2 Broke Boys

3 Capítulo 3


Notas iniciais
booom geeente, espero que estejam gostando da fic, e rindo das ironias do Tom >.
Espero tbm que comentem *O*
nao tenham medo, eu nao mordo :3
boa leitura ^^

Tom havia chegado a loja, e por mais homem que ele fosse, e se considerasse, ele ficava completamente emocional com os pequenos cãezinhos e gatinhos espelhados pela lega em suas devidas casinhas. Até o periquito azul que ficava constantemente em seu ombro bicando suas tranças deixava-o hipnotizado.

- Chegou tarde hoje... – o homem que estava encarregado de alimentar e limpar as casinhas dos animais falou. Era um loiro miúdo, com as bochechas levemente rosadas rodeado por um ar de inocência.

- Um pouco, desculpe Andy. – ele falou e colocou o avental do pet shop já sentindo o periquito azul pousar em seu ombro.

O loiro riu e pegou um gatinho no colo. Ele sempre pegava os animais no colo e os mimava.

- Não tem problema. – ele falou baixo, brincando com o gatinho branco e felpudo.

- Hm... Ok. – Tom foi atrás do caixa, arrumar alguns brinquedos no balcão. – Andy, você conhece Bill Kaulitz? – o de tranças perguntou como quem não quer nada.

- Oooh... – Andy, o loiro, já estava sentado no chão, literalmente rolando com o gatinho. – o filho de Gordon Kaulitz? Aquele que roubou a cidade toda? –ele riu um pouco quando o gatinho começou a lamber seu nariz. – Não o conheço, mas sei que foi despejado de sua casa e perdeu seu dinheiro. Sei também que foi na casa de vários amigos riquinhos e todos fingiram não estar em casa. – ele falou um pouco triste.

- É mesmo? – Tom continuou fingindo não querer nada em quanto tentava tirar uma de suas tranças do bico do periquito.

- Aham, eu tenho dó dele. Ele não tem culpa pelos erros do pai. – Andy falou colocando o gatinho em sua casinha.

- Uhum. – e assim Tom encerrou o assunto, ainda brigando com o periquito.

Em quanto isso, Bill estava na cozinha de Tom, tentando lavar seu uniforme amarelo mostarda que não combinava com o seu tom de pele. A pia estava cheia de água e espuma, e Bill apoiado nela, tentando esfregar o uniforme sem estragar suas unhas ou sua roupa cara. Ele havia tirado os colares e anéis e guardados em sua mala.

Estava imerso em seus pensamentos quando sentiu uma respiração em seu pescoço.

- Oh! –ele deu um pequeno pulinho para frente se molhando e afundando as mãos na água, a fazendo espirrar no chão. – Me desculpe, te acordei? –ele perguntou vendo a bela moça atraz de si, ainda muito perto para seu gosto. Ela o analisava de cima a baixo sem pudor algum, e vestia apenas uma camiseta enorme.

- Não. – ela sorriu. – Quem é você?

- Um amigo do Tom. – o moreno falou sem pensar. – Não diga isso a ele. – ele falou segurando os ombros da garota. – Tenho a impressão que se ele souber que o chamei de amigo, ele vai me esfaquear.

Ela riu, e sorriu, em um sinal que estava tudo bem e aproximou-se ainda mais do moreno, envolvendo sua pequena cintura entre os braços. Ela mordia os lábios de um jeito quase erótico.

Bill logo se desvencilhou de seus braços, pegou seu uniforme, o colocou para secar, e se trancou no banheiro até ir para o trabalho, muito tempo antes do combinado com o de tranças.

O moreno de moicano estava limpado as mesas com uma pano branco, quando o outro chegou com os cupcakes.

- Hey – Tom falou olhando Bill já com o uniforme limpo. – Por que não me esperou? Pensei que viríamos juntos... – Tom falou já arrumando os cupcakes em seu lugar e tirando o sobre-tudo preto que usava.

- Hum... – Bill deu uma rápida olhava em volta – quis chegar cedo para casar os ketchups. – e logo foi ao balcão.

- Olha, eu ouvi uma coisa realmente perturbadora sobre você hoje... – Tom falou cauteloso.

- O que ela disse, que eu a procurei? – Bill falou apontando para si, começando a gesticular. Ele faz isso quando esta nervoso.

- Ela quem? – o de tranças não estava entendendo muito bem.

- Ninguém! – Bill sorriu e foi ao estoque pegar alguma torta.

- Ela Callie? – Tom perguntou referindo-se a namorada.-

- Não é da minha conta, mas merece alguém melhor que aquela mulher... – Bill falava batendo a ponta de sua bota de leve no chão, outra coisa que fazia quando estava nervoso.

- Sim, não é da sua conta – ele falou, se apoiando na mesa – E eu começava a sentir pena de você!

- Só estou dizendo que você vale mais que isso... – Bill falava triste, colocando a mão no ombro largo de Tom.

Ele realmente apreciava isso em homens, e em Tom.

Mas Bill não pode continuar a sentir o calor de Tom em sua mão, pois esse havia pegado seu casado e ido embora.

Tom havia voltado para sua casa, e mal tinha aberto a porta, estava parado, segurando com força a maçaneta.

Gemidos e mais gemidos ecoavam pela casa.

Tom deu um passo a frente e bateu com força a porta.

- Querida, cheguei! – ele falou alto, e sem emoção alguma em sua voz.

Callie abriu a porta do quarto e saiu enrolada em um lençol, completamente chocada.

- Quando eu voltar, não quero nem sentir o seu cheiro. Entendeu? – ele perguntou seco e saiu, sem dar a moça uma chance de se explicar.

Ele voltou devagar a lanchonete, chutando as coisas em seu caminho e resmungando baixo, como um velho. Mal abriu a porta da lanchonete e seu humor voltou completamente.

Bill estava com vários pratos aconchegados em seus braços magros, tentando equilibrá-los, ele se curvava para os lados e para frente em quanto andava.

Tom foi até ele.

- Vamos, me de alguns pratos, vou ajudá-lo. – ele falou estendendo as mãos.

- Eu não preciso de ajuda. – o moreno falou orgulhoso dando um passo para trás.

- Todos precisam de ajuda de vez em quando... – ele falou mais baixo, pegando um prato de cada braço e indo servir.

Os dois seguiram a uma mesa com quatro pessoas.

- Isso não foi o que eu pedi! – um gordinho exclamou raivoso.

- Esse é Bill... – Tom falou pegando o prato do gordinho. – Ele pode ter começado errando o seu pedido, mas ele faz algumas coisas certas. – ele estava indo para o balcão com o prato do gordinho, e sorriu para Bill. O moreno ficou sem chão por alguns instantes, mas logo tratou de seguir o de tranças. – Obrigada...

- Não... Obrigada você... – Bill falou sorrindo

- TOM! – Emma exclamou apoiando-se no balcão que dava para a cozinha. – Achei que seu bumbum redondo não viria trabalhar essa noite e meu coração se partiu ao meio... – ela falou fazendo um beicinho.

- Você sabe de uma coisa Emma... – Tom falou gesticulando – Eu precisava disso. – ele suspirou.

E assim a noite decorreu. Bill e Tom estavam mais unidos de certa forma. Mas Tom ainda estava irônico e Bill orgulhoso com suas botas de salto.

No final do expediente, eles dividiram as gorjetas, e o de tranças percebeu que Bill estava melhorando pela quantidade de gorjetas.

- Então... – Tom tossiu quando saíram da lanchonete. – Eu preciso de um companheiro, se quiser rachar...

- Eu não vou mentir... o metro é mais limpo que o seu sofá. – Bill falou sorrindo de lado.

- Me sinto começando a gostar de você. – Tom falou sorrindo sem jeito.

- Mesmo? Porque sinto que realmente podíamos... – Bill foi interrompido pela risada irônica e alta de Tom.

- Sabia que não ia durar! – ele falava rindo. – Vamos, amanha pegamos o resto das suas coisas. – Tom falava andando para sua casa e sendo seguido por Bill.

- Esta tudo trancado... – Bill suspirou.

- Não tem nada que quer pegar? – o de tranças perguntou.

- Bom... tem uma coisa... – Bill riu.

A noite se passou rápida, Bill dormiu no sofá e Tom em sua cama, cada um pensando no outro e reparando nos menores detalhes que compunham a personalidade do outro.

A manha também havia se passado rápido, tanto, que quando Tom se deu conta, estava em seu quintal, em cima de um enorme cavalo preto, com os olhos rodeados de brancos e uma das patas completamente branca.

Bill estava sentado a sua frente, sua cintura fina pedindo para ser abraçada, mas ele se concentrava em seu copo de café. Já o moreno tinha consciência de que o de tranças estava sentado bem atrás de si, com seu corpo quente e musculoso, e não podia se encostar nele, então se contentava em segurar na cela de seu cavalo.

- O mais estranho, é que ninguém nos impediu... – Tom falou rouco, tossindo um pouco.

- Vou economizar muito o mantendo aqui em vez de deixá-lo no estábulo. – Bill falou sorridente, tentando se esquecer do corpo dourado do outro.

Tom olhou em volta – Quando que colocou todas essas coisas de cavalo no meu jardim? – ele perguntou curioso, bebendo um pouco do café quente e pouco doce.

- Não consigo me parar, eu vejo uma oportunidade e a faço acontecer. – Bill falou sorrindo. – Como com os seus cupcakes... – Bill sorriu e tomou um gole de seu café descafeinado extremamente doce.

- Meus cupcakes? – o de tranças perguntou.

- Vamos abrir uma loja de cupcake, não é obvio? – o moreno perguntou franzindo o cenho. – Tudo o que precisamos é de 250 mil para o básico, como o imóvel, as maquinas e uma decoração simples.

- CLARO! – Tom exclamou alto – Só 250 mil?

- Sim. – Bill sorriu ingênuo.

- Será que esse cavalo pisoteou sua cabeça? – Tom perguntou gesticulando.

- Para! – Bill falou fazendo seu beicinho típico. – Me escute, se juntarmos nossos empregos, e fizermos 2 mil por semana, a nossa loja de cupcakes estará aberta em um ano, ou até menos! Alem do mais, nos últimos dias, fizemos quase 400 dólares. O que acha?

- Acho que você tem um cavalo preto com uma pata branca. – Tom falou irônico.

O de tranças não estava acostumado com que acreditassem nas coisas que fizesse.

- Acho que NÓS temos um cavalo com uma pata branca... – Bill sorriu meigo, deixando o outro com uma batida a menos no coração.

O cavalo – Jojo – Relinchou e virou sua cabeça para os dois homens.

- Não se apegue. – Tom falou sorrindo irônico para o cavalo.

Notas finais
bjs.
G Wentz