Notas iniciais
Antes de vocês começarem a ler, o título não tem haver exatamente com o conteúdo do capítulo, mas como eu to me sentindo. Então, fé. Kkkkkkkkkk Boa leitura a todos ♥

Perna batendo... Olhar distraído... Tentação de roer as unhas...

—Você tá bem?

Ela olhou para o grupo, abriu a boca, puxou todo o ar possível... Para devolver e não falar nada.

—Ela tá mesmo nervosa?

—É porque eu não sei exatamente qual parte contar.

—Ah cara, só conta e fé. — Respondeu o único rapaz do grupo.

—Gente, eu acho que ela vai começar a falar com os leitores...

"Exatamente isso que eu vou fazer, porque eu não sei como contar essa história sem fazer alguns questionamentos para vocês pensarem.

E o primeiro deles é: porque tanta pressão para o primeiro beijo? Tipo, é um beijo! O primeiro beijo vai definir como você vai beijar para o resto da vida? Mas assim, cada pessoa que você beija, não é um primeiro beijo?

Exceção para a pessoa que casou e viveu o resto da vida com o seu primeiro namoradinho, 90% das pessoas tem mais de um namorado na vida, e eu to falando namorado mesmo, não é nem peguete.

E outra pergunta: selinho é considerado quando a gente fala de primeiro beijo? Já me falaram até que beijo sem lingua não é beijo. Aí fica difícil saber o foco da história que vou contar. Mas enfim, eu resolvi que vou contar tudo.

A começar que quando eu tinha 7 anos — menina ingênua que eu era, o vidente mesmo — disse em voz alta, na presença dos meus pais e um casal amigo com dois filhos, que eu só iria namorar quando eu tivesse 17 anos ou estivesse na faculdade. Sabe o que aconteceu? Com 17 anos eu estava na faculdade.

A pior parte disso tudo foram os hormônios da adolescencia me deixando ansiosa para ter um primeiro beijo. Mas vamos relembrar também que estamos falando da mesma criança sem esperanças do primeiro capítulo, que achava que a solução para a sua vida amorosa seria um casamento arranjado.

'Então você ta dizendo que ficou bv até os 17 anos?' — Vocês devem estar se perguntando...

Mas é claaaaro que não. Foram até os 19 anos.

Antes que alguém pergunte: eu tive oportunidade sim, tá? Eu me declarei para um crush na faculdade, ele mandou um 'não' e eu fiquei rindo que nem uma hiena no ônibus... E teve um amigo que se ofereceu, e tentou, e me zoa diversas vezes até hoje. Por sinal, no dia do casamento dele, ele resolveu inaltecer a nossa amizade, lembrou disse eu que só fiquei 'Pelo amor de deus, por que vocês adoram me deixar envergonhada?'.

Eu até fiquei tentada em aceitar uma vez, — cara, eu sei que você tá lendo, para de surtar e rir da minha cara — mas eu achava que seria muito estranho. Mas enfim!

Eu vou tentar resumir jogando umas palavras para finalmente chegar na parte que interessa, ok? Ok! Então... Amigo do colega chato de faculdade, interesse, whatsapp, conversa, interesse, precisamos nos encontrar, amigos ninjas + mãe no encontro, atraso, sinais pra dizer se tá tudo bem ou não, povo sumiu e fiquei sozinha com um cara 10 anos mais velho que eu. TUDO BOM?

Talvez eu faça um capítulo bônus só pra contar essa história direito. Parte importante: o momento que fiquei sozinha com ele. Logo depois que eu percebi que estávamos sozinhos no meio do shopping com o baile dos idosos lá rolando, eu recebi uma mensagem da minha mãe dizendo pra eu inventar uma desculpa e que ela estava indo me buscar. Como uma garota obediente que sempre fui, fiz isso. Fomos descendo e conversando, e eu mega ansiosa pra ele me beijar, mas ao mesmo tempo já perdendo as esperanças. Chegamos no primeiro andar, nenhuma alma viva passava pela gente.

Foi então que ele pegou as minha mãos, começou a agradecer pelo encontro, e eu fui ficando mais tímida do que eu sou. Enrubrecendo — essa palavra existe? — com as mãos começando a suar até que ele pergunta se podia me beijar.

Sim, ele perguntou...

Achei cavalheirismo, respeitoso, um pouco século XIX, me derreteu um cadinho. E eu só balancei a cabeça permitindo. Tentei lembrar de todos os conselhos que meus amigos me deram em 1 segundo, e lembrar de todos os sinais que eles me disseram de quando um beijo é bom. E de tantos pensamentos, o único que lembrei mesmo foi de um amigo me falando pra fechar os olhos durante o beijo. Eu fiz isso e a reação na minha cabeça foi 'É isso? Tá bom.'

Um detalhe importante: foi um beijo sem lingua, por isso os questionamentos lá em cima.

E é por isso que eu vou dar um bonus para vocês: de quando eu perdi o meu bvl— alguém ainda fala isso?

Eu namorei por 7 meses com esse embuste sem dar um beijo decente. Depois de alguns meses, eu conheci um outro cara, que também se tornou meu namorado. E eu coloquei o interesse dele à prova, porque fiz ele me encontrar por volta das 9h da manhã após uma prova da faculdade. Tadinho dele...

Sim, ele realmente foi. Não chegou atrasado, — pontinhos extra por isso — se perdeu um cadinho no caminho, — tadinho de novo — e ainda fiz ele me procurar dentro de uma loja grande — gente, ele sofreu comigo.

E logo quando ele me encontrou, foi surpreendente. Eu realmente nunca esperaria por isso. Não deu nem tempo de eu perder as esperanças. Ele me encontrou e foi um beijo com vontade. Eu fiquei encantada. Foi melhor do que qualquer beijo que eu tive com o embuste. Depois do beijo ele disse oi.

Aí vocês decidem aí qual foi o primeiro beijo mesmo, o que ficou valendo para o tema do hoje. E aproveitando que é para escrever como eu me senti durante o beijo, vou escrever também como to me sentindo durante a escrita. Porque eu estou mega nervosa, mandando audio para todo mundo. Desisti umas três vezes já de postar esse capítulo, mas fé. Fé na comédia de nervosismo que tá sendo."

Notas finais
Sigo viva... Eu acho.