1988 O Ano Que Tudo Acontece

1 Eu odeio o amor by Rachel


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O ano é 1988, o dia? 26 de Abril. Ou seja, meu aniversario de 13 anos...

Muitas amigas minhas, falam que eu tenho a melhor vida do mundo, pois meu irmão é uma gato, extremamente talentoso e BLÁBLÁBLÁ. Sabe o que eu penso de tudo isso? “FODA-SE” afinal, ser irmã gêmea de um babaca igual Nathan é tão patético quanto ter que ouvir ele tocar aquela guitarra idiota sentando no jardim da nossa casa em Iowa.

...

Olhei pela janela do quarto e vi Nathan sentado no jardim, com a guitarra e uma loira aguada do lado dando gritinhos de “alegria” pela musica que meu irmão diz ser nova, mas que já tinha tocado pra todas as mini-vadias que passavam por ali.

Vesti minha camiseta preta, com a saia e as meias te o joelho, completado com um cuturno pra completar o look dark.

Olhei no espelho, e meu cabelo negro manchado de vermelho sangue, estava do jeito que eu gosto, e o lápis de olho bem forte também. Desci as escadas e fui em direção ao jardim.

– Hey, coisa sem sal!- a menina olhou assustada com medo no olhar, para mim.

– Ah, fala Sério Rachel...- Nathan levou a mão a testa

– Fa-falou co-comigo?- a loirinha perguntou.

– Não, não, com a minha tia avó.- cruzei os braços e revirei o olhar- ainda esta aqui?

Ela levantou rápido e saiu meio correndo.

Sorri e dei os ombros

– Então Nathan...

– É JOEY, repete comigo JO-EY.

– Tanto faz... a mamãe quer saber quem vai vir aqui hoje.

– Acho que só o Mick.

Engoli em seco

– O-o Mick vem?- não consegui conter o nervosismo e meu irmão percebeu e começou a rir.- CALA A BOCA NATHAN!

–É JOEY

Virei as costas e mostrei o dedo do meio.

– FUCK YOU !

Entrei e bati a porta de casa.

– O que foi Rachel?- mamãe perguntou

– O idiota do Nathan fica enchendo meu saco por causa do...

– Oi pessoal!

– Mick...- disse ficando vermelha ao vê-lo passar, me dando um beijo no rosto.

Limpei a garganta e subi para o quarto.

Entrei no quarto e observei-o bem. As paredes pintadas de vermelho sangue, com desenhos feitos por mim, de mascaras e coisas do tipo, minha cama e escrivaninha pretos, um buraco de porta coberto por uma cortina de caveira que era meu “armário” e o banheiro.

– O que eu vim fazer aqui?

Senti mãos envolverem minha cintura

– Não veio fugir de mim?- ouvi a voz de Mick sussurrando em meu ouvido

Dei um pulo para frente e fiz ele me soltar.

– Vo-você não deveria estar com o Nathan?

Ele sorriu. Ele era tão maior que eu, tão forte... Aqueles olhos azuis me seduziam..

– Não me quer aqui?- ele perguntou se aproximando.

Coloquei a mão na frente, tentando impedi-lo de passar.

– Não é isso, só que hoje é aniversario do Nathan, e ele é se-seu amigo, deveria estar com ele.- engoli em seco

– Mas também é seu aniversario, e eu queria dar seu presente...- ele foi se aproximando.

Dei a volta por ele e ri sem graça.

– Melhor dar... Depois!- sorri e sai correndo do quarto

– Filha, onde você vai?- mamãe perguntou

– Vou dar uma volta, jaja eu volto!

– Mas...- bati a porta na cara dela

Fui até um café que tinha perto da minha casa, lá, tinha apenas eu e uma garota, um pouco alta, cabelos negros, com camiseta preta e maquiagem pesada...

Ela me encarou como se lesse o que eu estava pensando e abaixou a cabeça de novo na mesa.

Respirei fundo e pedi um café gelado. Me apoiei na bancada e contei mentalmente 10... a garota se levantou 9... ela apoiou na mesa 8... me encarou 7... virou para a mesa de novo 6... pegou a bolsa 5... ficou na duvida 4... andou até mim 3... parou na minha frente 2... tomou coragem 1...

– Oi, você é irmã do Joey?

– Sim...- falei indiferente. – e você?

– Eu moro perto da sua casa, e adoro ficar ouvindo seu irmão tocar...

– Que bom amiga.... quer ir lá hoje? É aniversario dele!

– Mas você nem me conhece... Sou Valentine!

– Sou...

– Rachel...

– Como você..

– Vai por mim, é muito famosa entre as meninas da rua.

Ri.

– Partiu então?

– Partiu.


POV Tyne.

Eu estava sentada na mesa do café que mais amo em toda Iowa, o Pork’s. Estava fugindo de mais uma briga lá de casa, e para variar, comendo mais uma barra do meu chocolate favorito. “Ótimo jeito de começar o dia!” pensei.

O sino da porta toca, anunciando a entrada de mais um cliente no café. Aquele rosto não me era estranho... OMG! O que a irmã do Joey está fazendo aqui, apoiada no balcão do meu café favorito? Não é o lugar onde uma garota gostaria de estar (¬¬’) uma garota normal né?

Eu já a encarava há um tempo, será que eu iria falar com ela?ou continuava ali quieta?

Ela já tinha percebido que eu estava olhando muito para ela e deveria estar achando que eu era maluca, o que não era mentira.

Decidi me levantar e fui falar com ela, afinal o que poderia acontecer de tão ruim.

– Oi, você é irmã do Joey?


POV Ray

– Manhê, cheguei!- gritei cruzando a porta- e trouxe uma amiga.

– Tyne?- Mick falou do sofá.- Você é amiga dela?

– Na verdade a gente se conheceu agora...- disse.- Você conhece ela?

– Sim, ela é minha melhor amiga!- disse Mick. Quando ele disse isso, eu fiquei com uma pontinha de ciúmes, mas nada tão grave.

Joey estava apoiado na bancada da cozinha, enquanto mamãe preparava os doces da festa. Dei um tapa doido na bunda dele.

– Abaixa essa bunda Nathan!

– É Joey!- ele gritou.

Ri.

– Vou para o quarto mãe...- disse

– Não vai não filha, seu pai ta lá!

Revirei os olhos.

– Hey, Ray... Vem pra cá jogar comigo?- Mick perguntou, gritando da sala, meu coração disparou.

– Ai Ray, vem cá jogar comigo, nhanhanha...- Joey me zuou, me fazendo dar um soco nele

Minha mãe riu, e eu fui pra sala.

.....

Estávamos jogando há algum tempo, quando Tyne disse:

– Acho que vou embora!

Mick agarrou sua perna, fazendo-a cair no chão.

– Por que não fica pra festa?- Joey disse com um beijinho na mão

– Festa?- ela respondeu ainda descabelada, no chão, tentando soltar as pernas do abraço de Mick.

(Ciúmes)

– Vou subir para o quarto gente... Fica a vontade ai Tyne.- Levantei e sai.

Vi minha bateria, tão esperada, montada em meu quarto. Mas como sempre, não demonstrei minhas emoções. Isso é coisa de fracassados...

Simplesmente sentei e comecei a tocar. Batidas suaves... não estava muito afim de fazer barulhos... queria só ficar com meus desenhos e minhas musicas.

Peguei meu violão Ibanez, e comecei a compor mais uma musica.

Enterre todos os seus segredos na minha pele

Desapareça com inocência, e deixe-me com meus pecados

O ar ao meu redor ainda parece uma gaiola

E amor é somente uma camuflagem para o que parece ser raiva novamente...

As lagrimas começaram a brotar em meu rosto a medida que eu tocava.

Então se você me ama, deixe-me ir

E fuja antes que eu saiba

Meu coração está sombrio demais para se importar

Cada vez que lembrava que meu amor estava tão perto, e ao mesmo tempo tão longe. Meu coração se apertava.

Eu não posso destruir o que não está lá

Me entregue ao meu Destino

Se estou sozinho, não tenho o que odiar

Eu não mereço ter você...

Meu sorriso foi tomado há muito tempo

Se eu posso mudar espero nunca saber

*Batendo na porta*

– Ray?- Nathan abriu a porta.

Limpei o rosto rápido.

– Esta bem?

– Estou...

– Estava chorando... Por que?

– Nada não, Joey...

– Me chamou de Joey... O que aconteceu... o que esta fazendo?- ele pegou a folha na mão.- Que musica bonita!

– Obrigada...

Ele sorriu, me abraçou e me deu um beijo na testa.

– Vim avisar que eles já foram embora pra se arrumar pra festa, e mamãe mandou você ir tomar banho, sua fedida!

Sorri e beijei seu rosto.

– Seu bobo!


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.