Notas iniciais
Perdoem-me se acharem algum erro, revisei umas dez vezes hahaha e como estou momentaneamente sem meu word e o word pad não corrige, anyway, espero que apreciem, música para quem quiser ~> https://www.youtube.com/watch?v=L9a9nvzwF1I Boa leitura!

No dia seguinte após a noite da festa de Halloween a maior parte do campus se recuperava da ressaca pós festa, Molly caminhava pelos corredores da faculdade, tinha acabado de sair da sua aula de anatomia e precisava terminar um trabalho importante sobre a matéria. Estava passando por uma das salas quando ouviu um barulho, abriu a porta e deu de cara com Sherlock chicoteando um cadáver.

— Então é assim que pratica suas fantasias? Amigo... – implicou anunciando sua presença.

— O álibi de uma pessoa depende dessa experiência, amiga – justificou ao reconhecer a voz, virou-se para encará-la.

— Arrã.

— Se quiser, posso te ajudar com seu trabalho de anatomia.

— Quem disse que preciso de ajuda?

— Esqueci de mencionar, sou bom em deduzir as pessoas. E caso aceite, depois podemos tomar um café, o que acha? É o que amigos fazem – disse sorrindo, Molly não pode deixar de sorrir e aceitou a proposta.

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Depois que o mau entendido se tornou uma grande amizade, Sherlock e Molly nunca passaram tanto tempo separados um do outro, se ajudavam desde a faculdade e continuou assim quando precisava de ajuda nas análises de algum caso. Faziam poucos dias que Molly estava viajando, Sherlock tinha acabado de chegar no ginásio para praticar boxe com seus amigos, John, Lestrade e Anderson.

John era formado em medicina, tinha dividido o quarto com ele durante a faculdade e serviu por um tempo no exército. Lestrade era o detetive inspetor da Scotland Yard que sempre procurava Sherlock pedindo ajuda com algum caso. Anderson era advogado e também tinha um emprego num dos setores da polícia de Londres.

— Podíamos visitar o novo bar após o treino – sugeriu John.

— Não, posso... – Lestrade disse ao grupo — Hoje tenho que ir ao teatro com minha esposa.

— Teatro? Fala séiro! O que você faz de interessante depois que sua esposa te castrou? E John ainda pretende casar um dia! – Sherlock dizia enquanto se preparavam para começar o treino.

— Casamentos não são tão ruins assim.

— Nisso eu concordo com Lestrade, sem casamentos, sem divórcios, e sem divórcios eu não teria meu apartamento na cobertura – Anderson comentou.

— Está perdendo a melhor parte da sua vida – Lestrade defendia o casamento.

— Esse ai – Anderson apontou para Lestrade — A mulher fica tão em cima, que nem pode ter fotografia de modelos de biquíni no computador que ela pega no pé.

— Achei que não íamos tocar nesse assunto. Você é solteiro, e tem sido solteiro desde... Qual era o nome dela? – perguntou a Sherlock.

— Louise.

— Desde que Louise trocou você por Sherlock no segundo ano, você nunca mais foi o mesmo.

— Traumatizado – Sherlock disse importunando.

— Você não faz ideia de como é bom ter alguém sempre esperando por você haja o que houver.

— Estou com ele – concordou John.

— E você não faz ideia de como é dormir com uma mulher diferente a cada noite – defendeu-se Anderson.

— Você tem o melhor dos dois mundo Sherlock – admitiu John.

— É verdade, eu durmo com quem eu quero e ainda continuo saindo com Molly, é a vida perfeita.

— Talvez não para Molly.

— Explique o que quis dizer Lestrade.

— Oras Sherlock, Molly é uma mulher.

— Isso eu sei.

— Ela está beirando os trinta, por acaso você acha que final feliz para ela é ir pra casa encontrar você depois de ter transado com outra?

— Realmente é pra parar e pensar – apesar de admitir para o amigo as coisas boas que ele tinha, John não pode deixar de concordar com Lestrade.
Eles tinham terminado de se preparar, se dividiram em duplas e começaram a praticar.

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Molly despertou sonolenta com o toque do celular, tentou atender com a maior coerência que o sono aquela hora da madrugada permitia.

— Alô?!

— Oi.

— Como é que está o tempo ai em Vancouver?

— Está ótimo, só que eu estou em Los Angeles.

— Ah é! Até esqueci.

— É madrugada aqui Sherlock.

— Já visitou a Calçada da Fama? It's LA baby – Sherlock riu da própria piada ruim.

— É importante? – Molly perguntou sobre o que ele tinha ainda tinha a dizer.

— Adivinha o que aconteceu?

— O quê?

— A bacia parou de incomodar?

— Bacia?

— É, a bacia da Sra Hudson.

— Legal, Sherlock...

— Fala.

— Eu vou voltar a dormir.

— Ah tá, me desculpe.

— Te amo.

— Boa noite e me – a ligação foi interrompida.

No outro dia Sherlock ligou para uma das mulheres com quem saia, levou-a para darem uma volta na loja que tinha ido a procura do presente de casamento.

— Tem muita coisa velha aqui – queixou-se.

— Por isso é interessante.

— Vamos fazer um lanchinho – disse arrastando Sherlock pelo braço.

— Vamos ficar mais um pouco aqui.

— Ai... Mas eu não gosto de velharia – disse usando um tom de voz infantil.

— Porque você está falando igual garotinha?

— Tô nada.

Desistiu de ficar na companhia dessa mulher que só estava o entediando. De tarde decidiu convidar uma outra para irem a padaria que estava acostumado a ir com Molly, alguns poucos minutos que permaneceram na fila, e essa mulher também começou a reclamar.

— A fila está enorme! Não podemos ir a outro lugar?

— Não, esse é a melhor padaria do mundo! Por isso vale a pena esperar. Vamos fazer uma brincadeira, que tal? De adivinhar.

— Tá bom, a gente pode brincar.

— Adivinha o que eu vou pedir?

— Porque?

— Vai ser divertido, você vai ver, tenta aí.

— Hm... Um biscoito? – tentou.

— Não, você precisa ser mais específica, qual o tipo de biscoito.

— Um biscoito bem grande?

Pelo amor de Deus! pensou Sherlock, sentiu uma imensa vontade de ser tremendamente indelicado, por fim optou por desistir da companhia dessa mulher também.

A ligação foi feita do outro lado do Oceano, a interlocutora estava em um pub tomando uma taça de vinho, o celular exigente tocou em cima da mesinha de cabeceira de um quarto.

— Sherlock, seu celular está tocando! – a mulher com quem estava avisou, ele saiu do banheiro, jogou-se na cama e pegou o aparelho.

— Alô?! Alô?! Droga!

— O que foi?

— Perdi uma ligação importante.

— É porque você é importante.

Parecia que as forças que controlavam o Universo impediam que Sherlock e Molly se falassem por telefone, pequeno fato que começou a irritá-lo e que ele descontou atirando na parede de seu apartamento aquele dia mais tarde.

Chegou ao seu limite quando saiu com uma outra mulher, levou-a no restaurante italiano que tinha ido no outro dia com Molly, ela insistiu que eles deviam reproduzir a cena em que A Dama e O Vagabundo jantam, o que levou a um completo desastre no momento em que ela esbarrou no prato e derrubou macarronada em Sherlock.

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Molly estava caminhando pelas ruas de Los Angeles a caminho do seu hotel, caia uma chuva torrencial na cidade, e mesmo com seu guarda-chuva sabia que até chegar estaria praticamente toda molhada, ouviu seu celular tocando no bolso, atendeu no terceiro toque.

— Alô?!

— Alô?! Oi?! Molly?!

— Sherlock?! – a ligação estava péssima, chiando e cortando.

— Oi?! Alô?!

— Sherlock é você?!

— A ligação tá falhando!

— Sherlock, eu tô no meio de uma tempestade! Olha só, te ligo quando chegar no hotel – no segundo que se distraiu para guardar o celular no bolso, bateu um vento mais forte e levou seu guarda-chuva para longe.

Sherlock tocava seu violino quando seu celular tocou, deixou o instrumento de lado para atender a ligação.

— Alô?! – não obteve resposta, retornou e caiu na caixa de mensagens de Molly, soltou o ar com força — Odeio Los Angeles! – resmungou se jogando na sua poltrona.

Parecia que os assassinos de Londres estavam de férias, não aparecia nenhum caso empolgante para mantê-lo ocupado e não tinha a menor força de vontade de iniciar algum experimento novo.

Renunciou completamente a companhia de outras mulheres, foi tomar café em uma padaria sozinho, lá pediu um pedaço de bolo branco e outro de chocolate, ignorou completamente a mulher na mesa ao lado que claramente flertava consigo, desistiu do café solitário, deixou o dinheiro em cima da mesa e foi andar um pouco pelo parque.

Passeava perto do lago quando avistou um casal de idosos tentando afastar o pequeno barco em que estavam da margem, Sherlock foi ajudá-los, eles agradeceram, observou os dois juntos alguns segundos, suspirou.

Estava se aquecendo para o treino de boxe, socando o saco de areia pendurado no ar, quando ouviu John lhe chamar, pelo visto tentava atrair sua atenção a algum tempo.

— O que está acontecendo Sherlock?

— Desembucha – pediu Lestrade, nunca tinham visto o amigo indiferente ao que se passava em seu redor.

— Sei lá, acho que gosto da Molly – os amigos pararam o que faziam ao ouvir essas palavras — Vamos continuar – ninguém tinha se mexido, socou mais duas vezes o saco — Eu não sei, mas sem ela é como se faltasse alguma coisa, talvez a vida não seja só sair transando por aí – deu um último soco no saco.

— Essa eu não saquei – Anderson não acreditava que tinha ouvido as últimas palavras.

— Não caiu a ficha Sherlock – Lestrade que o encarava, desviou o olhar para John que o conhecia a mais tempo que os outros para ver se ele tinha entendido algo.

— Vamos continuar – voltou a socar o saco de areia, ignorando os amigos por hora, ninguém questionou, o conheciam e sabiam que quando ele quisesse falar sobre o assunto voltaria a tocar nele.

— Eu vou falar para Molly quando ela voltar, vou dizer que quero ficar com ela, mas só ficar, nada de casamento, só ficar juntos – dizia a John enquanto arrumam suas coisas para saírem do ginásio.

— Que romântico! – ironizou.

Sherlock tinha saído do banho, ouvia o recado da sua caixa de mensagens no viva-voz enquanto escolhia a roupa que iria usar.

Oi Sherlock voltei! Estou louca pra te ver, não quero nem saber o que fará hoje a noite, mesmo se tiver um encontro no Palácio de Buckingham, cancele. A gente vai jantar. Me encontra no novo restaurante chique, perto do francês que a gente odeia e que antes era o árabe que a gente adorava. Me encontra lá ás oito, estou cheia de novidades.

Se olhava no espelho decidindo qual camisa usar, optou pela roxa, a favorita de Molly. Terminou de se arrumar e foi encontrar-se com a amiga no local combinado, há quanto tempo não se sentia animado para um jantar? No caminho para o restaurante parou e comprou algumas flores, finalmente Molly estava de volta a Londres.

Notas finais
E ai? :3