Notas iniciais
Mais um capitulo quentinho... è um pouquinho "tensso" vocês vão ver o final.

– É um seguinte... – Pietra explica sua ideia para por Demétrius e Eduardo de uma vez por todas na cadeia. – Agora é só falar com ela.

– Ela deve estar na escola uma hora dessas. – comenta Felix.

– Se eu correr, da tempo. – fala Pietra e ela some.

– Tomara que de tudo certo. – comenta Martin.

Daniel somente se afasta dos amigos e vai para o canto da cela, Martin e Felix até pensam em ir falar com ele, mas sabem que a única pessoa que pode anima-lo é Julie.

Quando Pietra chega à casa de Julie, vê somente Pedrinho e Raul andando pela casa, então ainda invisível vai ao quarto da garota e a vê deitada na cama.

– Perfeito, poderei falar com ela. É só esperar os outros saírem e pronto. – diz Pietra mentalmente.

Quando já eram por volta das 07h30min, já não tinha ninguém em casa, exceto Julie. Então Pietra percebe que Julie se mexia na cama e não perde a oportunidade, fica visível e a chama:

– Julie. – nada acontece. – Julie. – novamente, nada. – Julie! – somente dessa vez, a garota desperta.

– O que foi? – ela diz assustada, coça os olhos e ao ver Pietra. – Quem é você? Não me diga que é uma... – ela foi interrompida.

– Pietra Castilho. – responde Pietra se aproximando de Julie. – E sim, sou fantasma. Mas não precisa se assustar, vim ajudar você.

– Mas... como posso saber se realmente posso confiar em você?

– Calma vou te explicar tudo... a historia é um pouco longa.

Pietra conta tudo a Julie, desde como conheceu os meninos, as suas suspeitas, sua ideia e finalmente faz a proposta:

– Então Julie, será que não pode nos ajudar? Ajudar a mim? Aos seus amigos e a si mesma?

– Tá posso até aceitar, mas como vou saber se não é um truque?

– Você se parece tanto com o Daniel, não é atoa que estão juntos. Desconfiados vocês, hein! – comenta Pietra. – Vou providenciar tudo que precisa. Instalarei as câmeras na edícula e você vai sempre estar com as escutas. Entendido?

– Sim e aceito se for realmente a única forma de ajuda-los a sair daquele lugar. – responde Julie.

– Que bom, sabia que não ia deixa-los na mão, eles estão contando com você. – as duas apertam as mãos. – Pra começar, precisa se encontrar com Eduardo durante a aula e de alguma forma... traze-lo até a edícula.

– Só tenho aula com a irmã dele amanhã.

– Não tem problema, assim, hoje mesmo coloco as câmeras e você já vai pensando em como vai agir.

– Tá ok.

– Ah, mas antes de eu ir. Não posso deixar de dizer que eles sentem muita falta sua e principalmente o Daniel. – Julie dá um leve sorriso ao saber que está ao menos na memoria deles. – No começo de tudo, ele se negava a deixar você ajudar a gente. Preferia sofrer e ficar longe de você, mas não coloca-la em risco.

– Esse é o Daniel por quem me apaixonei. – sussurra Julie a si mesma.

Enquanto isso, os três esperavam a volta de Pietra ansiosos. Já era por volta das dez da manhã e nada dela voltar, mas de repente, ela surge.

– E ai, como foi? Ela aceitou? – pergunta Daniel.

– Sim aceitou, no começo desconfiou de mim, mas depois cedeu. Ela é difícil de se convencer! – responde Pietra.

Daniel gosta do comentário de Pietra, afinal imagina que se Nicolas tentasse fazer algo para ficar com Julie, teria que ter ótimos argumentos.

– Já instalei as câmeras e o plano inicia amanhã. – ela diz. — Bem, espero que tenham uma boa tarde. – ela desaparece.

Na parte da tarde, Bia decide ligar para Julie e perguntar o porquê dela ter faltado. Julie somente diz que faltou por falta de animo e Bia não faz mais perguntas.

Por volta das cinco da tarde, Julie tocava pequenos acordes no violão, porém não tinha animo para cantar ou compor. De repente, a campainha toca e é Pedrinho quem vai atender, era Nicolas:

– Entra ai Nicolas, a Julie tá ali na sala.

Nicolas entra e se senta ao lado de Julie.

– Oi. – ela diz desanimada.

– Oi. – ele responde. – O que foi? Por que faltou na aula?

– Não estava com disposição.

– Estava ensaiando e eu te interrompi, certo?

– Nada, só estava aqui de bobeira. Nada de mais.

– Aposto que o tal Daniel está aqui. – diz Nicolas já com irritação.

– Não Nicolas, ele não esta e para de implicar com ele. O coitado não fez nada.

– Me desculpa ser grosso, mas... – ela o interrompe.

– Já sendo!

– Não gosto que defenda ele, afinal eu sou seu namorado. Não acha meio estranha essa sua relação com ele, estando comigo?

– Não vamos discutir agora, por favor.

– Você anda estranha, não fala mais nada pra mim, não liga, me evita... o que tá acontecendo, hein?

– Não tá acontecendo nada.

– Ah com certeza está. Poxa Julie, não confia em mim?

– Confio, mas porque eu diria algo que não está acontecendo?

– Am? O que quis dizer?

– O fato é: não tem nada de errado, não se preocupa.

– Vamos dar uma volta, o que acha?

– Não estou com vontade, desculpa.

– Ah, você também não colabora.

Após Nicolas dizer isso, Raul entra em casa e diz ao chegar à sala:

– Não sabia que tinha visita, Julie.

– Eu já estava de saída. Tchau Seu Raul e... tchau Julie. – diz Nicolas e ele vai embora.

– Sabe que não gosto dele. – comenta o pai de Julie.

– Achei que tivesse aceitado.

– Mesmo assim, não gosto. Ter aceitado, não quer dizer ter gostado dele.

Julie se levanta e vai para o quarto, não estava com animo para discutir com o pai. Na hora do jantar, novamente ela não come e logo vai dormir.

No dia seguinte, ela se levanta, toma café e vai ao colégio. No meio do caminho se encontra com Bia:

– Ainda está pensando neles? – pergunta Bia.

– Claro, eu estava acostumada a todo dia ver eles e de repente... eles somem, são presos e eu sou a culpada.

– Ai, Julie calma. Tudo bem que você não devia ter contato com eles, mas eles foram presos por outros motivos também.

– Mesmo assim... aposto que se sentiria assim se estivesse no meu lugar e seu namorado juntos com outros dois amigos estivessem a ponto de morrer pela segunda vez! – diz Julie de uma vez só, sem pausar.

– Relaxa Julie, vai ver que vai dar tudo certo. E do jeito que você diz, parece até que não sou amiga deles também.

– Acho que agora não é o melhor momento pra discutirmos, certo?

– Tem razão, vamos logo antes que a gente se atrase.

E as duas continuam conversando até chegarem ao colégio. Julie não pensava em nenhum momento contar o tal plano para poder tirar os três de lá. Todo cuidado era pouco quando estava se referindo a Eduardo e Demétrius.

Elas chegam e vão direto para a sala, Julie nota que Nicolas a observava, mas não se manifesta. Cada um senta em sua carteira e a aula se inicia. Julie só veria Eduardo na ultima aula, afinal era o horário que ela tinha aula com a irmã dele e ela já podia sentir o frio na barriga de se encontrar com ele.

Durante todo o intervalo, Julie ficou “na sua”, não estava se importando com o mundo em volta, estava concentrada e pensava o que diria a Eduardo. Teria que ser algo que realmente o influenciasse a ir para a edícula, algum assunto que o deixasse curioso o bastante para que ele quisesse saber mais e Julie ainda não sabia o que dizer.

Na quarta aula, Julie perdeu totalmente a atenção, se a perguntassem que matéria foi dada, ela não tinha a menor ideia. E passou o tempo todo ensaiando, mentalmente, o que ia dizer.

P.O.V. Julie:

Não queria chegar ao ponto de dizer isso, mas... vai ter que ser. Afinal o que eu poderia falar? “Ai nossa, bem que você podia me ajudar no dever de casa, afinal é irmão da Marlee”. Ai, que tonta!

...

Já era a quinta aula e a professora Marlee, diz:

– Bom pessoal, estamos já na ultima semana de novembro, daqui mais ou menos um mês, vocês já estarão de férias e sinceramente sei que já estão exaustos, certo. Então para colaborar com vocês, quero que façam uma pequena redação contando como esperam que seja as férias e o ano que vem. – todos dão aquele suspiro de “Aff, mais tarefa”. – Pra que todo esse desanimo? Podem começar aqui e terminarem em casa. – conclui Marlee.

Alguns começam a fazer a atividade, outros decidem conversar. Bia por exemplo foi conversar com Valtinho e deixou Julie de lado. Julie decide fazer a tarefa em casa e desvia o olhar involuntariamente para a professora, nisso percebe que Eduardo estava ali.

Então, Julie se levanta e pede para a professora deixa-la ir ao banheiro. Assim que Julie passa próxima a Eduardo, ela diz:

– Quero falar com você depois da aula, é importante. – e ela sai da sala.

Nicolas mantinha os olhos fixos em Julie e nem nota as inúteis tentativas de Thalita lhe chamar a atenção.

Depois da aula, Julie enrolava ao máximo para guardar o material, queria logo ficar a sós com Eduardo para por o plano em pratica.

– Vamos? – pergunta Bia já com a bolsa nas costas.

– Ai, pode ir. Vou falar com a professora. – responde Julie.

– Bom, você que sabe. – e Bia vai embora sem dizer mais nada.

Nicolas também vai embora, mas fica ainda ali perto, queria ver quando Julie ia embora. Ele estava estranhando o comportamento da garota... e quem não estranharia, não é?

Marlee sai e Nicolas percebe que Julie continuava ali, ele estava a observando pela janela e não sairia dali até ver o que estava acontecendo com sua “namorada”.

Em poucos minutos, já não restava mais ninguém, a não ser Julie e Eduardo. E ele diz:

– E então, que assunto é tão importante para tratarmos a sós? É mais uma daquelas suas ameaças estupidas? – ele sorri com deboche.

– Não... é que na verdade, eu percebi o quanto você estava... certo.

– Certo em relação a que? Em relação ao fato de que jamais você poderá ajudar aqueles três tontos?

– Não também, me refiro ao fato de que você estava certo em relação ao Daniel.

– Como assim?

– Ah... demorou um pouquinho, mas percebi que eu estava marcando bobeira em querer continuar com ele. – ela dá um sorriso que o cativa.

– Sabia que uma hora você ia perceber que eu sou melhor que ele. Qualquer um pode ver isso.

– Sim tem razão. Então... – ela se aproxima dele, passa as duas mãos nos braços dele, até que suas mãos chegam ao peito dele. – Eu ainda estou “em cima do muro”, em relação a você dois. Se é que me entende... e acho que você pode me ajudar nisso.

– Não ache, tenha certeza. – ele sorri para ela e ele é retribuído igualmente. – Onde seria o melhor lugar para a gente... conversar?

– Aqui que não é, certo. Pode ser na minha casa mesmo. Não duvido nada se você disser que já sabe onde moro.

– Você sabe das coisas em garota.

– Então te espero, mas vá lá pras duas e pouquinho, afinal meu pai almoça em casa.

– É, mas não tenho mesmo certeza se vou. – ele diz tirando as mãos dela de cima dele.

– Faça como quiser Eduardo. – ela se aproxima e da um beijo no canto da boca dele. – Eu te espero com muito prazer, mas também não ficarei te esperando a vida toda.

Ela pega a bolsa e vira-se de costas, nisso ela tira o sorriso que tinha no rosto e da lugar a uma preocupação e medo. Sai tão depressa que nem percebe que Nicolas a observava.

Não tinha mais como voltara atrás, as cartas já estão em jogo e as vidas já estão em risco. Não tinha como recuar ou desistir, quando foi dito o sim não tem mais volta.

Notas finais
E ai o quee acharam???