30 Day OTP Challenge
12 Capítulo 12 - O que não fazer durante um engarrafamento
Notas iniciais
—Você colocou a escova de dente e a saboneteira? – Perguntou Emmett sentando sobre a mala que estava em cima da cama e lutando para conseguir fechá-la.
Rosalie passou apressada no corredor com uma toalha enrolada na cabeça enquanto procurava alguma coisa que ele não tinha a menor ideia do que era.
—Sim, eu já coloquei na mala. Você viu aquele par de brincos que sua mãe me deu de aniversário? – Perguntou refazendo o caminho e parando na porta do quarto observando-o. – Quantas coisas você colocou nessa mala depois que eu disse que ela já estava pronta?
—Seus brincos estão no armário do banheiro. E eu só quis complementar com algumas coisas para o caso de precisar. — Deu de ombros fazendo força novamente para puxar o zíper que parecia se recusar a fechar.
Rosalie desapareceu porta fora indo para o banheiro buscar os brincos que queria usar e aproveitou para pentear os cabelos. Ela continuou falando tendo a certeza de que mesmo com a distância, Emmett seria capaz de ouvi-la.
—Emmett, eu coloquei tudo o que a gente vai precisar, pelo amor de Deus, só vamos passar quatro dias e você está levando mala para um mês.
O moreno fez pouco caso das reclamações da noiva e suspirou de alívio quando finalmente venceu a batalha com a mala. Jogou-se na cama respirando ofegante, é, tinha vencido essa batalha.
Rosalie voltou para o quarto e calçou suas sapatilhas.
—E então? — Questionou o encarando com aqueles olhos verdes que foram a primeira coisa a chamar a atenção de Emmett. Ele riu diante do olhar inquisidor e sentou-se sobre a cama passando a mão pelos cabelos pensando que poderia encara Rosalie para o resto de sua vida e ainda seria pouco tempo para apreciar cada traço do rosto delicado e bem feito, para admirar suas curvas e gravar na memória cada pedacinho dela, uma eternidade ao seu lado ainda seria pouco.
—Eu gosto de ter opções, ursinha. Estou sendo um bom noivo e me assegurando de que você vai ter tudo o que precisa para qualquer ocasião. Coloquei casacos...
—Estamos em pleno verão, Emmett! – Ela riu, seu noivo era um sem noção mesmo.
—Sei lá, vai que chove? Eu não controlo o clima. É melhor prevenir do que remediar. Também coloquei umas toalhas extras e mais dois pares de roupa, caso eu, quero dizer, caso você fique em dúvida sobre o que vestir.
Rosalie revirou os olhos e não voltou a discutir. Estava ansiosa para sair logo, quatro horas de viagem separavam Forks de Seattle onde eles iriam passar o feriado de Quatro de Julho junto com a família de Emmett. Combinaram de passar mais alguns dias, Rosalie conseguiu uma semana de férias no trabalho ao passo que Emmett conseguiu um amigo para cobri-lo durante aqueles dias.
Rosalie preferia ir na manhã seguinte, mas Emmett insistiu que era melhor saírem de noite e assim evitarem o trânsito, muitas pessoas deixavam pra viajar de última hora o que culminava em longos engarrafamentos e muito estresse, eles facilmente poderiam evitar isso saindo na noite do dia três, seus pais não se importariam por eles chegarem de madrugada, já estavam acostumados com os incômodos de Emmett e gostavam de mais de Rosalie para ficarem bravos, argumentara o noivo. A loira tinha balançado a cabeça negativamente quando ouvira aquilo, entretanto por fim aceitou a sugestão.
Se fosse sincera consigo mesma Rosalie admitiria que estava ansiosa para ver os sogros que a haviam acolhido como pais, especialmente depois que o relacionamento de Rosalie com a própria família havia sido rompido quando ela terminou o namoro com o milionário Royce King ao se dar conta que estava apaixonada por Emmett.
—Você está pronto? — Perguntou deixando aqueles pensamentos de lado.
— Estou pronto desde o dia que eu nasci, bebê. Vamos nessa.
Pegaram a estrada as 23 em ponto, o que significava que chegariam na casa dos pais de Emmett por volta das 03 da manhã. Rosalie não gostava de viagens de carro, ficava impaciente na maior parte do tempo e não sentia sono ainda, por isso havia levado um bom livro, uma leitura a distrairia do tédio de uma viagem.
Emmett dirigia tranquilamente ajustando a estação de rádio vez por outra até que se cansou e conectou o próprio celular deixando que as músicas que lhe agradavam tocassem no ambiente do carro.
—Mal posso esperar pelo dia de manhã. – Quebrou o silêncio chamando a atenção de Rosalie que fechou o livro, estava demorando muito mesmo, ela sabia que mais cedo ou mais tarde Emmett ia puxar conversa. Ele era um tagarela, mas ela não se importava. Gostava de ouvi-lo falar, gostava de muitas coisas nele e naquele momento teve ainda mais certeza de que fizera a escolha certa ao deixar o relacionamento frio com Royce por todo o amor que Emmett tinha para lhe oferecer.
—Eu não sabia que você gostava tanto assim do Quatro de Julho, achei que preferisse o Natal. – Comentou se acomodando melhor no assento. Emmett assentiu concordando.
—Eu não tinha percebido o quanto sentia falta do feriado em família até agora, meu pai tem um pequeno barco que ficava ancorado na marina, lembro que mamãe ficou furiosa quando ele comprou dizendo que não tinha necessidade nenhuma de ter um barco, e na época realmente não tinha, meu pai nem sabia velejar. — Ele riu lembrando do quanto Esme ficara furiosa com Carlisle. – Então ele começou uma tradição familiar, sempre no Quatro de Julho pegamos o barco e velejamos e a noite fazemos um piquenique na proa e assistimos os fogos de artifício todos juntos. É maravilhoso. – Contou, Rosalie podia ver como os olhos azuis brilhavam animados ao falar da família e ela percebeu que o lar em que ele crescera fora completamente diferente do ambiente que ela tinha com sua família, por isso Emmett era tão caloroso ao passo que ela ainda tinha muitas dificuldades em demonstrar seus sentimentos, principalmente com outras pessoas, sentia que só conseguia ser ela mesma quando estava ao lado dele.
—Eu mal posso esperar, acho que esse vai ser o nosso melhor Quatro de Julho. — Disse colocando a mão por cima da dele.
— E com o tempo quem sabe podemos criar nossas próprias tradições familiares. — Sugeriu e Emmett assentiu gostando muito daquilo, era bom estar ao lado de alguém que tinha toda intenção de ficar, alguém com que pudesse planejar um futuro, ele nunca tinha se dado conta do quanto ansiava por isso até Rosalie entrar em sua vida e bagunçar tudo. Foi a bagunça mais deliciosa de todas.
—Eu acho que essa é uma ideia maravilhosa. — Ele se inclinou para o lado e capturou os lábios dela rapidamente mantendo um olho na pista.
A viagem seguiu tranquila até chegarem em Port Angeles onde um engarrafamento fora do comum ocupava as pistas.
—Ah, qual é !- Emmett lamentou e Rosalie riu.
—“Vamos viajar de noite, não tem trânsito”.- Ela engrossou a voz fazendo uma imitação muito ruim do que deveria ser a voz dele.
Emmett a encarou estreitando os olhos.
—Eu não falo desse jeito, e como é que eu ia adivinhar que todo mundo ia ter a mesma ideia que eu? Saco.- Ele cruzou os braços e deixou a cabeça cair para trás no banco.
—É, agora não adianta reclamar, a gente só pode esperar e torcer para não demorar muito.
Cinquenta minutos depois eles tinham andado pouco mais que 20 metros e Emmett já estava a ponto de enlouquecer.
—Não dá!- Ele disse por fim com as mãos na cabeça puxando os cabelos.- Vamos fazer alguma coisa ou eu vou surtar aqui!- Implorou e Rosalie riu vendo o quanto ele estava impaciente, Emmett era inquieto, àquela altura ele já tinha batucado no painel do carro, ligara e desligara o som umas três vezes, tinha saído do carro e andado pela estrada o que lhe custou ouvir um sermão de Rosalie sobre segurança e proteção.
—Você quer jogar no celular? – Ofereceu pegando o aparelho apenas para constatar que estava desligado. – Deixa para lá, acabou a bateria.
—JOGAR! É isso, Rosalie você é um gênio. – Ele disse soltando o cinto e remexendo no porta treco do carro encontrando um pilha de papeis, uma foto deles dois juntos, e por fim dois dadinhos. – Vamos jogar Cubo do Amor.
— O que? Emmett, você ficou doido? A gente está no meio de um engarrafamento, eu não vou jogar um jogo erótico contigo dentro de um carro. Alguém pode ver, deixa de ser maluco. – Rosalie não podia acreditar na falta de noção dele que parecia fazer pouco caso da sua recusa e seguia jogando os dados para cima e os pegando na mão. Tinham comprado o jogo num sexy shop para comemorar o Valentine’s Day daquele ano e depois Rosalie não fazia ideia de que fim tinham tomado até perceber que Emmett os tinha guardado.
—Ursinha! Por favor, é madrugada, está escuro, ninguém vai ver. Por favor, por favor, por favor. – Ele soltou o cinto que a prendia e a puxou para mais perto afastando o banco do carro um pouco para trás de modo que ela pudesse sentar no seu colo de frente para ele. – Vai ser divertido. – Murmurou contra seu ouvido fazendo ela derreter. – Um pouco de adrenalina é bom, prometo que vai ser excitante. – Ele mordiscou o lóbulo da orelha dela e Rosalie segurou firme em seus ombros e se acomodou melhor em seu colo.
Maldito Emmett, que sabia provocar seu corpo nos locais em que a deixavam mais vulnerável. Um arrepio de antecipação percorreu seu corpo e ela sentiu a adrenalina se espalhar como fogo líquido correndo por suas veias. De repente se tornou tentador demais jogar com Emmett num local proibido com a possibilidade de serem pegos a qualquer momento. Um calor tomou seu baixo ventre e ela sentiu os mamilos enrijecerem.
—Certo, vamos logo com isso Emmett mas, se por acaso alguém ver eu vou acabar com a sua raça.
Ele riu e deu os dados para ela.
—Você pode começar.
Um dos dados tinha ações e o outro, partes do corpo. Rosalie jogou primeiro e sorriu com o resultado: Chupar e Dedos.
Com lentidão ela pegou a mão de Emmett olhando para o dedo indicador antes de umedecer os lábios com a língua e colocar o dedo no interior da sua boca com lentidão sugando.
Emmett fechou os olhos e jogou a cabeça para trás.
—Cacete!- Guinchou deixando a imaginação correr solta, era incrível como Rosalie conseguia despertá-lo com um gesto tão simples. Ela repetiu o processo com o dedo médio sentindo que ele despertava totalmente agora. – Já chega! É a minha vez agora. – Ele puxou a mão fazendo ela rir.- Você vai me pagar por isso.
—Foi sua ideia. – Ela o lembrou. Emmett pegou o dado balançando e jogou no banco ao lado. O resultado o agradou bastante.
Emmett a puxou para mais perto e afastou o cabelo do pescoço dela, deveria lambe-lo e ele prometeu a si mesmo que a deixaria tão necessitada quanto ele próprio estava.
Começou na base do pescoço inalando profundamente sentindo o cheiro dela entrar em suas narinas como se fosse o ar que ele respirava e de certa forma ela era, correu o nariz para cima e para baixo sentindo o aperto das mãos dela em seus ombros, o próximo passo foi distribuir beijos tímidos que fizeram Rosalie suspirar, em seguida usou a língua para traçar pequenos círculos no local passando em seguida a dar lambidas vigorosas. A loira caiu para trás pressionando as costas contra a buzina, o barulho alto a trouxe de volta a realidade e ela sentou-se sobre o colo de Emmett rindo.
Algumas rodas e algumas peças de roupas a menos depois eles já estavam tão excitados que não sabiam quanto tempo mais iriam aguentar.
—Acho que é minha vez. – Ela disse fazendo menção de pegar os dados, mas Emmett a impediu.
—Deixa esses dados para lá, eu preciso de você agora. – Emmett puxou a própria calça tendo dificuldade para tirá-la mas conseguiu com a ajuda de Rosalie jogando-a no banco ao lado, Rosalie usava apenas o conjunto de calcinha e sutiã aquela altura. Emmett a abraçou procurando o fecho da peça íntima ao mesmo tempo em que sentia a boca dela colando-se a sua.
Ele se remexeu inquieto no banco empurrando o quadril contra o dela sentindo os corpos se pressionarem. Sentia cada terminação nervosa sua muito consciente da pele dela, do calor dela, da sensação de ter seus seios pressionando seu tórax e seu corpo grudado ao dela.
X
Devidamente saciados Emmett e Rosalie respiravam ofegantes ainda sem terem forças suficientes para se mover após um orgasmo arrebatador. Uma batida na janela quebrou a letargia e Rosalie pulou para o banco ao lado vestindo a camiseta. Emmett pareceu meio aturdido por um minuto não sabendo de onde vinha aquele som que atrapalhava seu momento de recuperação após a consumação dos seus mais ardentes desejos.
— A janela. – Rosalie avisou já devidamente vestida apontando para o seu lado. O moreno piscou contrariado, mas teve vontade de rir ao ver o rubor nas bochechas dela.
Emmett puxou a calça para si vestindo-a de qualquer jeito e se enfiou na camisa com tanta pressa que não percebeu que a peça estava do avesso. Por fim baixou o vidro se deparando com um guarda que o encarava como se soubesse exatamente o que tinha acontecido ali dentro.
— A faixa já está livre, senhor e o seu carro está atrapalhando o tráfego. Além disso, devo alertá-lo que demonstrações muito íntimas em locais públicos constam como perturbação da paz e atentado ao pudor. – Emmett teve vontade de socar o homem, porém se conteve.
—Sim, senhor. – Disse com uma cara que esperava que mostrasse arrependimento embora seu único arrependimento fosse que aquele grande estúpido tivesse atrapalhado seu momento. Subiu o vidro e acelerou o carro.
—Emmett eu vou matar você! – Rosalie disse dando um soco em seu tórax o fazendo rir e massagear o local. Ela batia realmente forte. – Eu te disse que era uma péssima ideia. Nunca mais eu escuto nenhuma sugestão tua.- Apesar da reclamação havia diversão em sua voz.
—Feliz Quatro de Julho! — Ele respondeu simplesmente vendo que já passava da meia noite e a beijou em comemoração a Independência e outras coisas mais. Emmett e Rosalie nunca souberam o motivo do engarrafamento e não se importaram em saber, tudo o que importava é que tinham aproveitado bastante o tempo livre e o feriado estava apenas começando.
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