Tem tantas...
De filmes, musicas até acontecimentos na vida. Vamos falar da vida, né? E mais uma não-novidade para vocês, sobre amizade. Chegou a hora de mais um desabafo, e aí vocês vão entender porque valorizo tanto esse tema.
Eu sempre fui uma criança muito ingênua. To acostumada a ser a mais nova, a mais lesadinha, a protegida pelos pais (o que é verdade total). Um amor de criança. Mas ingênua. Eu era a criança que era zuada e vinha uma amiguinha me proteger, porque eu só começava a chorar. E foi isso desde o jardim. Tem uma amiga minha dessa época, quem eu amo muito e tá vindo me visitar porque ela mudou de estado, que eu não sei se ela lembra, mas eu lembro dela me protegendo de um garoto no jardim de infância. Eu não lembro o que ele tava implicando comigo, mas eu lembro dela chamar ele de "bacalhau". Sentido? Nenhum. Mas foi tudo pra mim na época.
E, depois disso, começar numa escola nova, sempre sendo a mais nova, é complicado, né? Então a primeira decepção tá aí: meus pais. Que me separam da minha amiguinha quando me trocaram de escola. O problema é que a gente morava perto, mas meu pai sempre me levou de carro pra casa dela, então eu sempre achei que era longe. Por conta disso, ficamos 10 anos sem contato de bobeira. Enfim.
Segunda decepção a caminho:
Escola nova, mais nova, bla-bla-bla. Eu me lembro de três amigas nessa época, e uma inimiga. A princípio só eu tinha problema com essa garota chata, mas só to citando mesmo. A questão toda é que, dessas três amigas, apenas uma era verdadeiramente amiga. Talvez duas, só que essa segunda, assim como a terceira, seguiram um rumo totalmente diferente do meu na vida. A segunda não me decepcionou, na verdade sou bem indiferente quanto a ela. A terceira, vai ser a terceira decepção. Irônico, não? Minha segunda decepção foi envolvendo a primeira. Ela era daquelas amigas que a gente não desgruda, sabe? Que a professora tem que separar porque a gente não parava de conversar. A decepção foi quando ela se mudou. Mudou de cidade, então, consequentemente, de escola. Ela é uma dos únicos acontecimentos daquele ano que eu me lembro. E curioso que ela tinha um nome bem parecido com o meu. Éramos quase xarás.
A terceira decepção comba com mais uma amiga que fiz depois, e um amigo, que só depois de alguns anos eu descobri com eles o significado de falsidade. Porque eu achava que eram meus amigos. Mas aí eu comecei a relembrar momentos do passado com outros olhos. Olhos que viram que se aproveitaram da minha bondade. Se aproveitaram da minha ingenuidade. Me zuavam e me xingavam, mas eu não compreendia naquela época o que eles realmente estavam falando ou fazendo. Me usavam para acobertar eles.
A ultima decepção do gênero que quero citar, é a única que acredito que o título realmente se aplica. Foi minha melhor amiga por anos. Me colocou nesse mundo da literatura, me colocou no mundo da maturidade e das aventuras. Eu ainda sinto muita falta dela. Mas simplesmente não sei como chegar nela, como falar com ela. Nossos assuntos se limitarem e se tornaram divergentes. Nos tornamos duas estranhas para nós mesmas. Mas, todas as lembranças que tenho dela são fortes e realmente inesquecíveis. O problema todo é que sei que nunca mais será como era. Mas sinto sua falta.
O lado bom dessa história toda, é que todas essas decepções foram o caminho para conhecer quem está na minha vida até agora, e aprender a adaptar a vida para eles. Aprender a mantê-los. Então eu sou grata até a quem me zuou lá trás. Me serviram para eu aprender a enxergar quem está pisando em mim ou quem eu amo. E pros cinco lendo: eu amo vocês!
Fale com o autor