2 Broke Boys
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Nao vai cair o dedo gente T~T
E me desculpem os erros >.
A pequena campainha de mesa tocou, avisando que os pratos estavam prontos.
- Mesas 2, 4 e 12! – a moça de cabelos claros e sotaque russo, falou auto, colocando os pratos na bancada.
- Peguei. – falou a voz grossa de um menino de 20 e poucos anos. – E quando você tiver um segundo, pare de olhar pra minha bunda. – ele falou baixo com um sorriso irônico, em quando acomodava os tratos na bandeja prateada.
Ele andou depressa pela pequena lanchonete colocando os pratos nas mesas 2, 4 e 12.
Quando terminava de fazer isso, um moço de touca preta, sentado com um amigo a sua frente, levantou o braço e começou a estralar os dedos, chamando a atenção do menino.
- Garçom! – ele falou voltando a estralar os dedos – Cara?! – e voltava a estralar novamente.
O menino que servia, o de 20 e poucos anos de cabelos trançados olhou para a mesa do moço de touca preta, pelos cantos dos olhos. Respirou fundo, já irritado, e foi a frente da mesa.
Ele sorriu doce, com um pouco de ironia e falou com a voz suave.
- Olá, em que posso servi-los? – e terminou com um sorriso.
- Precisamos de algum... – e o de tranças estralava os dedos bem em frente ao nariz do cliente, o impedindo de continuar.
- Isso é chato? – o garçom perguntou irônico – isso é desagradável e rude? – ele perguntou novamente voltando a estralar os dedos na frente do nariz do de touca – Acharia perturbador se fizesse isso enquanto estivesse trabalhando? – Oh, você não tem um trabalho. Desculpe. – ele falou sorrindo de lado, rindo bem pouco e irônico, como sempre.
- Porra, cara, ele tirou sarro de você! – o seu amigo, o de touca cinza combinando com seus moletons largos, falou rindo.
- Oh! – O de tranças exclamou e estralou os dedos bem em frente ao rosto do de touca cinza. – No hippie. – ele falou mexendo a mão com um grande sinal de negação. – Não pense que estamos no mesmo time. Não temos nada em comum. Eu uso touca de tricô quando está frio lá fora. – ele falou e se apoio na mesa. – você usa touca de tricô por causa do Coldplay. – ele falou, e parou de se apoiar na mesa, voltando a gesticular. – Você tem tatuagens pra chatear seu pai. Já meu pai, não sabe que é meu pai. E, por fim. – ele voltou para o cliente da touca preta, estralando os dedos duas vezes. – Você acha que este é o som que o leva a ser servido. Eu acho... – ele estralou os dedos novamente. – que este é o som que seca meu pau. – ele mascou uma vez seu chiclete de canela, olhando para o menino de touca envergonhado e sem jeito.
- A outra garçonete sumiu, aquela japonesa. – ele fez uma pausa, apertando seus braços cruzados contra o corpo. – Precisamos de mostarda...
- Por favor... – disse o rapaz de touca cinza.
O de tranças sorriu. – Isso, madames, é como se trata um garçom. – e dito isso foi a cozinha chamar pela outra garçonete em quando os rapazes tiravam suas toucas.
- Paulina! – ele exclamou passando pela cozinha e indo direto ao estoque, deparando-se com ela no chão, enrolada nua com algum homem forte também. Ele parou, olhou um pouco para o lado e voltou a falar rouco. – Desculpe, não sabia que estava na sua pausa. – dito isso, pegou a mostarda e levou para os meninos, que agora estava sem suas toucas.
E assim passou o resto na noite. O menino de tranças ia para lá e para cá servindo e esbanjando sua ironia para quem quisesse, ou não.
-*-
Na noite seguinte ele estava de volta ao seu trabalho. Carregava uma enorme bandeja coberta por alumínio. Abriu a porta com o quadril chamando por Ellie, uma senhora idosa afro-americana que ama musica, e vive com seus fones de ouvido.
- Ellieeee! – ele exclamou colocando a bandeja sobre o caixa, onde a senhora trabalhava, e a cutucou para que tirasse os fones de ouvido. – Trouxe seus favoritos! – ele falou sorrindo calorosamente e tirando o alumínio de cima da bandeja. – Fiz seus favoritos, Veludo vermelho. – ele exclamou orgulhoso, tirando um cupcake com cobertura vermelha e dando a senhora.
- Meu pequeno bolinho, trouxe um bolinho! – Ellie exclamou sorrindo, pegando o cupcake. – Deixe-me pagar por isso. – ela falou indo caçar a bolsa de baixo do balcão.
- Não, não Ellie, é por conta da casa. – ele falou sorrindo. – É seu aniversário. Quantos anos esta fazendo? –perguntou, ajeitando o alumínio.
- 75. – ela falou orgulhosa.
- Oh Ellie, se você fosse três anos mais nova... – ele falou sorrindo, e indo para o balcão, arrumar os cupcakes no seu lugar.
- Oh, Tom, Tom... – Ellei chamou o menino de tranças. – Novas noticias. O novo chefe demitiu aquela garçonete japonesa, Paulina.
Tom sorriu e foi arrumar o cupcakes.
- Olá! Tenho pagamento pra você. – um pequeno chinês rechonchudo veio falando e abanando um envelope no ar.
- Preciso falar com você. – o de tranças falou sem dar chance de seu chefe continuar a falar. – Demitiu Paulina, Han? – ele perguntou com uma sobrancelha arqueada, arrumando seus bolinhos coloridos. Han era o nome de seu chefe.
- Não sou mais Han Lee. Tenho um novo nome americano pra combinar com a mudança de bairro. – ele falava sorrindo, tossindo de leve e apontando o dedo para o crachá amarelo em sua blusa social xadrez.
- Bryce? – Tom leu o crachá – Seu novo nome é Bryce Lee? – ele perguntou incrédulo, tirando o sobretudo preto, enquanto seu chefe ia para a cozinha.
- Espere! – ele falou se lembrando. – Não contrate um garçom novo, ok? Eu tenho feito tudo de qualquer modo, e eu realmente poderia usar o dinheiro extra.
- Você precisa de ajuda. – Bryce Lee falou.
- Não, não preciso. – ele falou rindo.
- Todos precisam de ajuda às vezes. E eu já contratei um novo garçom. – ele falou calmo. – Ele trabalhou nos melhores restaurantes em Manhattan. Já arrumei um uniforme velho para ele, do antigo garçom.
Dito isso, Tom pegou os bolinhos e colocou no balcão que dava para a cozinha, quando o novo garçom entrou pela porta, parando na frente no Bryce Lee.
- Olá! – ele falou calmo, com a voz angelical. Segurava o uniforme amarelo mostarda na ponta dos dedos, longe do próprio corpo. Somente o avental vermelho estava em seu ombro. – Mr. Lee, não reclamando, mas eu acho que alguém usava esse uniforme antes de mim, tipo, bem antes de mim. É possível eu conseguir outro? Talvez que esteja um pouco menos úmido. – ele falou revirando o uniforme na ponta dos dedos. — Além disso, essa cor mostarda realmente não vai com o meu tom de pele, nem as manchas de mostarda, ou essas varias outras manchas, e cheiros... – ele falava pausado, colocando cuidadosamente o uniforme em cima da mesa. – Espero que seja ensopado. Então... Acho que seria melhor para todos, incluindo meu sistema imunológico, que eu continuasse usando o que estou vestindo agora, e o avental. – ele sorriu apontando para a roupa preta e de couro que usava. – porque isso é Chanel. Então, obrigada. E vamos servir! – falou empolgado, amarrando o avental na cintura com um grande laço atrás e indo olhar a lanchonete.
Tom olhava para aquele ser incrivelmente andrógeno boquiaberto, chegou perto de seu chefe e falou baixo, apontando para o menino alto que rebolava enquanto andava.
- O que quer que isso seja. – falava gesticulando para o menino cheiro de couro e correntes e uma bota incrivelmente longa com saltos. – Não pertence a essa lanchonete. Pertence a um show da Lady Gaga. – terminou de falar e foi para a cozinha, arrumar sua bandeja, para começar a noite sendo seguido pelo chefe. – Onde você encontra essas pessoas? A prostituta japonesa, a outra viciada em metanfetamina!
- Você treina, eu sou o chefe! – Lee exclamou.
- Ok, mas faça o usar o uniforme. – e entrou no estoque preparando as comidas que ficarian na estufa quente, em baixo do balcão.
Mas pesgurou a maçaneta de metal, e se virou para o chefe.
- Tem certeza que não podemos voltar para a viciada? Ela era tão boa com a limpeza. – ele falou sorrindo.
- Mas seus dentes caíram. – Lee falou com a testa franzida.
- Você é bem critico, você sabe disso? – Tom falou rouco, entrando no estoque, preparando tudo, em quanto esperava pelo menino colocar o uniforme.
Ele voltou a pequena mesa que estava antes, ajeitando uma torta de maça em sua travessa, quando o menino de moicano – o novo garçom – entrou na cozinha.
- Só vou explicar uma vez. – ele falou, terminando de arrumar a torta apetitosa, porem ainda congelada.
- Sou Bill, a propósito. – ele sorriu meigo e lindo, e apontou para o crachá no peito do de tranças. – E você é Tom?
Ele sorriu completamente irônico, cobrindo o crachá. – Não se apegue. Então... – ele andou ao estoque, começando a falar autoritário. – Esta é a lanchonete Williansburg, propriedade de Han Lee, que mudou o nome pra Bryce Lee, que eu acho que quer que o levem ainda menos a sério. – olhou para as prateleiras arrumando umas caixas. – Oito meses atrás comprou isso aqui da máfia russa, a clientela costumava ser de criminosos, e prostitutas viciadas, mas depois que comprou isso acabou. – pegou agora uma torta de chocolate congelada, e saiu, sendo seguido pelo menino de moicano.
- Hey homem sexy. – o sotaque russo e completamente pervertida veio da cozinheira loira, sentada em cima de uma mesa com algumas tigelas e pratos quase prontos. – Você está tão bonito hoje. Parece tão bonito que eu quase me esqueço de quão ruim é o seu temperamento. – ela sorri, levantando a perna branca com seu salto 16 vermelho, apontando para o peito de Tom.
- Obrigada Emma. – ele sorriu sem graça, não olhando para a saia curta da garota.
Ela se levantou e se apoio em cima da outra pequena mesa, em frente ao Bill.
- Hey Barbie. – ela sorria abertamente, e voltou a cozinhar e fritar seus hamburguês, em quanto Bill corava, e fazia um som de desgosto.
- Essa é Emma, ela vai dar em cima de você agressiva e incansavelmente. Ela não percebe que não é tudo isso, e eu não tenho coração para dizer a ela.
Bill fez que sim com a cabeça, apertando seu bloquinho de pedidos.
Perto da onde Tom arrumava à torta, um homem gordo, com o estilo punk, levantou o braço.
- Posso ter um menu por favor? – ele pediu.
- Claro. – Bill sorriu tão lindamente, com uma mão na cintura. Porém, Tom já estava a sua frente com a cara amarrada.
- Não sorria, porque pesa a barra, e eu tenho que sorrir, e eu não posso fazer isso. – ele gesticulava. – É cansativo e eu tenho um problema nas costas. – ele falava andando de volta para a cozinha. Apontou para Ellie que parecia dormir com os fones de ouvido em frente ao caixa. – Essa é Ellie, estamos apaixonados. – ele riu um pouco, porem doce. – Não fale com ela a menos que queira se sentir mais branco do que já é. – ele olhou para o uniforme do menino, sorrindo irônico. – Ah, e essa mancha, não é ensopado. – ele continuava sorrindo, e abriu a porta da cozinha apontando para o balcão lá fora. – Vá casar os ketchups. – e ficou olhando o menino ir em direção ao balcão rebolando.
O de moicano parou em frente aos ketchups agrupados em um circulo, os olhando com a mão na cintura fina.
Indeciso, pegou dois vidros e os colocou juntinhos perto da ponta do balcão, como um casal, e assim fez com os outros, formando uma fila de frascos vermelhos.
Tom queria rolar no chão de rir, vendo a cena.
- Ok... Agora o divórcio de ketchups. – ele se controlava para não rir.
Bill arqueou a sobrancelha, mas decidiu fazer. Tirou a mão da cintura e separou os casais de frascos.
- Pare, pare! – ele ria. – Não existe tal coisa de divorciar os ketchups. Você nunca foi garçom um dia da sua vida!
- Sim eu fui. – Bill sorriu, mostrando os dentes alinhados, ponto a mão na cintura.
- Espera que eu acredite em você, depois de vê-lo fazer um casamento de ketchups? – Tom perguntou. – Vou contar ao Lee. – ele falou e foi andando para o escritório do chefe.
- OK! – chamou Bill. – talvez eu tenha aprimorado um pouco meu currículo. – falou envergonhado.
- Aprimorado? O que, estamos em paris? – novamente a ironia de Tom inundou a conversa.
- Por favor, eu realmente preciso desse emprego... – o de moicano falou triste – Perdemos todo o nosso dinheiro... Meu pai está na cadeia...
- O que? Quem é você? O filho de Gordon Kaulitz? – Tom perguntou com a voz rouca.
Bill somente deu um sorrisinho.
- Oh meu deus! Onde esta o jornal? – se perguntou indo a ponta do balcão pegar o jornal, com o rosto de Gordon Kaulitz estampado na primeira pagina. O colocou ao lado do rosto do menino corado, ficando mais chocado. – Gordon Kaulitz? O cara que roubou a cidade toda é seu pai?
- Ele disse que estávamos tendo um ano bom... – Bill falava envergonhado, batendo a ponta de sua bota de couro de leve no chão.
- Você é Bill Kaulitz! Você é como um bilionário! – ele exclamou apontando para o jornal que estava no balcão.
- Fui. – Bill corrigiu. – Fui um bilionário. Eles congelaram todas as nossas contas! Tudo se foi! – Eu só tenho o que pude pegar, e peguei todas as coisas erradas. – ele falou com a testa franzida.
- Então, você viu o presidente? – Tom perguntou.
- Eu conheci. – Bill respondeu.
- Você foi para a suíça? – Tom perguntou novamente.
- Sim, é maravilhoso. – ele sorriu se lembrando de suas férias.
- Você tem um cavalo?- perguntou rápido.
- Sim. – Bill respondeu rápido também.
- Você conhece Paris Hilton? – mais uma pergunta.
- Não! Ela é uma qualquer. – ele respondeu como se fosse óbvio.
Os dois ficaram se olhando. Tom estava chocado, e Bill completamente sem jeito.
Notas finais
Bjs
G Wentz
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