13° Desafio Sherlolly
1 Tudo.
Notas iniciais
É :3
Hehe
Espero que gostem :3
AH
Música: http://letras.mus.br/legiao-urbana/54/
Eram cinco da tarde de uma sexta, em plena Copa do Mundo.
Molly Hooper agradeceu ao jogo da Inglaterra com o Brasil. Graças á esse jogo ela não iria fazer trabalhar esse turno da noite.
Ela estava jogando Batman em seu Xbox, se irritando com o Coringa pela décima terceira vez, aquele maldito não morria! Onde estava o nível em que a Mulher Gato voltava? Ela não estava dando conta de todos os assassinos!
Molly estava a caminho de salvar um advogado com uma mala cheia de explosivos quando sua campainha tocou.
Ela deu pausa no jogo e suspirou.
Pegou seu roupão de baixo do gato, Toby. Que resmungou, mas subiu nas almofadas.
-Não posso fazer nada se você deita nele, você sabe que é meu e que eu uso! — Ela resmungou indo abrir a porta.
Ao olhar pelo olho mágico gemeu internamente.
Era Sherlock.
Ela amava o detetive e tudo mais... Mas ele estava um saco ultimamente, nem mesmo Mrs Hudson o aguentava. Ele resmungava a todo momento que não conseguia pensar, que seu cérebro estava dando tilti, que ele estava ficando velho...
Realmente, estava virando um velho amarguradamente chato.
Talvez se eu me esconder e ficar quietinha...
-Abra Molly, eu consigo ver sua sombra. — Ele bufou, um tom meio ansioso rondava sua voz. -Eu preciso te falar uma coisa... -Ele sussurrou.
Ela engoliu seco e abriu a porta, a deixou semi aberta e voltou para a sala. Sherlock que a seguisse, ele sabia que ela estava chateada pelo modo que a tratara no hospital.
Ela achou que após a queda ele fosse a tratar melhor, mas não, ele estava duplamente pior, e cada vez mais chato, ainda mais agora que fora poupado á uma viagem sem volta para a China e sabe se lá mais aonde.
Ela voltou para a sua poltrona e pegou o controle do jogo novamente. Sherlock pegou Toby e o colocou no chão, se sentando na poltrona que o gato estava deitado. O gato pareceu irritado e subiu na prateleira de livros de Molly, chegando em sua caminha no alto que Molly havia colocado só para que o gato fizesse exercícios.
-Molly... É uma mentira. — Sherlock suspirou.
-Hm? — Ela mal se virou para ele enquanto passava o spray explosivo na porta da casa que abrigava o advogado.
-O advogado já está morto, é só você olhar o estado da casa, tem sangue nas paredes...
-Eu sei que ele está morto, mas eu preciso chegar na mala dele para desinstalar a merda daquela bomba para eu passar de fase! — Molly achou os sequestradores e fez Batman os matar, e depois desinstalou a bomba e passou de fase.
Desligou o simulador e se virou para Sherlock.
-Então...? — Ela se virou para ele.
-Molly, eu... — Ele começou, mas o telefone tocou, o interrompendo. Ele olhou para o telefone ansioso e se levantou para a barrar de pegar o telefone. -Por favor, me ouça antes de atender.
-Deixe de bobeira Sherlock, pode ser importante. — Ela deu a volta em Sherlock e pegou o telefone.
-Alô?
-Alô, Molly, é Robert.
...
-------------------------------------------------------
Robert Hering estava indo visitar sua tia de criação.
Ele queria ter ligado para a sua irmã, mas dado á o que aconteceu há alguns anos, era melhor não.
Ele recebeu uma carta á dois dias, a caseira de sua tia disse que a Senhora Rosalie estava doente.
Ele franziu a sobrancelha... Carta? Quem diabos manda cartas? Ele tinha até confundido com as contas de telefone da sua filha.
Ele virou a esquina para entrar na garagem da casa.
Estranho... A casa estava intacta, mas a grama estava alta e seca. Parou o carro e buzinou. Nada.
Desceu do carro e tocou na casa. Nada também. Foi até a casa de Luna, a caseira de apenas 37 anos que havia fugido da prostituição do México.
Luna abriu a porta com os olhos inchados e vermelhos.
-Oh, Robert! — A mulher de cabelos pretos abraçou o homem.
-Luna... O que houve? Por que me mandou uma carta? -Ele entrou na pequena casa e colocou a pequena mulher sentada no sofá.
-Eu lhe enviei uma carta há dois meses senhor Robert, para você e para sua irmã, mas ninguém veio. Senhora Rosalie ficou internada duas semanas, morreu semana passada, ontem a enterramos. Desculpe senhor, não conseguimos entrar em contato com o senhor, esse maldito lugar isolado, todas as linhas telefônicas entraram em curto... A carta de falecimento deveria ter sido entregue nas suas mãos em cinco horas, ou menos!
-Tudo bem, tudo bem, respire. Os correios de Brixton estavam em greve... Deve ser por isso. Vou ligar para minha irmã, ela vai saber o que fazer. Relaxe, faça um chá... Já volto. — Robert agradeceu para Deus por seu plano de celular ter chamadas e emergência das fodonas. Desde que fosse chamada de emergência, pegava até debaixo d'água.
-------------------------------------------------------------
-Tudo bem, estou indo para aí.
Molly suspirou e desligou o telefone.
Sherlock tirou de dentro de seu casaco duas cartas. Hoje você não foi para Barts, mas eu dei uma passada por lá e encontrei com Mike, e ele me deu essas duas cartas endereçadas á você... Eu me permiti abrir, desculpe por isso. -Ele entregou as cartas. — Sinto muito.
Molly pegou as cartas e as leu rapidamente, fechou os olhos e se virou para a janela com a mandíbula trancada e as mãos amassando a carta.
Sherlock ficou parado no meio da sala, sem saber o que fazer.
-Sherlock. — A voz de Molly estava meio embargada. — Se importa em me acompanhar para Epsom?
-Claro! Ahn... Quero dizer, não, eu posso ir com você.
-Vou trocar de roupa. — Molly jogou as cartas em sua lareira apagada e andou rápido para o quarto.
--------------------------------------------------------------
57 minutos depois...
O carro de Robert estava parado em frente a casa da tia de Molly. Já era noite e as luzes estavam acesas.
A grama estava alta e seca, e casa sem nenhuma lasquinha na pintura. Molly franziu as sobrancelhas.
Ela bateu duas vezes na porta, e Luna abriu, cumprimentaram-se de leve até que Luna abraçou Molly e recomeçou a chorar.
-Me desculpe senhorita Hooper.
-Ah, Luna... Quem deve desculpas sou eu que não vinha aqui visitá-las. — Molly secou as lágrimas da moça.
-Ah, senhorita, mas Dona Rose sabia que você estava trabalhando muito ultimamente. — Luna apertou o ombro de Molly e acenou para Sherlock, que acenou de volta. — Eu vou buscar um chá... Senhor Robert está na sala de leitura.
Molly e Sherlock se encararam, e Sherlock sentiu por alguns momentos que esse nome, Robert, trazia alguns desconfortos em Molly, e por isso ele pegou sua mão.
-Vamos? — Ele perguntou, e Molly o puxou para dentro.
Robert estava sentado de pijamas apertados em uma poltrona grande, com uma estampa de flores, que rondava uma cadeira azul com desenhos de carrinhos, larga, mas baixinha, como se tivesse sido pertencida á uma criança. E uma outra poltrona parecida, um pouco mais alta, e mais perto da lareira, era azul claro cheia de estrelas amarelas e verdes.
-Está na poltrona errada, Robert. — Molly destacou amargamente.
Robert se levantou rapidamente e colocou a papelada que estava em seu colo em cima da poltrona.
-Creio que se eu me sentar na minha antiga cadeira eu vou quebra-lá. — Ele deu um meio sorriso e a ofereceu a mão. — Olá, Molly.
Molly ignorou a mão estendida e se sentou na poltrona de estrelas em uma bela demonstração da diferença entre ela e seu irmão.
Sherlock pegou a mão do homem, que se virou para ele, mudando de postura.
-Sherlock Holmes, namorado de Molly. — Robert olhou de canto para Molly, e Sherlock agradeceu por Molly continuar indiferente.
-Robert Hering Hooper, irmão de Molly. — Ele engoliu seco quando Molly bufou e se esticou para pegar algumas papeladas que estavam na poltrona.
- Caro advogado, entregue toda a papelada para os meus meninos e deixe que eles se virem, e após isso, faça um favor para a velha aqui e pare de trair a sua mulher. Com amor, Rosalie Hooper. — Molly sorriu. — Aí está ela.
-Um amor. — Robert bufou e se sentou na poltrona.
Sherlock se sentou sobrando, e então achou uma poltrona preta, grande e empoeirada em um canto escuro, tirou a poeira de leve e se sentou.
-Esse é o papel que vai ficar para nós dois, eu já dei uma lidinha, mas se você quiser ler novamente... -Molly agarrou o papel de sua mão e Luna entrou.
-Lembrei que do que vocês gostavam de tomar quando a sua tia não estava em casa. — Luna entregou uma cerveja para todos e saiu da sala.
-Bom, queridos, primeiramente, mil desculpas por deixar vocês sem os seus biscoitos preferidos, mas a receita fica para a minha mais fiel caseira, Luna. Assim como a casa e todos os móveis, vocês tem suas casas e ela não tem nada, então se vocês tentarem brigar na justiça pela casa eu vou azarar você daqui onde estou. Digam para Luna formar sua casa, vender alguns móveis e terminar sua faculdade de medicina por aqui mesmo, façam-a arranjar um homem por que que eu exijo mini-mexicanos correndo pela minha casa. O mesmo para você, Molly, — Molly se engasgou com sua cerveja corou furiosamente e murmurou algo como 'caralho, até morta me enche o saco!'. — não fique falando que eu te 'encho o saco', até por que você não tem, quem tem é seu irmão e o dele já foi posto para trabalhar. Não sintam saudade de mim, só lembre das coisas boas, e se livrem da poltrona de seu pai. Com amor, Rose.
- E essa, ela deixou para você e para mim, eu ainda não abri, esperei que você estivesse aqui para ler. — Ele a entregou uma carta fechada.
-Espere! Antes de ler, o que vamos fazer com a poltrona?!
Ambos olharam para poltrona que Sherlock estava sentado, e Sherlock se sentiu desconfortável novamente. Dois Hooper's o olhando ao mesmo tempo não era confortável.
-Parece que todo mundo que tem essa cadeira em casa morre. Eu não quero. — Robert torceu o rosto, e Molly também.
-Eu sei para quem eu posso dar! — Sherlock sorriu maliciosamente.
-Sinta-se confortável para distribuir para quem você quiser. — Os irmãos disseram em uníssono e Sherlock se encolheu.
Molly e Robert abriram a carta e suspiraram, em uníssono novamente, e começaram a ler.
E Sherlock estava novamente desconfortável.
Sherlock esperou pacientemente eles lerem a carta que era visualmente gigante, bebendo sua cerveja e mandando mensagens para John.
SH
E aí? Qual a boa? SH
---
JW
Charlotte conseguiu fazer cocô. E como assim "qual é a boa?" você está bêbado? Você não ia pedir desculpas para Molly?!
---
SH
Eu não precisava saber que a minha sobrinha desentupiu. Não estou bêbado. Então, deixe-me esclarecer a minha atual precária situação.
Fui ao Barts, me desculpar com Molly, Mike Stamford me parou e perguntou se eu poderia entregar algumas cartas para ela, eu disse "claro, por que não?", então, eu fui levar as cartas para ela, mas eu descobri por um dos enfermeiros que hoje ela tinha folga por causa do jogo, e então, eu decidi ir até a casa dela, mas... (LIMITE DE MENSAGEM ATINGIDO)
---
JW
Nossa, você acabou de me mandar a mensagem mais longa desde... Desde que nos conhecemos. E olha, a mensagem é sobre Molly! E deixe-me adivinhar, você ficou curioso e abriu as cartas. E descobriu que Molly tem um amante escondido ou algo assim e foi para um bar beber? Por que está me enviando uma mensagem tão longa?
---
SH
Exato, eu abri a carta. Que história é essa de amante? Eu somente estou te contando o que aconteceu, não quer ouvir? Tudo bem!
Vou contar mesmo assim.
Abri a carta e tcharãm! A primeira era Rosalie Hooper faleceu no dia 02 de junho, não me darei ao trabalho de escrever tudo, mas na segunda... "Molly, sua tia está doente...blá blá." então eu deduzi que tia Rosalie era a tia Rose e eu me despus a dar os pêsames para Molly, só que o querido mas não tão querido assim irmão dela avisou antes e... Acho que eles acabaram de ler a carta!
---
JW
"TCHARÃM" ESTOU BEM PREOCUPADO AGORA!!!!!!
---
Sherlock guardou o celular no bolso e olhou para os irmãos que se encaravam.
-Hm... Então, como vai Camile e Helena? — Molly perguntou, coçando o cabelo.
-Vão bem, apesar de quanto mais a idade vai crescendo mais conta de telefone aumenta,... Ahn, e o Toby? — Robert se levantou e dobrou a carta a enfiando no bolso.
-Vai bem, quer vinho? — Molly também se levantou.
-Aham. — Robert assentiu.
-Ok... — Molly saiu do cômodo.
-Eu... Han... Vou pegar umas taças.
Sherlock se deparou sozinho na sala e revirou os olhos.
Hooper's.
---
-É! E você lembra quando você ficou dançando com aquele cachorrinho de pelúcia e falando que seria sua princesa e etc? — Molly ria, e Robert também, e Sherlock olhava para os dois quase dormindo.
Eles começaram a falar coisas estranhas quando começaram a beber o vinho, depois começaram a chorar, e agora estavam rindo enlouquecidamente.
-Ou quando você subiu na árvore de vestido e o papai ficou enlouquecido para te tirar de lá! — Robert suspirou e Molly cutucou a lareira.
-Acho que é bom irmos dormir.- Robert se levantou e se esticou.
-É, concordo. — Se levantou.
Sherlock finalmente se levantou, bocejando.
-Luna me avisou que o quarto de hóspedes de casal está arrumado, boa noite Sherlock, boa noite Molly. — Robert avisou. Molly e Sherlock acenaram e se encararam nervosos.
Para não levantar suspeitas subiram até o quarto.
-Sinto muito, mas não vou dormir no chão ou no sofá desta vez. — Ela resmungou.
-Eu nunca iria considerar isso, só espero que você não se importe se eu talvez me jogar em cima de você de noite. — Sherlock tirou os sapatos e o casaco e se deitou. Molly fez o mesmo.
Molly não parava de se mexer, então, em algum momento da madrugada, ele a abraçou.
Molly estava virada de costas para Sherlock, ele entrelaçou suas pernas com as dele, abraçou sua cintura a puxando para perto e tirou os cabelos de sua nuca, afundando seu rosto lá.
-Obrigada Sherlock. — Ela fungou. E ele percebeu o motivo por ela estar tão inquieta.
-O que havia na carta, Molly? — Ele perguntou.
-Tudo. — Ela deu uma risada fraca. -Fique comigo, por favor, Sherlock. — Ela implorou.
-Sempre que você precisar, Molly. — Ele a abraçou mais perto.
-E se eu sempre precisar de você?
-Então eu sempre estarei aqui. — Ele beijou seu ombro e afagou a barriga de Molly sobre a blusa.
-Obrigada.
--------------
A Carta.
Olá Molly. É tia Rose novamente, talvez pela minha ultima vez, não sei, não me decidi. Então, você está na minha casa há exatos treze meses desde que... Você sabe.
Pois é, e hoje é seu aniversário.
Então, eu olhei a sua carinha hoje, e vi que era a mesma que você esboçava todas as noites após a morte de seu pai.
Você é uma criaturinha tão forte. Eu só não entendo a sua fixação por coisas mortas. É nojento.
Você e o seu irmão brigaram semana passada, foi algo feio não foi? Você mal está falando com ele essas semanas, espero que no futuro vocês não briguem tanto.
Eu espero tudo de bom para vocês, que vocês vivam a sua vida o melhor possível.
Que vocês achem o amor da sua vida...
Vou repetir.
O AMOR DA SUA VIDA.
Não veja as coisas como seu irmão está vendo agora, ele está na puberdade, mulheres só significam peitos e bundas e outra coisa que você não sabe, ou sabe.
Ele é até meio romântico.
Seu pai fez um péssimo trabalho criando duas crianças clichês, eu realmente não sei como lidar com vocês. Dois adolescentes reprimidos viciados em romances e Shakespeare.
Triste.
Então, se você achar o amor da sua vida, não espere, vá atrás, eu estou dizendo isso por mim, a sua tia com uma coleção de bichinhos de pelúcia e xícaras de chá decoradas.
Triste.
Não fique triste com seu irmão, ele passa por coisas difíceis também sabe? Acho que ele não perdeu só o Arthur, ele perdeu seu pai meio mãe. Já que... Você sabe.
E ele é estressado, você sabe disso também.
Então querida, amanhã, eu desejo que você coloque o seu melhor vestido e vá se agarrar em uma árvore sem se importar de mostrar suas calcinhas.
Ah, e se no futuro essa árvore virar um homem.
Transe muito, e use camisinha.
Com amor, tia Rose.
(A carta se repetia mais três vezes, as quais Molly e Robert leram, apesar da carta de Robert ser diferente, era basicamente do mesmo tamanho.)
-----------------------------------------------------------------------
Um mês depois uma poltrona preta chegou de presente na casa de Anderson, simplesmente surgiu na porta de sua casa.
Luna vendeu a casa e se mudou para perto do centro de Londres. Conseguiu uma bolsa em um hospital.
Robert e Molly voltaram a se falar.
Sherlock passou a domir mais noites com Molly.
Até o dia que dormir já não bastava, claro.
----------------------------------------------------------------------
Ela leu as palavras na carta novamente.
"Então querida, amanhã, eu desejo que você coloque o seu melhor vestido e vá se agarrar em uma árvore sem se importar de mostrar suas calcinhas.
Ah, e se no futuro essa árvore virar um homem.
Transe muito, e use camisinha."
-Acho que não será necessário camisinha por um tempo, tia. — Molly acariciou sua barriga arredondada com um sorriso.
Notas finais
Quaisquer pergunta eu respondo pelo comentário, se eu tiver tempo '0', mas juro que tento responder.
Tomara que tenham gostado!
Robert é uns 5-6 anos mais velho que Molly.
E a mãe de Molly e de Robert sumiu após Molly fazer oito meses, por isso que Arthur Hooper era como um pai e mãe para eles.
Tomara que tenham gostado!
Comentem!
AH
Fale com o autor