3º Desafio Sherlolly
1 Um ser inesperado.
Notas iniciais
–Por favor, não conte para ele. — Molly falou para John antes dele sair, desesperada.
Sherlock ainda não sabia que um bebê estava para vir — ou pelo menos fingia -, o que levou Molly ficar desesperada, com medo e com dúvida. As únicas pessoas que ela tinha contado era John e Mary.
Ela não sabia se era menino ou menina, não sabia se Sherlock queria ter um(a) filho(a), não sabia como ia se chamar, não sabia qual seria os apelidos, não sabia a primeira frase. Só sabia que vinha logo logo um bebê.
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.."
John e Mary saíram do local. Molly ficou sozinha. Estava com um lindo vestido florido — roxo com as florezinhas bege -, sandália prateada e um colar de pingente de borboleta.
Ficou em casa assistindo programas de TV, para relaxar, tentar afastar um pouco os problemas. Fechou os olhos, a imaginar como seria o(a) bebê, como ele(a) se chamaria e etc. Não conseguiu escapar disso, e sem querer pensou no pior problema: Sherlock quando descobrir.
"..Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
No relógio, marcava 15:09. As crianças estavam na escola, mantendo a rua com menos gente, menos correria e menos problemas.
Molly saiu de casa. Sem nem se lembrar de, puxa, dar uma escovada no cabelo. Mas seu cabelo, — ao contrário que ela pensava — estava bem repartido e escovado.
Sou como você me vê.Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.
Parou um pouco para observar a vista. Aquele dia estava fazendo um incrível sol, o que era bem raro.
Continuou a pensar várias coisas, como que um novo herdeiro estava sendo gerado, a reação de Sherlock.
Entrou novamente em casa, aquela pequena saída tinha a feito pensar mais sobre isso.
O relógio marcava 15:20.
Molly se sentou novamente de frente á TV, que estava desligada. Da porta houve um barulho, era John e Mary puxando Sherlock.
Molly entrou em um desespero, não sabia para que aquilo: contar para ele, trazer ele, conversar outro assunto ou outra coisa.
Sherlock havia se sentado no sofá, Mary e John em pé. Molly sentada no outro sofá.
– Molly, conte para ele. — Mary sussurrou para a garota, que mexeu as mãos, em forma de "mais tarde". — Se você não contar, eu conto.. — Mary sussurrou novamente, e Molly ignorou.
– Precisamos falar uma coisa.. — John falou, e Mary concordou.
– Urgente! — Mary disse.
– Por favor, gente, não. — Molly falou, desesperada. Só faltava ficar de joelhos e pedir.
– Falem logo. — Sherlock disse, fingindo.
– É um problema. — John advertiu.
– Que tipo de problema? — Sherlock perguntou, analisando a situação.
– Argh, vou falar logo.. EU ESTOU A ESPERA DE UM FILHO SEU. — Molly falou rapidamente, como se levasse uma facada.
John pausou a mão acima da cara dele mesmo, querendo nem ver o que ia acontecer.
– Eu já sabia, é óbvio de deduzir. — Sherlock disse, e correu para abraçar a morena.
John arregalou os olhos junto de Mary e Molly.
– Se for menina, que tal Sophie? — Molly perguntou, e Sherlock mexeu a cabeça, em sinal de sim.
– Então tá. Oi, Sophie. — Sherlock disse, olhando para a barriga de Molly.
Uma pequena garotinha loira surgiu na sala correndo, e tocou na perna de Sherlock.
– Oi, tio Sherly! — a loira disse.
– Olá, Amy. — Sherlock falou, olhando para a garota.
– Não! Eu já disse: é capitã Watson! — a garota disse, com uma voz fofa que levou todos da sala rir.
Molly ficou a imaginar como seria ela + uma filha + Sherlock.
Imaginou como se estivessem acampando, num frio: Dentro da barraca, cobertos com cobertores quentes, tomando chocolate quente e brincando.
Realmente, foi uma coisa muito boa.
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2 ANOS DEPOIS
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Molly, Sherlock e a nova menina, Sophie, estavam no shopping, juntos a Mary, John e Amélia (Amy).
Várias sacolas estavam nas mãos de Mary e John, enquanto com Molly e Sherlock, uma, pois compravam tudo o necessário.
Pegaram um táxi e voltaram para casa. Sherlock e John brincava com Sophie e Amy de pirata, enquanto Mary e Molly faziam chocolate quente. Aquela noite estava bem frio, então, um chocolate quente cairia muito bem.
Molly e Mary chegaram com o chocolate quente.
Rapidamente todos tomavam o chocolate quente, enquanto assistiam filmes na TV. Um gato cinza havia pulado no colo de Sophie, e lambia o rosto dela.
– Um gatinho! É de alguém? — Sophie perguntou. E então todos balançaram a cabeça em forma de "não".
– Então eu vou adotar ele! Vai ser.. é.. Leonard!
Sophie e Amy foram brincar com o novo gatinho, que já era parte da família, enquanto os adultos ficavam conversando.
Amy botava alguns acessórios que achava na casa em Leonard. Um tapa-olho, um chapéu mexicano e um colar de flores havaianas.
Pularam em cima dos adultos, que rapidamente riam. Todos se abraçaram, tomando chocolate quente.
Rapidamente cada um foi pra um sofá ou para o quarto.
Estavam cansados, com os olhos pesando, então, se renderam e fecharam os olhos, de frente para a lareira, adormeciam sem nenhum barulho — não contando por John, que roncou um pouco, o que levou Sophie ficar fingindo dormir-.
O pequeno Leonard ficava no colo de Sophie, dormindo, igualmente como os outros.
Aquele problema não foi um grande problema, e sim um ótimo problema. Molly nunca imaginava que Sherlock sabia cuidar de um bebê, ou que John não sabia guardar tanto um segredo importante.
Molly passava as mãos nos cachos de Sherlock, como não conseguiu dormir. Deu um beijo nele sem o acordar e foi tentar dormir junto á Sophie, que, por sua vez, dormia como um anjo.
Mary estava com Amy no colo, e John deitado numa outra poltrona.
E assim, como iguais, dormiam feito anjos, depois daqueles dias difíceis.
"Você é parte essencial da minha vida já."
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