Notas iniciais
Eu ja cortei tanta coisa com esta foice,maos,pes,cabeças,....e vc cortou O que?

Subo lentamente as escadas, arrastando a foice ruidosamente. As vozes da sala silenciaram. Um clima de tensão parecia tomar a casa. Medo. E eu gostava disso. O medo deles me fortalecia. Abro a porta do porão violentamente. Eles deram um pulo no sofá, mas ainda assim, não me viram. Começam a olhar para os lados, tentando entender o que estava acontecendo. Mas não conseguem. Balbuciam algo como “foi o vento” e voltam a dar risada, tentando quebrar a tensão no ar. Aproximo-me deles. A mulher era extremamente bela, com longos cabelos negros e traços bem definidos. Não me dei nem ao trabalho de prestar atenção nele, ela havia chamado minha atenção. Como seria provar do medo dela? Hmmm, a tentação é bem forte. Minha presença ao redor dela fê-la arrepiar-se. Ela estava me sentindo, sabia que tinha algo errado. Continuava a olhar para os lados, tentando procurar de onde vinha essa “sensação”. Mas de nada adianta, bela dama. Eles decidem por sair da sala. Andam silenciosamente até o quarto, mas o medo dos dois é quase palpável. Sobem as escadas, e entram no quarto, o mesmo que aqueles pirralhos... Paro em frente à porta. Uma segunda foice está dentro do quarto, junto com eles. Mas ela parece se mover por vontade própria. Move-se lentamente em direção à cama onde eles estão deitados.– Mas quem ousa... – digo pra mim mesmo.– Ué, Cris, esqueceu de mim? – uma voz feminina diz, ao lado da foice, materializando-se.– Como poderia, sua vadia? – entro no quarto, com a foice em punho. – Já que por sua causa, Aline, estou preso nessa merda de casa.– Ora, calma, calma. – ela disse, colocando as mãos em frente ao corpo. – Não vim aqui pra lutar com você. Até porque, por favor né, eu também estou presa aqui. Vim aqui por outro motivo.– Então? – disse, ainda em guarda.– Bom, percebo que você já notou esses dois aqui. – ela disse, apontando para a cama. – E também percebo que você já entendeu que quanto mais medo eles sentirem, mais forte você fica. Então, proponho um pequeno joguinho.– Jogo?– Quem de nós vai assustá-los mais? Ou melhor, quem vai convencê-lo de aceitá-las? – ela disse, apontando para sua foice.– Hmm... Parece divertido...– Ok então. – ela pegou a foice e arremessou-a contra a janela, quebrando-a. Instantaneamente, um vendaval invadiu o quarto. Os dois saíram rapidamente da cama, indo em direção à porta. Mas eles não iam sair daqui. Não com vida. Parei em frente à porta, deixando apenas ele passar. Quando ela passou ao meu lado, agarrei-a e joguei-a com força na parede do quarto, usando o vento que Aline havia criado para prendê-la.– Eu não consigo me soltar! Anda, me ajuda! Me tira daqui! – ela gritava, ainda presa. O idiota ainda tentou entrar novamente no quarto, mas Aline o impediu, prendendo-o na parede do corredor.– Eu acho que não, bela dama. – sussurrei em seu ouvido. Ela silenciou-se, fechando os olhos, congelada de medo.– Bela dama? Cara, você morreu e virou o que? Um velho antiquado? – Aline disse, ironizando.– Não se intrometa, vaca. – disse, devolvendo o insulto. – Agora, bela dama, – voltei a sussurrar no ouvido dela – você vai ficar bem quietinha aí, enquanto damos um fim nesse idiota. – ela abriu os olhos e voltou a gritar, dessa vez, o nome dele.– Então, eu primeiro? – Aline perguntou, andando em direção ao corredor. – Então amigão, — ela disse, dirigindo-se a ele, que até agora estava gritando por sua amada. – você tem uma chance. Ou eu mato sua patética namoradinha bem lentamente, arrancando pedaço por pedaço dela, ou você o faz.– Que merda é essa?! Quem é você?! – ele gritava. – Cadê você?! Anda, apareça!– Não se faça de idiota, você me ouviu. – dessa vez, ele silenciou. Parece que agora, ele estava vendo-a. – Sabe, essa foice aqui está tão sedenta por sangue... Talvez sua namorada vá servir. E sabe, — ela ficou a meio centímetro dele – eu estou um pouquinho sádica hoje. Torturar essa vadia até a morte vai ser uma coisa muito prazerosa. – ele arregalou os olhos e começou a se bater novamente na parede, desesperadamente tentando se soltar.– Não, me solta! Eu não vou deixar isso acontecer! – ele voltou a gritar. A bela dama havia parado de gritar e de se bater. Parece que ela tinha desistido.
– Então, você pode impedir isso. Mate-a primeiro. Aceite essa foice e acabe com ela. – ele continuava a gritar, nem prestando atenção no que Aline dizia.– Bom, minha vez. – disse, me aproximando dela e ignorando o que Aline dizia. – Então, bela dama. Ele não vai sair daqui com vida. Mas eu quero lhe perguntar uma coisa. Você o ama o bastante pra não deixá-lo sofrer?– Eu... eu... – ela gaguejava, em prantos. — Eu não sei! Eu só quero sair daqui... – a voz dela começou a sumir.– Você não vai sair daqui. A menos que escolha matá-lo e se salvar. Caso contrário, eu e minha “amiga” teremos o maior prazer de torturar suas almas até que vocês não aguentem mais.– Mas... Como... Eu... – ela apenas sussurrava.– Não se preocupe. Você só precisa me dizer sim. Então, essa foice irá lhe pertencer. E será com ela que você irá se libertar.– Eu... – ela continuava a chorar. Porém, ela me olhou pela primeira vez, e me respondeu. – Sim...– Muito bem então. – peguei a mão dela e coloquei a foice na mesma. Ela acabou se soltando da parede sem muita dificuldade, mas seus olhos já entregavam o que tinha acontecido. Sua alma não estava mais no corpo. Ela estava morta. A casca, agora dominada pela foice, agradeceu-me, e saiu do quarto, em direção ao corredor. Segui-a, e vi que Aline não estava mais segurando a sua foice também, e que o idiota do namorado da bela dama também estava sem sua alma.– Bom, acho que nós dois conseguimos. – Aline disse, dando as costas para os dois. – Vamos, é hora de irmos.– Irmos? Pra onde? – perguntei, observando os dois corpos sem alma parados, ambos com a foice em punho, em posição de ataque.– Essa casa não nos pertence mais. Agora, ela pertence aos dois. Você não lembra? Temos uma dívida com aquelas crianças. Vamos achá-las. Está na hora de devolver o “favor”. – ela deu-me as costas novamente, e começou a descer as escadas. Ela estava certa. Aquelas crianças fizeram isso conosco. E elas iam pagar. Caminhei em direção à escada, escutando a doce melodia das foices chocando-se uma contra a outra, cortando o ar em direção ao corpo um do outro, alimentando sua sede... De sangue...
Notas finais
É o hidan de naruto(é que eu não achei uma foto de foice sozinha)
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