10 Coisas que Odeio em Você

1 10 Coisas que Odeio em Você


Notas iniciais
Essa surgiu como inspiração súbita mais cedo,eu tava respondendo com vídeos no Ask.fm com meu cosplay de Shizuo,e com uma ask do meu amigo Arisu,que estava fingindo ser o Izaya,me ocorreu algo semelhante à cena mais clássica do filme "10 Coisas que Odeio em Você".Porém,eu nunca tinha visto o filme,só conhecia esse trecho,então fui ver o filme antes de fazer essa fic.E,bom,gostei muito.Espero que também gostem dessa fanfic.
Dedicada à Feer (minha Izaya ♥) e ao Arisu (meu xará).

Shizuo acordou. A mente ainda enevoada pelo sono, olhou para seu lado... e lá estava a presença que tanto odiava. Izaya Orihara, sentado em sua cama, completamente sem roupas, assistindo a algo na TV. Notava em seu corpo todos aqueles arranhões e marcas que ele mesmo fizera mais cedo. Era seu maior dilema... odiava tanto essa pulga maldita, mas ele exercia todo esse controle sobre ele. Sabia provocá-lo até ele perder todo o controle, e chegar a uma situação que nem essa... há quantos anos? Se odiando tanto, mas mais íntimos que nunca... assim era a vida.

– Ah, a Bela Adormecida acordou! Bom dia, Shizu-chan. – disse Izaya, se virando pra ele e sorrindo, aquele sorriso irônico que o outro tanto odiava

– Vai pro inferno. – resmungou Shizuo

– Tão cruel... você nunca foi muito bom em conversa de travesseiro, né?

Então, Izaya voltou os olhos para a TV novamente. Shizuo se levantou e caminhou até a cozinha, aonde abriu a geladeira e tomou um longo gole de leite. Suspirou, sentia dentro de si os nervos começarem a voltar...estava amortecido pelo sono, mas só a presença de Izaya em sua casa já o fazia ficar furioso. Era uma merda o modo como sempre se descontrolava e, ao invés de bater nele até deixá-lo entre a vida e a morte, acabava provocado e era a luxúria, e não a ira, que tomava conta de seu corpo. Quem sabe um dia não conseguia destruir o maldito, e tudo acabaria?

Voltou para o quarto, Izaya não se mexera, ainda estava observando a TV, que estava passando os créditos finais de algum filme, ao som de uma banda de rock que estava tocando no topo de... um edifício?

– Que droga você estava assistindo? – perguntou Shizuo

– “10 Coisa que Odeio em Você”. – respondeu Izaya, finalmente mudando de posição, enquanto se espreguiçava – Lembra desse filme? Estava em cartaz quando estávamos no colegial.

– É? Tanto faz. – resmungou Shizuo, abrindo o armário pra pegar uma camisa

– O Shinra tentou convidar a Celty pra ir assistir com ele, não lembra? Mas seria impossível ela ir ao cinema com ele, não deixam entrar no cinema com aquele capacete dela.

– Não lembro.

– Eu e Dotachin fomos ver. Na saída, você nos encontrou na porta do cinema, não lembra disso? E me jogou no balcão da lanchonete, eu quase morri afogado em pipocas.

– Eu disse... – Shizuo falou em um tom mais sério e firme – ...que não lembro.

Izaya silenciou. Então, apenas desligou a TV e ficou observando Shizuo, enquanto o mesmo se vestia.

– Que é? Você também deveria se vestir, vou trabalhar daqui a pouco. – disse Shizuo, sentindo o olhar de Izaya nele

Izaya suspirou e também começou a se vestir. Ficaram em silêncio por um bom tempo, apenas se vestindo, até que:

– Shizu-chan... você me odeia tanto quanto eu te odeio? – disse Izaya,enquanto amarrava seus sapatos

– Que história é essa? – resmungou Shizuo, abotoando seu colete – É claro que eu te odeio. Muito mais do que você me odeia.

Izaya sorriu.

– Isso é engraçado, seu cretino? – reclamou Shizuo

– É... é engraçado como você quer me superar em tudo. Prevalecer sobre mim em tudo.

– Eu não preciso disso. Sou melhor que você.

– Mas não se livra de mim. Faça o que fizer, estou aqui...vivinho. – Izaya riu e se deixou cair na cama

Então, Shizuo apertou o pescoço de Izaya.

– Posso resolver isso. – disse Shizuo

– Então faça. – Izaya colocou sua mão sobre a de Shizuo, como que dando permissão para que este apertasse seu pescoço

Shizuo trincou os dentes, já cheio de raiva. Era tão frágil, tão fácil... só apertar aqueles ossos, que se quebrariam perante sua força como se fossem de vidro...

– Eu odeio tudo em você. – disse Shizuo

Izaya apenas o encarou. Sua expressão era estranha, como se estivesse se contendo, e ao mesmo tempo quisesse destruir completamente aquele à sua frente.

– Eu odeio o modo como você sai do seu caminho,só pra me provocar. – disse Shizuo – Eu odeio quando você me chama de Shizu-chan, mesmo sabendo que eu detesto esse apelido idiota. Eu odeio como você sorri sarcasticamente pra tudo que surge, como se soubesse que sempre vai vencer no final. Eu odeio quando você atira facas em mim, só porque sabe que não vai me machucar, ou impedir que eu corra atrás de você. Eu odeio ser atropelado por sua culpa, só pra você me olhar e jogar na minha cara como eu esqueço de todo o resto quando você surge. Eu odeio o modo como você maltrata e manipula as pessoas de quem eu gosto, como se eu fosse sua propriedade. Aliás, eu odeio os seus ataques de ciúme, achando que eu vou me engraçar com a Vorona, quando ela é só minha kouhai. Eu odeio sair na rua pra trabalhar e te encontrar no meio do caminho, porque eu sei que Shinjuku é praticamente outra cidade, e você não deveria vir pra Ikebukuro com tanta frequência assim. Eu odeio sentir que você tem algum controle sobre mim, me fazendo ficar furioso só de mostrar essa cara nojenta na minha frente. E, principalmente... – Shizuo suspirou, os dentes cerrados – ...eu odeio pensar que, apesar de todas essas razões... eu nunca vou conseguir me livrar de você.

Izaya o encarou, os olhos bem abertos. Sorriu.

– Você se lembra. – disse ele

– Claro que eu me lembro. Eu não encontrei você e o Kadota na saída do cinema por acaso: eu estava na mesma sessão que vocês.

– Só uma coisa...você não rimou.

– Cale essa boca. Não sou poeta.

– Não...heh... – Izaya acariciou o rosto de Shizuo – Foi a declaração de amor mais monstruosa que já vi. Como era de se esperar de um monstro.

Quando Izaya disse isso, Shizuo ergueu a outra mão e desferiu um soco. Porém, nesse milésimo de segundo, Izaya pegou sua faca e fez um corte nas costas da mão que estava em seu pescoço, fazendo com que o soltasse e se desviasse do soco. A mão de Shizuo furou o colchão de sua cama, e no momento que gastou em tirá-la de lá, Izaya correu e, segurando seu queixo com a mão, deu-lhe um beijo, o que o fez arregalar os olhos.

– É um monstro, sim. Meu monstro. – disse Izaya

Em seguida, Izaya pulou pela janela, indo aterrissar em segurança na calçada, embora assustando muitas pessoas que estavam ali de passagem. Pessoas que só se assustaram quando ouviram o urro da besta selvagem que gritava “IZAYAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!”.

Notas finais
Na outra fanfic,algumas leitoras falaram que queriam um beijo,já que eu não gosto de Lemon...procurei compensar nessa.Apesar de ter ficado curtinha,espero ter agradado =D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!