200 partes de mim.
7 Des-bafo-(mé).
Notas iniciais
É tão estranho querer escrever alguma coisa, sabendo que terá platéia para aquilo. Eu deveria era escrever um livro todo no word e depois postar. Essa coisa da cobrança me deixa aflita. Parece que ao escrever qualquer coisa, tenho a obrigação de postar em seguida e acho que é por isso que gosto tanto de desafios, porque a obrigação é real, a necessidade é real, e não é uma coisa que é só da minha cabeça. Eu tenho mesmo a mania incontrolável de estar sempre me cobrando algo. Às vezes sei que é do meu perfeccionismo, todavia existem outras que parecem vir só porque não há nada melhor para fazer, ou no caso, nada melhor à cobrar, mesmo. É impressionante. Por exemplo, neste instante eu poderia só escrever um conto qualquer ou como da outra vez, descrever um objeto/coisa qualquer. Mas ao invés disso me deixo entrar em um bloqueio de escrita, e todas as ideias maravilhosas que tive ao decorrer do dia, simplesmente me escapam aos dedos e ao invés de sair narrativas completas, entrego-me à obstrução criativa. Acho que é por isso também que este espaço é tão bom: Ele se torna mais um pedacinho de mim, um capítulo de extravasão e quem sabe não sirva pra compartilhar um sentimento que outro também ocasionalmente bata? Algo, sei lá, similar e descobrir que não estava sozinho no mundo? A cada dia eu tenho certeza de que todos nós temos problemas e situações parecidas, o que muda em geral, é o contexto mesmo. Acho que é a parte mais legal de ter um problema (quê). Mas foda-se, porque ao final sempre tem solução. E se vc não a tem, é porque não chegou ao final.
Se me sinto melhor ao escrever tudo isto? Ah sim, acho que sim. Se estou apreensiva, preocupada se isto trará alguma repercussão? Com certeza. Mas esta é uma parte de mim que não posso negar. Sempre que começo algo é com um foda-se, sem esperar caralhos nenhum em retorno. E quando há volta, a segunda vez é sempre enviada com uma pá de expectativas. E com machos é sempre o mesmo barco. Parece que os relacionamentos só dão certo quando eu, na maior parte do tempo, invisto em dar pouca atenção ou quase nenhuma. Parece um feromônio. Os machos todos comem na palma da minha mão, fico impressionada como a estratégia dá certo. O único problema é que, se o cara encaixar nos meus padrões de beleza, eu não consigo manter a pose. Eu acho que a solução está em mudar o nível, para algo mais alto. Aí sim, vou conseguir pegar direitinho os delícia. Será? Capaz de eu me enrolar e não conseguir nenhum dos dois. Ai morta com farofa. E Deus que fica tirando onda e me mandando um monte de egocêntrico? Oh Deus, querido, amor da minha vida. Ego não, disso já basta eu e tá bom. Manda os de bom samaritano pra mim por favor, agradeço. Gente, reza aí comigo, por favor.
Obrigada.
Fale com o autor