24 Horas

1 Walk This Way... Reita...


Notas iniciais
E um viva para os limões desse mundo Yaoi pra gente o/

Boa Leitura.

Kai chegou à psc um pouco distante. Tinha uma revista em mãos que se martirizou por ter comprado, e agradeceu por ter sido o primeiro a chegar. Sentou-se num dos sofás e abriu-a rapidamente na parte em que havia parado, arregalando os olhos e definitivamente se xingando por ter comprado aquilo.

Ou melhor, ele nunca imaginou que pudesse haver um dia como aquele, e o pior de tudo, ser justamente no dia em que estava. Sentiu as bochechas esquentarem e quase deu um pulo do sofá quando Uruha apareceu.

- Oe está tudo bem Kai?

- Sim, claro. – Disse o baterista virando o rosto e fechando a revista. Mas, bem Uruha não havia nascido ontem e olhou suspeito para a mão do baterista.

- Oe Kai que revista é essa?

- Que revista? – Disse Kai sobressaltando-se no sofá.

- Essa aí na sua mão. – Uruha deu uma piscadela para o amigo.

- Ah, não é nada demais não.

- Sei, então deixa eu ver.

Uruha sentou-se ao lado de Kai e ele abriu a revista na tal reportagem.

- Na verdade, a revista não tem mesmo nada demais. É que justamente hoje é o dia de uma coisa muito estranha.

- E que coisa é essa?

- Hoje é dia do orgasmo.

Ao falar aquilo Kai virou-se para Uruha e os dois entreolharam-se, caindo na risada logo em seguida.

- Dia do orgasmo? E justamente hoje? Essa nem eu sabia.

- Pois é eu nem fazia idéia que tinha dia disso.

- Ah, mas sabe isso me deu uma idéia.

- Que idéia?

- Ah, uma espécie de desafio.

- Desafio é? – O baterista olhou suspeito para o amigo.

- Sim.

- E que desafio?

- Um desafio em que eu te proponho a levar o Reita para a cama hoje pra comemorar o dia do orgasmo.

Kai arregalou os olhos e sentiu o corpo todo ferver.

- Ta brincando né?

- Não, é sério.

- Mas eu não posso.

- Claro que pode. É só falar que quer sair com ele.

- Super simples, claro, imagina a minha cara chamando ele para sair.

- Ué, vai ser a mesma de sempre.

- Ah claro, mas porque você também não comemora?

- Com quem?

- Com o Aoi.

- Com o Aoi? Sabe que não é uma má idéia? Mas eu só aceito se você aceitar também.

- Mas, mas, mas...

- Nada de ‘’mas’’. É pegar ou largar.

Kai ficou um tempinho em silêncio. Por Deus, imaginar-lhe comemorando aquilo ainda por cima com um amigo da própria banda era constrangedor.

- Está bem está bem.

Uruha ia falar mais alguma coisa, mas calou-se quando a porta foi aberta.

Reita P.O.V

Quando eu abri a porta o Uruha parou de falar e eu vi o Kai me encarar antes de virar o rosto e ficar todo vermelho. Tentei não dar muita atenção e apenas dei um bom-dia aos dois e joguei minhas coisas num canto, fazendo uns exercícios com os braços em seguida.

O Aoi e o Ruki não demoraram muito para chegar, mas o empresário precisava falar com a gente, então ficamos conversando por um tempo. Eu vi que o Kai estava com uma revista nas mãos e conversa com o Uruha. De vez em quando os nossos olhos se encontravam e ele corava inteiro e virava o rosto.

De alguma forma eu tinha de admitir que era fofo.

Não que eu tivesse uma queda pelo Kai, mas isso não mudava o fato de que ele realmente era uma gracinha.

Ok, isso está ficando realmente cada vez mais estranho, mas eu vou fazer o que? Sou sempre eu que volto para as músicas finais nos lives com ele ou que o ajudo a resolver as coisas às vezes. Então de certa forma eu passava bastante tempo com ele.

Mas falar que ele ficava uma gracinha todo vermelho daquele jeito era falta de vergonha na cara. Por sorte o empresário não demorou a chegar, e como pegamos o tempo que usamos para esperá-lo, aproveitamos para afinar os instrumentos, e ignore o duplo sentido, e quando finalmente pudemos ensaiar as coisas já estavam no ponto e ignorem novamente o duplo sentido.

Ok Suzuki Akira, você é um pervertido que fala as coisas e é o primeiro a pensar besteira delas. É a essência.

Essência, claro. De qualquer forma comecei a focar no ensaio e deixei o Kai com suas fofas covinhas para outra hora. Fofas, claro.

Kai P.O.V

Meu Deus o Reita não parava de me olhar, será que ele sabia desse acordo com o Uruha? Não, eu aposto que não, isso é coisa da sua cabeça Uke Yutaka, é coisa da sua cabeça.

Pelo menos é o que eu desejo né, imagina se o Reita descobre que eu preciso seduzir ele por causa do bendito acordo com o Uruha?

xXx

Kai sentiu-se corar e fez de tudo para não perder o ritmo. Havia errado duas vezes já, e por estar corado Ruki pensou que ele pudesse estar doente. No entanto Kai assentiu que estava bem e eles continuaram o ensaio. Conversavam sobre músicas novas no intervalo em que encerravam as antigas e para azar de Kai, Uruha estava fazendo de tudo para deixá-lo perto de Reita e assim constrange-lo mais ainda.


Era um cretino, claro.

O baterista tentava focar no principal e eles até arriscaram tocar uma música nova que haviam finalizado antes de voltarem para as antigas e terminarem o ensaio já de tarde.

Três deles haviam ido para o banheiro, e quando Kai fez menção de sair do estúdio sentiu uma mão em seu ombro.

- Oe daqui a pouco vão achar que você ta doente Kai.

- E você dizendo isso não ajuda em nada. – Riu o baterista para Uruha, que retribuiu o gesto.

- De qualquer forma não pode passar de hoje.

- Eu já sei senhor Uruha, já sei. E, aliás, você também não pode.

- Eu não vou, pode ter certeza.

Uruha deu uma piscadela realmente maliciosa para Kai e saiu da sala na frente do baterista que sorriu e balançou a cabeça negativamente, tentando não focar no amigo baixista. No entanto, como andava atrás de Uruha, não conseguia ver direito quem vinha à frente e quase morreu de susto quando o guitarrista se virou rapidamente e o segurou, fazendo-o baixar a cabeça. E para azar de Kai ele ainda estava vermelho, não só pela vergonha, mas pela bateria também.

- Que diabos-

- Hei Kai você ta bem? – Perguntava o guitarrista, mostrando como tinha talento para teatro.

- Oe Kai o que você tem?

O baterista sentiu o sangue gelar quando ouviu a voz de Reita e virou para Uruha rapidamente que fazia de tudo para não rir vitorioso. E claro que o fato de Reita estar ta próximo de si não ajudava em nada e o baterista acabou ficando ainda mais vermelho, hesitando em levantar a cabeça para ver o baixista.

- Hei Reita eu acho que o Kai está meio febril, será que você podia levar ele pra casa? Só pra ele não precisar ir andando, mesmo que não more tão longe daqui.

Uruha sorria vitorioso por dentro e se mostrava devidamente preocupado por fora. Reita estava um pouco surpreso pelo pedido, mas não era como se pudesse negar, e Kai estava querendo matar o guitarrista a todo custo e sentiu que ia entrar em erupção quando Reita o abraçou pelas costas para ajudá-lo a se manter de pé, mesmo que ele não precisasse.

- Hei Kai, melhoras, e até amanhã. – Uruha acenava e sem que Reita visse o baterista virou a mão para trás e mostrou o dedo do meio para o guitarrista, fazendo-o rir. – Bem, agora é a minha vez. – Disse, por fim, seguindo Aoi quando este saiu do banheiro.

Kai P.O.V

Perto demais, perto demais. Eu vou acabar tendo febre mesmo, mas em outras partes. Er, quer dizer, eu espero que não tenha febre em outras partes. Bendita hora que fui apostar com o Uruha sobre esse maldito dia do orgasmo. Agora eu estava agarrado ao Reita, sendo colocado dentro do carro dele que tinha os vidros realmente escurecidos e precisava transar com ele.

Mas, não, no carro não, no carro não, perto demais, contato demais, visualmente pior ainda. Kami-sama me diga o que eu tinha na cabeça quando fui apostar com um cara que tem trinta quilos de coxa em cada perna.

Eu to perdido!

Reita P.O.V

Alguma coisa estranha estava acontecendo. Ah estava. Eu olhava pro Kai de soslaio e parecia que ele ficava mais vermelho a cada segundo que passava. Eu estava mesmo ficando preocupado, e resolvi arriscar, levando uma das mãos à testa dele, que quase pulou no banco.

- Por Kami-sama Kai o que foi? – Ele estava com os olhos realmente abertos. Parecia ter visto uma assombração. OE, MAS SÓ EU ESTAVA NO CARRO COM ELE!

- Não foi nada, não foi nada, não foi nada. Ta tudo bem Reita.

- Ta tudo bem é? Se você visse como está vermelho não ia dizer que está tudo bem. Está até suando.

xXx

Su-an-do. Aquilo era demais. Suor só fazia Kai pensar em uma coisa, e definitivamente uma coisa que ele não queria pensar, não queria mesmo.

E para seu azar, novamente, Reita não parava de tocar seu rosto, mostrando-se realmente preocupado. O baterista até tentava se desvencilhar dele, mas parecia difícil. Também, ele estava tão vermelho quanto à camiseta que usava, e sentia perfeitamente o suor escorrer.

Suor. Reita. Sexo. Carro. Sexo. Reita. Sexo.

Ok aquilo estava fazendo Kai esquentar. Muito. Principalmente onde não devia. Mas, mesmo sem o toque do baixista ele não conseguia parar. Definitivamente não. A febre parecia estar passando da testa para baixo. Bem pra baixo. Pra onde não deveria.

Excitação. Reita. Suor. Sexo. Carro.

E as coisas tenderam a piorar quando Reita adentrou a rua da casa do baterista e foi até o fim, na parte mais isolada do lugar, que era justamente onde ele morava, novamente para seu azar.

Estava deserto já, pois estava um pouco escuro, mas ele ainda conseguia ver Reita, apesar de as pessoas de fora não conseguirem ver mais nada.

Mas Kai não podia pensar naquilo. E quando Reita ia fazendo menção de abrir a porta do carro o baterista o puxou pelo colarinho da camiseta, fitando-o sério.

- Não saia desse carro.

- O que?

- Não saia desse carro. Você não pode sair desse carro Reita.

Ta, o baixista estava mesmo confuso. E ao dizer aquilo Kai ficou mais corado ainda, o que Reita achou que fosse impossível.

- Porque não posso sair do carro?

- Você pode sair. Mas, depois de transar comigo.

Reita P.O.V

Kami-sama a febre do Kai estava mesmo fazendo ele delirar. Como assim transar? Desde quando o Kai fazia pedidos daquele tipo? E desde quando EU pensava sobre pedidos assim? Porque veja bem, eu sempre aceito de antemão ou sempre sou quem convida.

Enfim.

- Transar? Aqui e agora?

- Sim. – O Kai tentava ser o mais sério possível, e aquilo era extremamente fofo. Fofo e amedrontador devo dizer, porque àquele baterista quando resolve ficar sério sai de baixo porque a coisa é feia. Se bem que agora eu queria era ficar em baixo só pra ele cair no meu colo.

- Mas por quê?

- Eu apostei com o Uruha – Notava-se que ele estava nervoso, envergonhado, apressado e começando a ficar excitado. E aquilo era o paraíso – que ia transar com você hoje porque hoje é o dia do orgasmo e eu vou comemorar com você enquanto ele faz isso com o Aoi.

- Dia do orgasmo? E isso existe?

- Infelizmente.

- Como infelizmente? Se não me queria escolhesse o Ruki.

- Não seja cínico. – E ele estava novamente sério. Kami-sama é hoje que eu vou ser castrado. Bem, mas castrado ou não, já que ele queria...

- Mas, te aviso uma coisa, baterista de sobrenome convidativo – Aproximei-me de seu ouvido já com o cinto do banco solto e mordendo levemente o lóbulo – se eu gostar vai ter que repetir.

- Sem problemas, eu acho. – Escutei-o suspirar, como um consentimento de quem não tinha escolha.

Sorri maliciosamente e soltei seu cinto, mas sem tirar o rosto de perto da sua orelha e pescoço. Quando o libertei puxei-o um pouco, atacando-lhe o pescoço com beijos, mordidas e chupões e senti suas mãos passearem pelas minhas costas apressadas, como se ele estivesse aliviando toda uma tensão que parecia ter guardado desde de manhã.


Claro que agora tudo fazia sentido, não que eu estivesse preocupado, claro. Até porque sexo nunca é demais, ainda mais com uma pessoa tão amável como o Kai. Não que eu vá ser tão amável assim, mas ok.

Soltei-me dele depois de ter deixado uma bela marca em seu pescoço e tive que fazer malabarismo para ir para o banco de trás, trazendo-o junto. Sentei-me largadamente no banco e o puxei para meu colo, forçando o toque, até encostar seu traseiro onde eu realmente queria, gemendo levemente e o levando para o mesmo caminho.

Senti-o tirando a minha faixa e virei um pouco o pescoço para que ele pudesse beijar e mordiscar enquanto eu passeava apressado por suas costas por baixo da camiseta sentindo que sua pele estava mesmo molhada pelo suor.

Ergui seu traseiro um pouco passando as mãos pela região e pelas coxas, apertando com vontade e arrancando curtos gemidos de seus lábios que perto de meus ouvidos estava me enlouquecendo.

Mordi o lábio inferior com vontade quando ele forçou-se novamente sobre meu colo, despertando-me por completo, para então sentar-se ao meu lado.

Era fato que nós dois tínhamos muitas coisas para conversar, mas nem de longe aquilo era hora. Apenas o puxei para mim novamente, desta vez o beijando com vontade enquanto passeava pelo seu ventre, procurando a abertura de sua calça. Encontrei-a com certa dificuldade, pois não estava vendo e usava só uma mão enquanto a outra havia se grudado em seus cabelos para manter o beijo mais intenso ainda.

Abri o botão e desci apressado para o zíper, finalmente abrindo-o e conseguindo o que mais queria. ÁQUILO.

Passei a mão por seu membro desperto ainda coberto pela cueca e ele gemeu entre o beijo, visto que parávamos por alguns segundos para respirar. Toquei aquela região com vontade e obriguei-me a apartar o beijo para me focar em seu membro assim permitindo que ele pudesse soltar seus gemidos, que naquele momento eram intensos e um pouco altos.

Arranquei seus tênis de qualquer jeito e ele ergueu o quadril para que eu pudesse despir-lhe da parte de baixo de suas roupas enquanto ele mesmo tirava a camiseta.

Fiz com que se deitasse um pouco no banco e me abaixei sobre suas pernas, levando seu membro clemente à boca, chupando com vontade e arrancando um gemido aliviado de seus lábios.

Chupava com vontade demorando-me na glande, fazendo Kai gemer a todo o momento, sem se importar com o fato de que alguém poderia ouvir. Ele estava mais interessado no prazer que sentia e eu o dava da forma que conseguia o mais intensamente possível.

Era provável que seu rosto estivesse rubro, tanto pelo calor que aquele carro estava juntando como por vergonha.

Notei que ele agarrava com força o estofado do banco e conforme ritmei mais rapidamente, seus gemidos intensificaram e começaram a fazer meu corpo inteiro esquentar mais ainda, formigando em certas partes. Deus aquilo era bom pra caralho.

E eu precisava me tocar, sério precisava muito. Mas, me concentrava em Kai enquanto seus gemidos me deixavam cada vez mais quente. Senti que ele iria a gozar a qualquer momento e me concentrei no que fazia, podendo sentir que seu corpo não parava de se mexer, como se ele fosse se libertar de uma camisa de força.

Seus gemidos estavam altos e eu estava louco, embriagado por cada clemência por mais, excitado pra caralho e nem um furacão me pararia. E era notável como Kai estava da mesma forma. Senti-o segurar em meus cabelos forçando para um toque mais intenso e logo ele se desmanchou inteiro na minha boca, gemendo o mais alto que conseguiu.

Evitei engolir todo o seu prazer e lambuzei completamente três dedos quando me endireitei no banco, usando apenas uma mão para tirar minha camiseta que por sorte era larga, enquanto arrancava os tênis usando os pés mesmo e Kai abria apressado a minha calça, depois de ter normalizado um pouco a respiração.

Ergui os quadris e ele arrancou tudo de uma vez, fazendo-me sentir aliviado por não ser mais apertado dentro daquelas peças.

Kai então levou uma das mãos ao meu membro, passando-a por ele todo, mas fazendo-me arrepiar por inteiro devido à excitação. Tive que me controlar para não dar um gemido alto demais quando ele me abocanhou de uma vez com aquela boca tão quente.

Mordi novamente o lábio inferior, dessa vez sentindo que havia arrancado sangue. Não me importei muito e inclinei um pouco o tronco para o lado de Kai, levando um dos dedos ainda lambuzados para seu traseiro, estimulando aos poucos sua entrada.

Como não havia camisinhas ou lubrificante no carro eu teria que usar apenas saliva para tentar ajudar um pouco, mas de certa forma não seria suficiente.

Lentamente forcei um dos dedos para dentro, sentindo-o parar o que fazia para soltar gemidos sôfregos e abafados pelo fato de estar com a cabeça baixa. Forcei aos poucos o dedo e depois de alguns poucos segundos ele conseguiu voltar ao que fazia, arrancando um gemido intenso de mim por sua caloria interior.

Comecei a mover o dedo devagar dentro dele, tentando abrir espaço naquele canal apertado e quente que comprimia meu dedo a todo o momento. Arrisquei um segundo dedo e novamente ele parou, provavelmente devia estar sentindo um pouco de dor.

Era mais difícil com os dois dedos e Kai gemia bastante, mas aos poucos conseguiu um pouco de confiança, movendo devagar o quadril sobre os meus dedos. Resolvi não arriscar o terceiro e tentei relaxa-lo o máximo que podia, movendo um pouco mais rápido a mão, incentivando-o a continuar se movimentando.

Claro que ele fazia como podia por causa de sua estranha posição e eu resolvi não forçar muito, fazendo-o se endireitar no banco um tempo depois.

Voltei então à atenção para meu membro lubrificando-o o máximo que podia com o resto do prazer de Kai e a saliva que ele havia deixado em mim. De certa forma eu estava mesmo preocupado que ele fosse se machucar e o trouxe para meu colo um pouco apreensivo.

Entreolhamo-nos uma vez e ele corou imediatamente, fazendo-me segurar para não rir, mas não que fosse de maldade, é que o Kai vermelho é uma graça dá pra entender? Da né?

Então, ele ergueu o corpo novamente e eu o ajudei a se posicionar direito, forçando-me contra ele aos poucos, mas arrancando claros gemidos de dor de seus lábios.

Deixei que ele fizesse aquilo como achasse melhor, mas dava pra ver claramente que ele forçava um pouco mais do que deveria. Aquilo era realmente prazeroso pra mim, já que o Kai era mesmo apertado, mas pra ele devia ser horrível.

Tentei não gemer muito alto mesmo com toda aquela pressão sobre mim, mas por fim o Kai conseguiu me enfiar inteiro dentro dele, ou ao contrário, sei lá.

Notei que ele semi-cerrou os olhos e os fechou, baixando a cabeça até um de meus ombros. Podia ouvir claramente sua respiração que estava forte e senti algo molhado tocando meu ombro, provavelmente lágrimas. Apesar disso as senti apenas uma vez e aos poucos o Kai pareceu se controlar, erguendo a cabeça um tempo depois.

Fitei-o novamente e assenti com a cabeça, como perguntando se estava tudo bem. Ele respondeu da mesma forma e eu me ajeitei no banco segurando em sua cintura. Ele se arrumou também e começou a se movimentar devagar, eu apenas o segurava para que mantivesse os movimentos e conseguisse se acostumar.

Apesar disso aqueles fracos contatos entre nossos quadris estavam me matando. Eu já respirava um pouco mais forte e toda aquela pressão de seu canal fervente sobre mim era excitante demais. Eu soltava uns poucos gemidos cada vez que ele subia e descia e seu corpo me apertava.

Aos poucos ele pareceu adquirir confiança e começou a ritmar mais rápido, dessa vez apoiando-se em meus ombros. Nós dois respirávamos apenas pela boca e apesar da clara vergonha de Kai não conseguíamos não nos olhar, salvo quando o prazer nos fazia fechar os olhos ou mover a cabeça.

E conforme o contato foi ficando mais forte e intenso, nossos gemidos o acompanharam e o couro do banco começou a fazer seus típicos barulhos, assim como eu notei como as janelas estavam embaçadas.


Claro que nada daquilo importava, eu só desejava me afundar cada vez mais dentro do Kai o fazendo ganhar aquela bendita aposta. E por falar nela depois eu ia dar uns beijos naquelas coxas do Uruha agradecendo por isso. Ta, talvez não nas coxas.

Enfim. Tentava não fazê-lo subir tanto, visto que ele bem poderia bater a cabeça no teto do carro. Mantive-o o mais dentro de mim possível, arrepiando-me cada vez que ele gemia pelo meu nome. Tentei ainda me movimentar de alguma forma até que atingi meu objetivo, tocar-lhe a próstata.

Kai gemeu com vontade um palavrão quando eu lhe atingi ali e eu quase tive um orgasmo com aquilo, puta merda. Continuei lhe atingindo naquele ponto e ele começou a se movimentar diferente, subindo devagar e descendo de uma vez arrancando gemidos altos de mim e intensos de si mesmo que vinham acompanhados de um palavrão ou por meu nome.

Continuamos freneticamente naquilo, os corpos já totalmente suados e o ar ficando sufocante dentro do carro. Mantive-me como conseguia lhe atingindo a próstata e dei um gemido mais alto, tendo um orgasmo intenso e ansioso, jorrando-me inteiro dentro daquele canal tão apertado.

Kai também não tardou e logo se desmanchou em minha barriga, respirando forte. Fechei os olhos e deitei a cabeça no encosto, voltando a mim. Senti Kai deitando-se sobre mim e o abracei sorrindo fechado, ainda sem olhá-lo. Estávamos suados e grudentos, cheirando a sexo, mas ainda assim eu não o queria largar. Só os fiz alguns minutos depois quando levantei a cabeça e abri os olhos e ele fez menção de sair de cima de mim, deixando o restante de meu prazer escorrer por suas coxas.

Notei que ele sentou com dificuldade no banco e abri menos que dois dedos dos dois vidros do carro, eu e Kai agradecendo pelo ar puro que entrava.

Peguei então meu celular e disquei para Ruki, tentando manter a voz o mais normal possível. Kai apenas me observava.

- Yo Ruki.

- Yo Reita tudo bem?

- Em partes. Eu estava com o Kai ainda e ele ta com um pouco de febre ainda, e queria pedir que você avisasse o Uruha e o Aoi que não vai ter ensaio amanhã.

Continuei conversando com Ruki mais um pouco até desligar e Kai me olhar confuso.

- Febril?

- Vai me dizer que consegue sentar naquele banco amanhã e tocar bateria a tarde toda.

Rimos e eu o trouxe até mim, beijando-lhe a cabeça.

- Acho que eu te machuquei, desculpe.

- Não precisa se desculpar, você nem fazia idéia que eu ia te atacar. Mas, de qualquer forma da próxima vez não esqueça nada.

- Prometo.

Sorrimos e nos vestimos de qualquer jeito, mas sem colocar os tênis. O ar no carro estava mais respirável então saímos e Kai me puxou pela mão até sua casa. Ele não estava febril, mas pelo menos eu havia ganhado um dia de folga com o meu, hum... Futuro namorado?

Masturbador sempre se escondendo embaixo dos cobertores
"Vou falar com você" meu pai disse
Ele disse: "Você vai ficar com essas idiotices até começar a comer as meninas
e então você verá que as coisas estarão mudando"

Aerosmith – Walk This Way

Escrever é brincar de Deus.

Notas finais
Primeiro lemon deles.

Obrigada a quem chegou até aqui o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!