Notas iniciais
Um agradecimento especial a E.L. James e Sylvia Day, que tanto me ajudaram a descrever algumas cenas... hauahauahauhauahau

- Eu não posso mais, Molly. Por que é tão difícil entender isso?

Sherlock e Molly estavam na sala que ela utilizava como escritório no St. Barts. Já era tarde e ele tinha interrompido uma autópsia para dizer a ela que não podiam mais continuar se encontrando. Parecia um pouco fora de si, como se tivesse feito uma descoberta terrível. Não era comum esse tipo de comportamento em Sherlock.

Quando ele falou, Molly pensou que não estivesse ouvindo direito. Tudo estava indo bem, qual era o problema? Depois, viu que ele falava sério e parecia perturbado. Então percebeu a verdade.

Ela sempre fora apaixonada por Sherlock. Quando ele voltou, ela não demorou muito para deixar Tom (apesar dele nunca ter engolido isso), não achava justo enganá-lo e não conseguia superar estar próxima a Sherlock. Mas mesmo assim nunca esperou que tivesse alguma chance até que um dia, cansado de ficar sozinho depois que John casara (como ele fez questão de frisar), chamou-a para comer algo. Tudo bem que depois ela descobriu que no restaurante trabalhava um suspeito de um caso em que ele estava trabalhando, mas isso não vinha ao caso. O que importava era que depois dessa noite os encontros ficaram frequentes e o que começou com simples jantares terminou na cama dele.

Como sabia da fobia dele por envolvimento e tudo que significasse qualquer sentimento, Molly se manteve afastada o suficiente, não fazia cobranças e o relacionamento ia bem. Para falar a verdade, muito bem. Já tinha virado rotina se verem quase todos os dias, mesmo que fosse só para jantar mesmo, e trocavam mensagens com frequência. Mas Sherlock nunca classificaria isso como um relacionamento.

Então, naquele momento, quando percebeu que o incomodava era que existia sentimentos sim entre eles, Molly ficou muito irritada.

Claro que já tinha percebido isso há muito tempo. Sherlock a tratava de forma diferente, com carinho. Às vezes beirando o romantismo. Sentia-se inseguro quando ela não respondia a mensagem rapidamente (dando broncas nela) e tinha ciúme quando chegava e ela estava conversando com algum homem.

Enfim, ela sabia que ele era cego para sentimentos então nunca falou nada. Sabia que um dia ele perceberia por si só. Mas o colapso dele e o fato de querer desistir de tudo a deixou chateada. Parecia que estava tendo um caso com um adolescente.

O encarou enquanto suspirava e não disse nada. O que mais poderia dizer? Já tinha dito que não precisava acabar, que podiam conversar melhor sobre, que ela não queria que fosse assim. E ele continuava batendo nessa tecla. A expressão dela já demonstrava toda sua indignação.

Sherlock se virou de costas para ela, passando as mãos pelo cabelo. Se ele soubesse o que ela sentia quando ele fazia isso, provavelmente aquela sala ficaria pequena para os dois. O único momento em que se sentia totalmente solta com ele era no sexo, tinha que confessar que os dois se davam muito bem nessa parte. Fora disso, sempre existiam amarras. Aquela frescura de não poder dizer o que sentiam, de tentar não ser sufocante. Era meio desgastante, na verdade. Mas tudo valia a pena, só que Sherlock parecia não pensar o mesmo.

Quando ele virou de volta para ela, algo diferente aparecia em seus olhos. Não podia ser sofrimento, podia?

- Eu sou quebrado, Molly. Nunca farei você feliz. Nunca teremos uma vida normal. Eu nunca me casarei, não terei filhos, nada disso. Nada.

Por que, Deus, por que eu não me tornei psicóloga?

Molly de repente sentiu-se cansada daquela situação. Sabia que Sherlock não mudaria de ideia e por um momento não se importou mais. Era pedir muito ter paz?

- Olha só, a única coisa que enxergo em você nesse momento é fraqueza e não algo quebrado. Se você não tem coragem ou maturidade para assumir o que sente e ter um relacionamento como uma pessoa adulta, eu não posso fazer nada por isso. Nunca pedi nada, não sei por que já está se cobrando um monte de coisas.

Ela começou a juntar suas coisas para sair. Quando chegou a porta, virou-se uma última vez para ele.

- Infelizmente para você, eu assumo as coisas que sinto. Pelo menos assumirei a partir de agora, porque cansei de esconder tudo para tentar ser perfeita para seus padrões. Eu amo você, e lidarei com isso da melhor forma que puder.

Dito isso, ela saiu da sala fechando a porta e deixando um Sherlock boquiaberto e ainda mais confuso para trás.

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Caminhava aliviada pelas ruas de Londres. Nunca imaginou que finalmente ter dito o que sentia tiraria todo esse peso dos seus ombros. Sherlock que se virasse com as informações agora, não era ele que era inteligente e esperto e tudo o mais?

Se estivesse certa, ele a procuraria. Caso não o fizesse, teria que recompor seus pedacinhos e continuar a vida. Qual outra opção estava disponível?

Já era tarde e ela andava solitárias pelas ruas de Londres. Não costumava ter medo e já fizera esse trajeto várias vezes antes. Mas agora estava com a sensação de estar sendo seguida. Acelerou os passos. Sua casa não ficava longe do hospital e era rotineiro ela fazer esse percurso. É, talvez a rotina fosse um problema se alguém a estivesse observando há muito tempo. Pensando nisso, andou ainda mais depressa.

Faltava pouco para chegar ao seu apartamento quando sentiu um forte puxão em seu braço e alguém tampou sua boca. Foi arrastada para um beco escuro enquanto se debatia. Quando a voz falou, reconheceu: Tom.

- Vamos lá, Molly. Você não costumava se debater tanto assim.

Ugh. Nojo era o que ela sentia. Se debateu ainda mais. Não fazia ideia de como sairia dessa situação, e começava a entrar em desespero. Tom começava a passar a mão que estava livre por seu corpo. Se debater não estava adiantando. Tentou chutá-lo, mas não conseguiu.

Sentiu a mão dele chegar ao botão de sua calça. Nessa hora, tomada pelo pânico ela mordeu a mão dele e quando ele a soltou, ela gritou. Viu que ele ficou furioso e iria para cima dela. Se encolheu em um canto e fechou os olhos, o medo a paralisou. Esperou que ele a atacasse e achou que isso estava demorando demais. Só então ouviu os sons de uma luta bem próxima a ela. Abriu os olhos lentamente. Viu Sherlock e Tom engalfinhados.

Quando Tom caiu, em óbvia desvantagem contra Sherlock, foi massacrado por socos por todos os lados. Molly viu quando ele ficou desacordado e só aí conseguiu soltar o ar que nem sabia que prendia e se levantar. Sherlock não parava de bater em Tom, iria mata-lo. Molly foi até ele e segurou seus ombros.

- Sherlock, acho que já é o suficiente. Por favor, você vai matá-lo.

- E ele merece alguma coisa além? – Seus olhos brilhavam pela raiva.

- Por favor, me leve para casa.

Ele finalmente a olhou e viu que ela tremia pelo susto que tinha passado. Largou Tom no chão e se ergueu.

- Droga, Sherlock. Você está sangrando!

Um pequeno corte em seu supercílio fazia com que sangue escorresse pelo seu rosto, mas ele só tinha percebido agora que Molly falara.

- Vamos, me acompanhe até em casa, por favor. Lá eu posso fazer um curativo nesse corte.

- Sim, vamos antes que a polícia apareça por aqui. Vou enviar uma mensagem para Lestrade sobre o que aconteceu. Ele virá buscar esse infeliz.

Sherlock passou um braço sobre os ombros de Molly. Por hora, todos os problemas deles tinham sido esquecidos. Havia coisas mais importantes com o que lidar.

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Entraram no apartamento dela e o corte de Sherlock já tinha parado de sangrar, porém havia sangue por todo seu rosto e pescoço.

- Você precisa se limpar.

- Molly... Eu estava indo atrás de você porque quando você disse tudo aquilo... Eu... Eu percebi que estava agindo errado...

- Sherlock, vá se limpar. Devo ter alguma roupa sua por aqui.

Molly ainda se sentia assustada com o que tinha acontecido e com um pouco de raiva de Sherlock pela atitude que ele tinha tido. Viu-o indo para o banheiro e fechar a porta parecendo resignado. Será que estava sendo correta em tratá-lo dessa forma? Na mesma hora que pensou isso se arrependeu de sua ação. Sempre soube que Sherlock tinha problemas com sentimentos e agora estava esperando que ele soubesse o que fazer de uma hora para outra.

Caminhou até o banheiro e abriu a porta suavemente. Sherlock se encarava no espelho, com uma expressão de derrota. Aproximou-se lentamente e colocou as mãos nos ombros dele, colando seu corpo às suas costas. Ele estava usando a camisa roxa que ela tanto gostava e que agora encontrava-se cheia de manchas de sangue na parte da frente. Tinha puxado para fora da calça, deixando-o com um visual perfeitamente desarrumado.

Passou as mãos pela cintura dele e o abraçou, encostando a cabeça em suas costas. Aspirou o fraco perfume misturado com suor que emanava das suas roupas.

Sherlock se virou para ela e eles se encararam com doçura.

- Vamos limpar esse corte.

Molly abriu cada um dos botões da camisa de Sherlock, acariciando suas mãos, que estavam arranhadas por conta dos socos, quando chegou aos punhos. Deixou que a camisa escorregasse por seus ombros. Seus dedos vagaram pela barriga de Sherlock quase sem tocá-lo, emitindo suaves arrepios.

Chegou ao botão de sua calça e o abriu, descendo lentamente o zíper. Sentiu a ereção que começava a se formar por sob a cueca que ele usava e permitiu que sua mão massageasse o local, fazendo com que Sherlock gemesse baixinho.

As mãos dele rapidamente alcançaram a bainha de sua blusa e puxaram para cima, deixando exposto apenas o sutiã branco que ela usava. Molly observou que as pupilas dos olhos dele estavam dilatadas, em um sinal da excitação que sentia.

Observou ele se livrar da calça e voltar para ela, lidando agora com o botão da calça que ela usava. Quando abriu o zíper, seus dedos escorregaram para o meio de suas pernas, devolvendo a pequena provocação que ela tinha feito. Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios enquanto a olhava.

Em poucos segundos estavam só de roupas íntimas. Sherlock abriu o sutiã de Molly, deixando com que seus seios ficassem livres. Tinha urgência em se livrar do sangue, precisava beijá-la, precisava tê-la. E agora.

Deixou que ela se livrasse da calcinha enquanto ele fazia o mesmo com a cueca. Entraram no box e ele deixou que a água caísse. Molly carinhosamente ajudava a retirar todo o sangue que já secara em seu rosto.

Ele colocou a mão no pescoço dela, logo deslizando por entre seus cabelos, parando em sua nuca. A puxou para um beijo ardente e carinhoso ao mesmo tempo. Sua língua brincava com os lábios dela e isso a estava deixando louca. Deu uma leve mordida no lábio dele, sabia o efeito que isso causaria.

Sherlock a puxou ainda mais para junto de si e ela sentiu a ereção dele pressionando sua barriga. A mão dele desceu por todo seu corpo, parando por alguns momentos em seus seios. Ele desceu a boca até eles, lambendo-os e a deixando em um alto estado de excitação. Enquanto sua língua brincava com seus seios, a mão dele desceu por sua barriga, parando entre suas coxas novamente. Começou a estimular seu clitóris, vendo-a se retorcer de desejo. Vê-la com desejo era o que mais o excitava. Saber que ele causava isso nela. Sua ereção parecia que iria explodir. As mãos dela se agarravam às suas costas. Teria algumas marcas de unha no dia seguinte.

Ele tirou a boca do seio dela e subiu vagarosamente beijando todo o caminho do seu pescoço, até chegar a sua boca. Beijou-a com voracidade dessa vez. Quando separaram, ele a virou de costas, afastando seus cabelos e mordiscando sua orelha. Seu membro roçava pela entrada úmida do corpo dela. Molly empurrou-se contra ele, queria isso agora. Ela apoiou as mãos na parede quando ele segurou seus quadris e a penetrou lentamente, aumentando as investidas e mantendo um ritmo preciso. Uma de suas mãos soltou-se do quadril de Molly e entrelaçou-se com a mão dela.

Estavam sem fôlegos. Sherlock dizia o quanto a desejava e como não conseguia ficar sem ela. Percebeu que o corpo dela começou a estremecer, um sinal de que o orgasmo estava próximo. Ele apertou seu quadril com a mão que ainda o segurava, seu corpo pressionando-a contra a parede. Penetrou-a ainda mais fundo e com mais força. Seus lábios roçaram a orelha dela e ele sussurrou:

- Goze para mim, Molly.

Era o que faltava para Molly se entregar a um prazer que vinha em ondas, sentindo seu corpo vibrar. Um gemido escapou de seus lábios. Sherlock acelerou ainda mais as investidas e chegou ao clímax a apertando e sussurrando seu nome.

Sherlock a abraçou, seu peito colado às costas dela, respirando audivelmente com a cabeça apoiada na curva de seu pescoço. Ela virou-se de frente para ele. Seu corpo agora parecia leve, como se toda a tensão houvesse esvaído. A respiração dele começava a normalizar quando começou lentamente a ensaboá-la. Suas mãos eram eficientes e detalhistas. Percorreram cada pedacinho do corpo de Molly. Ele agia como se estivesse se desculpando por como tinha agido. Estava cuidando dela, era a forma como ele demonstrava como se sentia.

Depois que ela retribuiu o favor, aproveitando para explorar o corpo dele, os dois saíram do chuveiro. Ela vestiu uma curta camisola azul marinho e ele somente a calça de um pijama.

Com ele sentado na cama, ela fez um pequeno curativo em seu supercílio. Terminou rapidamente e o encarou séria.

- Me prometa que não vai mais querer fugir e nunca mais dirá que é quebrado.

Ele parecia envergonhado agora. Deitou-se para trás na cama e tampou os olhos com um dos braços.

- Não sei como lidar com isso.

Molly deitou com a cabeça sobre a barriga dele. Automaticamente a mão dele começou a acariciar os cabelos dela.

- Não precisamos lidar. Permita-se. Só isso.

- Você estava falando sério quando disse que... Que me amava?

Molly percebeu que ele fez a pergunta como se estivesse inseguro. Como se fosse impossível alguém amá-lo.

- Acha que eu falaria brincando?

- Isso é um sim ou um não?

Ela levantou-se, inclinou seu corpo até ficar de frente para ele e tirou o braço que cobria seus olhos.

- Isso é um sim. Eu amo você, Sherlock. Estava falando a verdade. Nunca disse antes porque não queria pressioná-lo. – Ela suspirou fundo, precisava saber. – Isso é um problema para você?

Os olhos dele a encararam. Verdes e brilhantes. Molly ficou tensa com a demora dele em responder. A resposta seria decisiva para ela. Tudo poderia vir por água abaixo dependendo do que ele dissesse.

- Pode ser um problema quando a gente se sente igual?

Sherlock percebeu a confusão nos olhos de Molly e a felicidade misturada com alívio quando ela compreendeu o que ele queria dizer.

- Você quer dizer...

- Eu quero dizer exatamente o que eu disse, Molly. – Sherlock levou a mão até o rosto dela e percorre ele com os dedos. – Haverá momentos em que ficarei confuso, que não saberei o que fazer, que serei insuportável e infantil. Peço que você tenha paciência quando esses momentos chegarem, mais do que você já tem.

Ela assentiu sem hesitar. Sem que ela esperasse, ele estava dizendo tudo que ela sempre quis ouvir.

Aproximou-se dele até que seu nariz colasse ao dele e pudesse olhar dentro das profundezas que eram seus olhos. Finalmente as barreiras haviam caído. Passou uma perna de cada lado de seu corpo. Aproximou seus lábios do dele, deixando que ele pensasse que iria beijá-lo e então afastou-se, sorrindo. Sherlock fez uma expressão interrogativa. Molly repetiu esse ato mais duas vezes, sempre deixando de beijá-lo no último segundo, até que ele a agarrou e num rápido movimento estava em cima dela, segurando sua cabeça entre suas mãos e prendendo o corpo dela com o peso do seu. A encarou apenas um segundo antes de juntar seus lábios ao dela. Mas, ao contrário do que ela imaginou, dessa vez ele estava sendo totalmente gentil. Suave. Essa seria outra maneira de Sherlock demonstrar que a amava.

- Eu preciso de você, Molly. – Ele sussurrou quando se afastou.

Molly levou a mão até seus cabelos. Adorava enrolar os dedos nos pequenos cachos que se formavam. Sorriu.

- Não sei o que estamos esperando.

Dito isso, ela o puxou para um novo beijo. Apertando-o ainda mais contra seu corpo. Molly soltou um ruído de insatisfação quando ele se afastou, sentando-se sobre os joelhos. Puxou-a e fez com que ela ficasse sentada também. Fazendo com que sua mão roçasse propositadamente pelo corpo dela, tirou vagarosamente sua camisola. Bem melhor assim, pensou.

Admirou o corpo dela por alguns instantes. Como pode cogitar a hipótese de ficar longe dela? Como pode ter medo de algo que faz tão bem a ele? Agora ele sabia que a amava e que enfrentariam juntos as situações e desafios que apareceriam.

Levou suas mãos até a cintura dela, subindo suavemente até seus seios, acariciando-os. Deixou que seus lábios fossem descessem até a barriga, onde depositou uma série de beijos. Molly sentiu a língua dele brincando em círculos em volta do seu umbigo e ondas de calor percorreram seu corpo. Estremeceu quando ele começou a descer os beijos, sabia onde ele iria chegar. Já estava totalmente excitada. Sherlock não precisava fazer muito para deixá-la naquele estado. Quando sentiu a língua dele começar a circundar seu clitóris, as mãos dela institivamente agarraram-se ao lençol.

O corpo dela se arqueou com o toque de sua língua. Ele manteve a tortura em um ritmo perfeito. As pernas dela se enrijeceram e ela se deixou ir, o orgasmo tomando conta dela. Fazendo seu corpo ter espasmos repetidos.

Vagamente ela o vê se livrar da calça do pijama. Ele deita sobre ela novamente e a penetra lentamente enquanto a beija. Os olhos dela estão brilhantes de prazer, de amor. O ritmo começa lento. Delicado e envolvente. Ela envolve seu quadril com as pernas, convidando-o a ir mais fundo. As mãos se agarram eu seu pescoço e ela dá leves puxões em seus cabelos. Então ele começa a acelerar, cada vez mais rápido e mais forte, penetrando-a mais fundo. Quando o corpo dele fica rígido ela o sente explodir dentro de si.

Sherlock desaba sobre ela. Gotas de suor pingam de seu corpo. Ele cai para o lado, e a puxa para ele, ficando abraçado a ela em uma concha. Dá leves mordidas em seu pescoço e ela ri. Ficam em silêncio por um tempo, até que ele o quebra:

- Podemos ser um bom casal, não podemos?

A voz dele é rouca próxima de seu ouvido. Ela ri novamente. Já estava quase cedendo ao sono. Seus olhos já fechados.

- Isso é um pedido de namoro ou algo do tipo?

- Não sei, talvez.

Ele continua fazendo pequenos carinhos em sua barriga.

- Então sim, podemos.

Molly entrelaça sua mão na dele e ele beija seu ombro.

Não demora muito para que ela durma. Parece que viveu três dias em um só. Quando Sherlock percebe que ela adormeceu se desvencilha com cuidado, puxa o lençol para cobri-los e apaga as luzes. Olhou mais uma vez para ela. Tão linda. Contem o desejo de tocar seu rosto, não quer que ela acorde. Abraça-a novamente e, aproveitando que ela não pode ouvi-lo, sussurra baixinho contra seus cabelos:

- Eu amo você também.

O que ele não vê é quando ela abre os olhos, espantada, e um discreto sorriso de satisfação aparece em seus lábios.

Notas finais
Gente, foi realmente um desafio escrever uma fic assim. Espero de verdade que não tenha ficado apelativo ou coisa parecida.

Ficarem feliz se vocês me disserem o que acharam! :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!