2 Broke Boys
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Desculpe pela demora, mas estava uma correria aqui por causa da primeira semana de aula e tudo mais. talvez as atualizações demorem um pouco, mas vou fazer de tudo para continuar postando ^^
Comeeenteeem :)
EE, obrigada yomara pela recomendação super fofa *O* adorei :')
Boa leitura ^^
- Viu? Eu disse que poderia abrir isso... – Bill falou, já dentro de seu quarto na mansão, mas no completo escuro.
- Acenda a luz! – Tom reclamou.
– Espere até eu fechar a porta do closet! – Bill exclamou baixo, fechando a porta devagar.
- Porque o chão é tão macio? – Tom perguntou já meio irritado por não ver nada.
- Isso se chama carpete. – Bill respondeu e ascendeu a luz.
Tom olhou em volta — O QUE? – o de tranças exclamou, chocado. – De jeito nenhum! De jeito nenhum! Isso é Narnia? Estou prestes a dizer algo que eu jurei que nunca iria dizer. –ele respirou- OMG. De novo, OMG! É idiota, mas não consigo pensar em outra coisa. Esse é o quarto em que OMG nasceu.
- Tom... É só meu closet... – Bill estava ficando com as bochechas rosadas vendo Tom olhar suas roupas penduradas em pelo closet redondo, com uma mesa redonda no meio. Bill estava perto do divã preto olhando o outro.
- Seu closet é do tamanho da minha casa! – Tom olhou Bill se sentando no divã. – Olhe, olhe. Oh, você é rico! Eu sei que disse que era rico, mas você é rico. – ele olhava o moreno e pegou um controle na mesa redonda. – O que isso faz? – e apertou o botão. – Deus, você tem um sapateiro giratório.
- Eu o projetei. – Bill sorriu – Eu chamo de “roda gigante”.
- Eu te julgaria se não fosse exatamente o que chamaria se tivesse um. – Tom riu olhando as botas de salto e tênis de marca em prateleiras que se moviam como uma roda gigante.
- Ok, devemos ir agora, só me deixe pegar meu protetor de dentes. – Bill falou e passou pelo de tranças, abrindo uma porta dupla para o banheiro. Tom estava atrás dele.
- O QUE? – o de tranças exclamou bem atrás do moreno que deu um pulinho. – Você tem um museu no seu guarda roupas?
- Qual é, é só um banheiro. – Bill falou como se não fosse nada.
- Só um banheiro? Esse é Louvre do cocô. – Tom riu.
Bill riu, olhando o banheiro junto com Tom. Fazia tempo que não ia lá... Sentia falta de ficar horas na banheira ouvindo musica.
O espelho grande que ia do chão ao teto, a banheira preta com pés dourados e as mesinha igualmente preta ao seu lado, a estante prateada com toalhas enroladas, caixas de sabonetes diferentes, cremes caros, sais de banho, algumas decorações pequenas. A mesa ao lado do espelho com perfumes, a penteadeira preta e prateada com maquiagens, e todas essas coisinhas fofas que fora acrescentando em seu banheiro durante os anos.
- Aqui esta... – Bill falou, pegando a caixinha do protetor de dentes. A abriu, e o encaixou com alguma dificuldade em sua boca, até reclamando um pouco. – AH, oh yeah! – ele sorriu e relaxou os ombros.
- Você precisa ficar a sós com o seu negocio de dentes? – Tom perguntou irônico, rindo.
- Temos que ir. – Bill falou com a voz estranhar, já que o protetor estava justo, pela falta de uso. – Não podemos arriscar ficar muito tempo.
- Uau. Isso quando pensei que a sua voz não poderia ficar mais irritante. – Tom ria.
- Irá afrouxar. – Bill corou. – OH! – ele riu e foi a estande prata e pegou um pacote com quase 10 rolos de papel higiênico, e riu. – Sério, devemos ir.
- Hm... Só tenho que fazer uma coisa antes de irmos. – Tom falou meio baixo.
- Ok, o que vai... WOW, o que esta fazendo? – Bill tampou os olhos vendo Tom tirar a roupa, bem ali na sua frente.
- A banheira, claro. – Tom riu. – Pode ligar?
- Claro... – Bill falou com as bochechas bem vermelhas, ainda com as mãos sobre os olhos, tinha deixado até o papel higiênico cair.
- Eu não estou pelado. – Tom reclamou. – Agora pare de frescura.
- Ok... – o moreno falou, e abaixou a mão. Teve que engolir em seco ao ver Tom só de Box preta, e bem recheada segundo sua visão.
Ele foi a banheira e a colocou para encher.
Voltou ao closet e pegou uma mala, começando e colocar coisas essenciais ali, em quanto Tom esperava de cueca, a banheira encher.
- Olhe para lá. – o de tranças falou, apontando a roda gigante de sapatos. Bill olhou, bem vermelho ainda. Sabia que o outro estaria tirando aquela ultima peça de roupa. – Aaaaah... Pronto.
O moreno olhou para banheira e o outro já estava lá, deitado, com a cabeça encostada na borda, com os olhos fechados.
- Acho que eu e sua banheira vamos bem... – o de tranças comentou uns cinco minutos depois de estar lá, deitado mexendo em alguns botões, sendo observado por Bill, que só tentava não babar.
- Acho que achou o botão jacuzzi. – Bill riu e encarou a mala aberta a sua frente.
- Não sei quem achou quem, mas agora estamos juntos... – Tom falou relaxado, mexendo na espuma. — Estou estranhando esses sabonetes... Esse parece uma vagina. – ele pegou o sabonete o observando.
- É uma concha. – Bill reclamou, e foi andando até a banheira.
- Querido, isso é uma vagina verde de hortelã. – Tom riu.
- Não é não. – o moreno se sentou na borda da banheira, perto dos pés do outro.
O de tranças observou o corpo magro do outro, sentado, com os ombros relaxados, as coxas roliças de fora e as bochechas rosa. Ele se ajeitou dentro da banheira e ficou observando o outro. Queria o chamar para ficar ali com ele, mas não sabia a reação do outro com isso, ou muito menos o que aconteceria depois.
Já Bill estava morrendo de medo de olhar o outro, mas queria olhar, e queria também que não houvesse espuma naquela banheira. Mas morria de vergonha, até de respirar ali sentado na banheira, na verdade não sabia nem o porque estava ali.
- A água esta boa? – perguntou Bill.
- Sim... – Tom respondeu, percebendo que era a brecha para a pergunta. – Você...
- Eu o que? – Bill perguntou esperançoso olhando Tom.
- Usar a banheira? – ele indagou.
- Tudo bem por você? – o moreno já estava de pé.
- Claro... – ele viu a reação ansiosa de Bill.
- Tudo bem então, feche os olhos. – Bill sorriu, e Tom fechou os olhos e repousou a cabeça na banheira.
O moreno tirou rápido as roupas, e jogou mais sais de banho antes de entrar na banheira, e se encostar a ponta oposta de Tom.
- Pronto... – falou envergonhado, já vendo a espuma se formar, por causa do movimento da água.
- Tem mais espuma... – Tom olhou a água e a montanha de espuma em cima da mesma, não conseguia ver nada, nem de seu corpo, nem o de Bill.
- Eu sei... – o moreno riu baixo, mexendo as mãos na água como uma criança.
Eles ficaram sem silencio por algum tempo dentro da banheira. Bill estava encolhido, abraçando suas pernas, e Tom estava esticado com um pé de cada lado da bunda de Bill. Os dois tinham receio de se mover naquele espaço tão pequeno e esbarrar no outro, ou “nas coisas” do outro, mas mesmo tão paralisados estavam achando bem gostoso.
Tom olhava em volta, analisando o lugar, já que se olhasse para a banheira provavelmente secaria Bill até o outro sumir.
- Como é que não tem fotos da sua mãe por aqui? – o de tranças perguntou, aconchegando as mãos atrás da nuca.
- Porque não tem nenhuma... Ela traiu meu pai quando eu tinha cinco anos, e minha avó se livrou dela. Não no estilo da máfia. – Bill franziu o cenho. – No estilo da alta sociedade, o que é bem pior... – ele riu doce.
- Então quem criou você? – Tom sabia que era um assunto delicado, mas queria saber. Mais intimo do que ficaram nus em uma banheira, é saber o passado.
- Bom... Angelina, de 1995 a 96... Então Lia até 2000, quando voltou para Europa... Depois ninguém... – Bill agora olhava a água.
O assunto se encerrou, e eles ficaram em silencio por um tempo, até que Bill começou a falar algo.
- Eu devia terminar de arrumar a mala, e irmos. – ele se levantou, saindo da banheira.
- Estava de cueca esse tempo todo? – Tom perguntou franzindo o cenho.[, olhando o tecido quase transparente grudado no corpo do outro.
- Estava. – Bill se enrolou na toalha, começando a se secar.
- Bom, eu não, então vire para lá e passe a toalha. – Tom falou firme, meio constrangido.
Bill jogou a toalha e virou para a parede se enxugando. Tom se levantou, saiu da banheira e começou a se enxugar. Como bom safado que sempre foi, o moreno olhou Tom se enxugar pelo espelho da penteadeira que não estava muito longe dali.
O corpo dourado e bem malhado, as curvas definidas, a bunda redonda e um tanto empinada, o peitoral largo e as mãos grandes passando a toalha pelo corpo. Nada alem disso, o que o decepcionou um pouco.
Mas esqueceu isso, e logo os dois estavam secos e vestidos no closet do moreno, que olhava a mala aberta.
- Acho que tenho tudo que preciso. – Bill disse. – Papel higiênico, travesseiros, brilho corporal.
- Espere, e as roupas? – Tom perguntou.
- Oh, o que eu vou fazer? Andar com um Dsquared2 de três mil dólares no Brooklin? – Bill riu, e travou. – Espere um minuto. – Pegue tudo com etiqueta, podemos revende! – ele continuava falando de uma forma estranha, com aquele protetor dental.
Os meninos correram pelo closet, pegando tudo com preço, porem Tom foi logo na seção de peles, o que fez um alarme bem alto soar.
- Não as peles! – Bill gritou – Elas são protegidas!
- Porque protegeria as pele? – Tom berrou de volta.
- Todos protegem as peles! – Bill também berrava. – A segurança vai estar aqui em 15 minutos, pegue tudo que puder e vamos embora!
- Como vamos carregar tudo isso pro Brooklin? – Tom perguntou, e sentiu um arrepio de medo quando Bill o olhou todo malicioso.
-*-
Vinte minutos depois os dois entravam no metro vestindo tantas roupas quanto o permitindo, calça sobre calça, blusa sobre blusa, casaco em cima de casaco, varias bolsas nos braços, chapéu, botas penduradas em cintos amarrados na cintura, e duas malas para os dois, cheias de coisas.
- Olhe, dois acentos! – Bill exclamou e foi arrastando as malas, e quase se jogou na cadeira, com Tom a seu lado.
- Essa calça ta apertando o que não devia. – o de tranças reclamou novamente.
- Nem são tão justas. – Bill se aconchegou entre os casacos de pele.
- Você tem mais coisas do que eu. – mais uma reclamação.
- Você ficou se despedindo da banheira. – o moreno riu.
- A banheira! – Tom se lamentou.
- Sabe, essa era a minha bolsa favorita... – Bill falou olhando uma bolsa preta e prata mudando de assunto, e abriu um bolso o que seu celular sempre ficava. – Olhe, duzentos dólares! – ele exclamou rindo, chacoalhando o dinheiro no ar, mas logo Tom agarrou a mão de Bill e o fez abaixar.
- Não basta estarmos no metrô com peles, você tem que fazer chover dinheiro? – Tom exclamou baixo, rindo um pouco do outro.
- Isso é tão excitante, vai direto para o nosso fundo do cupcake! – Bill sorriu.
- Ou... – Tom falou meio baixo, olhando o dinheiro.
- Ou o que? – Bill incentivou.
- Onde era aquele lugar que sempre ia com o seu pai? – o de tranças perguntou olhando Bill, que sorria.
O dois foram de metro até o pequeno restaurante japonês, e pegaram uma mesa em um canto. Tom deixou Bill pedir por ele, já que não conhecia muito a culinária japonesa. E não demorou muito até os pedidos chegarem, e antes de começarem a comer Bill falou o que cada coisa era para Tom, e como se deveria comer, mas isso não demorou muito.
- Toro com trufa negra. – Bill falou sorrindo ao ver Tom pegar uma comida com os hashis. – Es prestes a ter um sushi toro-gasmo. – Bill riu fofo.
- Quer se acalmar? É apenas... – mas Tom logo enfiou o pedaço na boca, mastigando um pouco, para soltar um gemidinho estranho. – Ohhh, isso aqui é delicioso... – Tom meio que gemia comendo o sushi, mas franziu o cenho olhando o moreno a sua frente. – Se isso aqui é sushi, o que eram as outras coisas que comemos em casa?
- Errado, em todos os níveis. – Bill falou mexendo as mãos.
- Não sei como está conseguindo... – falou Tom.
- O que quer dizer? – o moreno perguntou se ajeitando na cadeira em meio as peles.
- Desistindo de tudo o que tinha, as empregadas, os armários, o dentista, a banheira. A banheira! – o de tranças fez uma carinha triste. – Eu quase não pude abandoná-la e só estive lá por uma hora. Você é forte.
- Tom, você acabou de me chamar de forte... – o moreno já estava com as bochechas vermelhas olhando Tom.
- Estou bêbado de trufa negra. – Tom falou meio paralisado, se dando conta que perto do moreno falava as coisas sem perceber, era tudo tão natural.
Mas para a sorte de Tom, o celular de Bill tocou.
- É meu pai. – Bill exclamou olhando o celular.
- Espere, ele realmente existe, como a mansão e a banheira? A banheira... – Tom choramingou de novo.
- Oi papai, como está? – Bill perguntou todo meigo. – Sinto tanta sua falta! – ele esperou um pouco. – Sim, estou bem. Sério, estou bem. – ele sorriu. – Continuo hospedado no Brooklin na casa do meu amigo Tom. – esperou um pouco mais. – Ele é ótimo... – ele falou olhando Tom, que sorriu de lado. – Oh, ok... Também te amo pai... – Bill falou sorrindo e estendeu o celular para Tom. – Ele quer falar com você! – mas vendo que o de tranças não se mexeu. – Ande logo, só permitem 5 minutos.
O de tranças tossiu um pouco, colocou o celular na orelha.
- O que há de novo Gordon Kaulitz? – ele perguntou com a voz bem mais rouca que o normal, meio tenso. – Não há de que, mas eu... – ele parou de falar um pouco – Bem, obrigada. – Esperou mais um pouco. – É, ele é maravilhoso... – Tom tentou não olhar Bill nessa hora, mas sabia que o outro estaria sorrindo de orelha a orelha – Bem, adeus. O que? – franziu o cenho – Ok, direi a ele. – Tom sorriu e passou o celular para Bill.
- Pai? – perguntou sorrindo, mas logo sumiu, abaixando o celular. – Desligou... – e com um suspirou deixou o celular na mesa.
- Então é assim que um pai é... – Tom falou comendo.
- Queria que eu te lembrasse de usar o protetor de mordida. – Tom sorriu de lado, olhando o garçom colocar um caderninho de couro sobre a mesa.
- Vê? Ele não pode ser tão ruim como os outros dizem... – Bill se lamentou pegando o caderno, o que no fundo incomodou Tom. – OMG. – Bill exclamou alto, olhando a conta. – Os duzentos dólares não cobrem isso. – falou desesperado olhando Tom. – Comece a verificar as bolsas, falou desesperado.
- Ei! – Tom exclamou para o garçom – Você aceita chapéu? – perguntou rindo, voltando a olhar as bolsas.
No final eles conseguiram pagar com o dinheiro achado nas bolsas, conseguindo até 50 dólares para o fundo do cupcake.
No dia seguinte Bill recebeu a noticia que a casa inteira havia sido bloqueada, o que fez seu plano de vender as coisas de lá de dentro ir por água abaixo.
Notas finais
G Wentz
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