Jean bateu à porta de Cleiton várias vezes, mas o rapaz não respondia aos seus chamados. Ficou arrependido de não ter aceitado o convite do modelo. Agora queria se redimir.

— Senhora, o rapaz que vivia aqui não responde?

— Meu jovem, ele foi embora ontem. Do nada saiu do apartamento.

Jean suspirou.

Enquanto isso, Valêncio foi até a síndica do prédio a fim de saber sobre Ferdinand Hugo.

— Não temos nenhum morador com esse nome. Mas há dois moradores que alugam apartamentos. Pode ser que um desses inquilinos é o homem que procura.

Dito e feito. Um tal Aristides havia alugado um apartamento no primeiro andar há cinco meses para um rapaz de São Paulo chamado Cleiton Morais. Infelizmente não era o nome do moço que ele queria.

— Chefe, conseguiu alguma coisa?

— Não. Acredito que eu esteja enganado e o assassino nunca esteve no meu prédio.

— Pois eu tenho algo bom. A foto do meliante que o Roberto deu.

A fotografia mostrava um rapaz com rosto de adolescente, franzino, bonito, caucasiano. Qualquer garotinha na puberdade se interessaria nele.

— Acho que eu já vi esse cara em algum canto.

— E se esse cara for um conhecido daquela professora?

O próximo passo da investigação era mpstrar a foto do suspeito para a professora Socorro. Ela reconheceu na hora.

— Eu o reprovei uns dez meses atrás, porque ele descaradamente pescou na prova de admissão do cursinho.

— Tem certeza que é ele?

— Ferdinand? Sim. Aquele menino é um sonso. Sempre dava em cima de uma garota ou de um garoto.

A mente de Valêncio despertou quando se lembrou que Ferdinand Hugo estava conversando com Jean Jacques dias antes.