2 Temporada Julie e os Fantasmas
8 Desaparecidos...
Notas iniciais
P.O.V Julie:
É ele me seguiu e o pior que saber das coisas pelos outros, é ver as coisas acontecendo.
.....
– Por que fez isso? Por que preferiu mentir? E fingir que não aconteceu nada? – ele diz com uma voz firme.
– Mas, é que achei melhor... – diz Julie, mas ela foi interrompida.
– Achou melhor? – ele sorri irônico. – Achou melhor deixar passar? Achou melhor não dizer nada?
Julie abaixa a cabeça e diz:
– Não quis que tivesse acontecido aquilo. E outra. – ela ergue o rosto. – Por que me seguiu? Sabe que odeio isso e ainda por cima, não foi capaz de confiar em mim!
– Julie nem vem! Você esta errada e pronto. Eu só te segui por brincadeira e não porque não confio em você.
Julie senta-se em sua cama e Daniel continua:
– Admito que tenho ciúmes do panaca e agora mais do que nunca tenho razões pra isso, não acha?
Ela não responde, pois sabia que era uma pergunta retorica, Daniel chega próximo de Julie e diz:
– Eu confiava em você, te dei todo tempo do mundo quando precisou para pensar nos seus sentimentos, nunca descartei a hipótese de você ainda gostar dele e então por isso, não tratava o que tínhamos como um namoro.
– “Tínhamos”? Tá terminando comigo? – ela diz enxugando algumas lagrimas que caiam.
– Terminando o que não devia ter começado. – ele ia saindo do quarto, mas Julie o segura.
– Por favor, me deixa explicar! – ela olha nos olhos de Daniel.
– Julie eu te amava, melhor, ainda te amo! Mas... não dá pra ser assim. Entendo que esteja dividida, confusa ou esta tentando decifrar o que sente, mas... não sei se vou conseguir continuar junto com você se as vezes você e Nicolas vão se beijar, se abraçar, conversar assuntos “particulares”. – ele solta-se de Julie. – Saiba que não estou bravo por ter beijado ele, eu vi que foi ele quem te beijou e como você ainda sente algo por ele, retribuiu. Estou decepcionado por ter mentido e por não ter sido sincera. Vai saber quantas vezes já não mentiu pra mim.
– Tá insinuando que te traiu com o Nicolas? Porque se for isso, saiba que jamais desceria tão baixo.
– Desculpa, mas não vou conseguir dividir você com ele e que eu saiba, você não é um objeto para ser tratada assim. Desculpa! – ele some.
Julie se joga na cama e afunda o rosto no travesseiro, começa a gritar e a se debatesse de raiva. E Daniel, vai para a edícula.
P.O.V Julie:
Não estou acreditando no que aconteceu. Tentei evitar que isso acontecer, mas só piorei. Definitivamente essa conversa com o Daniel só me deixou mais confusa. Se eu realmente ama-se ele, não podia retribuir o beijo do Nicolas. Mas retribui e sinceramente, me arrependo e não me arrependo ao mesmo tempo.
P.O.V Daniel;
Tomará que os meninos não estejam na edícula não estou para conversas. Estou decepcionado demais para conversar com qualquer um.
....
Daniel entra na edícula senta-se no sofá e segura o rosto com as duas mãos, ficava pensando em sua conversa com Julie.
Flashback On:
– Tá terminando comigo? – ela diz enxugando algumas lagrimas que caiam.
– Terminando o que não devia ter começado.
...
– Saiba que não estou bravo por ter beijado ele, eu vi que foi ele quem te beijou e como você ainda sente algo por ele, retribuiu. Estou decepcionado por ter mentido e por não ter sido sincera. Vai saber quantas vezes já não mentiu pra mim.
– Tá insinuando que te traiu com o Nicolas? Porque se for isso, saiba que jamais desceria tão baixo.
Flashback Off.
P.O.V Daniel:
Meu Deus! Não acredito que disse aquelas coisas à Julie. Eu fui mais ignorante e orgulhoso do que o normal, não vou nunca perdoar esse meu comportamento.
..........
Martin e Felix aparecem na edícula, Martin diz:
– E ai, Daniel? Que cara é essa?
– Só tenho essa. Te incomoda? – ele responde grossamente.
– O que realmente me incomoda é seu comportamento. – responde Martin.
– Gente por favor, não vamos brigar de novo. – diz Felix tentando aliviar o clima.
– Ah, fica quieto Felix. – grita Daniel. – Entendo que queira que a gente não brigue, mas por favor né. Se quer tanta paz, faça parte da ONU ou faça uma passeata, sei lá mais chega um pouco de se intrometer.
– Nossa, Daniel. – exclama Martin. – Isso é jeito de tratar a gente? Seus amigos a mais de 30 anos. Que mau humor, hein!
– Olha quer saber, eu vou sair daqui. Vai ser melhor pra todos. – Daniel some.
– O que deu nele? O que aconteceu que deixou ele tão bravo? – questiona Felix.
– Não te entendo. Depois de tudo que ele te diz, você ainda se importa com ele. Ele realmente não merece sua amizade.
Enquanto isso, Julie que tinha ficado tão nervosa com Daniel, acabou pegando no sono e dormiu do jeito que estava. E Daniel, neste momento estava no bar de fantasmas. Ele não tirava a cena do beijo de Julie e Nicolas, não esquecia sua discussão com ela, a briga que acabara de ter com Felix e Martim. Não aguentava tal situação e a única forma que encontrou de aliviar, ao menos um pouco, foi na bebida.
Daniel estava tão perdido em seus pensamentos, que nem percebeu a chegada de outros fantasmas, que se sentou ao seu lado e disse:
– Daniel? Não te esperava te ver aqui!
– O que quer, hein Eduardo? Não basta ter infernizado minha vida, quer infernizar minha morte também?
– Calma, calma, eu vim em paz. – ele dá um sorriso malicioso. – Mas me responda uma coisa. Esta assim por causa da humana?
– Como sabe? – responde Daniel, mas depois que disse isso, se lembra que Débora havia contado a ele sobre Julie.
– Como sei? A pergunta certa é QUEM não sabe! Graças a Débora, meio mundo, se não for mais, sabe do seu caso com a humana. Já imaginou se isso chega aos ouvidos do meu pai?
– Você não faria isso?
– Não só faria como já fiz. Daniel Rivera, você está preso. – e Eduardo o algema e o leva consigo.
No dia seguinte, Julie levanta com dor de cabeça por conta do nervoso que passara na noite anterior, toma banho, se troca e desce para tomar café. Sua vontade de ir ao colégio não existia, mas o fato de ser sexta-feira a animou.
Ao chegar no colégio, Bia a cumprimenta e as duas vão para a sala, onde Nicolas à esperava para conversar. Julie entra e antes que pudesse se sentar, Nicolas a chama:
– Julie, será que podemos conversar hoje a tarde?
– Sobre o que?
– Sobre o que aconteceu ontem. Acho que você merece uma boa explicação e não só um “eu te amo”.
– Tudo bem. Que horas?
– 14h30min na praça, pode ser?
– Pode.
– Ótimo, até mais tarde. – ele sorria para Julie e ela retribui timidamente.
– Umm, o que foi aquilo? – pergunta Bia enquanto se sentava.
– Vamos sair depois da aula.
– Que demais! Você me conta tudo depois, hein.
E passasse a aula, no intervalo Bia e Julie conversavam sobre assuntos aleatórios e Thalita, que havia visto Nicolas e Julie conversando, foi até Julie e diz:
– Se pensa que vai me vencer, tá errada. Pode ter ganhado essa, mas a guerra ainda não acabou.
– Pois é, a guerra já esta no fim e tudo que você conseguiu foi... nada. – Julie ia sair dali, mas Thalita a segura pelo braço.
– É bom tomar cuidado com o que diz, não estou para brincadeiras. E saiba que quando quero algo, eu não desisto até conseguir e eu sempre ganho o que quero.
– Claro que devo tomar cuidado, afinal se eu fizer qualquer coisa estarei sendo indiciada por maus tratos aos animais. Estarei maltratando uma cobra, que por sinal é muito venenosa, — e Julie sai.
Durante as duas ultimas aulas Thalita e Julie ficaram se fuzilando através de olhares. Ao chegar em casa Julie se depara com Felix e Martin andando impacientemente pela sala, porem não pode se manifestar pois seu pai já estava almoçando, ela se senta para almoçar junto com Pedrinho, os dois ficam muito curiosos para saberem o por que de tanta impaciência. Depois que organizou a cozinha e seu pai saiu para trabalhar, e assim ela pode conversar com eles:
– Gente o que deu em vocês pra estarem desse jeito? Não vão me dizer que brigaram de novo! – diz Julie curiosa.
– É, a gente brigou, mas não foi grandes coisas! – diz Felix.
– Ahã! Sei, vocês quase se mataram pela segunda vez! – diz Julie ironicamente.
– É, digamos que rolaram algumas “emotions”, mas passaram! – diz Martin.
– Sério! “Emotions”?! Nem eu uso uma expressão dessas! Mas enfim o que realmente aconteceu? – diz Julie.
– Ah, o Daniel estava bravo e a gente foi ver o que aconteceu, mas ai ele já começou a gritar e pediu pra eu entrar na ONU, por que eu sou muito pacifico, mandou eu até fazer uma passeata, mas eu não estou com muita coragem, eu estou cansado!- diz Felix, mas ele foi interrompido.
– Felix desde quando fantasmas se cansam?- questiona Martin.
– GENTE! FOCO! O que aconteceu com o Daniel? – grita Julie interrompendo a conversa entre Martin e Felix.
– A é, verdade! Bom o fato é que ele ficou nervoso e sumiu sem dar explicações, mas ele já estava irritado quando chegou na edícula, tecnicamente a culpa não foi completamente nossa! – explica Martin.
– É, eu acho que tenho um pouco de culpa nisso, mas ele vai voltar né? Diz que ele vai voltar? – exclama Julie.
Pedrinho que estava somente ouvindo a conversa, finalmente se manifesta:
– Calma gente! Ele vai voltar, ele sempre volta.
– É bom que você esteja certo moleque! – comenta Julie.
Os três resolvem ir para a edícula tocar, Pedrinho fica mexendo no computador.
Dentro da edícula, Julie cantava e tocava guitarra.
– Então, que tal a gente relembrar a nossa primeira musica?! – diz Julie.
– Qual? Quebrar o silencio? –diz Martin.
– Essa mesmo!
– Então vamos! 1..2..3.. e – diz Felix batendo as baquetas.
– Agora sei qual o meu caminho.....
Quando Julie estava entrando no refrão, Pedrinho abre a porta e diz:
– Julie o vizinho quer falar com você?
– O Vizinho? – questiona Julie.
– É ele mesmo.
Julie sai e vai até a porta:
– Oi! – diz Julie – Me chamou?
– Sim, eu te chamei – diz o vizinho calmamente. – Eu só vim fazer um pedido, calmamente!
– Pode falar!
– Você conhece uma outra letra de música, minha querida? Eu não me importo que seja rock, — o vizinho dizia tranquilamente, até que. – Mas pelo Amor de Deus troca de Musica! Se você não sabe, o radio tem o botão para trocar de música, Utilize ele! – desta vez, o vizinho gritava.
– Olha só pra consta, eu não tenho um radio e sim uma banda!
– Ótimo! Só pra consta também minha querida, uma banda tem que ter mais de uma música e não apenas uma! Como deve ser deve ser seu show?! Uma única música cantada repetidamente! Eu tenho dó dos integrantes dessa sua banda e principalmente dos fãs!
– Meu querido, se são fãs eles devem gostar do meu showzinho!
– Pois é, não faço a mínima ideia do que ele gostaram em vocês. Até minha sogra que é surda esta ouvindo essa única música. E sinceramente, eu adorava o fato dela ser surda. Eu vou te denunciar, você vai ver!
– Nossa, vai me denunciar porque fiz um milagre em sua sogra?
– Mas é claro que vou. Eu odeio ela!
– Ah, me poupe! – Julie bate a porta com força e volta para a edícula.
Ao chegar lá, se depara com a edícula vazia e revirada.
– Martin? Felix? Cadê vocês?
Mas ela não obtém resposta.
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