1942

1 The Final Goodbye


Notas iniciais
Heey, bom, gostaria de agradecer a você que ta lendo... Esse capítulo ficou bem curtinho por que eu meio que chorei pra caramba escrevendo-o, mas os outros vão ficando maiores... A história não é contada exatamente em uma ordem cronológica, eu acho que fica mais legal se for relatando algumas cenas aos poucos... I really wish a lot that everybody loves it!

- Você me promete que voltará? — disse ela ainda abraçada a ele

- Lógico que voltarei! Será em você e apenas em você que eu estarei pensando enquanto estiver lá! — ele respondeu abraçando-lhe mais forte

- Mas é muito perigoso! Somos nós contra o resto do mundo! Isso tudo está muito errado! É uma guerra! Você deveria estar em casa junto a mim! Poderiamos sair durante as tardes, andar de bicicleta, fazer pic-nics! Vamos, você sabe que eu adoro pic-nics! — falou manhosa apertando a farda do amado

- Eu não posso, você sabe disso! Vamos, Celine, você sabe que eu não concordo com essa postura do Füher, mas não posso fazer nada! Sou tão alemão quanto qualquer outro que está combatendo por nossa país! — o jovem disse beijando o topo da cabeça da menina

- Por favor... Por favor, Max. - disse Celine tentando segurar as lágrimas que teimavam em cair por seus olhos

O trem que o levaria para longe já soltava fumaça por suas chaminés. Um longo e alto apito soou por toda a estação central de Berlim. Era hora de partir

Aquela era a despedida dos dois. Celine, a bonita jovem de dezesseis anos chorava silenciosamente abraçada à farda de Max. Ela sabia que a partir do momento em que o soltasse, ele nunca mais voltaria à seus braços.

A guerra estava calorosa. A Alemanha e seus aliados iam perdendo cada vez mais guerrilheiros. Era eminente que um fim fracassados estava próximo do Eixo. Mas o Füher, como a sociedade alemã chamava Adolf Hitler, não desistia.

- Por favor... Eu lhe quero em meus braços. Não em um país estrangeiros, onde correrá perigos por todos os lados. Eu sei Max, eu sei que se você for, nunca mais voltará. Eu sei. — Ela havia perdido o pai e dois irmão na guerra, não queria perder o único que lhe restava. Aquele que foi seu único e maior amor

Eles estavam abraçados no meio da estação central em uma manhã feia de meados de 1942. Ele, Max, havia acabado de completar dezoito anos, e por obrigação, tinha o dever de servir no exército alemão durante a guerra.

- Não diga isso, Celine! Você sabe que eu voltarei – ele levantou o rosto vermelho e inchado da menina, beijou a ponta de seus fino nariz e continuou – Voltarei, pois estando onde que que esteja, estarei pensando em você. E isso me dará força. Me dará força para levantar-me e seguir em frente

- Por favor, meu amor. É tudo que lhe peço. Nós daremos um jeito! Podemos fugir! — ela voltou a esconder o rosto no peito do amado

-Não diga isso. É meu dever. Não posso deixar que milhares de inocentes corram perigo em meu lugar enquanto eu fico com você. Seria muito injusto

O apito do trem soou novamente. Era a hora de partir. Ambos sabiam, ambos odiavam e ambos não queriam admitir. Era evidente. Aquele era a despedida final.

Max e Celine. Celine e Max. Talvez apenas mais um casal que se despedia na grande estação central de Berlim. Talvaez apenas mais um dos casais que se despediram em toda a Segunda Guerra Mundial. Em Berlim. Na Alemanha. Nos domínios Alemães. Na Europa. No mundo. Ou não.

Mas, com certeza, o mais lindo dos casais que fizeram sua despedida final no meio do caos catastrófico da grande guerra.

Eu te amo – ele disse, finalmente. A primeira e última vez que disse a frase em frente a ela

- Eu te amo, sempre amei e sempre irei amar, Max – ela disse

- Vamos, Max – outro dos garotos que haviam recém completado seus dezoito anos chamou o refém do Cupido. Este já havia se despedido da namorada

- Max... Eu amo o seu nome – disse ela se afastando do abraço do amado

- Eu te amo por inteiro. Adeus, meu amor. Adeus, Celine – ele falou pegando as duas malas de couro que todo esse tempo aguardavam ao lado dos corpos dos jovens

E ele se foi. Virou as costas e seguiu em direção ao trem que já se preparava para partir

- MAX! — a menina gritou, fazendo o outro se virar.

O rapaz largou as malas no chão e correu ao encontro de sua amada. Celine agarrou seu pescoço e Max a levantou, selando um beijo apaixonado em sua boca doce

- Sem você, eu não vou conseguir continuar. Estou fazendo isso para o seu bem, para o bem dos filhos que nós um dia ainda teremos. Espere-me, Celine. Espere-me. Fique segura, pois se algo lhe acontecer, meu mundo desabará e eu não conseguirei mais me erguir. Você é a razão de meu viver, amada. Eu te amo mais que o mundo – disse Max a colocando de volta ao chão

- Cuide-se – a única coisa que ela conseguiu dizer. As lágrimas descontroladas rolavam grossas por seu rosto bem arrumado, manchando todo o vestido que escolhera tão cuidadosamente para aquele momento. A última vez que veria o amor de sua vida

Max embarcou no trem, e a única coisa que pode ver foi Celine enxugando uma lágrima de sua face e acenando com a mão livre.

- EU TE AMO! — gritou ele enquando o veículo se movia lentamente para fora da estação

Notas finais
Oi de novo! Bom, desculpem pelos erros de formatação, é que são 3h da manhã e meu pc ta dando piti aqui... E, sabe, um review não mata ninguém, ta?! Beeijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.