10 Things I Hate About You
1 Capítulo 1
Notas iniciais
[FELICITY SMOAK]
Maldito despertador. Nem acredito que minhas férias já terminaram, agora vira mais um longo ano letivo. Foi tudo rápido demais, o tempo livre das pessoas de mentes pequenas da escola,o ano, as férias, as horas, os dias, exatamente tudo. Nem tive tempo pra aproveitar as férias, passei metade delas tendo que fazer viagens totalmente desnecessárias, na minha opinião, com minha família.Esse finalmente é meu ultimo ano no ensino médio, depois disso finalmente estarei livre de Starling City e poderei voltar a minha cidade natal, Central City. Estudar pra mim é uma paixão, não existe nada melhor, o problema são as pessoas da minha escola, eu os odeio.
Me levantei e tive a oportunidade de me olhar no espelho e ver como estou horrível, já que não tenho opção é melhor não ficar aqui fazendo hora. Adentrei no banheiro decidindo que esse ano seria diferente, seria melhor que qualquer outro.
– Vamos Fel, não podemos nos atrasar. – São apenas 7:00 e as aulas começam as 8:00, Caitlin só pode ter algum problema.- Fel?
- Estou aqui, Cait. — Já que ela não me dava um minuto de paz, sai do banheiro desmazeladamente, com os cabelos em um coque alto,uma calça de moletom e uma blusa de cetim. — Oh..meu..deus... – Nesse momento eu soube que ela estava contando ate dez, mentalmente para não me matar. — Você ainda não esta pronta? – berrou. –
- Fala sério, não precisa disso tudo, ainda temos uma hora. – Gritei de volta.
–Esse é o problema Fel, temos uma hora, uma hora para nós embelezarmos. — Não que eu não goste de me arrumar, só que Caitlin é um tanto exagerada.
- Cait, vamos combinar algo, você se arruma com as suas uma hora, e daqui dez minutos eu desço ok? – A cara que ela fez foi um tanto assustadora, mas depois ela sorriu. Ok, ela é mais estranha que eu.
– Eu amo você, você é minha irmã, mas essa sua fase “emo e gótica” – fez aspas com as mãos.- nunca irá passar? – Eu não sou emo, muito menos gótica.
- Primeiro eu não sou “emo e gótica”. – imitei-a.- Segundo eu já estou indo me arrumar, pare de drama.
[...]
[ BARRY ALLEN ]
— Oliver,cara.. – Bati pela milésima vez no rosto de Oliver, mas parece que ele entrou em uma espécie de coma alcoólico. Estou quase cogitando a hipótese.
Logo no primeiro dia de aula eu me ferro. Oliver tinha inventado de comemorar o ultimo dia de férias, eu me pergunto se ele achou que isso era uma despedida de solteiro ou algo do tipo. Não fazia sentido nenhum comemorar isso, mas como eu sou um melhor amigo maravilhoso, aceitei. Só não imaginei que a tal despedida envolveria metade da população de Starling.
-Oliver. – Gritei já perdendo a paciência. Vi um vaso de flores, eu já fiz isso uma vez e ele ficou totalmente revoltado, mas farei novamente, não irei perder o primeiro dia de aula por causa do meu melhor amigo alcoólatra.
- QUAL É O SEU PROBLEMA? – Não evitei em sorrir, a ideia de ver Oliver Queen encharcado com água de flores é totalmente hilária.
- Foi você que me fez recorrer a isso, você não acordava de jeito nenhum. – Expliquei enquanto terminava de amarrar meu tênis .- Anda Oliver, temos aula daqui meia hora e você esta fedendo á álcool.
Oliver se levantou ainda cambaleando um pouco por conta da ressaca. Se eu fosse uma garota, nesse momento eu correria dele, ele não estava lá nós seus melhores dias de príncipe.
– Você é um péssimo amigo, não deveria ter me deixado beber tanto. – apontou o dedo para mim, dando aquele típico sorrisinho irônico que só um Queen tem.
- Oliver, você fica bêbado ate sem encostar na bebida. – Ironizei. Me levantei da cama, peguei uma camisa de Oliver já que a minha estava totalmente suja e a vesti. – Estarei te esperando lá em baixo, docinho. – imitei uma garota fazendo Oliver revirar os olhos.
- Já irei ao seu encontro meu amor. – Gargalhou.
- Cara você é um idiota.
[...]
[ FELICITY SMOAK ]
- Vadias, estou de volta. – Eu precisava dizer isto.
- Fel, não diga palavrões dentro do carro, você sabe dessa regra.
Donna Smoak, uma coroa metida a adolescente que já se casou pelo menos cinco vezes, tem como codinome minha mãe. Ela pode ter seus momentos de loucura, mas sabe ser uma onça por sua família se necessário.
- Mãe, você disse que eu podia quebrar essa regra hoje. – Pude observá-la, ela não permitiu nada, só que o raciocínio dela não é tão rápido.
- Eu não me lembro disso. – Parou o carro em frente a escola.
- Deve ser porque você não disse nada, mãe. – Caitlin, sempre estragando os meus esquemas.
- Hoje eu vou deixar passar só porque as minhas duas crianças estão finalmente no ultimo ano. – Ela se virou para nós e apertou nossas bochechas com tamanha força, pude ver seus olhos se encherem de lágrimas.
- Mãe você não vai chorar, vai? – Cait perguntou preocupada.
- Claro que não, foi só um cisco, esse cisco esta tentando atrapalhar minha maquiagem. – Suas mãos saíram de nossas bochechas e ela se virou novamente para frente e se olhou no espelho do retrovisor. – Vão, essa escola não é nada ate as filhas de Donna Smoak Wayne, pisar por ela.
Quando ela diz o sobrenome do novo marido é porque realmente esta orgulhosa. O que me levou a crer que esse casamento esta sendo um tanto duradouro. Se despedir de Donna foi fácil, difícil sera os novos veteranos de Starling City School me aguentarem.
O primeiro dia de aula é sempre o mesmo clichê, todos no auditório para ouvir um discurso tanto desnecessário do diretor. Antes de irmos pra lá, Caitlin e eu fomos por corredores opostos, ela foi rever os amiguinhos dela e eu precisava pegar meus horários na diretoria, coisa que eu poderia fazer depois, mas se fazer agora poderei enrolar e ir pro auditório depois.
Andei pelo corredor e tive a infeliz sorte de escutar alguém pronunciar Smoak, dei alguns passos para trás e pude continuar a ouvir a conversa.
- Ela é super estranha e coloca medo nas pesso..- parou de falar ao ver sua amiga estática em sua frente. – Ela esta atrás de mim? Diga que ela não esta atrás de mim. – a outra garota apenas balançou a cabeça confirmando
- As vezes eu acho que deviam criar sabonetes ácidos para que pessoas como vocês, acidentalmente se lavem com eles. – encostei os meus braços nos ombros das garotas, que me olhavam com certo medo. – Vocês deviam se preocupar mais em colocar alguma coisa útil nesse cérebro de vocês do que com o fato de eu ser "estranha.- fiz aspas- ou não.
Não precisei dizer mais nenhuma palavra, elas se entreolharam e saíram de perto de mim como um flash. Acomodei melhor minha mochila em meu braço, já estava pronta para continuar meu caminho quando ouvi a voz do imbecil.
- Olha quem voltou, Carrie a Estranha. — disse Ray Palmer enquanto suas marionetes cujo ele chama de amigos o acompanhavam em uma risada particularmente, ridícula.
- Olha quem voltou, o portador de doenças venéreas. – o sorriso dele se desfez, o que fez um sorriso crescer em meus lábios. – A cada ano que passa você volta mais patético Palmer. – Fiz uma cara de pena pra ele e dei dois tapinhas em seu ombro, continuei meu percurso ignorando suas reclamações atrás de mim.
A cada passo meu podia ouvir um “ela voltou” “droga” “ela é estranha”, isso me fez sorrir intensamente, se eles me achavam ruim, eles nem imaginam o que os aguardam esse ano.
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