Notas iniciais
O primeiro capitulo será (possivelmente) maior que os demais,por causa de uma "introdução". Espero que gostem!

RENESMEE POV

- Obrigada. – agradeci ao comissário de bordo pelas boas vindas, e adentrei o avião. Percebendo que quase todos os olhares estavam virados para mim. Eu odiava chamar a atenção, nunca fora muito extrovertida, apenas com minha família e os mais íntimos. E mesmo assim, eu permanecia algumas vezes retraída. Juntei minha bolsa rente ao meu corpo, para não bater com ela em ninguém, e me direcionei a minha poltrona.

Olhei varias vezes para o papel em minhas mãos, e pedi ajuda a uma aeromoça que passava ao meu lado. Está que imediatamente me levou a primeira classe do avião. Enquanto meu pequeno tur começava pelo interior do gigante, eu observava tudo. Tudo que o novo designer daquela empresa estava aprontando. Eu odiava viajar de avião, porém era necessário, e a diferença daquele avião para com os modelos antigos, era notória. Cabines mais entendidas, atendimento igualitário para todas as classes, no quesito de respeito, pois em conforto, comida e lazer, as classes maiores eram favorecidas. Como a primeira classe e a presidencial. Eu felizmente não poderia reclamar, de estar na primeira classe, eu tinha dinheiro, mas aquela viagem toda estava sendo bancada pelo meu noivo.

Noivo que agora me esperava em sua cidade natal para o tão esperado casamento. Casamento que movimentou praticamente toda a minha e a sua cidade, digamos que ele estava sendo considerado o casamento do século. Pois é, um ano não bastou para meu noivo. Ele dizia que eu era a única mulher da vida dele, e que eu merecia tudo do bom e do melhor. A melhor comida, o melhor vestido, a melhor festa, as melhores jóias, a melhor lua de mel. O que era engraçado, pois toda vez que ele falava aquilo, eu pensava ironicamente algo como, “e eu ganho de brinde o melhor marido?”. Claro que era apenas um pensamento, eu nunca chegaria a pensar nele daquela maneira, como um brinde ou algo desnecessário. Era com ele que eu havia decido passar o resto da minha vida. O que era outra vez estranho, pois noites adentro eu deitava na minha cama e ficava a sonhar acordada. Era ele o cara certo, minha metade da laranja, seria ele que me faria chorar no meio da chuva e mesmo assim notar minhas lágrimas?

Perguntas e mais perguntas que rondavam minha cabeça como um redemoinho, e continuavam sem respostas. Nossa! Como seria bom abrir uma caixinha de pandora e por fim obter todas elas, tirando assim esse enorme peso que eu continha na minha consciência. Mamãe por varias vezes me disse que essas constantes perguntas que eu admitia ter era só por causa do casamento. O tal nervosismo antes do casamento, que várias noivas e alguns noivos costumavam ter. Porém ela não notava de quem estava falando. De mim. E não dela, que tinha se apaixonado irreversivelmente pelo meu pai no primeiro instante que o viu, e nunca desconfiou da paixão que sentia no coração.

Era em horas como essa, que eu desejava ter, além do par de olhos chocolate, sua convicção e certeza inconfundível. Era a ele que ela amava, e a mais ninguém. E era assim que eu queria me sentir.

Cansada de pensar tanto naquilo, durante tantas semanas, joguei minha bolsa com um pouco de força no lugar onde guardavam as bagagens pequenas, atraindo outra vez para mim a atenção da primeira classe. Ruborizada por tal ato desnecessário, sentei-me na minha poltrona, que por sorte era ao lado da janela, que serviria para distrair-me durante todo o percurso. Encostei minha cabeça nela, fechei os olhos, e fiquei a fitar o espaço negro que agora preenchia minha visão.

JACOB POV

Inescrupuloso, irresponsável, imaturo, indeciso, insensível. “I’s” e mais “I’s” eu havia escutado naquele final de semana. Só Deus sabia o tamanho do ódio que eu sentia por aquela simples e até então inofensiva letra I.

E tudo isso, porque eu havia sido inescrupuloso ao demitir meu secretario de anos, por eu ter sido irresponsável por beber demais durante um dia da semana e chegar atrasado ao trabalho. Imaturo, ao brigar com meu pai por ele se meter sempre na minha vida, indeciso por não saber se amava minha ex-namorada e finalmente insensível por ter terminado com a mesma.

Mas parando para pensar eu estava completamente certo, e não ela. Minha ex-namorada, que num final de semana havia conseguido falar mais palavras com a letra I do que se possa imaginar. Ela iniciou tudo quando eu havia comentado que meu braço direito e secretario estava fazendo falcatruas na minha empresa e eu o havia demitido, depois ela falou que minha saída durante um dia da semana havia passado dos limites, pois eu tinha chego atrasado no trabalho. Quando a empresa em que eu trabalhava era completa e totalmente minha. Depois ela veio com aquele papinho de respeito com os mais velhos, pois ela tinha escutado a discussão que eu tinha tido com meu pai sobre qual o assunto era ela mesma. Depois de algum tempo, ela tocou no assunto amor, e novamente descarregou o bendito ‘i’ encima de mim dizendo que eu não a amava. Por conta disso tudo, ela conseguiu torrar minha paciência e me fazer tomar uma grande decisão que era se eu agüentava ouvir mais “is” ou se eu terminava com ela. Como eu já não ia muito com a cara da letra “i” a muito tempo, a única opção que me restou foi a segunda, acarretando assim o ultimo “i” da lista. Insensível.

Se minha consciência pesou? Se eu fiquei mal? Se fiquei arrependido? Não. Não para todas as alternativas. Já estava na hora de tomar um rumo novo na minha vida, de fazer dessa vez escolhas certas.

Acenei com a cabeça para o comissário de bordo, que me conhecia muito bem. Eu era freguês mensalmente, senão semanalmente daquela companhia aérea. Já havia viajado muito com eles, por causa da minha empresa e de seus trabalhos no exterior. Ou seja, eu já estava no meu limite de tanto viajar de avião. Mas infelizmente, era necessário. Olhei meu bilhete rapidamente, e pedi para uma aeromoça que sorria maliciosamente para mim, levar-me até minha poltrona na primeira classe. Fui recepcionado por ela como um rei, ofereceu-me mil e uma bebidas, salgadinhos e aperitivos, e por fim apontou onde minha poltrona ficava e saiu, deixando no ar uma pequena frase que podia ser muito bem interpretada com um duplo sentido. “Estou às ordens!”.

Ri internamente da moça. Infelizmente ela não tinha culpa de ser tão atirada assim, e nem de imaginar que eu nunca faria algo com ela, afinal, ela já devia ter dito essa frase todos os dias de trabalho naqueles aviões. E provavelmente, alguém usufruiu dela muito bem.

Andei pelos corredores da primeira classe, sentindo olhares femininos pra cima de mim,a maioria deles desejosos, e por parte dos homens olhares um tanto invejosos. Pouco me importava o que as pessoas estavam pensando de mim, eu só queria chegar ao meu destino o quanto antes. Cheguei à minha poltrona destinada e observei que na poltrona da janela havia uma jovem com a cabeça encostada na mesma, seu semblante não parecia ser de alguém dormindo, que estava tendo bons sonhos. Coloquei minha pequena bagagem com documentos no compartimento acima e fiquei alguns segundos a observar a moça, que ainda parecia não ter notado minha presença.

Pensei em lhe tocar o ombro, como sinal da boa educação que eu tinha, lhe cumprimentar. Porém, a idéia de receber mais um “i”, dessa vez de idiota, por lhe incomodar, não me agradou muito. Por isso, apenas fiquei a fitar a maneira como parecia ter mergulhado nos próprios pensamentos.

Cabelos bronze com alguns fios puxados para um tom avermelhado. Pele clara, e maçãs do rosto chamativas, entregando sua pele saudável como se fosse de pêssego. Parecia beirar em torno dos 26 anos, e suas rugas ao lado dos olhos denunciavam os pensamentos desagradáveis que provavelmente rondavam sua mente agora. Respiração certa vez calma, certa vez descompassada, fazendo com que seu colo subisse e descesse em evidencia. Colo, que era emoldurado por uma blusa verde de linha fina em decote V. Nas pernas uma calça jeans justa e desbotada, e por cima delas uma bota preta que ia até a metade da panturrilha, de salto fino e bico redondo. As mãos entrelaçadas, e os sedosos cachos tomando-lhe parte da cintura a mostra. Lábios rosados e entreabertos, num tom clarinho, demonstrando que não usava batom ou brilho algum. Sentei-me cuidadosamente, tentando não fazer movimentos bruscos, para não lhe tirar a concentração. Mas que ao visto foi inevitável, o ranger do couro branco despertou-lhe a atenção e de imediato a moça olhou-me.

Os fios da pequena franja caíram sobre seus olhos, escondendo aquele mar de chocolate maravilhoso que me encaravam confusamente. Até então eu não havia notado quanto tempo eu fiquei perdido admirando aquele par de olhos brilhante, até que a dona dele dirigiu a palavra a mim.

- Oi.

Pelas minhas contas alguns segundos haviam se passado, e nenhuma palavra saída da minha boca. Eu estava interiormente e exteriormente petrificado pela beleza que ela exalava, seu cabelo caído para o lado direito, deixava a mostra seu pescoço liso, e nele uma pequena correntinha com a letra “R”. Até então eu estava conseguindo formular uma simples palavra de duas letras, quando ela delicadamente abriu um sorriso singelo e tímido. Foi ai que as coisas ao meu redor começaram a rodar em câmera lenta, as pessoas que antes entravam no avião fazendo barulho, agora pareciam anjos que flutuavam por ele. Observei calmamente seus movimentos, desde a passada de mão nos cabelos colocados atrás da orelha, até a pigmentação extremamente vermelha chegar as suas bochechas. A moça fechou a boca, tirando de mim aquela visão de uma arcada dentária branquinha como as nuvens, e apenas sorriu com os lábios, encostando-se na poltrona novamente.

Mais alguns segundos se passaram, e eu percebi como havia sido rude com a moça. Ela não tinha culpa de ter me deixado olhando-a que nem um abobado. Chacoalhei a cabeça algumas vezes, inspirando fundo e conseguindo, finalmente, formular aquela pequena e inofensiva palavra.

- Oi!

O sorriso que eu esperava receber novamente, não apareceu. Apenas um rosto cansado, e desanimado.

- Olá.

- Perdoe-me moça pela minha falta de educação momentos antes, eu estou sobre efeito de alguns remédios para insônia, por isso eu costumo “estatelar” no lugar às vezes.

Momentos antes eu não conseguia falar um normal “Olá”, agora já saio falando trechos da bíblia rapidamente. Coisa, que surtiu um efeito positivo, sua boca abriu-se num sorriso maior ainda, enquanto sua cabeça caia para trás juntamente com uma sonora risada. Meus ouvidos foram invadidos pelo som suave e macio da sua voz, e inconscientemente ri junto com ela.

- Não precisa se desculpar, porém tenho que admitir que pensei por um instante não ter ido com minha cara.

- Não, não, não. Não pense nisso. NÃO ir com sua cara é algo impossível, até um cego iria.

E novamente, outra risada ecoou pelo avião. Eu devia estar tão absorto em me desculpar e tirar a primeira impressão ruim que causei, que nem estava dando bola para o que saia da minha boca.

- Acho que devo levar isto como um elogio.

- Eu não me lembro o que eu disse, mas sim, leve como um elogio. – sorri diante seu divertimento. E foi incrível o modo que ela fechou rapidamente o sorriso, parecia que estava pensando em algo, como se estivesse esquecido de comprar um presente. E mais rápido do que eu pensava, sua mão voou outra vez até o cabelo, colocando-o atrás da orelha de forma que seu antebraço pudesse esconder o rosto envergonhado. – Novamente, cometi outra gafe. Prazer meu nome é Jacob Black.

- Muito prazer Jacob, sou Renesmee Cullen. – ela estendeu a mão timidamente para apertar a minha. E foi como eu havia pensado, sua pele era lisa e macia, aperto calmo e não de muitas delongas. Demonstrando sua personalidade serena e compenetrada.

- Renesmee, nome diferente. Porém bonito. E muito charmoso. Posso lhe chamar de Ness?

RENESMEE POV

- Obrigada, e sim, pode me chamar de Ness. – concordei com a cabeça – Alias, Jacob Black é um nome muito forte, combina bem com você.

Eu adorava quando ficava nervosa e saia falando tudo. Ele era extremamente musculoso e atlético. Resumindo, ele era forte. E dizer algo como “Jacob Black é um nome forte, combina com você”, era algo que entrava definitivamente na lista dos momentos em que eu deveria me matar. Que pessoa em sã consciência falaria para um cara lindo e forte que o nome dele combinava com sua pessoa? Acho que (quase) ninguém, pois eu sempre abro as exceções para este tipo de caso. Fiquei petrificada com meu sorriso amarelo no rosto, imaginando o que aquele cara estava pensando de mim agora. Devia achar que eu era a mais atirada dos EUA.

Porém minha frase foi recebida de maneira diferente, ele riu e disse apenas um obrigado. Agradeci mentalmente por ele ter deixado passar, propositalmente ou não, meu pequeno deslize.

- Já que me deu a liberdade de lhe chamar pelo apelido, peço que me chame de apenas Jake. Eu sei, não é muito variável como o seu, porém é menos formal. Afinal, acho que terá que me aturar durante umas 10 horas.

- Chamarei sim. Porém não vejo problema em lhe “aturar” durante 10 horas, não será nenhum sacrifício. Será bom ter uma companhia durante este tempo.

- Que bom que pensa assim, é apenas quando encontro companhias assim, que “me gusta” viajar.

- Pelo menos para você então. – retorci o rosto, lembrando que estávamos quase decolando, e minha tortura tendo inicio.

- Tem algo de errado? – Jacob perguntou curioso, e um tanto preocupado.

- Pelo menos, você gosta de viajar de avião. Já a mim, “no me gusta” nenhum pouco.

- Traumas?

- Na verdade nenhum, só nunca fui muito chegada em não ter os pés no chão. Sempre fui centrada, na minha, e nunca fui de sonhar alto. Por isso não me atrai viajar de avião, me sinto aventurada.

- Então o motivo de não gostar de viajar é mais por não se sentir no chão, e não por ter medo mesmo?

- Desculpe, tentei omitir, mas não consegui, eu tenho medo da decolagem e da aterrissagem. Tirando isto, até que o vôo é tranqüilo.

- Hum, ta explicado agora. Não se preocupe, estarei sempre ao seu lado tanto na subida quanto na descida.

- Obrigada mesmo. Mas não quero lhe incomodar com meus medinhos.

- Não irá. Eu prometo. Falando nisso, você ira amar essa viagem, farei com que ela seja a mais agradável possível. Sendo assim, nunca mais terá medo de andar de avião.

- É mesmo? – perguntei rindo da forma divertida que ele havia dito aquilo – E como o senhor pretende fazer isto, ein?

- Eu tenho meus métodos. – respondeu dando uma pequena piscadinha.

- Devo ficar com medo?

- Não. Muito pelo contrario, deve sentir-se feliz por ser EU o seu acompanhante de assento.

- Espero que esteja certo Jake.

- Você não irá se arrepender.

A voz fina e chata da aeromoça ecoou por dentro de todo avião, avisando que a decolagem seria em minutos. Como eu já conhecia todos os procedimentos de cor e salteado, apertei meu cinto rente a minha cintura, encostei minha coluna reta na poltrona, e apertei os braços dela. Fechei os olhos e fiquei a respirar fundo, enquanto sentia os motores serem ligados fazendo leves tremores passarem como ondas pelo avião. Não sei se era por eu ter medo, ou se era paranóia minha, ou se era normal, mas eu sempre sentia que todos aqueles tremores terminavam em mim. Olhei para Jacob.

Eu estava tão concentrada na imensidão preta que meus olhos antes se encontravam, que não notei sua chegada. Apenas fui escutar que havia alguém do meu lado quando o ranger do banco de couro soou levemente ao meu lado. Amaldiçoei mentalmente a companhia aérea, e a pessoa que estava sentando-se ao meu lado. Eu queria um pouco de paz, para curtir sozinha minha tortura e quem sabe conseguir minhas respostas.

Pensamentos estes que foram completamente devastados quando pus meus olhos na tal pessoa que se sentava ao meu lado. Não poderia o acusar de perfeição, porque ninguém era perfeito, mas ele conseguia chegar muito perto dela.

Numa passada rápida de olhos, reparei em todo seu pescoço para baixo. Ombros largos, e braços tonificados, assim como seu peito. Creio eu, que suas costas e barriga sejam da melhor qualidade de músculos que se pode ter por ai. Vestia uma camiseta rosa bebê com listras em azul marinho, que realçava sua pele morena e sem nenhuma imperfeição. A calça jeans era escura e demarcava suas coxas, e por fim, dei uma longa olhada em seu rosto. Eu não conseguia descrever o modo como fiquei por alguns instantes já querendo saber seu nome, coisa que eu nunca fazia e nem faria. Cabelos do tom negro mais profundo, todo descabelado. Parecia que tinha recém acordado, o que não mudou em nada, estava perfeito para ele, olhos marrons escuros, com cílios enormes, nariz de proporção ideal para seu rosto, e lábios invejáveis a qualquer homem e desejáveis a qualquer mulher.

Música – (Anna Nalick – Breathe)

Agora, as turbinas eram ligadas, e um grande chiado chato, porém suportável iniciava. Tirando-me assim a concentração que eu estava tendo sobre meu companheiro de poltrona.

- Senhores passageiros, iremos dar início a decolagem. Em minutos liberaremos os cintos para poderem circular pelo avião. Aguardem o sinal, e quaisquer emergências, acionem o botão vermelho acima de vocês. Obrigada por escolherem nossa companhia aérea e tenham um ótimo vôo.

O avião começou a andar, e eu continuava com a cabeça enterrada na poltrona e os olhos exprimidos. Cogitei varias vezes a idéia de apertar logo o botão vermelho, descer e ir de ônibus para meu casamento. Porém me lembrei que se eu fosse daquele jeito, não teria casamento, eu provavelmente chegaria quase um dia depois da cerimônia. Trinquei a mandíbula de raiva, e de nervosismo, e consequentemente cravei minhas unhas no couro dos braços da poltrona.

- Ness? – senti a mão quente e firme de Jacob pousar em meu ombro. Não abri os olhos e nem falei nada, apenas sibilei um “HUM?” com a garganta para que ele falasse – Está tudo bem?

Novamente formulei um “UHUM”, e recebi sua resposta.

- Você não parece bem, irei acionar o botão de emergência. – mais rápido do que eu podia imaginar, abri os olhos e virei meu rosto para ele, falando um alto “NÃO” – Viu, não foi tão difícil! – ele continha um sorriso torto nos lábios, mostrando sua fileira de dentes alvos e bem cuidados.

- O que?

- Relaxar um pouco, agora só falta soltar as mãos dos braços da poltrona.

- Não me peça para fazer isso! – apertei os olhos e balancei a cabeça como uma criancinha.

- Acabará se machucando, e dando um alto prejuízo a companhia. Esta quase arrancando o couro do banco! – ele riu baixinho.

- Eu tenho dinheiro, não me importo em pagar! – olhei para a janela e vi que ainda estávamos subindo.

- Mas eu me importo. Agora solte! – chacoalhei a cabeça de forma manhosa e ganhei um sorriso de canto maior ainda – Por favor, solte.

A mão que estava no meu ombro, foi escorregando lentamente pelo meu braço. E por onde ela passava um rastro de calor e pelos arrepiados era deixado. Mais calmamente ele chegou a minha mão, depositando a sua encima dela, como se estivessem entrelaçadas. Fez pequenos círculos com o polegar por cima dela, e eu fiquei a observar sua ação. Do mesmo modo que ele conseguiu arrancar de mim a verdade sobre voar, sem nenhuma dificuldade, ele conseguiu tirar minha mão do braço da poltrona, virando-a e massageando a palma de minha mão. Espalmou sua enorme mão sobre a minha, e por fim as entrelaçou, brincando com meu polegar. Eu só não sentia meu braço arrepiado, como meu corpo inteiro, diante de tal ação meticulosa dele. Olhei para minha outra mão que agora pousava calmamente sobre minha perna, e sorri internamente.

- Apenas... Respire! – sua voz rouca trouxe-me de volta a aquele momento. Seus olhos demonstravam o quanto ele estava confortável com aquela situação, e que não estava mesmo se importando em me ajudar. Pela primeira vez, alguém havia conseguido me distrair durante a decolagem.

- Jake, eu nem sei como lhe agradecer. – respondi abobada após ouvir a voz irritante de a aeromoça anunciar que já estávamos estabilizados e que já podíamos circular por aí.

- Eu te disse que sempre estaria ao seu lado.

Notas finais
N/A: Aiiin que gogoonha >< Enfim, Oiiee gent! estou novamente aqui com novamente mais uma fic *.* Acho que essa será a primeira fic que faço em que a Nessie não é uma completa insana adoidada! UAHSUIAUISHUIA Porém, nosso amado e tesudo Jacob continuará o meeeesmo magavilhoso e sedutor!(para o delírio da galera)! AUIHSIUHAIUSHA eeee yep, será beem romance essa fic *.* Claro, com direitos a digamos que assim...algumas bagunças dentro do avião!
Então pessoal! o que acharam?
O meu obrigado desde já para quem leu e comentou
Estou amando escreve-la,e ja estou com a fic bem avançada! Ou seja, comentem (fikdik) IAHSIUHAISHUAHIU!

Enormes beijoos e até mais!

Isa Sartor
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.