Notas iniciais
Yaay!! Quem é vivo sempre aparece! Sentiram a minha falta? Bom, primeiro de tudo, eu gostaria de agradecer a quem favoritou, quem comentou e quem pacientemente esperou a autora mais enrolada do século! Levou um tempinho pra finalizar o capítulo, e depois, surgiu uma séria de complicações pra atrapalhar a minha vida e me impedir de postar, mas enfim... Agora eu estou aqui! VIVA! Espero que gostem do capítulo e não estejam me odiando, amores.

Capítulo 1— Novo Lar.

Manhattan, Nova Iorque — EUA.

O ar congelante de Manhattan batia em seu rosto causando-lhe pequenos e deliciosos arrepios em seu rosto. Seus olhos eram incapazes de acompanhar todo o movimento, contentando-se em pegar apenas o que lhe era oferecido. O formigueiro de pedestres nas calçadas, as buzinas malucas dos carros esportes, tudo aquilo era a cidade grande. Carrie sentia-se como Reese Winterspoon em Legalmente Loiras. Buscou com os olhos castanhos, um edifício de porte médio à sua frente. Em seu tamanho retangular, ocupava metade do quarteirão, com várias janelas distribuídas por toda a sua extensão. A fachada parecia estar desgastada pelo tempo, em um azul meio cinza ou cinza meio azul, era difícil dizer. Tudo o que se podia afirmar, era que Carrie nunca esteve tão satisfeita consigo mesma, como estava agora.

— Lugarzinho feio esse aí, hein? — Justin, seu irmão mais velho, comentou a trazendo de volta pra realidade — A lista de coisas macabras de NY acabou, foi?

Carrie revirou os olhos, encarando os olhos puxados do irmão. O nariz dele estava torcido, a boca formava uma linha fina, em uma clara demonstração de repulsa e desaprovação com as suas escolhas. Carrie também achava claramente que Justino Ashburne, era um pé no saco.

— Cala a boca, Justino! — reclamou, acertando a cabeça dele com um tapa certeiro — A única coisa macabra aqui é esse seu bafo de defunto!

— Ai, caramba! Eu só tava comentando, mulher. — deu os ombros.

— Bom, guarde os seus comentários de merda para alguém que tenha um ouvido de merda. — murmurou, pagando o taxista que aguardava ansiosamente o dinheiro da corrida — Obrigada, senhor. Tenha um bom...

Antes mesmo de completar a sua frase, Carrie comeu a poeira do táxi amarelo, número 27, dirigido pelo motorista de bigode estranho e muito, mas muito mal educado.

— ...Dia.

— Bem vinda a NY, baby! — Justin exclamou, sorrindo de sua expressão abobalhada — É melhor ir se acostumando.

— Eles são assim mesmo, Carrie. — Connor disse, equilibrando duas malas tamanho família nas duas mãos, e duas médias debaixo dos braços.

Carrie sorriu, afetuosa. Connor Hartz estava fazendo o melhor que podia, tentando ao máximo agradá-la de todas as formas. Ao contrário do irmão, que mal se prontificava em ajudar. Carrie fechou a cara, irritada, acertando mais um tapa na cabeça do rapaz.

— Credo, menina! — ele reclamou, assustado — O que foi o que eu fiz dessa vez, sua lunática?

— Vai ajudar o Connor! — sussurrou, o repreendendo — Anda!

Justin bufou, revirando os olhos pretos, pegando as duas malas médias dos braços do amigo. Carrie quis matá-lo. E insultá-lo de todos os nomes possíveis, começando por frouxo.

— Bom, — ela suspirou — vamos entrar, né?

Os dois rapazes assentiram, a seguindo para dentro do prédio.

— Ahn, Carrie? — Justin a chamou. A mesma expressão de repulsa de minutos atrás, voltou ao seu rosto, desta vez, pior.

Carrie o entendia. Não queria, mas entendia. O interior do Palaza Creppy Town, era a exata cópia de uma casa mal assombrada nos filmes de terror. A deprimência no ar, era quase tocável, e alguns moradores de lá não ajudavam muito. Quando eles passaram pela porta principal, olhos de diversas cores e formatos os encararam em um misto de curiosidade e pena. Era isso, ou Carrie estava ficando louca.

— Que foi, Justin? — sua voz falhou.

— Cê sabe que sempre pode pedir dinheiro pra pai e a mãe, né? — perguntou, aproximando-se dela — Pode pedir pra eles comprarem um lugar bacana pra você.

O sangue em seu rosto, ferveu. Ela estava vermelha. Vermelha de raiva.

— Não, eu não posso! — disse firme, olhando para ele — O propósito em ser independente, é não depender do dinheiro dos pais, capit?

— Eu sou estou dizendo. — murmurou.

— Tá bem, mas não importa. Eu vou ficar aqui. Connor, onde fica o meu apartamento?

— No 13° Andar.

— Ótimo, e onde fica o elevador?

— Ahn, não tem elevador.

Carrie e Justin se olharam.

— Sem elevador? — perguntaram em coro.

— Sem elevador. — confirmou, sorrindo — Me parece que o prédio foi construído na época da guerra. — Connor explicou.

— E mesmo assim não deu tempo de construir um elevador? — Carrie perguntou, indignada.

Connor riu.

— Não.

— E como a gente vai subir? — Justin perguntou.

Connor sorriu, apontando para o lance de escadas na frente deles. Os dois irmãos gemeram, apanhando as malas no chão, e começaram em meio a reclamações, subir os degraus.

[ . . . ]

— Viu, nem foi tão ruim assim. — Carrie comentou, ofegante.

Levaram vinte e três minutos para subir até o décimo terceiro andar. Carrie, com toda certeza, estava melhor do que os outros dois rapazes. Connor havia carregado as duas malas enormes de Carrie, Justin uma caixa média cheia de tranqueiras com outra malinha do mesmo tamanho. Não era de se admirar que os dois estivessem jogados no chão, com as línguas de fora e pingando de suor.

— Diga isso por você. — Justin reclamou — Acho que nunca mais vou poder andar na vida. Ai, minhas pernas!

— Não seja um bebê chorão, Justin! — limpou a testa com as costas das mãos — Se você não tivesse derrubado minhas roupas intimas na escada, não teria de obrigado a voltar.

— Você é má, Carrie. — resmungou, levantando-se — Tenho certeza que você deixou aquela merda aberta de propósito. Assim todo mundo ia poder ver seu sutiã bege ultra sexy!

— Ah, Justin cala a boca! Já basta a vergonha que me fez passar na porta do 201. Nunca mais vou olhar na cara daquele pobre casal.

Justin revirou os olhos.

— Ave, todo mundo solta pum, querida! — se defendeu, apanhando as malas do chão.

— É, Justin, todo mundo solta pum. — Connor disse, seguindo Carrie pelo corredor — Mas não no rosto de velhinhas de 72 anos.

Justin encolheu os ombros.

— Ela tava cheirando a minha bunda. Eu só dei o que a velha queria. — explicou-se.

Carrie conteve um sorriso. Aquilo não era algo que se deveria rir. A expressão no rosto daquela pobre mulher, dizia que não era engraçado.

— Coitada, ainda não entendo como ela está viva. — Carrie disse, parando em frente ao 999 — É aqui.

Os três se entreolharam por alguns segundos. Expectativa era o que exalava de seus poros. Carrie suspirou fundo, antes de levar a mão na maçaneta. Até então, não percebera como estava nervosa.

— Carrie, antes de abrir, quero que saiba que sempre pode ir morar comigo, ok? — disse Connor, sorrindo da maneira gentil que só ele poderia fazer.

Carrieta só precisava daquilo para lhe inspirar a coragem necessária. Passou anos de sua vida planejando aquele momento, e não era agora, que iria recuar. Então, de uma vez só, abriu a porta pintada de cinza revelando aquilo que ela chamaria de lar.

Notas finais
Opaa! E aí, o que acharam? Ficou bom? Ficou engraçado? Diga-me, eu imploro! Se acharem que eu mereço um favorito ou comentário, não tenha medo de me dar, viu? HAHAH' Bom, é só isso... Qualquer coisa, grita na ask ou twitter que eu tô sempre por lá. Twitter:https://twitter.com/annyinwonderlnd Ask: http://ask.fm/ifucliv
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.