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1 Capítulo 1
Chamava-me Alice. Tinha 20 anos e certo dia meus amigos e eu combinamos de ir à praia. Justin e Rachel. Meus melhores amigos de infância. Era um domingo agradável, estava um belo dia de sol e um ótimo clima de felicidade. Justin chegou em sua Hillux Toyota prateada. Eu e Rachel já esperávamos no portão. Seu corpo de 1m 95 cm aos 23 anos de idade me atraia. Mas ele era meu melhor amigo. Saltou do carro para nos ajudar a guardar nossas “bugigangas” segundo ele.
-E ai gatinhas, preparadas para surfar? – disse rindo sedutoramente.
-Só se existir surf de areia, porque no mar morreríamos. – disse Rachel gargalhando.
Senti um arrepio e uma sensação horrível. Tive vontade de me trancar no quarto e não sair por um ano.
-Que foi Alice? Ta tudo bem? – indagou Rachel assustada.
-Nada. Só senti um arrepio. – desconversei – Vamos logo.
-Isso mesmo. Esse domingo vai ser radical. Vou pegar um monte de gatinhas. – disse Justin.
-Justin e suas galinhagens. – riu Rachel.
No caminho o terror havia passado. Porém se intensificou quando chegamos na praia. Todos saltaram da Hillux, menos eu.
-Alice, o que você tem? Ficou esquisita de repente. – preocupou-se Rachel.
-Nada não. Eu vou ficar bem... Eu acho.
Justin já estava entrando no mar com sua prancha. Eu e Rachel fomos pegar um pouco de sol. Estendemos nossa canga na areia. Vi algo dourado brilhar. Fui cavando lentamente e vi que aquilo era um pergaminho.
-Vou comprar uma água de côco para nós. – disse ela dando as costas.
Desenrolei o papel e comecei a ler. Uma antiga profecia queria se concretizar. Um pacto havia sido quebrado. Uma pessoa ainda tinha que morrer. Aquilo me assustou. Os arrepios voltaram, o terror aumentou. Minha cabeça girava e eu quase desfaleci. Rachel voltou com as águas e me fez beber. Vendo-me desmaiar, Justin saiu imediatamente do mar e veio me ver.
-Que foi gata? – perguntou preocupado.
Contei tudo a eles, e quando fui pegar o papel para mostrar a eles...
O papel sumira misteriosamente. E a partir daquele momento, apesar de não saber... Eu tinha vinte e um dias para morrer.
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