O Herdeiro do Primeiro Peverell

Bônus - As Escrituras da Morte


Bônus

As Escrituras da Morte

A imprudência do Primeiro Irmão fez com que a Morte se encontrasse com ele mais uma vez.

Ao ter a Varinha roubada, a figura sinistra veio visitá-lo, dessa vez para levá-lo consigo. Indignado pela trapaça da Morte, o Primeiro Irmão jurou que um dia seu Herdeiro lhe faria justiça e recuperaria o que lhes pertencia por direito. Ainda em desafeto, fez um último desafio à Morte: seu Herdeiro não só tomaria posse da Varinha, mas também tiraria todos os seres do seu alcance, criando a Raça Eterna.

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A Morte riu do pobre humano, mas decidiu aceitar a proposta. Impondo apenas uma condição: somente aquele forte o bastante para requisitar o poder da Varinha poderia tomá-la e então, possuir o seu poder - se consagrando como o verdadeiro Herdeiro. Se outrem além deste o fizesse, seria amaldiçoado com algo pior que a sua presença.

E assim foi feito. Assim a profecia do Herdeiro do Primeiro Peverell nasceu.

Através das escrituras da própria Morte.

–*-

Hermione correu três metros até chegar à esquina que separava o campo de batalha da improvisada Ala Médica.

Separação era um termo um tanto quanto ilusório naquele caos. A verdade era que a uma distância mínima do centro da Batalha, atrás de um enorme quarteirão murado, a Equipe de Curandeiros montara um amontoamento de caldeirões fumegantes, macas, mesinhas repletas de ampolas de líquidos coloridos e alguns caqueiros de ervas. Hora ou outra um feitiço perdido ricocheteava nas macas onde as vítimas, em suma inconscientes, repousavam, aguardando para testar as diversas variações do antídoto para a mutação.

A bruxa se aproximou de um grupo que estava aglomerado em torno de uma das camas. Tinha esperanças de que finalmente tivessem descoberto a combinação de antídotos que revertesse a mutação, mas as expressões dos que ali estavam a fizeram se desiludir da ideia a medida que se aproximava. Abriu caminho dentre a multidão, para enfim entender o que se passava.

Sob o leito havia um rapaz, na faixa dos 15 anos, mas que choramingava como um bebê. Uma das mãos segurava a perna esquerda, onde uma mistura de sangue, pus e outras substâncias de aspecto ruim escorriam do ferimento ainda aberto. A outra mão do garoto empurrava os Curandeiros que tentavam se aproximar.

– O que está acontecendo aqui? – Hermione perguntou à pessoa mais próxima. Pela reação do jovem lhe parecia que os Curandeiros tentavam machucá-lo de algum modo.

– Um garoto infectado... – um homem lhe respondeu um pouco raivoso. – Se recusa a tomar o antídoto.

Incrédula, Hermione olhou novamente para o menino, dessa vez com mais atenção. Apesar de fraco, ele ainda afastava os Curandeiros com força, impedindo que tocassem no local onde fora infectado. E ao observar suas pernas, a garota finalmente entendeu: elas eram franzinas e fracas, deveras atrofiadas para sustentar o peso de uma pessoa em pé; marcas de alguém que passou grande parte da vida, ou toda ela, sem usá-las; marcas de um paraplégico.

Para o menino, o ferimento na perna esquerda causado pela substância lhe dera o que nenhum remédio pudera dar: a habilidade de voltar a sentir, ainda que seja a dor. Nos seus olhos havia um lampejo do brilho amarelo, indicando o contágio, mas também havia um brilho diferente, uma determinação cega em proteger o que para ele não era uma maldição, mas sim uma benção.

Hermione se afastou, atônita.

Sabia que a substância tinha propriedades curativas, mas não chegara a imaginar que a esse ponto. Se desconsiderasse todo o efeito colateral que a acompanhava, ela chegaria a ser miraculosa; quase divina. O poder de regenerar tecidos, aumentar as potencialidades humanas, incrementar a magia! Quantas vidas poderiam ser salvas ou recuperadas se eles tivessem controle a esse poder?!

A verdade a atingiu com força.

O responsável por isso estava causando um caos de morte e destruição. Mas incrivelmente, também estava salvando vidas.

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