21st Century Breakdown
2 Capítulo 1- 21st Century Breakdown
Notas iniciais
Christian:
Lá estava eu novamente, indo trabalhar no Jacob\'s Restaurant. Ou \"Restaurante do Presidente\", se assim preferirem.
No Jacob\'s Restaurant (Restaurante de Presidente), eu, como em todo
lugar, era tratado como uma barata que entrou em seu prato de alface. Isso era tão completamente normal que acho que eu sou mesmo uma barata que entrou no seu prato de alface.
Born into Nixon I was raised in hell
A welfare child where the teamsters dwelled
The last one born, the first one to run
My town was blind from refinery sun
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Nascido em Nixon, fui criado no inferno
Uma criança de orfanato onde os companheiros viviam
O último a nascer, o primeiro a correr
Minha cidade foi cegada pelo sol da refinaria
Bem, na verdade, existiam excessões. Uma excessão.
Outro cara que trabalha aqui, que é tratado como uma pulga (sim, uma pulga. É quase igual a mim, mas somente cães (leia- se: vagabundos que não fazem nada pela família e só vem no restaurante gastar todo o dinheiro de algum parente/amigo em batatinhas fritas e hamburguers pedindo para outras pessoas fazerem o seu trabalho. Então, as pessoas que trabalham duro por você não ganham nada e você ganha o dinheiro. Um exemplo disso era o presidente. Agora eu posso estar ofendendo os pobres cachorrinhos que foram abandonados na rua, mas eu não achei outro termo realmente ofensivo. Mas as pessoas legais gostavam dele, ele servia os pratos rápidos, não exige gorjeta... mas não muito de mim.) reconhece o meu trabalho. E quando as pessoas legais chegam, ele é o cara legal que fala que eu não mordo. Adoro ele. Ah, o nome dele é Nicholas Brown.
My generation is zero
I never made it as a working class hero
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Minha geração é Zero
Eu nunca me dei bem como um herói da classe trabalhadora
Sobre o presidente, ele é mais um daqueles corruptos que roubam o dinheiro das pessoas e gasta tudo em hamburgers e batatas fritas. Não me espanta a obesidade mórbita desse cara. E ele passa o dia inteiro no Jacob\'s Restaurant (Restaurante do Presidente), deixando de ir à discursos e encontros para dar algo de melhor aos trabalhadores (quer dizer, acho que eu estou excluído dessa parte) ou algo sobre o aquecimento global.
Que nada! Ele manda um representante para discursar. E nem é ele que escreve o discurso, ele pede para alguém escrever. E sempre diz que está em \"causas familiares\" ou \"causas mais importantes\". Muito, muito engraçado.
Ah, o nome dele não é Jacob. Jacob é o nome do dono do restaurante. O nome do presidente é Richard Jones. Um nome bonito demais para um obeso mórbido folgado ladrão corrupto arrogante vagabundo analfabeto ( do jeito que ele não escreve discursos e está cheio de guardas costas que falam tudo o que está escrito nos cartazes, ele deve ser analfabeto. Um presidente dos Estados Unidos analfabeto!!)
21st Century Breakdown
I once was lost but never was found
I think I am losing what\'s left of my mind
To the 20th Century Deadline
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Colápso do século XXI
Me perdi uma vez, mas nunca fui encontrado
Eu acho que estou perdendo o que restou de minha mente.
Ao final do século XX
Enfim, enquanto os outros garçons e garçonetes recebiam 666 trabalhos (tá, isso foi brincadeirinha, hmpf) e eu ficava sentado, esperando ser chamado, o presidente obeso mórbido folgado ladrão corrupto arrogante vagabundo analfabeto chegou no balcão e falou comigo.
- Levante daí e vá trabalhar!
Naquela hora eu quis dar um soco bem no meio da cara inflada dele. Eu, que não sou chamado levo broncas e você que ganha a vida do meu dinheiro e de outros trabalhadores fica comendo batatinhas!
- Desculpe, mas eu preciso que alguém me chame.
A cara de bigodão inflada dele ficou vermelha de raiva.
- Então eu arrumo alguma coisa pra você fazer, moleque! — ele me levantou pela gola da camisa, enquanto os outros olhavam.
- O que deseja? — perguntei, calmo.
Os olhos dele se apertaram. Ele levantou a mão gordurosa dele e...
- VOCÊ ESTÁ FICANDO LOUCO? — berrou Nicholas do outro lado do corredor, correndo na nossa direção, a cara pálida ainda mais vermelha do que a do presidente. Todos esbugalharam os olhos para ele. — Não se bate em trabalhadores!
- Trabalhadores? Háháhá! Ele estava aí parado!
- Porque ninguém chama ele por pura hipocrisia, com medo de ser atendido na frente do presidente por um garçom que não é loiro de olhos azuis, se dizendo ser nobre!
A minha cabeça e a do presidente pareciam estar quase explodindo.
- Mas... mas...
- Não tem mas nenhum! — gritou Nicholas, ainda na defensiva. — Você come batatinhas fritas enquanto ele dá duro e não ganha praticamente nada!
- PAREM DE BRIGAR! — eu berrei, dirgindo a atenção de todos para mim. Ah, isso não era nada bom. Tinham até alguns jornalistas. — Não quero que meu amigo seja preso por causa de um corrupto que não faz nada pelo país e gasta tudo em batatinhas!
Ops, a verdade pode ser dolorida.
O presidente estava a ponto de explodir.
PÁ!
Pronto.
Eu estava no chão, com um galo na cabeça, o olho roxo e um filete de sangue escorrendo pelos cabelos.
- Não... se...atreva...a...falar...comigo...desse...JEITO!- berrou o presidente, me dando um soco no outro olho.
Depois disso, eu simplismente apaguei.
We are the class of 13
Born in the era of humility
We are the desperate in the decline
Raised by the Bastards of 1969
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Nós somos da classe 13
Nascidos na era da humilhação
Somos os desesperados no declíneo
Criados pelos bastardos de 1969
Acordei, ainda estava no mesmo lugar.
Pisquei os olhos. Minhas costas estavam doendo como e tivessem sido queimadas. Minha cabeça mais ainda.
Tinha alguém pondo um gelo na minha cabeça e outra pessoa limpando o sangue.
Um era Nicholas. A garota devia ser uma pessoa muito, muito, muito legal.
- Você está bem? — ela perguntou para mim. Juro que estava corando.
- Se falasse que sim, seria mentiroso.
Pensei que ela iria me dar um soco, mas ela sorriu.
- Você é legal.
HÃ? EU, UMA BARATA QUE ENTROU NO SEU PRATO DE ALFACE, LEGAL?
- Obrigado. — respondi. Estava tentando sorrir, quando... — AÍ!
- Desculpe. — murmurou Nicholas. — Isso arde mesmo.
- O que aconteceu depois que eu apaguei? — perguntei.
- Ah, claro. Primeiramente, todos ficaram olhando para você. Depois o presidente insinuou que você fosse preso. Então ela chegou. — ele sinalizou com a cabeça para a garota. — ... e disse que isso era uma absurdo. Eu e mais umas dez pessoas também. Então a polícia chegou. Os jornalistas tinham gravado tudo, então o presidente foi preso.
- QUE... COISA... MAIS... MAIS... — ah, eu não tinha palavras. Não mesmo. Até Bush perto daquele obeso mórbido folgado ladrão corrupto arrogante vagabundo analfabeto e violento parecia uma criança inocente que ajuda os pais.
- Não, Christian, isso não é nada legal. Agora metade do país quer acabar com você.
Eu me calei.
- Sr. Christian. — alguém com a voz grossa falou atrás de mim. — Você irá receber 14.000 reais de indenização, e nós vamos arrumar seguranças para você.
- HÃ? — juro que pareceu um gemido.
- Com metade do país atrás de você, não seria muito legal você andar sozinho.
Eu fiquei calado, mas o policial entendeu.
- Ah, cara, isso é legal. — disse Nicholas.
- É. — concordou a garota.
- Qual é seu nome? — perguntei para a garota. Ah, esqueci de dizer que ela era muito, muito, muito bonita também. Não era uma modelo loira dos olhos azuis, mas tinha os cabelos pretos presos em um rabo de cavalo, era meio branquela, mas não muito, magra, tinha o rosto delicado e seus olhos eram castanho- escuros.
- Glória.- ele respondeu, me ajudando a levantar, junto com Nicholas. — O seu é Christian. — era uma pergunta-afirmação, sejá lá qual o nome para isso.
My name is no one
The long lost son
Born of the 4th of July
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Meu nome é ninguém
O filho muito perdido
Nascido em 4 de julho
- É. — respondi. — Glória é uma nome bonito.
- Você acha? — ela perguntou, corando. — Christian é um nome bonito.
- É, acho. Obrigado. — eu podia jurar que estava corando também.
- Ah, que inferno! Eu esqueci de comprar os tomates!
- Tomates? — perguntei. — Tem alguns sobrando na minha casa.
- Eu não vou pedir os seus tomates. — bufou.
- Você me odeia? — perguntei.
- AH, DESCULPE! Não, eu não te odeio, é que...
- Ah, entendi. Você não quer que eu lhe dê meus tomates, já que você estaria pegando algo que você não conquistou com seu próprio dinheiro?
- É.
- Você é legal. Mas, ora, são só tomates, e eu estou dando por livre e inspontânea vontade!
The scars on my hands
And the means to an end
Is all that I have to show
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As cicatrizes em minhas mãos
E os meios para um fim
São tudo o que eu tenho para mostrar
Ela corou.
- Obrigada.
- Minha casa é alí. — apontei para a casa branca. — Eu subo e pego.
- Tudo bem.
Bem, ainda com as costas doendo (sério, só me lembrei disso agora!) entrei em casa, abri a geladeira e pegando tomates e uma coca. Tá, não sei o porquê da segunda opção, mas tinham quatro. Uma para Glória, uma para Nicholas e duas para mim! (meu espírito egoísta em ação!)
Fechei a geladeira, tranquei a porta de casa e saí. Os dois estavam esperando.
- Aí, tomates e coca- cola! — berrei.
- Coca — cola!- Glória e Nicholas gritaram.
- Uma pra você, uma pra você e...
- Posso levar essa para meu irmão? — perguntou Glória, reluzente.
- Claro. — Meu espírito egoísta não funcionou dessa vez.
Nós abrimos nossas cocas e bebemos. Glória pegou os tomates.
- Quer almoçar na minha casa? Tem hamburguer.
- Eu? Uma barata que entrou na sua salada de alface, ir almoçar hamburguers?- respondi.
Ela e Nicholas riram.
- É, sr. Barata Que Entrou Na Minha Salada De Alface.
- Erm, tudo bem. — OK, quantas vezes eu já corei hoje?
- Quer vir também, Nicholas? — perguntou ela.
- Siiiiiim. — naquele momento Nicholas pareceu uma criancinha que ganhou o carrinho de doces.
- Então vamos. — disse ela.
Pois é, talvez o mundo não estivesse completamente perdido.
Oh Dream, America dream,
I can\'t even sleep
From the lights early dawn
Oh Scream, America scream
Believe what you see from heroes and cons?
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Oh, sonhe, América, sonhe,
Eu não consigo nem dormir
pelas luzes do amanhecer
Oh, grite, América, grite,
Você acredita no que vê sobre heróis e malfeitores?
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