Notas iniciais
Oie gente,

Essa é beeeem pequenininha mas por um motivo especial. Foi a one manuscrita que enviei para minha amiga secreta no grupo Sherlolly. Como minha mão quase cai quando escrevo, então fiz algo bem curtinho mesmo... Aí vai! ;)

Droga! Droga! Droga! Com tanta gente para que eu tirasse no amigo secreto, por que raios eu tinha que ter tirado Sherlock Holmes? O que eu daria de presente para a pessoa mais insuportável da face da terra e por quem eu, coincidentemente, estava apaixonada?

Quando Mary inventou essa história para o Natal, eu sabia que não daria certo. Nunca tenho sorte em sorteios, por que dessa vez seria diferente? Ainda por cima Sherlock tinha odiado essa ideia e só com muita insistência de todos foi que ele acabou cedendo.

Ando pelo hospital pensando no que comprar para Sherlock quando uma ideia passou pela minha cabeça. Ok, não era das melhores, mas era a única que eu tinha.

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- Molly!

Mary me recebe à porta quando eu mal toco a campainha. É o primeiro Natal na casa dos Watson e eles parecem estar empolgados com isso. Eu também estava, menos com o amigo secreto.

- Só está faltando eu?

- Não, não. Sherlock também não chegou ainda. — Ela fica irritada ao dizer isso, como se Sherlock estivesse cometendo uma falha. Bem... Ele estava. Para quem eu iria dar meu presente?

Quando Sherlock chegou, nós já nos preparávamos para começar a brincadeira mesmo sem ele. Eu não sabia se ficava feliz por ter para quem entregar meu presente ou se me desesperava por ter que participar disso com ele.

- Ótimo! Estamos todos aqui! — Todos mesmo, pensei com pesar. — Greg, você pode começar?

Observei com um pânico crescente, esperando quem havia me tirado, quando Greg começou a dar características do seu amigo e todos tentavam adivinhar. Enfim, ele tirou John, que tirou Anderson, que tirou a Sra. Hudson, que tirou Sally, que tirou Mary, que tirou... Greg?!

E eu? Ai meu Deus. Abaixei a cabeça tentando esconder meu rosto ruborizado quando minha ficha caiu. Sherlock tinha me tirado também. Um silêncio constrangedor tomou conta da sala até ser quebrado por Mary:

- Ah, que... Interessante! Parece que vocês dois se tiraram! — O silêncio persistiu. — Vamos, mexam-se! Vocês precisam trocar os presentes!

Ah, claro. O presente. Levanto-me totalmente sem jeito, tentando desamassar um vestido que não estava amassado. Tenho que me lembrar de não colocar as mãos nos bolsos. Da próxima vez vetarei vestidos que os tenham.

- Bom... Vocês já sabem que eu tirei, obviamente. — Sinto meu rosto pegando fogo e sei que devo estar uma atração e tanto quando vejo que eles riem de nós. — Enfim, Sherlock, aqui está, se você não gostar nós podemos trocar e... Ok, pegue.

Estendo a caixa para ele, que se aproxima lentamente de onde estou e a segura.

- Abra, Sherlock. — É John quem incentiva enquanto serve-se de mais vinho.

- Isso é mesmo necessário?

- Claro!

Então, ele abre a caixa com cuidado e retira de dentro o vidro com o coração embebido em formol que eu consegui no St. Barts. Ouço murmúrio de todos e novamente o silêncio volta a acontecer.

- Espero que não tenha sido o seu, Molly. Prefiro que esteja viva. — Todos riem um tanto escandalizados e Sherlock os encara sem entender por que. – Obrigado, fará um belo par com meu crânio. — Ele se aproxima e beija meu rosto, deixando-me ainda mais vermelha quando segura em minha cintura.

Mary interrompe novamente o silêncio que se forma quando vê que nós não falamos mais nada.

- Sherlock, você tirou Molly, não? Pode entregar o presente a ela.

- Gostaria de me desculpar. — Ele demonstra um pesar que parece ser fingido. — Mas eu não pude comprar nada. Os casos em enrolaram de tal forma que... Desculpe, Molly.

Ok, eu não estou triste. Sim, estou.

- Tudo bem, Sherlock.

Todos ficam constrangidos e decidem que é uma boa hora para o jantar. Deixo que todos passem a minha frente e fico por último. Dessa vez, permito que minhas mãos deslizem para os bolsos e não estou me importando. Assusto-me. O que é esse papel? Retiro uma espécie de pequeno envelope do meu bolso, abro-o e dentro há um cartão. Sorte que todos estão de costas para mim quando leio, assim não podem ver meus olhos arregalarem ou meu rosto ficar da cor de uma berinjela.

"Entregarei seu presente essa noite. No seu apartamento. Após o jantar. SH"

Guardo rapidamente o bilhete e levanto os olhos para encontrá-lo me encarando. Sherlock me dá um único sorriso enviesado antes de desviar os olhos dos meus.

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Ando de um lado para o outro em meu apartamento, já de madrugada. Meu coração vai explodir a qualquer momento e quando a campainha toca tenho certeza que ele parou. Ajeito minha roupa e meus cabelos mais uma vez e dou uma rápida olhada no espelho antes de abrir a porta para encontrar Sherlock ali, parado, olhando-me.

Ele não traz nada em suas mãos e meu coração dispara ainda mais.

- O que... Cadê o...

Sherlock aproxima-se de mim, chegando perto o suficiente para que eu sinta seu perfume. Levantando o braço eu vejo um pequeno laço de cetim vermelho amarrado em seu pulso.

- Serve a mim como presente, Molly? — As palavras são sussurradas em meu ouvido e só há uma coisa a ser feita. Puxo-o para dentro, fechando a porta às suas costas e começo a desembalar o meu presente.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!