Notas iniciais
eai gente demorei ? um pouquinho só mais ta ai eu não pude escrever ultimamente muito ocupada mais calma *** Demorei para betar, mas é aquele ditado: Hot Stuff tarda, mas não falha (pelo menos eu tento não) [Capítulo betado dia 30/11/2016]

Scorpius

***

Eu percebi logo os passos firmes descendo a escada atrás de mim.

— E aí, Waesley, achou a minha história convincente o suficiente?

Ela parecia furiosa, perto de me matar, nunca vi ela parecer tão ameaçadora quanto estava agora.

— O que você tem na cabeça, seu babaca? Como pode inventar uma mentira tão absurda? Eu, apaixonada por você? Nunca, Malfoy! Ai, meu Merlin! Se os nossos pais ficarem sabendo disso, ainda que seja uma mentira inventada por um louco como você, eles são capazes de matar a gente antes mesmo que possamos explicar.

Eu sorri calmamente, era engraçado vê-la brava, mesmo que eu concordasse com a parte em que nossos pais nos matariam se até sonhassem com isso.

— Eles possivelmente acreditariam, até a diretora acreditou.

— Claro! Você deveria ganhar um premio por uma atuação tão mentirosa e descarada! Nem mesmo os atores trouxas se sairiam melhor que você — cruzou os braços, seu rosto estava vermelho em sinal de fúria.

— Não me elogie tanto, Weasley. Vou acabar ficando vermelho, todavia, depois posso te dar um autógrafo com dedicatória e coraçãozinhos.

Eu vi o rosto dela explodir em raiva, mas ela mereceu, não deveria ter me ofendido. Afinal, ela não queria uma boa mentira? Eu fiz uma ótima.

— Pegue seu autógrafo, Malfoy, e enfie...

— Sem palavrões, Weasley, seus pais não te deram educação?

Ela não terminou a frase, mas me mostrou o dedo. Agarrei o dedo dela e fiz questão de me aproximar mais:

— Rose, querida, não deve mostrar esse dedo para as pessoas, é feio — eu ciciei, ainda segurando o dedo dela.

— Me larga, seu idiota! Seu acéfalo! Agora, Minerva deve estar pensando que eu tenho dois namorados, por Merlin! Ela, com certeza, pensa que eu sou uma... Seu retardo, olha só o que você vez! Você precisa arrumar essa sua bagunça o quanto antes.

Ela veio pra cima de mim de um jeito ameaçador que me surpreendeu o fato de ainda estar vivo.

— Não fique tão nervosa, querida.

— Nervosa? Eu não estou nervosa, estou furiosa! E não me chame de querida, seu esnobe filhinho de papai! — gritou, fazendo questão de que todos os quatros cantos do mundo ouvissem.

— Tudo bem, Weasley, amanhã a gente resolve isso. Eu não vou deixar as gatas pensarem que eu sai da ativa. Tenha uma boa noite e sonhe comigo, afinal, você esta apaixonada por mim.

Eu, sinceramente, me arrependi de ter dito isso, não porque só a deixou mais preocupada ou brava, e sim porque ela veio pra cima de mim e deu um chute no lugar mais sensível imaginável. Eu me contorci de dor enquanto via uma cascata de cabelos ruivos se afastar pelo corredor.

***

Rose

Eu acordei pela manhã com esse som, acredite se quiser:

Acordei, depois do meio-dia
Mais tarde que devia,
Trabalhar eu não queria,
Dizem que, a fase vai mudar
Eu vou me comportar
E aqui estou

Nesse dia perfeito
Nada pode me parar
É um dia perfeito
Ninguém vai estragar
É um dia perfeito
O amanhã já vai chegar
Ficaria pra sempre como eu sou
É um dia perfeito

E, se eu soubesse como meu dia ia ser ruim, tinha quebrado aquele despertado mentiroso na mesma hora.

— Annie, faz um favor e desliga a merda desse despertador! — eu gritei, enfiando um travesseiro no rosto.

— Desliga esse seu mau humor, Rose, sei que você se amarra na Barbie.

— Talvez quando eu tinha três anos, mas atualmente não, eu estou no último ano tentando ser madura.

Annie me jogou uma almofada e desligou o despertador.

— Desculpe informar, mas suas tentativas estão falhando, Rose.

—Pelo menos, eu tento. — Disse, sentando na cama e devolvendo a almofada do mesmo jeito que ela fez.

— A vida é para ser vivida, quando eu estiver da idade da Minerva eu vou tenta ser madura, até lá, eu escuto Barbie e brinco de fazer vestidos. Se me dá licença, agora vou para o banho.

Ela soltou um beijo estralado antes de bater a porta do banheiro. Eu fui para o meu banheiro, graças aos Céus, eu não tinha mais que esperar a Annie terminar. Ser monitora tinha suas vantagens, no fim das contas. Foi quando a lembrança da monitoria da noite anterior me voltou na mente, eu afastei o pensamento, tentando me fazer acreditar que foi só um sonho.

Eu me vesti e sai do banheiro, pronta apara mais um dia. Assim que cheguei no corredor, avistei o Pirraça. Droga! No meu segundo ano, o Pirraça tinha adquirido o hábito de se divertir falando da vida alheia, com certeza a fofoca estava rolando solta.

Pude ter essa confirmação quando entrei no Salão Principal e todo mundo ficou me encarando e cochichando. Dei uma olhada na mesa da Sonserina, o Malfoy não estava lá e nem o Alvo. Eu olhei para minha mesa e vi Lilian quase a ponto de ter um treco, ela parecia furiosa.

— Cadê o Alvo? — perguntei antes que ela me enchesse de questionamentos.

— Para que você que saber dele? Nós precisamos conversar, acho que você me deve uma boa explicação.

— Agora não, Li, eu preciso achar o Alvo para achar o Malfoy, os dois andam colados.

Eu vi ela estreitar os olhos, incerta sobre minhas ações:

— O treino de Quadribol de hoje já deve ter terminado a essa hora, eles devem esta no vestiário mas...

— Obrigado, priminha — agradeci antes que ela pudesse continuar a frase.

Eu sai antes do drama que ela iria fazer, que eu já sabia de cor como seria. Eu ia fazer o Malfoy resolver isso, mas primeiro tinha que acha o Juan e tentar explicar tudo.

Eu encontrei com a amiga dele logo no início do corredor e não perdi tempo com banalidades, fui direto ao ponto:

— Olivia, você viu Juan por aí?

— Sim, Rose ele está nesse corredor, um pouco mais na frente — ela torcia a ponta da saia, parecia nervosa — Rose, sobre você e o Malfoy, eu não acredito em nadinha.

— Obrigada, Liv, mas tenho que ir.

— Rose, espera! É melhor...

A voz dela se perdeu enquanto eu corria. Não foi difícil reconhecer o Juan no fim do corredor, para ser sincera, eu o reconheceria até no escuro. Eu o puxei pela camisa, todavia, ele não virou. Foi com um espanto muito grande que eu percebi que tinha alguém na frente dele — uma garota na frente dele — e ele a estava beijado em um corredor cheio.

— Juan, o que significa isso?! — gritei, sem medo de que até a pessoa mais longe tenha escutado.

Ele se virou pra mim, não parecia nem assustado e nem arrependido, muito pelo contrário, ele abriu um sorriso.

— Rose, meu amor, eu achei que o que nós temos fosse livre. Não é?

Tinha um sarcasmo na voz dele tão grande que foi como um tapa. Ele gargalhou e foi como se meu todos ao meu redor também estivessem rindo de mim.

— Na verdade, eu nunca liguei para essa coisa de ter uma pessoa só. Eu me preocupava somente com o fato de você achar que era a única, mas, pelo visto, você não teve essa consideração, não. Eu pelo menos fingia estar cuidando da minha avó doente.

— Você fingiu?

— Rose, não se faça de ingênua, é claro que fingi. Ou você acha que eu perdi mais metade do meu verão cuidando da minha avó materna que, por um acaso, esta morta há uns... Treze anos ?

Eu senti meus olhos arderem, porém não derramaria nenhuma lágrima. Varias pessoas tinham parado para observar.

— Então, você sempre me traiu?

— Não. Eu fui fiel nas primeiras duas semanas. O que eu não consigo entender é como você me traiu com o Malfoy, ele é tão baixo.

— Ele é melhor do que você.

Ele sentiu a sinceridade na minha voz. Por mais que eu não gostasse do Malfoy, não conseguia imaginar ninguém pior que o Juan; eu havia ficado o verão todo escrevendo cartas para saber como ele estava, comprando doces para ele na loja dos meus tios, não me permiti sair de casa porque pensei que seria injusta com ele ao me divertir enquanto ele cuidava da avó.

— Se é o que você acha, talvez ele tenha conseguido tirar coisas de você que eu não consegui em um ano. Se ele conseguiu abrir o seu lacre de segurança, eu vou apertar a mão dele, talvez ele seja melhor de lábia que eu.

Ele me olhou de uma forma que me deu nojo, eu dei um soco nele e sai o mais rápido possível, eu tinha que falar com o Malfoy.

Eu entrei no vestiário masculino, dei de cara com o Alvo e o Malfoy conversando e rindo, como se nada que tivesse acontecido ontem tivesse me afetado da maneira que me afetou. E, bom, Malfoy estava de toalha, só de tolha. Eles pararam de rir na hora que me viram.

— Alvo, dá licença. — Sussurrei enquanto sentia as lágrimas teimosas descerem pelo meu rosto descontroladamente.

— Rose por quê...

— Alvo, sai, por favor! — gritei de novo, minha garganta doeu, mas não foi algo que eu dei importância.

Ele saiu, e eu não esperei um convite, me sentei e continuei chorando. Malfoy me olhava, sua expressão estava meio desconfortável.

— O que aconteceu? A culpa é minha?

— Claro que a culpa é sua! Ou parcialmente sua... — eu contei tudo a ele, mas somente porque precisava de alguém com quem desabafar.

— Aquele cara sempre foi um canalha, nunca foi de se prender, foi uma surpresa quando começou a namorar com você, mas nunca achei que ele fosse andar na linha.

— Obrigada por confirmar o quanto eu fui cega ao confiar no Juan.

— Desculpe, eu não sou bom em consolar. Será que você poderia parar de chorar? Eu nunca sei o que fazer quando mulheres choram.

Eu ri em meio todas as lágrimas, finalmente tinha encontrado algo que incomodava o Malfoy.

— Será que esse ano eu vou continuar te encontrando tão informalmente? — eu disse apontando pra ele, ele sorriu.

— Só se você derramar alguma coisa em mim ou invadir o vestuário, o que eu acho uma péssima ideia. Não que eu não goste de ter meninas aqui, mas nem todos os jogadores são tão gostosos, sabe, pode ser uma experiência traumatizante.

— Você acabou com a minha vida, agora meu mundo está de pernas para o ar, e agora como é que eu vou ficar? Pareci uma idiota na frente da metade da escola, meu orgulho foi pra espaço. Você tem que dar um jeito nisso, afinal de contas, você está em uma grande divída comigo.

— O que você quer, Weasley? Que eu finja namorar você para que os chifres fiquem trocados ao invés de contar a verdade e ele sair como o pegador e você a coitadinha?

Eu estava prestes a chamá-lo de louco, mas realmente tudo ia ficar pior se ele falasse a verdade. Eu abri um sorrisinho.

— Poderia ser só por um tempo, aí a gente decidia que não dava certo e pronto! — eu abri um sorriso maior ainda.

— Não, não, Weasley, eu estava brincando!

Eu continuei rindo e me levantei do banco, ele andava para trás, fingindo estar com medo.

— Eu sempre soube que você tinha um amor contido por mim, só que não é para tanto, Weasley.

Eu revirei os olhos e depois fiz uma carinha que eu usava com meu pai quando queria algo que tinha certeza de que ele não me daria.

— Ah, não, Weasley, não faz cara de choro, por favor — ele fez uma careta.

— Está bem. Eu estou quase te pegando no colo, para com isso.

Eu ri muito da cara dele, só mais um pouquinho ele sedia.

— Vai, Malfoy, eu não sou tão ruim assim, e são só uns dias, afinal, tudo isso é culpa sua.

Eu joguei o cabelo para o lado e mordi os lábios de maneira provocante, ele me encarou sério e, por fim, meus braços enlaçaram o pescoço dele.

— Diz que sim, por favor — suspirei perto de seu ouvido.

— Sim! — ele disse em tom de alívio, e eu sorri triunfante.

— Eu sabia que você ia concordar, você é um cara legal no fundo.

Eu ainda estava com os braços ao redor do pescoço dele quando ouvi a voz do meu querido irmão Hugo atrás de mim.

— O que você pensa que esta fazendo Rose?!

Eu larguei o Malfoy, que parecia um pouco bobo e espantado, me virei para Hugo, que estava acompanhado do Alvo — esse estava tão bobo e espantando quanto o Malfoy —, ao contrário do Hugo, que parecia furioso e à beira de um ataque do coração.

Notas finais
ta so um poquinho grande mais demorei ne vcs merecem