18° Desafio Sherlolly

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Desafio dado, é desafio cumprido!
Agradeço de coração a Lê pela ajuda ♥
Misturei uma ideia que tinha vontade de escrever com o tema do desafio dessa semana, espero que apreciem o resultado,
a história é na visão do Sherlock,

Boa leitura!

Era noite de sexta feira, eu tinha sido convidado para ir jantar com John e Mary em comemoração ao primeiro ano de casamento. Uma parte minha desejou que Lestrade tivesse algum caso para mim, assim teria uma desculpa para não ir, mas pelo jeito Mary deve tê-lo ameaçado a não me dar nenhum caso hoje à noite, pois nem minhas ligações ele atendia.

O fato é que eu sabia que além de mim, Molly também havia sido convidada, mas até ai tudo bem. O problema é que eu evitava a companhia de Molly deliberadamente, tudo porque não sabia lidar com o que ultimamente vinha sentindo pela legista do St Barts, e ir à um jantar onde obviamente eu seria sua companhia não ia tornar as coisas mais fáceis.

Propositalmente escolhi usar a camisa roxa. Só porque eu não saber lidar com o que sentia, não significava que não gostava das reações de Molly a mim. Terminei de me vestir, baguncei os cabelos para dar o toque final, peguei meu casaco, cachecol e saí.

O táxi me levou ao hotel onde os Watsons tinham reservado a suíte para o jantar. No caminho recebi uma mensagem de Molly, pedindo que eu a esperasse no saguão para subirmos juntos. Não a esperei mais que cinco minutos, mas foi tempo suficiente para avaliar todas aquelas pessoas ali.

— Boa noite, Sherlock. – me cumprimentou. Estava observando uma moça recém-casada que estava ali para encontra-se com seu amante, e quando virei-me para olhá-la, tossi para disfarçar, pois na verdade queria ter certeza que minha voz ainda existia.

Observei Molly de cima à baixo, reparei em todos os detalhes, desde o vestido vermelho de alças e saia rodada abaixo dos joelhos, justo nos lugares necessários, até os cabelos soltos que formavam pequenas ondas e na maquiagem discreta. Estava linda.

— Boa noite, Molly. – respondi, ia comentar sobre ela ter ficado vermelha sob meu olhar, mas deixei passar — Vamos?
Subimos de elevador até o último andar. Molly permaneceu todo o percurso de olhos fechados, e notei que suas mãos tremiam. A porta mal abriu e ela já estava do lado de fora, visivelmente aliviada. Será que ela tinha medo de elevadores?

Mary e John vieram nos cumprimentar alegremente, conversamos um pouco e logo a janta foi servida. Após a terceira taça de vinho já sentia meu corpo mais leve, não que eu ainda não tivesse minha parte racional no controle. O jantar em si acabou sendo muito agradável, mas obviamente John e Mary queriam comemorar a sós também.

— Eu já vou, obrigada pelo convite! – Molly disse se levantando, despediu-se do casal e ia em direção ao elevador.

— Te acompanho até em casa, Molly. – disse alto o suficiente para que ela ouvisse e me esperasse. Eu que não iria ficar e atrapalhar a comemoração particular do casal. — Boa noite Watsons. – me despedi de ambos e alcancei-a, estava encostada ao lado do elevador.

Apertei o botão e segundos depois a porta se abriu e pelo canto do olho vi Molly respirar fundo antes de entrar. Assim que a porta se fechou tive que perguntar, mesmo tendo certeza que elevador não era o meio favorito dela.

— Com medo de elevadores, Molly? – suas mãos estavam fechadas em punhos ao lado do corpo, e antes que ela respondesse ouvimos um estalo e o elevador parou, eu ia apertar o botão para avisar a segurança quando recebi uma mensagem no celular.

''Não adianta avisar a segurança, vocês só saem daí quando se acertarem. — JW''

Molly também lia uma mensagem em seu celular, provavelmente igual a minha, só que o remetente era Mary. Aquilo seria um plano bem arquitetado daqueles dois, se ela não tivesse fobia de elevadores. Molly se encostou em uma das paredes como se pudesse desmaiar a qualquer momento, me aproximei.

— Molly?! Você está bem? – sua respiração estava pesada e acelerada, segurei uma de suas mãos, que estava gelada e suada, apertei seu pulso e senti a pulsação acelerada, ela começava a tremer. Passei os braços em torno dela e a trouxe para perto de mim.

— Molly, não vai acontecer nada, eu estou aqui – disse em seu ouvido. Ela estava à beira de um ataque de pânico, se realmente tivesse um ataque ali dentro, existiria um ou dois Watson a menos no mundo.

Ouvi-a inspirar e expirar algumas vezes, aos poucos a senti relaxando em meus braços, parecia estar controlando o pânico que momentos atrás aparentava tê-la dominado.

— Concentre-se em mim, me conte o que levou ao se medo. – pedi.

— Quando eu era pequena, eu estava brincando e caí em um buraco que costumava ser um poço, fiquei quase dois dias presa até me encontrarem, desde então tenho medo de ficar em ambientes fechados, evito-os sempre que posso.

— Está mais calma? Você não está sozinha, Molly. – senti ela balançar a cabeça afirmando.

— Raramente tenho um ataque desses, sempre que acontece uso o condicionamento contrário, foi o que me ajudou a diminuir minha fobia, mas isso não significa que eu vá gostar de ficar presa no elevador, mesmo sendo... – interrompeu o que dizia, eu sabia quais eram as prováveis palavras que completavam sua frase, ainda assim queria ouvi-las.

— Mesmo sendo...? – instiguei-a a continuar, eu sabia que ela não diria em voz alta. Senti Molly passando os braços por minha cintura, me abraçando. Eu tinha plena consciência de sua presença física naquele curto espaço, então apreciei a fragrância que emanava dela, essência única e pura de Molly Hooper, aproximei meu rosto de seu pescoço, passei o nariz na base de sua orelha, vi sua pele se arrepiar e sorri.

— Sherlock... – inclinei meu rosto na direção do seu e pressionei meus lábios contra os dela, ela os abriu dando passagem para minha língua. Apertei seu corpo contra o meu, senti uma de suas mãos agarrar meus cabelos, a outra traçava um caminho subindo e descendo por minhas costas.

A atmosfera que nos envolvia rapidamente mudou. Molly que a minutos atrás quase entrou em pânico, agora estava se entregando a paixão que eu sabia que ela sentia por mim, e eu, que até então, não sabia como lidar com o que vinha sentindo por ela, me entregava e me deixava ser tomado por esse sentimento.

Eu enlouquecia a cada carícia, a cada toque delicado, nem em minhas fantasias mais loucas eu imaginaria que fosse me entregar ao amor que passei a nutrir por Molly. Estremeci quando senti seus lábios em minha orelha.

— Tem certeza que quer continuar? – sussurrei, minha voz saiu mais grave que o costume, percebi um arrepio percorrer seu corpo, ela sabia ao que me referi.

— Segundo um certo casal, saímos daqui só quando nos acertarmos... – sua voz saiu entrecortada, pressionei meu corpo contra o seu, ela puxou meus lábios para os seus, beijando-me com desejo.

Nos livramos de algumas peças de roupa desnecessárias, nossas mãos nunca deixavam o corpo do outro, com um movimento rápido suspendi-a o ar, ela envolveu suas pernas em minha cintura, favorecendo o contado de nossos corpos, Molly gemeu em minha orelha quando nossos corpos se conectaram.

Onde quer que ela tocasse em minha pele, um rastro de calor era deixado, eu me desintegrava aos seus toques, me deliciando com as sensações que se espalhavam por meu corpo, pelo som rítmico de nossa respiração e gemidos. Sabia que estávamos perto do clímax, Molly arqueou as costas e gemeu meu nome, se entregando ao orgasmo. Suas unhas cravaram em minhas costas, e abafei meus gemidos em seu ombro ao ser arrastado pelo intenso orgasmo.

Deixei que meu corpo desabasse lentamente no chão, puxei Molly junto comigo, seus dedos se enrolavam em meus cachos de maneira tranquila enquanto nossas respirações se acalmavam.

O toque de mensagens do meu celular ecoou, peguei o aparelho, era John.

''Espero que tenham se acertado, Mycroft está a sua procura, logo o elevador deve voltar a funcionar — JW''

Chegou outra logo em seguida.

''Agradeça a Mary depois, por se lembrar de desligar as câmeras de segurança desse elevador -JW''

Revirei os olhos, apesar do que aconteceu Molly quase teve um ataque com o planos dos dois, que eles imaginassem o que quisessem.

— Molly, é melhor nos recompormos, meu irmão está atrás de mim e não deve demorar a me encontrar – ela riu da expressão que fiz.

Em pouco tempo Molly e eu estávamos devidamente recompostos, ouvimos um barulho e o elevador voltou a funcionar, segurei a mão dela e apertei, a porta se abriu e Mycroft estava nos esperamos no saguão com seu sorriso cínico.

— Olá Sherlock... Molly – tive que me esforçar para não rir da expressão de meu irmão ao correr seus olhos de Molly para mim, vi ela ficar vermelha. Obviamente ele deduziria o que se passou, escondeu sua incredulidade com sua típica falta de interesse no resto do mundo antes de voltar a falar — Tenho um trabalho para você.

— Se deu ao trabalho de vir até aqui para me dizer isso, ou simplesmente queria ver com seus próprios olhos o que pensou que aconteceria quando soube que fiquei preso no elevador com Molly? – ele estreitou os olhos — Hoje estou ocupado, amanhã, tchau, Mycroft.

Puxei Molly pela mão até a saída. Talvez meu irmão deve ter me mandado para um lugar nada agradável. Pegamos um táxi rumando direto para Baker Street, o que quer que precisassem de mim ia esperar. Ela passou os braços por meu pescoço ao saímos do veículo, peguei-a no colo, entramos e tentamos em vão chegar até meu apartamento em silêncio. Certifiquei-me de trancar a porta para garantir que ninguém nos incomodaria.

Notas finais
O que acharam dessa meia-fugida que dei no tema? Don't be shy, comentem anyway :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!