The Journey of Love - Short-Fic
The Journey of Love - Short-Fic
Chapter 36 min read

Se Vendo Outra Vez

Roberto POV

— O que querem? — Era um homem, e ele estava na minha frente com uma mulher presa nele como uma aranha, dava para se notar que ele estava dentro dela e ela gemendo os dois completamente nus, na minha frente e na de Peter, que vergonha!

— Desculpem não queríamos interromper. — Acho que estava vermelho de vergonha.

— Caiam fora então! — E bateu a porta em nossa cara.

Assim que fecharam a porta, olhei pra Peter como se o matasse lentamente.

— Não me olhe assim, foi o número que nos deram na recepção, você ouviu!

— Melhor voltarmos então e perguntarmos o número certo, porque não vou passar essa vergonha de novo. — E voltamos para a recepção.

— Com licença senhorita, mas nos deu o número errado do quarto.

— A sim, tentei lhe chamar antes que entrasse no elevador, mas já era tarde. O número do quarto é 27 e não 37. Queira desculpar.

— Tudo bem, vamos Peter.

Pegamos o elevador outra vez e fomos para o quarto que ela havia indicado, só espero que dessa vez acertemos, ou juro que torço o pescoço daquela recepcionista.

— Eu bato na porta dessa vez, com essa cara que você está é capaz de matar a pessoa que atender. — Disse olhando para mim como se estivesse com medo.

— Sabe muito bem porque estou assim, nada disso estaria acontecendo se você não tivesse se esquecido de buscar Kara e a amiga no aeroporto. — Falei balançando a cabeça.

Ele bateu na porta e quando ouvi a voz da pessoa parecia à voz de um anjo.

— Pois não?

— Oi, eu sou Peter e estou procurando minha irmã Kara, não sei se esse é o quarto certo, mas espero sinceramente que sim. — Terminou sorrindo como um idiota.

— Sim é aqui mesmo, entrem. — Ela nos deu passagem e entrei, eu continuava olhando para ela, como se estivesse hipnotizado, isso nunca havia acontecido comigo.

Eu sempre andava com mulheres, não sei se posso ser chamado de mulherengo, mas tinha minhas necessidades, de qualquer forma, a maioria das garotas que ficaram comigo, somente tinham a esperança de ser minha mulher, a futura rainha.

— Ela está no banheiro vou chama-la, sentem-se e fiquem à vontade, antes que me esqueça, deixe-me me apresentar — Disse olhando em nossos olhos — Sou Helena Scheleng, Kara e eu somos amigas de faculdade desde sempre, e vocês são?

— Sou Peter e esse é meu amigo, Roberto, muito prazer — Falou apertando a sua mão. Tomei a sua frente e fiz o mesmo, sua pele era tão macia, queria toca-la sempre.

Ela entrou em uma porta que parecia ser do quarto enquanto ficávamos na antessala esperando.

Helena POV

Assim que fechei a porta, escorreguei ao chão, era o mesmo homem que senti aquela forte atração no aeroporto, o mesmo que me fez estremecer, como pode? Nunca acreditei em destino, mas estou começando a rever os meus conceitos.

— Helena? O que está fazendo sentada no chão? — Levantei-me rapidamente.

— Desculpe, não é nada. — Falei constrangida.

— Quem era na porta?

— Seu primo, Peter e um amigo, estão a esperando.

— Ok. Então vamos ver o que querem.

Saímos do quarto e os encontramos na sala.

— Me deixa plantada no aeroporto e ainda vem me perturbar, só você mesmo, como nos encontrou? — Perguntou Kara.

— Seguimos o taxi que estavam. Desculpe não estar lá, aconteceram imprevistos, mas assim mesmo, estamos aqui então podemos ir para casa, certo?

— Sim, e o que eu ganho se ir com você?

— Estar em casa?

— Muito engraçado. Sabe muito bem que está com problemas, se nossos pais sabem que você se esqueceu de buscar a minha amiga e a mim no aeroporto, estará ferrado, quero algo em troca para não contar!

— Eu sabia! Fala o que quer?

— Quero um favor.

— Como assim?

— Quero que quando chegue o momento, e eu precisar de algo, qualquer coisa, você fará por mim. O que me diz?

Peter pareceu pensar um pouco antes de responder. Conheço muito bem Kara, e tenho quase certeza que está aprontando alguma, tenho até medo de imaginar o que seria.

— Está bem! Aceito, agora vamos? — Ele estava nervoso respondendo.

— Claro. Helena e eu nem desfizemos nossas malas, vamos à recepção.

Descemos pelo elevador, e ao chegarmos pedimos o fechamento da conta e que buscassem nossas malas no quarto em que estávamos.

— Então? Foi com você que esbarrei no aeroporto, mas uma vez me desculpe. — Vir-me-ei e vi que era Roberto ao meu lado.

— Sem problemas.

— Já conhece a cidade? Já veio aqui alguma outra vez?

— Não. É a primeira vez.

— Gostaria de conhecer? Seria um prazer lhe acompanhar a um passeio e mostrar os melhores lugares.

— Claro, seria ótimo. — Disse sorrindo. Ficamos nos olhando como se só existissem nos dois no mundo, o que para mim seria ótimo, claro que não diria isso em vós alta.

— Oi. — Apareceu Kara no meio de nós, a olhei como se meus olhos fossem metralhadores e que pudessem a perfurar.

— Oi Kara. — Disse Roberto ainda me olhando, sem desviar seus olhos.

— Ouvi falar em passeio, iria amar ir junto, já conheço a cidade, mas faz tempo que não venho, quero ver se houve mudanças, posso?

— Claro, é muito bem-vinda Kara — Respondeu Roberto, mas ao mesmo tempo, não parecia muito convencido disso.

— Também vou junto, nem pensar que vão me deixar de fora! — Disse Peter — Quem sabe não encontro alguém para me distrair — Disse malicioso.

— Para Peter! Eu não preciso imaginar isso. E aquela tal de Maggie? Não está mais com ela? — Kara estava lhe pergunta, com suas mãos na cintura.

— Sabe que não paro com mulher, Maggie foi somente uma aventura que já passou.

— Pobre moça.

— Ela sabia no que estava se metendo.

— Ainda não acredito que você fala como se não tivesse importância, sabia que esse tipo de atitude machuca as pessoas, elas têm sentimentos.

— Tanto faz.

— Idiota!

— Senhorita Verner?

— Sim.

— Assine aqui para que a conta seja fechada.

Ela assinou e seguimos, pegamos um taxi que nos levou a casa de Peter e Kara. Desembarcamos e os empregados levaram nossas malas para os quartos, sentamos na sala e ficamos conversando sobre o passeio que faríamos no dia seguinte. Roberto estava sentando a minha frente e não parava de me olhar, e em seus olhos eu via que ele gostava de mim, era estranho porque acabamos de nos conhecer, mas posso estar louca, mas também gosto dele.