25 de Dezembro
1 Não me esquecerei de você
Notas iniciais
Dia 25 de Dezembro
Hoje seria um dia muito especial, por que era aniversário dele, Levi. Sentei-me em um banco no centro da cidade com uma rosa em minhas mãos. Um dia levemente ensolarado algumas poucas nuvens, olhei para o relógio que estava entre as vestes da minha blusa azul, eram quase 17:00 da tarde, um leve sorriso se formou em meus lábios.
Me levantei do banco e comecei a caminhar, coloquei meus fones de ouvidos e fechei meus olhos. Em um dos meus bolsos, sinto um pequeno pedaço de papel.
Enquanto caminhava, uma leve brisa passa por mim e me arrepio. Eu logo me encontraria com ele, ah, como isso me deixa nervoso. Eu iria me encontar com ele naquele mesmo lugar, naquele lugar que sempre nos encontramos nesses últimos 2 anos.
Abria meus olhos novamente ao passar por uma ponte de ferro, sentia-me cada vez mais frio. Esse frio me fazia sentir da primeira vez que conheci Levi.
– Oye, moleque...- Com os braços cruzados, sua expressão era assustadora.
Com 15 anos de idade, eu conheci a pessoa que mais amei nessa vida. Acabara de terminar um relacionamento com uma garota chamada Annie, ela era legal, mas nós não nos damos muito bem, ela era muito fria comigo.
–...uh, me desculpe...- Me levantava nervoso, observei seu rosto agora calmo.
– Se tem tempo para ficar chorando, deveria fazer isso em casa, e não no meio da rua esbarrando nas pessoas.- Bufa.
Definitivamente esse cara não vai ser uma boa compania, é o pior cara possivel.- Bem, não me interessa por que estava
chorando, vamos.- Ele pega o meu braço e me arrasta.
– H-hey! O que está fazendo?- Tentava puxar meu braço, mas ele era forte.
– Vou melhorar essa sua cara.
– Por que?
– Ela só está me incomodando, agora cale a boca e venha.
Naquele momento, não pude deixar de perceber um pouco de preocupação no tom de voz dele, e mesmo tão baixinho ele tinha um força incrível. Ele me levou até o parque mais próximo, no começo eu não conseguia acreditar que ele realmente estava tentando me animar,ele não parecia se divertir com todas as palhaçadas ao redor do parque. Aos poucos eu começava a me soltar um pouco, até mesmo Levi dava pequenos sorrisos.
A partir daquele dia, eu me encontrava com ele as vezes, falávamos do nosso futuro, disse que um dia queria ser um grande historiador. Era divertido ver seus constrangimentos, certas horas ele se irritava, mas por incrível que pareça, eu mais e mais gostava dele. Até eu me apaixonar por ele.
Depois de 2 meses, eu me declarei para ele, naquele mesmo parque. Sua primeira atitude foi erguer minha cabeça e me beijar e dizer que também gostava de mim, e que passar o tempo comigo não foi só para aliviar minha tristeza, mas trazer alegria.
– Faz 2 anos, não é?- Em pé, frente a uma lápide, encaro as escrituras
†
Levi Ackerman
1949-1985
– Feliz aniversário, Levi.- Aos poucos, vou me abaixando para sentar e observar sua cova, coloco a rosa na terra.- Tomara que tenha gostado desse presente.- Dou um sorriso meio nervoso.
– Sabe, eu não tenho idéia do que poderia dar pra você.- Pude perceber minhas lágrimas caindo em minhas mãos.– Uma vez, eu te dei uma bilhete de show de aniversário, mas era para maiores e o guarda nos expulsou por causa do seu tamanho hahaha- Uma risada forçada eu faço.
– Voce gritou comigo sem fim naquela noite.- Levanto e olho para um outro lugar.
– Olhe lá, não é o nosso parque?- Aponto em direção ao uma grande roda gigante, lembro-me que foi lá que me
confessei para você, Levi.
Continuo observando aquele esplêndido lugar, rodados de arvores, logo ao lado um grande mar e um fim de tarde.
– Eu queria poder passar esse dia ao seu lado mais um vez.- Coloco uma das mãos em meu rosto, não posso aguentar.- Por favor, responda.- Minha voz saía fraca, eu não consigo parar de chorar. Se eu pudesse ter livrado voce daquele maldito acidente de carro, poderia ver seu sorriso novamente, sua voz nervosa, seus sussurros á noite, tudo.
– Acredito que esteja me vendo agora, e mesmo assim não estiver, quero que saiba que estive aqui.- Logo tiro uma folha do meu diário e coloco em sua sepultura, me afastando lentamente do local.
– Adeus, Levi.
25 de Dezembro
Mais uma vez eu posso vê-lo, mais uma vez vou poder ver seu nome. Mas não poderei vê-lo em carne e osso, acho que não conseguirei contar que consegui uma bolsa de estudos na América. Será que ele vai aceitar isso? Eu não sei, só não quero esquecê-lo e não quero que ele me esqueça também. Já está sendo dificil escrever essa carta, não consigo parar de tremer de tanto chorar.
Levi, quando ler isso, o que provavelmente sei que não vai poder ler, já não estarei mais ao seu lado, e nem você ao meu, mas quero que saiba que eu amo e lembrar do seu rosto já será o suficiente para mim continuar vivendo.
Te amo.
Eren Jaeger.
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