200 quilos de amor
8 Capítulo 7 - Confusões
Notas iniciais
Peço humildemente que deem uma passadinha na minha nova fanfic Lumiére (Beward) Vocês vão amar é uma história linda eu prometo.
Bjs e boa leitura o/
Precisei de alguns minutos para me recompor do susto. Esperei exatamente trinta minutos para sair do shopping assim teria certeza que não esbarraria em Edward novamente. Assim que me cansei de esconder-me naquela loja resolvi ir atrás do meu carro. Por sorte havia uma concessionária ali perto e eu não precisaria andar muito. Assim que entrei na loja percebi que vários vendedores pararam o que estavam fazendo para me observar. Sorri tímida para alguns deles e comecei a olhar os carros.
–Posso ajudá-la senhorita? – Um vendedor disse bem próximo ao meu ouvido fazendo-me levar um susto.
–Acho que sim – Respondi recuperando-me – Estou atrás de um carro.
–A julgar por sua aparência juvenil e bela está querendo um conversível não é? Aposto que gosta de velocidade.
–Não... Nem pensar, porque acha isso? – Ele apontou o capacete em minha mão, droga eu havia me esquecido dele – Ah... Isso aqui é de... De um amigo.
–Se não quer um conversível então o que deseja?
–Algo econômico.
–Temos alguns excelentes com uma faixa de preço incrível. Quer dar uma olhada?
–Ok.
O vendedor levou-me até uma outra sessão de carros esportivos. Eram todos tão finos e requintados que me questinei se teria dinheiro para comprá-los. Passamos por um departamento de carros usados e um neon chamou minha atenção. Caminhei até lá enquanto o vendedor continuava o caminho falando sozinho. Somente após alguns minutos ele notou onde eu estava e veio até mim.
–Quanto esse custa? – Perguntei alisando o capô.
–Eu não o recomendaria. Essa sessão é de carros usados e velhos nenhum deles combina com a senhorita.
–Se eu comprar um carro zero terei de esperar para buscá-lo não é?
–Um ou dois dias no máximo.
–E se eu levar um usado? Posso levá-lo hoje?
–Sim, mas...
–Eu gostei desse carro – Falei sorrindo.
–Ele já tem vários quilômetros rodados e não está em boas condições sem falar que já saiu de linha há muitos anos. A maioria desses carros antigos vendemos para o desmanche. Os freios também estão ruins e...
–Não tem ar condicionado?
–O que? – Ele sorriu – Não. O que esperava de um carro que custa quinhentos dólares?
–Só isso? – Perguntei animada.
–Sim. Olha senhorita esse carro é muito velho e feio, ninguém o quer. Não vou negar que estou louco pra me livrar dessa lata velha, mas minha consciência não permite que eu engane uma jovem tão linda como você...
–Ah... São os seus olhos – Falei corando.
–Por favor, não me leve a mal, mas a senhorita é muito linda. Realmente estonteante!
O vendedor olhou-me de um jeito terno e carinhoso. Desde que eu me tornara uma pessoa mais afeiçoada ninguém além de Billy havia me elogiado com tanta ternura senti meus olhos se encherem de lágrimas.
Uma hora depois eu já estava dirigindo meu carro velho. O vendedor acabou ganhando uma boa comissão por ter se livrado dele e eu estava feliz por tê-lo ajudado. Confesso que era um tanto difícil dirigi-lo com os freios ruins e fazia tanto tempo que eu não dirigia que parecia ter perdido a prática. Felizmente o rádio ainda funcionava, apertei o play e liguei a rádio em uma estação qualquer. Minha musica favorita estava tocando e comecei a acompanhá-la em voz alta enquanto dirigia feito louca pelas ruas movimentadas de Los Angeles. Ajeitei o retrovisor central e aproveitei para olhar-me no espelho. Eu estava mesmo bonita, todos me diziam isso... Era realmente incrível. Infelizmente desviei os olhos do espelho bem na hora que o sinal fechou. Havia um carro bem na minha frente e os freios não funcionaram a tempo e acabei batendo na traseira dele.
Soltei um grito de susto na mesma hora em que senti a pancada e meu corpo se projetou para a frente fazendo com que minha cabeça batesse no volante. Levantei um pouco zonza, meu cabelo inteiro estava no rosto tapando minha visão. Um zunido terrível invadiu meus ouvidos deixando-me quase surda, mas ainda assim ouvi quando alguém desceu do carro da frente batendo a porta com força. Em seguida dei um pulo quando essa mesma pessoa bateu violentamente no meu vidro.
–Acordei com o pé esquerdo hoje – a pessoa gritou, era um homem – E você ainda me dá prejuízo?
–Desculpe – Gritei encolhendo-me no banco meu cabelo ainda tapava meu rosto.
–Saia do carro – Ele gritou ainda mais alto – Você vai pagar o estrago! Tirou sua carteira de motorista no açougue? Se você não sabe dirigir então porque inventa! Anda saia desse carro agora! Estou avisando é melhor você sair!
Engoli em seco e tirei o cinto de segurança. Abri a porta e desci devagar, meu cabelo tapava meus olhos e eu enxergava bem pouco. Percebi que o homem andava de um lado para o outro no asfalto xingando-me e reclamando.
–Você é uma louca! Como não presta atenção no transito? – Ele gritava de costas para mim – E se tivesse atropelado alguém? O que faria.
–Desculpe senhor...
–Desculpe porcaria nenhuma se eu...
Tirei o cabelo do rosto jogando-o para trás na mesma hora em que o homem se virou ele parou de falar e olhou-me de um jeito esquisito. Em seguida veio até mim e segurou minha mão.
–O que foi? – Perguntei confusa.
–V-Você está bem? – Ele perguntou gaguejando – Não se feriu?
–O que? – Perguntei perplexa – Porque mudou de humor tão rapidamente? Agorinha mesmo achei que ia me matar!
–Ah eu... Eu estava nervoso. Mas, você deve ter se distraído não é? Uma moça assim tão... Tão bonita não deve fazer besteira de propósito.
–Hei vocês dois – Gritou um policial vindo em nossa direção – Estão atrapalhando o tráfego saiam da pista.
–Aconteceu um acidente – O homem falou ao policial que já estava bem próximo a nós.
–Desculpe-nos é que...
–Oh meu Deus – O guarda falou me olhando – A senhorita está bem? Não tem nenhum ferimento?
–Estou bem...
Percebi que tanto o guarda quanto o homem estavam me olhando de modo esquisito. Sorri sem graça e percebi que eles suspiraram, o que estava acontecendo? Então notei que a testa do homem em que bati o carro estava sangrando será que ele não percebera o machucado? Uma senhora saiu de dentro do carro do homem e parou perto de nós.
–Oh meu Deus você está sangrando – Ela gritou para o homem.
Ele levou a mão a testa limpando um pouco do sangue, mas ainda sim estava muito machucado.
–Estou bem – Ele disse rindo descontrolado – Nem está doendo... Estou perfeitamente bem.
–Tem certeza? – Perguntei aflita.
–Totalmente.
–Seu carro está bem amassado – O policial falou tirando um bloquinho de papel de dentro do bolso – Você conhece alguma oficina? Eu conheço algumas posso te indicar, qual é o seu número?
–O que? – Perguntei perplexa, ele estava flertando comigo enquanto o outro moço sangrava e parecia abobalhado?
–Ah – Ele sorriu e coçou a cabeça então olhou para o homem ficando sério – Eu vi tudo. Foi você que a ultrapassou não foi?
–Foi – Ele respondeu sorrindo para mim – Não sei onde eu estava com a cabeça.
A mulher revirou os olhos e suspirou.
–Ora, o que foi? Estão enfeitiçados? Pegue a habilitação dela. Aposto que ela nem tem! – Ela disse me encarando.
–A senhora é da policia? – O guarda perguntou.
–Não, mas veja a habilitação é o seu trabalho! – Ela gritou e ele suspirou.
–Posso ver senhorita? – Ele me perguntou simpático.
–Claro – Sorri fui até o carro pegar minha bolsa. Tirei a carteira e entreguei a ele – Aqui está.
Ele pegou a carteira e analisou bem em seguida olhou para mim e depois para a carteira, repetiu isso umas três vezes.
Acabei indo parar na delegacia naquela tarde. Eu havia esquecido completamente de que a habilitação era da Isabella e não minha. Por sorte o policial foi bem gentil comigo e apenas me levou à delegacia para prestar esclarecimento. Acabei tendo de contar toda minha história ao delegado que custou a acreditar que a mulher da foto era realmente eu. Billy ficou de me entregar documentos falsos com o nome de Anabella, mas ainda não tinha tido tempo.
–Você não precisa se preocupar – O delegado me disse sorrindo enquanto outros policiais me olhavam com cara de bobo – Se a sua amiga confirmar sua identidade nós deixaremos você ir.
–Que conveniente – Uma mulher que estava sentada ao meu lado falou – Cirurgia plástica? Foi em qual hospital? Eu queria fazer uma também.
–Senhora, deixe a moça em paz. Não a incomode.
–Não sabia que vocês policiais podiam flertar em serviço.
–Se não se calar a prenderei por desacato à autoridade.
–Tudo bem – Ela disse dando de ombros- Vou ficar quieta.
Assim que o delegado terminou de ouvir minhas explicações deixou que eu esperasse na recepção junto com o policial que me levou à delegacia. Ficamos sentados em um banco na entrada por um longo período até que Alice apareceu totalmente aflita. Levantei-me depressa assim que a vi, tudo que eu queria era lhe dar um abraço bem apertado. Ela olhou para mim e acenou com a cabeça deixando-me confusa, em seguida correu os olhos pela recepção e caminhou até uma mendiga gordinha que estava deitada em um banco lá no cantinho enrolada numa coberta.
–Isabella? – Ela chamou abaixando-se perto da mendiga.
–O que? – A mendiga falou sentando-se.
–Oh meu Deus – Alice acariciou seu rosto – Como você está suja e... Cheira tão mal!
–Fome – A mendiga murmurou – Estou com fome.
–Não se preocupe minha amiga – Ela sorriu para ela – Nós vamos para casa tomar um banho e comer uma bela carne de porco ok? Veja como você emagreceu! Está tão diferente!
A mendiga sorriu exibindo dentes pretos e sujos. Alice fez uma cara de nojo, mas mesmo assim sorriu para ela e segurou sua mão. Será que um ano era tanto tempo assim? Ta certo que a mendiga estava muito suja a ponto de ter o rosto irreconhecível e também era gordinha, mas Alice deveria saber que não era eu. Caminhei até ela receosa e notei que estava chorando.
–Alice – Chamei e ela virou-se encarando-me confusa.
–Eu te conheço?
–Alice sou eu... Isabella.
–O que? – Ela olhou para a mendiga que deu de ombros – Quem é você?
–Luna, mas se quiser que eu seja a sua amiga eu serei.
–Ah – Ela sorriu nervosa levantando-se e limpando as mãos sutilmente – Acho que houve uma confusão aqui. Vocês podem por favor ir chamar minha amiga?
–Alice sou eu — Falei impaciente e ela olhou-me com desdém.
–Não é hora para brincadeira ok?
–Não acredita em mim?
–Como posso? Olha pra você... Isabella era um pouco mais... Gordinha.
–Sou eu amiga – Sorri – Acredita em mim.
Alice olhou-me com receio. Era inútil quem em sã consciência ia acreditar que era eu? Será que eu estava tão diferente assim. Alice preparou-se para ir embora e então tive que pensar rápido. Segurei seu braço e puxei um pouco minha calça jeans revelando minha tatuagem. Os guardas assobiaram e ela olhou-me espantada.
–Hakuna matata lembra?
–Isabella? É você mesmo?
–Sim sou eu.
–Ah meu Deus – Ela gritou e me abraçou – olha só pra você... O que fez?
–Cirurgia.
–Nossa... Você está linda! Ai que felicidade te encontrar!
Alice e eu ficamos pulando e nos abraçando por um bom tempo. Então resolvemos o problema com os policiais e saímos da delegacia. Infelizmente meu carro recém comprado não tinha mais conserto e o guincho o levou para um ferro velho. Passamos no meu hotel e tomei um banho rápido e então fomos para um restaurante onde contei tudo que me aconteceu à Alice.
–Por que não me avisou? Imagine a agonia que fiquei assim que foi embora! Pensei que éramos irmãs.
–Nós somos. Mas, eu precisava ir Alice. Por favor perdoe-me.
–Tudo bem – Ela sorriu e segurou minha mão – Senti sua falta.
–Também senti a sua. Eu preciso que me ajude com uma coisa.
–O que?
–Quero voltar para a gravadora.
–Jura? O Edward vai pirar quando descobrir que você voltou.
–Não – Interrompi rapidamente – Não quero que ele saiba sobre mim. Isabella já não existe mais agora sou outra pessoa.
–Não creio que isso será possível. Eles vão te reconhecer.
–Acha que isso é possível?
–Nunca se sabe – Ela deu de ombros – De qualquer forma a gravadora está atrás de novos talentos quem sabe você possa ser uma candidata. Amanhã terá uma audição.Isabella eu percebi que você está com um timbre de voz diferente.
–Foi uma parte da cirurgia. Só modifiquei uma semitona pra minha voz ficar mais forte. Se eu cantasse eles notariam que sou Isabella.
–Realmente pensou em tudo não é?
–Uhum.
–Você sabe que se eles te reconhecerem vai ter um problemão não é? Você tinha um contrato com a gravadora. Sumiu por um ano e arruinou o terceiro CD da Tanya. Eles ainda estão te procurando.
–Eu sei, mas se você me ajudar eu consigo. Você não me reconheceu quando me viu lembra?
–É você tem razão.
–E então? Vai me ajudar?
–O que eu não faço por você sua maluquinha?
–Ah jura?
–Juro.
–Eu te amo Alice.
–Eu também te amo Isabella e te mato se sumir de novo.
–Não vou sumir... Nunca mais.
–Então prepare-se amanhã você terá uma audição com Edward Cullen!
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