Notas iniciais
Não tenho muito a dizer sobre, espero que gostem da minha humilde one... Boa leitura!

Molly tinha sido novamente convidada a ir passar o final de semana na casa da família Holmes, dessa vez a razão era porque naquele sábado comemorariam o aniversário do Holmes pai. Tinham chegado na casa sexta a noite pouco antes do jantar, que ocorreu tranquilo.

A legista iria ficar no quarto de Sherlock, quando a Senhora Holmes sugeriu que ela dormisse no quarto de hóspedes o detetive respondeu maliciosamente que ‘não seria necessário’ Mycroft revirou os olhos e Molly tinha ficado quase roxa de tão vermelha.

Estava tudo escuro e em completo silêncio quando abriu os olhos, eram sabe-se lá que horas da madrugada, tateou o lado da cama e não encontrou Sherlock, levantou-se e foi até a cozinha pegar um copo de água, quase derrubou o copo das mãos quando notou o detetive sentado na sala com um violino em mãos.

Sherlock tocava uma melodia que já tinha ouvido, mas no momento não reconhecia onde tinha escutado aquela música, estava de olhos fechados como na maioria das vezes que já o tinha visto tocar, então a princípio não notou o que realmente se passava.

Ia se aproximar para falar com ele quando quase derrubou o copo que tinha em mãos pela segunda vez.

— Nem me lembro qual foi a última vez que o vi assim – a voz de Mycroft a sobressaltou, Molly virou-se para encarar o Holmes mais velho que tinha um pedaço de bolo nas mãos.

— Tocando? – ela estranhou o comentário, uma vez que era comum ver Sherlock tocar seu violino em Baker Street.

— Em estado de sonambulismo – respondeu-lhe como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— Ah... Não sabia que Sherlock era sonâmbulo...

— Esses episódios são raros – virou-se para ir em direção as escadas — Mas geralmente tem relação com alguma pretensão dele.

— Pretensão?

— Creio que descobrirá logo Srta Hooper – a voz dele ia sumindo na medida em que ele subia os degraus.

Molly voltou sua atenção para onde Sherlock tocava, ele não estava mais lá, o violino tinha sido deixado em cima do sofá, olhou em volta procurando-o, a porta da varando estava aberta, deixou o copo que segurava na bancada da cozinha antes que o derrubasse de vez e foi atrás dele. Encontrou Sherlock sentado de pernas cruzadas no gramado, sentou-se ao se lado, pelo jeito ele ainda estava no modo ‘sonâmbulo’.

— Sherlock... – chamou na tentativa de acordá-lo delicadamente.

— John! – ótimo, agora ele acha que sou outra pessoa Molly pensou — Preciso que me ajude, é de importância vital!

— Importância vital? – a legista decidiu continuar com aquilo para ver até onde ele iria.

— Sim, e muito mais importante que eu saber sobre o Sistema Solar!

— Precisa de ajuda com o que? – a legista apertava os lábios para não rir daquela situação, Sherlock sonâmbulo e incoerente era algo definitivamente interessante de ver.

— Oras John não vá me dizer que já esqueceu!

— Me diga para que precisa de minha ajuda.

— Preciso que me ajude a pedir Molly em casamento!

O ar da legista sumiu de seus pulmões, sua mente ficou em branco, era como se seu sistema nervoso não emitisse nenhum comando, não sabia como reagir ao que acabara de ouvir.

— Quer saber John, vou pedir ajuda a Mary – disse se levantando exasperado, Molly ainda permanecia onde estava, seu cérebro lentamente processava as palavras que ela tinha ouvido, sua mente só voltou a funcionar quando ouviu uma exclamação de dor.

— Sherlock! – ele tinha tropeçado na faixa solta de seu roupão vinho e caído, ela foi se certificar que não tinha se machucado, estendeu a mão para ajuda-lo a se levantar.

— Molly?! – o detetive perguntou em dúvida, olhou ao seu redor a confusão estampada em seus olhos — O que fazemos aqui fora?

— Não sabia que tinha acessos de sonambulismo – comentou esperando que ele entendesse.

— Ah! – a compreensão iluminou seus olhos —O que aconteceu exatamente?

Ela o guiou pela mão e sentaram-se nos degraus da varanda.

— Bem... eu acordei e vi que você não estava na cama, senti sede e fui até a cozinha pegar um copo d’água, eu te ouvi tocando e no começo achei que estivesse acordado, ia falar com você quando seu irmão quase me matou de susto comentando sobre seu estado de sonambulismo – Sherlock prestava atenção ao relato de Molly e parecia estar se recordando dos fatos — A propósito, ele estava com um pedaço de bolo em mãos...

— Devia ter me acordado, adoraria ter pegado meu querido irmão assaltando a geladeira de madrugada – comentou pensativo, Molly não pode deixar de rir — E como viemos parar aqui fora?

— Desviei minha atenção de você enquanto conversava com Mycroft, e quando vi você não estava mais na sala, tinha deixado à porta da varanda aberta, vim atrás de você e te encontrei sentado no chão, primeiro me confundiu com John, depois se levantou e tropeçou na faixa do seu roupão, o resto você já sabe... – deliberadamente omitiu a parte sobre a ajuda com o pedido de casamento.

Deviam ser por volta das três horas da madrugada, ambos estavam descalços, e só de robe por cima de seus pijamas, uma leve brisa soprou bagunçando seus cabelos, Sherlock puxou Molly para um abraço, depositou um beijo abaixo de seu lóbulo e sussurrou em sua orelha:

— Você ainda me deve uma resposta... – a legista congelou nos braços dele, ele se afastou para olhar em seus olhos e entrelaçou os dedos de ambas suas mãos, disse as próximas palavras pausadamente despejando toda a intensidade de seu olhar em cima dela — Molly Hooper, aceita se casar comigo?

— Sim – sua resposta saiu sussurrada, a visão tinha se embaçado devido às lágrimas de emoção, mas mesmo assim conseguiu distinguir o brilho de felicidade e amor naqueles olhos que tanto amava antes dele selar seus lábios em um beijo nada casto.

Alguém pigarreou atrás deles.

— Agora que já descobriu as pretensões do meu irmãozinho, façam o favor de irem para o quarto – disse atrás deles.

Molly escondeu o rosto no peito de Sherlock enquanto sentia-se ficar vermelha por inteiro, não precisava estar olhando para saber que no momento o detetive devia estar estreitando os olhos de maneira ameaçadora para o irmão.

— Vem – Sherlock disse se levantando assim que o irmão saiu de seu campo de visão, estendeu sua mão para Molly.

Sherlock arrastou Molly para seu quarto, a última coisa que fizeram naquela noite foi dormir o que resultou em pequenas olheiras no dia seguinte, mas não antes de Sherlock passar pela cozinha e esconder todos os bolos.

Notas finais
Anyway, como sempre, me digam o que acharam :333
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!