Capítulo 9

Carlisle POV

Um dia me resolvi a comprar um anel de noivado e finalmente pedir Esme em casamento. Passando em frente a uma joalheria entrei e escolhi um anel que serviria perfeitamente. Com meus olhos eu sabia a medida do dedo da minha amada, e o anel ficaria perfeito. Era um solitário com uma linda Esmeralda – pedra da medicina, com propriedades curativas se imagina.

Ao voltar para casa, convidei Esme para dar um passeio na floresta, e também nós precisávamos caçar. Com o tempo ela passou a não mais rasgar os vestidos durante as caças. Eu sempre me maravilhava com sua beleza. Ela parecia cada dia mais radiante, em parte eu sabia que era por causa do alívio de não viver mais oprimida pelo ex-marido.

Em um momento me ajoelhei perante ela e pedi se ela me daria a honra de se casar comigo. Ela respondeu que sim – se ela pudesse chorar tenho certeza que estaria chorando. Me levantei, ela me puxou para si e imediatamente trocamos um longo e fogoso beijo. O mais intenso de todos até agora.

De repente ela pareceu se lembrar de algo:

– Que dia é hoje?

Ela nunca havia pensado em tempo antes, ao menos eu imaginava, não depois que havia toda eternidade para viver. A respondi:

– Hoje é dia 21 de Novembro, meu amor.

– Oh!

– Que foi, querida?

– Há exatamente um mês meu filho nasceu.

– Oh! – agora foi a minha vez de suspirar. Eu não sabia o que fazer. – Sinto muito.

– Não precisa sentir. Foi um dia maravilhoso que eu não quero esquecer nunca. Mas agora parece tão difícil pensar nele. Eu não consigo ver.

– Isso porque você é uma recém-criada, Esme. Com o tempo suas memórias humanas, vão voltar. Quer dizer aquelas em que você pensar mais vão ficar mais nítidas.

– Quando podemos nos casar, Carlisle?

– Amanhã mesmo se você quiser.

– Amanhã.

– No papel, amanhã. Na igreja, só mês que vem.

Ela me beija contente. Um sorriso brilha em seus olhos cor de avelã:

– Eu te amo, Carlisle. Você é o melhor do mundo. Tenho sorte em ter você.

– Eu também te amo, Esme querida. – a seguro em meus braços, contra meu peito, em meu colo. As mãos dela passaram em torno de meu pescoço. – Eu é que tive sorte que você correspondeu meu sentimento por você.