15 Years Ago
1 I remembered it all and I burst into tears (Único)
Notas iniciais
Bom, quem gosta de coisas tristes, eu acho que gostará da one-shot. ô/
Well , enjoy, please.
– Londres. 1998.
Meu nome é Pieta. Com quinze anos, ainda na escola, encontrei uma menina. Esta se chamava Isabel. Isabel era uma menina maravilhosa, adorável e engraçada. Tinha os cabelos curtos, lisos e castanhos. Seu corpo era um tanto pequeno, seios consideravelmente grandes e seus olhos tinham um azul intenso que me conquistava.
Notei então que, apesar de sermos meninas, eu estava perdidamente apaixonada por aquela garota. Eu me confessei e ela disse:
"Claro. Vamos ver onde isso dará." — Sorriu.
Meu coração foi preenchido por uma alegria indescritível. De primeira, ela não me amava de tal jeito, mas com o tempo, nosso amor foi ganhando forças e ela passou a gostar de mim como eu gostava dela.
Estávamos muito, muito felizes com nossas vidas, mas o que eu não sabia, era que, ela tinha um problema no coração, e esse problema, foi descoberto quando ela começou a reclamar de dores fortes em seu peito, tentamos convencê-la de que se não tratasse, ela morreria, mas, por algum motivo, ela não quis, ela insistia que era apenas uma dor insignificante e que ela era forte. Isabel foi levada ao hospital quando se sentiu extremamente tonta, e desmaiou. Quando ela acordou, estava na maca de uma sala de um hospital tomando soro. Eu estava lá, ao seu lado, segurando sua mão. Quando senti seu toque em meus cabelos, olhei para ela e sorri, deixando lágrimas de felicidades escorrerem por meu rosto.
"Isa, você está viva!" — Exclamei, em seguida beijando-a inocentemente. Nós ficamos conversando e a cada frase eu deixava escapar que eu a amava demais.
Um médico mais a mãe da minha namorada entraram no quarto e me pediram para sair. Eu o fiz, mas fiquei do outro lado da porta para ouvir o que eles tinham a dizer um para o outro. Pude ouvir o médico dizer:
"Me desculpe, mas não tem mais tratamento. Deviam ter trago ela no hospital quando descobriram e não quatro meses depois. É inevitável, ela morrerá em poucas semanas, senhora."
O meu alívio e felicidade foi embora com essa frase. Corri pelo local, chorando muito. Atropelando pessoas e ao chegar em casa, eu afundei meu rosto no travesseiro.
No dia seguinte, procurei fazer coisas que me distrairiam, sempre pensando em Isabel, mas, acabei me esquecendo das palavras do médico.
Duas semanas passaram e eu pude ver a mãe de Isabel na porta de minha casa, assim que a mulher foi embora, minha mãe me deu a notícia de que eles viajariam e pediu para que eu enviasse cartas a ela, porque ela iria sentir saudades.
Eu sempre mandava cartas para o endereço que foi falado para mim. Eu mandei desde aquele dia. Poemas, desculpas, declarações, desabafos... Mandei cartas para ela por quinze anos, e nenhuma teve resposta. Imaginei que ela não me quisesse mais, mas continuei a mandar cartas para a garota que eu tanto amava.
A última carta que mandei, foi finalmente respondida. Nela não havia corações, nem "eu te amo". Havia a frase do médico. E, então, me lembrei.
Ao ler isso, percebi que tinha esquecido que ela... Eu não podia acreditar. A tristeza preencheu meu corpo e eu comecei a chorar, manchando a carta que estava em cima da mesa. Mandei cartas por quinze anos, e nesses quinze anos, eu nunca deixei de amar ela. E, quando fiz trinta anos, lembrei que ela tinha morrido quinze anos atrás.
Ainda me pergunto: "Será que minhas cartas algum dia chegaram ou chegarão a você?" ; Ao fechar os olhos, senti seus braços em volta do meu corpo, e percebi que tudo o que faltou para mim foram lembranças, fotos e sonhos. Mais nada.
Notas finais
Well, eu espero que tenha gostado.
Por favor, não deixem de comentar ali em baixo. ♥ Obrigada por ler.
Até mais. ô//
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