“Com licença, Janaina?” Paulo parou na porta da sala da diretora do colégio, um pouco envergonhado. “Posso entrar?”

“Claro que sim, Paulo, fique à vontade.” A mulher tirou os óculos e deixou o computador de lado, encarando o professor se sentando. “No que posso ajudá-lo?”

“É bem difícil falar sobre isso.” Ele riu, nervoso. “Você sabe o quão grato eu sou por tudo o que você fez por mim. Me dando um cargo de substituto no meio do semestre, me colocando como professor mesmo sem experiência nenhuma.”

“Eu confiei na palavra do seu pai, Paulo, e nunca me arrependi. Sabe, existem poucas pessoas como você no mundo, que sabem ensinar. É como se você entendesse a alma dos seus alunos, e por mais bagunceiros que eles sejam, eles gostam das suas aulas, e principalmente da matemática. Por isso que, a cada ano, te damos mais salas. Os resultados dos alunos quando estão sob sua tutela são excelentes, melhor do que de qualquer professor aqui. Você surpreendeu muito a todos.” Ela elogiou, sorrindo. Paulo deu uma fungada, e Janaina riu. “Você vai ser uma grande perda.”

“Como?” Ele perguntou surpreso, e ela virou o computador. Ali, na tela, um artigo escrito por Valéria sobre o incêndio na Escola Mundial. E nas fotos tiradas pelas pessoas na rua, Paulo e Mário correndo direto para o incêndio.

“Nenhum professor ou aluno dessa escola correria em direção à ela em um incêndio, para tentar salvá-la. E você e seus amigos não hesitaram em momento algum antes de se jogar no meio das chamas para impedir que o incêndio se alastrasse. Isso mostra lealdade, amor, comprometimento. E, que se eu o mantivesse aqui enquanto você quer lutar para salvar o lugar onde você construiu a sua vida, conheceu a Alicia, eu apagaria a sua luz. Não quero apagar luz alguma, Paulo, quero sim poder descobrir como fazer para que as pessoas que participam dessa instituição de ensino um dia tenham esse mesmo sentimento.”

“Obrigado.” Foi só o que ele pôde dizer, apertando a mão dela. “Eu vou terminar o semestre, e se precisar fico no começo do ano que vem, até conseguir.”

“As provas finais já passaram, Paulo, você está oficialmente dispensado.” Ele ficou surpreso. “Nós te mandaremos embora, assim terá todos os direitos trabalhistas que merece enquanto se organiza. E a bolsa para o Lucas continua valendo. Ele é um excelente aluno, e nós adoraríamos que ele continuasse aqui, se assim você e a Alicia quiserem.”

“Eu nem sei mais como te agradecer, Janaina.” Sorriu Paulo, emocionado.

Discutiram algumas questões legais em relação a demissão, e como já estava perto do fim do período da manhã, Paulo já foi liberado. Combinaram de ele voltar no dia seguinte para terminar de acertar tudo, e se despediram como bons amigos.

“Janaina?” O homem parou na porta, a encarando. “Quem fez da Mundial tudo o que ela é, e de forma truculenta ajudou a despertar esses sentimentos, foi a diretora Olívia. Se é o que você quer para esse colégio, continue assim. Quando se semeia coisas boas, elas são colhidas.”

“Obrigada, Paulo.” Sorriu a diretora, recolocando os óculos e o observando sair, enquanto voltava a ler o relato emocionante do incêndio no dia anterior.

~*~

“E então, Marcelina, como passou o final de semana?” Perguntou Ronaldo, seu terapeuta. “Pela sua carinha, foi um bom final de semana. Você não tinha o memorial da sua diretora?”

“Sim, e reencontrei meus amigos.” Ela contou, risonha. “Foi bom estar com eles, sabe?”

“E como eles estão?”

“Casados, na maioria. Com filhos, todos umas graças.”

“E você interagiu com eles?” Perguntou o terapeuta, curioso. Sabia que ela não tinha problemas para se relacionar com Lucas e Isis, mas não tinham o registro de outras crianças.

“Sim, eu brinquei com o Leo e a Sara. E cuidei da Olívia... Sem remédios.” Aquilo surpreendeu Ronaldo, que tirou os óculos e a encarou.

Ela então contou do surto na madrugada de sábado, graças ao choro da filha, e de como estava irritadiça no domingo e não tomou o remédio pela manhã. Contou do incêndio e da atitude de Mário de correr ajudar, e de como ela precisou acalmar Olívia, que estava desesperada.

“A tarde eu tomei o remédio no hospital, porque eu estava uma bagunça, muito ansiosa, mas tomei um comprimido só. E ontem à noite eu pedi para o Mário me ajudar e fiz de novo o que a Alicia disse de manhã. E eu consegui dar a mamadeira para a Oli, e dormi com ela no meu colo. Ela dormiu a noite inteira, direto, até hoje de manhã. Nós tomamos banho juntos, os três, e eu deixei ela na minha mãe.” Contou a publicitária, animada.

“Isso tudo é ótimo, Marcelina, é um grande avanço.” Elogiou o terapeuta, muito feliz. “Realmente, essa ideia da Alicia foi muito boa, mentalizar coisas boas. Pelo que você me conta, toda a gravidez da Olívia foi muito boa.”

“Sim, mas a noite do nascimento dela estragou tudo.” A morena murchou na poltrona, sentindo os olhos marejados.

“Mas foi um dia, Marcelina, que você deixou encobrir o sol de tantos outros.” Ele sorriu compreensivo, observando as lágrimas dela.

“Eu não consigo esquecer a dor daquele dia, eu nunca senti nada como aquilo. O desespero, porque eu pensei que ela não sobreviveria ao parto. Eu só conseguia pensar que, a coisa que eu mais quis e ansiei na vida seria tirada de mim porque eu não era forte o bastante.” Ela relatou novamente, a voz já embargada pelo choro. “Eu não sou boa o bastante para cuidar dela, Ronaldo.”

“Claro que é, Marcelina, e se provou isso ontem mesmo. Ela não dormiu a noite inteira nos seus braços, sem chorar?” A mulher concordou. “Você sempre diz que ela acorda chorando metade da noite e que isso te irrita profundamente.”

“O Mário disse que é porque ela me quer por perto.”

“E ele está mais do que certo, Marcelina. Não importa o que o Mário faça, você é a mãe da Olívia. É você que ela quer por perto, tanto quanto quer o pai. Depressão é algo muito grave, que afeta muito o paciente, de N formas diferentes. No seu caso, você não consegue lidar com angustia que a ansiedade e o pânico causam, porque foram dois sentimentos que te dominaram muito durante o parto da Olívia. Os remédios ajudam, claro, mas eles não vão te curar como em uma gripe. Só você pode se curar, Marcelina, e você tem a maior arma para isso: seu amor pela sua filha. Você tem que deixar que ele seja maior e mais forte do que tudo o que a ansiedade e o pânico causarem. Você tem os sentimentos da gravidez, use-os. E use o que você sentiu essa noite, cuidando da Olívia por conta própria pela primeira vez! Tudo isso vai ser um impulso para você ir vencendo os sentimentos ruins com cada vez mais facilidade, eu tenho certeza.”

~*~

“A Janaina foi muito legal, de verdade.” Concluiu Paulo, após contar toda a conversa para Alicia. Os dois estavam na cozinha preparando o almoço, enquanto Lucas e Isis assistiam desenho na sala.

“Realmente, me surpreendeu. Ela sempre foi gente boa, mas agir assim... Caraca.” Concordou a mulher, terminando de arrumar a salada. “E você está dispensado o resto do semestre?”

“São só duas semanas, mas estou.” Paulo sorria satisfeito. “Podemos começar a ir atrás das coisas da loja logo.”

“Vai ser ótimo.” Concordou Alicia, sorrindo. “Hã, Paulo, a gente precisa conversar.”

“Sobre o que, amor?”

“Sobre...” Ela ia começar a falar, mas a campainha tocou. “Você está esperando alguém?”

“A Marce e minha mãe ficaram de vir aqui, mas só no final da tarde.” Ele lembrou, enxugando a mão no guardanapo e baixando o fogo das panelas.

Foram para a sala, encontrando Lucas e Isis a encarar a porta. Paulo olhou pelo olho-mágico, se surpreendendo.

“Jorge?” Perguntou, abrindo a porta para o amigo.

“Oi Paulo. Cheguei em má hora?”

“Não, claro que não.” Alicia se adiantou, abraçando o amigo. “Entra.”

“Valeu, gente. Eu acabei de sair da reunião do conselho diretor e tive uma brecha antes de ir encontrar um cliente.” Explicou, envergonhado. Ele encarou Lucas e Isis no sofá, que sorriram para ele.

“Veio falar sobre o que eles disseram?”

“Não, Ali, isso é melhor discutirmos à tarde. Na verdade, eu queria conversar com o Paulo.” Explicou o advogado, surpreendendo o amigo. “De homem para homem.”

“Claro, vou para a cozinha e deixo vocês a sós. Preciso terminar o almoço.” Explicou Alicia, encarando os filhos.

“Melhor... Eu desço com ele até o parque e levo o Lucas. Aí você fica de olho na Isis enquanto termina de preparar as coisas.” Propôs Paulo, e a esposa concordou. “Lucas, campeão, vamos no parquinho com o pai?”

“Sim.” O menino pulou depressa, subindo nas costas do sofá e se atirando nas costas do pai.

“O que eu já falei sobre fazer isso, Lucas Gusman Guerra?” Repreendeu Alicia, tentando não rir.

“Que é legal?” O garoto sorriu amarelo, fazendo Jorge rir.

“É mesmo filho de vocês, não mente a origem.”

“Eu to começando a me preocupar que todos falem isso. Alicia, o que você andou me escondendo?” Paulo perguntou indignado, arrumando o filho de cavalinho.

“Melhor sair daqui sem resposta, Paulo Guerra, ou vai dormir com o Lucas por alguns dias.” Avisou Alicia, voltando para a cozinha.

“A mamãe está de PTM, pai?” Perguntou Lucas, quando já estavam no elevador.

“Provavelmente, filho. E é TPM: temporada para matar.” Jorge e Paulo riram da afirmação, enquanto o garotinho assumia um ar pensativo.

Assim que chegaram no parque do prédio, Paulo soltou o filho para que fosse brincar. Não havia crianças ali àquela hora, já que era almoço, mas o garoto sabia se divertir sozinho. Os dois adultos sentaram em uma mureta ali perto, o observando.

“Você e a Ali se entendem bem, não é?” Perguntou Jorge, após um tempo.

“Como assim?”

“No cuidado com as crianças. Eu estava observando isso ontem, e agora também. Vocês se ajudam muito.”

“Claro, cara. Com duas crianças, se a gente não se ajudar e dividir, ficamos loucos.” Explicou Paulo aos risos. “A Ali que ficava com eles na maior parte do tempo, então sempre que eu estou junto, me ofereço para fazer o máximo que puder!”

“E é difícil?”

“Você está perguntando isso por causa do seu filho com a Margarida?” Questionou Paulo, recebendo um aceno afirmativo após um tempo. “Quer falar sobre o assunto? Porque ontem ele ficou bem no ar, até para a Marga.”

E então, resumidamente, Jorge contou sua real história com Margarida nos Estados Unidos. Como ela estava na pior, como ele a ajudou, o encontro com Ramon e sua explosão. Que depois de pouco mais de um ano foi atrás dela em Boston e a trouxe para casa, sem saber que ela havia dado à luz um filho dele, e que descobriu isso depois de um tempo.

“Então eu mandei meu detetive particular investigar e ele descobriu que o Jack nasceu uns sete meses depois que a Margarida foi para Boston. No registro dele não tinha nome do pai, mas eu vi o garoto, os olhos dele são tão azuis quanto os meus. Foi então que eu decidi voltar para o Brasil.” Terminou de narrar o advogado, diante do olhar surpreso de Paulo.

“Você queria afastar sua mulher do seu filho?” Perguntou o Guerra, irritado.

“O quê? Claro que não, Paulo, isso nunca. Mas eu ouvia a Margarida conversando com a Diana, ela não queria que eu conhecesse o Jack de jeito nenhum. Então eu pensei: se eu ameaçar ir para o Brasil, ela vai me contar a verdade. Mas ela não contou, ela apenas combinou com a Diana de trazer nosso filho para o Brasil, mas continuar escondida com ele. Então eu me meti e mandei meu motorista buscar os dois no aeroporto ontem, e depois que saímos do Daniel, conheci meu filho.”

“E como ele é?” Perguntou Paulo, curioso.

“Esperto, precoce. Já fala muito bem e mal tem três anos de idade. É bem autossuficiente também, aprendeu a se virar sozinho. É educado, observador. Pelo menos, foi o que pude observar desde ontem.” Narrou Jorge, orgulhoso.

“E você e a Marga?” O advogado deu um longo suspiro.

“Não sei se a gente tem salvação, Paulo. Eu amo ela, amo muito. Mas eu não consigo confiar nela, quando ela diz que me ama. Ela ia levar o Jack embora, ir morar com a mãe dela. Ela só me usou para vir para o Brasil.”

“Cara, você é muito burro.” Estourou Paulo, surpreendendo o loiro. “A Margarida é louca por você, qualquer um vê isso. Esse tal Ramon aí falou um monte de besteira e você, prepotente como é, não deu nem tempo dela te explicar o lado dela.”

“E quem é você para me julgar, Paulo?”

“Eu sou um adulto responsável, casado, pai, professor. Enquanto você ainda é um moleque mimado e que faz as coisas por puro capricho.” Acusou o Guerra, vendo Jorge se encolher. “Me diz uma coisa, Jorge... Se você não confia ou acredita na Margarida, por que ainda está com ela?”

“Porque eu não sei viver sem ela. Essa mulher é como um vício para mim, Paulo.” Explicou o advogado, aflito. “Eu não me importo que ela não me ame, eu só preciso dela perto de mim.”

“E onde o Jack entra nisso?” Disparou Paulo, sério.

“A Margarida está nas nuvens de ter nosso filho por perto, Paulo. Ela pode cuidar dele, arrumar um quarto, levar ele na escolinha...” Jorge foi cortado pelo colega, que negou com a cabeça.

“Deixa eles irem para a casa da mãe dela.”

“Como?”

“É. Visite ele nos finais de semana, nas festas de fim de ano, eu sei lá. Mas não usa o garoto para os seus desejos egoístas, ele não merece.”

“Eu não vou me afastar do meu filho.” Garantiu Jorge, nervoso.

“Mas você está pronto para ser o pai dele, hein riquinho? Não o pai que assina o cheque no final do mês, mas o pai que está lá por ele.” Paulo enfiou o dedo no nariz do homem, irritado. “Você tá pronto para assistir o mesmo desenho uma dezena de vezes, até a música grudar no teu cérebro como chiclete? Para trocar um sábado de farra com os amigos por uma noite sem dormir porque teu filho tá com febre? Ou então estar lá com a tua mulher, de barraca armada, e ter que deixar tudo para acudir um pesadelo?”

“E-eu não sei, Paulo. Meu pai nunca fez isso.”

“Claro, você deve ter vivido seus primeiros anos com uma babá. E é isso que você pretende para o Jack? Porque, até onde eu estou entendendo, a Margarida é seu troféu particular e o seu filho um agrado para manter ela feliz, mas ela é sua.”

“E o que eu devo fazer então?” Perguntou Jorge, desesperado. “Porque eu não sei, Paulo, eu juro que não sei. Eu amo meu filho, mas eu não sei nada dessas coisas que você me disse. Eu não tive nove meses para me preparar e depois ir aprendendo.”

“E você acha que nove meses te preparam para alguma coisa? Então vou te contar o que acontece durante esses tais nove meses: a barriga da sua mulher cresce em uma velocidade assustadora, insana. Você fica olhando para aquilo e pensando: meu Deus, tem um ser humano ali dentro. Eu coloquei um ser humano ali dentro. O que diabos eu vou fazer da minha vida agora?” Explicou Paulo, cheio de sarcasmo. “E então, depois de ver ela gritar e empurrar por horas, você tem esse ser humano nos seus braços. E olha para ele e continua se perguntando o que diabos você vai fazer. Porque você não consegue entender o que ele quer quando ele chora, você não sabe o que fazer para acalmar ele, você não tem como alimentar ele. Mas então você olha para o lado e ali está ela, a pessoa maravilhosa que deu aquela coisinha minúscula à luz, e mesmo tendo se preparado ao longo de nove meses, ela está tão perdida quanto você. E então, juntos, vocês começam a entender aquele brinquedo sem manual de instruções e descobrir o que é fome, manha ou fralda suja. Se revezam para que o outro possa dormir um pouco, comem comida fria para o outro poder comer o almoço quente daquela vez. Vocês fazem as coisas juntos, Jorge.”

“Mas meu filho não é mais um recém-nascido, cara, eu não tenho mais tempo para ir aprendendo.”

“Então presta atenção, Jorge, que minha paciência já foi pro brejo. Você e a Margarida vão montar o quarto do seu filho juntos; vão se revezar para levar ele para a escola, ou vão os três como uma linda família feliz. Você vai aprender a limpar uma bunda, porque ela não vai poder estar sempre por perto quando ele precisar. Você vai parar, antes de tomar qualquer decisão, e pensar no que é melhor para o Jack, e não para você. Comece com esses passos simples, e logo você vai ver que todo o resto fica fácil.”

“Papai?” Foram pegos de surpresa por Lucas, que os encarava curioso. “Eu to com fome. Será que o almoço já está pronto?”

“Acho que sim, campeão. Quer ir subindo? O papai está terminando de falar com o tio Jorge e já vai.” O pequeno concordou e Paulo ficou o observando atentamente, até entrar no elevador. Assim que ele subiu, se virou para Jorge. “Mais alguma dúvida?”

“Não, já ajudou bastante, obrigado.” Ele agradeceu com sinceridade.

“Posso saber porque você veio atrás de mim, e não do Daniel ou do Mário? Eles sempre foram mais seus amigos do que eu, e com certeza seriam mais pacientes.”

“Não vou negar que eu pensei em ir atrás deles, Paulo, mas ontem eu pude ver que os dois tem tanta sujeira embaixo do tapete quanto eu. E eu percebi algo que me chocou: de todos nós, você e a Alicia foram os que se deram melhor na vida. Não em dinheiro e nem nada assim, mas na vida mesmo. Você, Paulo Guerra, conseguiu se tornar um exemplo de um casamento feliz e do que é ser um bom pai. E isso é tudo o que eu preciso aprender.”

“Todo mundo olha para mim e a Alicia e pensa que é fácil, Jorge, mas não é. Nós também temos nossos momentos de raiva e explosão, mas temos uma promessa que fizemos um ao outro há mais de dez anos, na nossa formatura: estar juntos para tudo. Ela é meu ponto de equilíbrio e eu sou o dela. E é esse o problema de vocês. Seu, do Mário, da Marce, do Dan, da Carmen, do Cirilo, da Valéria, de todos! Vocês querem se valer por si próprios, ou então, por vocês e pelo outro. A Margarida entendeu quando eu falei isso ontem. Casamento é sobre duas pessoas diferentes se apoiando e se ajudando para conseguir um objetivo comum: a felicidade. Porque elas entendem que, mesmo que consigam sozinhas, não vai ser igual a se tiver quem se ama do lado. Pensa nisso, Jorge, e talvez seu caminho fique um pouco mais fácil.”

Notas finais
Olha eu aqui de novo. Bom, vou responder algumas das perguntas que recebi ao longo dos capítulos e outras que são recorrentes: Qual meu nome? Walkiria, mas evitem me chamar assim porque detesto meu nome. Prefiro Waal, ou Batgirl. Quantos anos você tem? 22 anos e meio. Sim, sou velha. Em que série você está? Me formei na faculdade no início desse ano. By the way, me formei em jornalismo. Não, não trabalho na área. Sim, isso influencia muito nos assuntos que eu abordo na história, além de na minha maneira um tanto quanto perfeccionista de escrever. Você escreve há quanto tempo? Eu comecei a escrever fanfics dos 12 para 13 anos, ou seja, quase 10 anos já. Essa é minha primeira de Carrossel, mas descobri que muitas de vocês me conhecem das fics de Malhação (eu sou a autora de I'm Forever Yours, que acabou sendo uma fanfic Perina BEM conhecida). Quer ser escritora? O plano é esse, e tenho trabalhado bastante nele. Mas tenho um fraco por fanfics, e acabo deixando os originais de lado. Meu maior defeito. Quais séries assisto? Muitas. Tipo, demais MESMO. A única que assisti de forma religiosa foi Glee, mas hoje em dia acompanho de forma bem fiel The Flash e Grey's Anatomy, e vou acompanhando NCIS, Baby Daddy, Beauty and the Beast. Adoro Once Upon a Time, mas acho que o nível de dorgas lá chegou aos extremos. E claro, os clássicos, como Friends, How I Met Your Mother, CSI, Gossip Girl, etc. Quais seus casais favoritos? Tenho mais de 200 casais ficcionais favoritos, não vai rolar listar todos. Posso citar o TOP10: Rony e Hermione; Quinn e Puck; Giane e Fabinho; Peeta e Katniss; Pedro e Karina; Dora e Felipe; Cat e Vincent; Chuck e Blair; Peter Pan e Wendy; Robin e Barney. E novelas? Gente, sou noveleira assumida. Não tem uma novela que eu não tenha assistido pelo menos um pouco, desde os meus 10 anos de idade. Meu vício começou em Chiquititas, lá em 1990 e uns quebrados, e com Laços de Família (amo/sou essa novela). Não, eu não acompanhei Carrossel porque eu já estava no colegial quando passou. Mas minha priminha é fã fervorosa, e eu acabava assistindo com ela. E hoje fico assistindo tudo de novo, assim como faço com quase todas as novelas mais antigas (eu e a internet temos um relacionamento sério nesse aspecto). Como você escolhe seus seriados/livros/filmes favoritos? Pelos casais. Sério, foda-se a história. Se eu gostar do casal, eu assisto até o fim. Muitos seriados foram assim. Principais fandons? Potterhead é o único que permanece eterno. Sou grifinória, aliás. Como você imagina as crianças da fic? Lucas: http://static-justrealmoms.gcampaner.com.br/wp-content/uploads/2015/09/corte_de_cabelo_para_menino-just_real_moms-6.jpg Isis: http://www.eroupasdebebe.com/blog/wp-content/uploads/2013/03/vestido-2-anos.jpg Leonardo: http://www.andreabreu.fot.br/infantil/wp-content/uploads/2012/06/009-fotografo-infantil-tres-anos-festa-mikey-disney-tijuca-rj-andreabreu-menino-cake-design-marcia-hormes.jpg (só que um pouco maior) Sara: http://www.eitapiula.com.br/wp-content/uploads/2010/05/crianca3anos.jpg Olivia: http://blog.lcfotos.com.br/wp-content/uploads/Luana-003.jpg Jack: http://bandnewsfmcuritiba.com/wp-content/uploads/2013/08/menino_desaparecido.jpg (só com o cabelo mais escuro) Não tem como achar exatamente como imagino, mas isso chega bem perto. Bom, acho que eram essas as perguntas. Se ainda tiver alguma, respondo nos comentários HAHAHAHAHAH Não sei quando nos veremos de novo, então aproveitem esse embate Paulo e Jorge! Próximo capítulo: como salvar a Escola Mundial? Beijos e queijos para todas e todos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.