Notas iniciais
Nome do captulo maior que o de usual...
Estranho.
---> Best Shot- Birdy (feat. Jaymes Young)
https://www.youtube.com/watch?v=nXXPAMLu__M

Sintam-se vontade para comentar, opinar, argumentar, discutir e compartilhar ;)
AH

- Você me liga quando chegar em casa, ou manda uma mensagem, deve estar tudo deserto por aí. — Molly beijou a bochecha de Meena, que correu quando viu seu ônibus virando a esquina e gritou um 'Okay'.

Molly suspirou e já ia fechando a porta, quando Sherlock entrou de rompão, segurando a porta.

-Preciso de um auxílio. — Ele disse em uma respiração.

-Não posso Sherlock, hoje é Ano Novo e...

-E não há ninguém mais agradável do que eu para passar a virada do ano, no necrotério, sua segunda casa, não acha? — Sherlock deu um sorriso falso e começou a caminhar rapidamente para o laboratório de toxicologia, não deixando tempo para Molly processar direito.

Ela revirou os olhos e o seguiu, fechando a porta com força.

-Na verdade Sherlock, eu não posso passar o Ano Novo com você, eu tenho que voltar para casa... Toby está sozinho.

-Ligue para a sua vizinha! Qual nome dela mesmo... Lasteg? — Sherlock empurrou as portas do laboratório, mas ele precisava do cartão para poder entrar, estendeu a mão aberta para Molly e enrugou a testa quando viu que ela não lhe atendia. — Ah, vamos lá, Hooper. Quanto mais rápido você ceder, mais rápido eu vou para casa.

-Não posso ficar, Sherlock. — Molly estava de braços cruzados perto da porta. — Lasteg é o sobrenome dela, e realmente, Lilianne tem 15 anos, ela deve estar em algum lugar com a família, os amigos. Toby tem medo dos fogos, tenho que voltar.

-Os fogos só começam em uma hora, Molly, me dê meia hora. -Ele insistiu. — Ou deixe o cartão comigo.

-Não será hoje, e nem amanhã que você vai conseguir esse cartão de mim, Sherlock. Não sou Greg. — Ela bateu o pé no chão e suspirou. — Meia hora.

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Meia hora depois Sherlock estava observando uma Molly impaciente, batendo com os dedos na bancada enquanto esperava o resultado de um fungo que Sherlock tentou desenvolver em uma meia velha.

Molly se levantou e tirou o jaleco, indo para o vestiário.

-Eu vou me trocar, quando voltar, quero você pronto para ir embora. — Ela exigiu, olhando para o relógio.

Dito e feito, mas quando Molly voltou, Sherlock estava adicionando algo a uma placa de petri, e jogando alguns experimentos no lixo.

-Segure isso para mim, por um momento, eu vou terminar em casa... Já que você não quer que eu termine a experiência...

Sherlock foi interrompido por várias explosões simultâneas e provavelmente coloridas, alguns milissegundos depois por um barulho de vidro se quebrando, ao seus pés.

Sherlock iria protestar por sua falta de equilíbrio e provavelmente mais alguma coisa que a insultaria, mas ele parou.

Molly Hooper estava congelada, branca como um papel, os dedos ainda na mesma posição, olhando para o nada.

-Molly? — Ele sussurrou, acenando com os dedos em seu rosto.

Algo faltava naquela cena... Sherlock coçou seu queicho, e voltou alguns segundos. Assim que percebeu, agarrou os pulsos de Molly e a puxou para um banco.

-Molly, respire. — Ele ordenou com uma voz firme. — Eu quero que você se acalme e respire, vamos lá.

Sherlock fez movimentos circulares em suas costas, negando a se dar por preocupado, até Molly dar uma profunda respiração e o olhar em desespero, sentindo-se doente e começando a transpirar.

-Me tire daqui. — Ela pediu, e Sherlock nem esperou para ouvir o resto da sentença antes de agarrar os ombros da morena e a impulsionar para fora do hospital.

Ele gritou para um dos enfermeiros que estavam pegando soro em um dos armários para trancar as portas e pedir para limparem a confusão. O enfermeiro o olhou bravo, mas logo olhou para Molly e arregalou os olhos.

-Por que a Molls ainda está aqui? Tire-a daqui! — Sherlock cerrou os dentes, se dizendo mentalmente que o rapaz era americano, então era por isso que fazia essas perguntas estúpidas. Hollywood, mas mesmo assim, não pode morder sua língua a tempo.

-É exatamente isso que estou tentando fazer, Edward Cullen. — Ele rosnou.

Se jogou na frente do primeiro taxi que pôde ver, e empurrou Molly para dentro.

Pessoas que entram em choque com barulhos de fogos no reveillon é melhor estarem em seu ambiente, confortáveis e apertadas em vários cobertores, correndo o risco de entrar em choque, mas com menos tempo de duração. E para isso, ele precisava levar Molly para qualquer fonte de conforto que pudesse lhe dar, sendo assim, o gato listrado era o ponto em vermelho no mapa.

-Por que exatamente você veio para o trabalho hoje sua maluca? — Ele tirou seu casaco e a cobriu com ele.

-Um assassinato, uma overdose e um guarda municipal com problemas de digestão. — Ela respondeu, tentando controlar a respiração, apertando o banco de couro do carro.

-E eles tiveram que incomodar a melhor patologista, claro.

-Eu disse... — Ela apertou mais o banco e deu uma respiração forte quando outros fogos soaram ao longe. — Eu disse que estaria disponível em qualquer horário, qualquer dia.

-E depois eu sou viciado em trabalho.

-Casado. — Molly corrigiu.

-Na verdade, tivemos uma DR ultimamente. — Ele tentou a distrair, quase matando o motorista por dirigir tão devagar. Ele não sabia como cuidar de uma pessoa em colapso, e a casa de John não era razoavelmente perto, ainda mais se ele estivesse com Harriet. — Ela não estava me oferecendo bons casos, fracos, nem chegavam em um três. Dois deles eu resolvi pelo telefone.

-Talvez você precise de férias. — Ela riu sem fôlego.

-Talvez. — Ele deu um meio sorriso e tirou do bolso uma nota de 10 que pagaria a pequena jornada, jogou-a no motorista antes mesmo que o carro parasse.

Arrastou Molly para dentro de casa, arrancando as chaves do bolso externo de sua bolsa.

Ele a puxou para dentro de casa, procurando o gato. O ordinário não estava por perto quando ele precisava.

Abriu a porta da cozinha e lá estava. Sherlock pegou o gato e o deu para Molly, que o abraçou.

-E agora? — Ele olhou pela sala, e só viu um emaranhado de cobertores e uma caneca de chá suja em cima da mesinha de centro.

-Você pode ir, obrigada. — Ela corou e colocou o gato no chão. -Eu vou fazer um chá e... Entrar na banheira, ou algo assim.

-Entrar na banheira e morrer afogada. Lindo. -Ele a olhou bravo, e ela arqueou uma sobrancelha.

-Sem água.

-Então...?

-Me acalma. O banheiro tem isolamento sonoro. — Ela pegou alguns cobertores e levou para o banheiro, ele podia ouvir a sua voz de lá. — Não é muito eficiente, mas...

-Mas eu vou poder ficar tranquilo que você vai lembrar de respirar?

-Talvez.

-Encantador. Eu vou ficar. — Ele tirou o casaco e jogou dramaticamente na cadeira.

-O que? Mas você não...

Fogos soaram por perto, altos e secos. E alguns cachorros latiram também. Molly se sentou no chão com a cabeça entre as pernas, Toby se sentou ao seu lado.

-Molly? — Sherlock se ajoelhou ao seu lado e encostou o ouvido em suas costas, e bufou. — Pelo amor de deus, mulher, respire.

Ele fez círculos em suas costas novamente.

-Vamos lá, vamos para a banheira. — Ele a ajudou a se levantar, com cuidado.

A deitou na banheira e se deitou do lado, apertando-a contra si. Alguns outros latidos soaram e ele a sentiu enrijecer.

-Misofonia?

Ela assentiu.

-Causa?

-Acidente de carro. — Ela disse rapidamente.

-Quer falar mais sobre? — Ela negou, e ele bufou, ele precisava distraí-la, pelas suas contas o festival de fogos iam começar em poucos minutos. — Bem, eu quero ouvir.

-Eu tinha nove anos, o caminhão derrapou no gelo e bateu no nosso carro, de frente. Quebrei meu fêmur e duas costelas, meu pai ficou sem visão no olho esquerdo, quebrou uma perna e grande parte de suas costelas, minha mãe morreu com uma perfuração no pulmão. — Ela franziu o nariz. — Eu não tenho tanta certeza sobre isso, mas... Eu não podia fazer autópsias na época.

Sherlock riu com o comentário, e beijou sua testa.

-Mas por quê a misofonia?

-A maldita buzina, e os pneus. — Ela estremeceu. — Os fogos me lembram a batida. Sempre tive ouvidos sensíveis.

E o festival de fogos começou. Molly soluçou e congelou. Sherlock se esticou para fechar a porta e abraçou de novo.

-Cante alguma coisa para mim, fale comigo. — Ele pediu em um tom exigente.

-Não consigo. — Ela disse em um tom sufocado, lágrimas escorreram por suas bochechas.

-Tudo bem então, relaxe. — Ele mesmo encolheu quando um som soou muito perto. -Ah... Se concentre em mim, ok?

When your sky is dark

And the Earth is shaking your bed

Your hope is at its end

You just need one friend

-Droga... — Ele riu. — Eu não lembro o resto.

Ela sorriu e escondeu o rosto em seu pescoço.

I'll be here, giving it my best shot

Baby, your love's got all that I need

Here, crying from the rooftops

Nothing can stop us if we believe

-Mentiroso, você lembra. — Ela riu quando o sentiu cantar junto com ela.

-Você tem voz de criança, continue,...

Here, giving it my best shot

Baby, I find that we can be free

When you're here, here with me

-Eu não acredito que você disse isso, cantando ainda por cima. — Molly riu, e Sherlock franziu a sobrancelha.

-Disse o que?

-Baby. Não é a sua área.

-Ah não é? Baby, baby, baby ohhh.- Sherlock cutucou suas costelas, fazendo cócegas.

-Socorro! Justin Bieber está na minha banheira! Cadê o Orlando para tirar ele daqui? — Molly fingiu desespero e tentou se desvencilhar dos braços do "Justin".

-Justin Bieber? Sou mais o Justin Timberlake. — Ele jogou os cabelos para trás.

-Aham, vai, rei do pop. — Ela brincou. -Obrigada, Sherlock.

-Shiu, que eu me lembre a música não acaba assim.

-Aonde você ouviu Birdy?

-Na rádio.

-Mentiroso.

-Se eu te contar, você não vai acreditar. — Ele respondeu, misteriosamente, mexendo as sobrancelhas.

-Ah vai, eu acredito, no máximo dos máximos você foi no cinema assistir 'A Culpa é das Estrelas'. — Sherlock ficou quieto. — Você só pode estar de sacanagem.

-Eu estava curioso. — Ele corou, admitindo.

-Sherlock, o detetive consultor, o único no mundo, aderiu as modinhas. — Molly tampou os olhos. — O mundo vai acabar! Mas eu ainda nem casei!

-A música, Molly.

-A próxima eu escolho.

When you can't find your way

And all around you walks as deep and gray

The stars fall from above

And your barely holding on my love

(Holding on my love)

Here, crying from the rooftops

Nothing can stop us

If we believe

Here, giving it my best shot

Baby, I find that we can be free

When you're here, here with me.

-Own, que fofo. — Molly riu. — Eu estou fazendo um dueto com Sherlock Holmes, o ano já pode acabar.

Gritos e fogos soaram do lado de fora do banheiro.

-Desejo concedido. — Ele beijou seus lábios levemente. — Feliz ano novo, Molly Hooper.

-Feliz ano novo, Justin Bieber.

Notas finais
Quem gostou comenta! Ehhhh
Feliz ano novo... Só que não.
Calma gente, ainda não. Falta um pouco.
Espero que tenham gostado, e que comentem, hehe.

PS: Para quem não entendeu a referência de 'chamar o Orlando', é que o Orlando Bloom (Legolas, Will Turner...) deu um socão na cara do Justin, então... ♥ Muita gente ama ele agora!
AH
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!