10 Coisas Que Eu Odeio Em Você
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Enjoy! ;)
XOXO
- E então Reyna, já que você é oficialmente minha namorada, o que nós vamos fazer? – Leo perguntou.
— Você me pergunta isso? – ela retrucou irônica.
— Tem razão, você nunca deve ter namorado. Uma pobre e pura menina. – ele respondeu sarcástico.
— Leo! – ela exclamou, dando-lhe um tapa no braço. – Também não é para tanto.
— Então, você sabe que depois de oficializar o namoro, você deve presentear-me com joias e presentes.
— Idiota!
— Eu sei, mas ainda assim você me ama.
— Olho que eu mudo de ideia.
— Acredito nisso.
— Sério?
— Obviamente não Reyna! Você sentiria minha falta e cortaria os pulsos de depressão.
— Nunca! Para que fazer isso?
— Para ver o sangue escorrer e tentar esquecer a dor do coração partido?
— Menos Leo. Menos. E não te amo a esse ponto.
— Sério?
Reyna assentiu.
— Mas eu te amo, e por você faria isso. – ele falou.
— Isso já está ficando clichê. – ela advertiu.
— Tá, vou parar. Mas enfim, eu estava pensando, será que você não estaria afim de sair comigo? – ele perguntou.
— Tipo, quando?
— Tipo, agora.
— Agora, agora?
— Exatamente.
— E para aonde iríamos?
— Assaltar um banco. – ele brincou.
— Idiota.
— Você já disse isso.
— Eu sei. Mas como assim, sair agora? Uma guerra sendo travada e você quer sair?
— Sim. – ele respondeu calma e placidamente. – Que tal irmos ao cinema?
— Cinema? – ela perguntou.
— É.
— Mas não há cinemas no acampamento.
— E em algum momento eu disse que ficaríamos no acampamento?
— Não.
— Então, topa?
— Talvez.
— Sim ou não?
— Sim?
— Isso! Agora vamos, troque-se e em 10 minutos eu te busco.
— E por acaso, como o Senhor Inteligente pretende sair daqui?
— Tem uma brecha na proteção. Já saí daqui tantas vezes quanto Zeus pulou a cerca. – no momento que Leo disse isso, um trovão ribombou no céu.
— E o que faremos no cinema?
— Matar o lanterninha que não é. – ele ironizou. – Eu estava pensando em assistir algum filme. E depois tomaríamos um sorvete.
— Baunilha? – ela perguntou tímida.
— O que você quiser. – ele respondeu ternamente.
— Então eu vou. Me espere aqui, volto daqui a pouco, ok?!
Leo piscou e assentiu.
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Reyna sentia-se como uma pré adolescente que saía pela primeira vez com o namorado. Mas tecnicamente, isso era meio verdade. Abriu o guarda roupa e buscou entre os cabides algo que fosse adequado à ocasião. Tirou vestidos e vestidos de cabides. Abriu gavetas e caixas. Nada parecia servir.
Sentou na cama, frustrada por não saber lidar com a situação. Pescou, em meio à bagunça, um short jeans e uma blusa regata lisa. Era aquilo ou nada. Trocou-se rapidamente, escovou o cabelo e desceu, de certo modo insegura.
Desceu as escadas e caminhou até Leo, que se encontrava de costas, apoiado em uma coluna, enquanto remexia algumas ferramentas e criava coisas.
— Leo? – ela chamou, tímida.
O garoto se virou e abriu um sorriso.
— Reyna, você está linda. – ele falou, com um tom de sinceridade.
— Sério?
— Sim. E você já deveria saber disso. É meio óbvio, sabe.
— É só que... bem as pessoas não me falam muito isso. – ela enrubesceu.
— Apenas por que você não lhes dá nenhuma chance. Está sempre tão... fechada. Fria. As pessoas meio que têm medo de você.
— Eu não sou assim. – Ela protestou em defesa própria.
— Oh, é sim. Ou você acha que te chamo de Ice Queen (N/A: É mais bonitinho do que chamar de Rainha do gelo) à toa? É um apelido bem apropriado. – ele explicou.
Reyna sorriu, derrotada. Como aquele garoto surpreendentemente irritante poderia ser tão... adorável?
— Você venceu, eu mereço.
— Então podemos ir?
Reyna assentiu e Leo lhe estendeu a mão cavalheiramente. Reyna recusou.
— Qual é Reyna? Todas gostam de romantismo. Admita.
— Eu não gosto.
— Finjo que acredito.
— Chata.
— Insuportável.
— Idiota.
— Mimada.
— Acéfalo.
— Eu te amo.
— Eu não.
— Veremos! – ele disse num tom brincalhão.
E antes que ela pudesse protestar, Leo a pôs nos braços e correu em direção a saída.
Ela ria e se debatia no colo dele, que se divertia ao ouvir as reclamações da garota.
— Me solta Leo!
— Não!
‘ — Sim! – ela ordenou.
— Ok, você que manda aqui.
Leo soltou-a e por pouco ela não caiu no chão. Reyna pareceu irritada. Leo correu.
— Valdez seu estúpido! Volte aqui!
A garota começou a correr, procurando-o. E de repente sentiu um aperto em sua cintura. Reyna se virou abruptamente e deu de cara com um certo filho de Hefesto.
— Você é louco. Eu poderia ter te matado.
— Como? Sem armas você não é nada contra mim.
— Eu sou uma filha da guerra. Posso te matar até com um clip de papel.
— Ui! Ela é poderosa! – ele ironizou.
Reyna lhe lançou um daqueles olhares cala-a-boca-ou-eu-te-esfaqueio, que fez Leo cessar as brincadeiras.
— E então, — ela mudou de assunto. – Por onde é a saída?
— Tá vendo aquela moita lá no final? – ele falou apontando para uma planta à cerca de 10 quilômetros.
Reyna assentiu.
— Esqueça completamente ela. A saída é do outro lado, bem ali perto do pinheiro.
— Eu já não sei se você me ama ou ama implicar comigo.
— Eu também não sei. Agora vamos, antes que o cinema feche. Apenas me siga e não faça barulho, ok?!
— Você que manda agora?
— Por acaso você já saiu daqui?
Reyna suspirou irritada e o seguiu pelo caminho até a saída.
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— Chegamos! – Leo avisou.
— E que filme o Senhor Já-Saí-Do-Acampamento pretende ver? – ela foi sarcástica.
— Titanic? – ele sugeriu
— Nunca. – ela respondeu, com um quê de medo.
— Por quê? Está em 3D, ok?!
— Nada relacionado à barcos, por favor Leo.
— Por quê? – ele insistiu.
— Por favor. Eu só te peço isso. Eu... não gosto de falar sobre isso.
— Ok então. Só nos resta ver Carros 2. Que tal?
— É. Pode ser. – ela respondeu aliviada.
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— Leo, — Reyna pediu. – Compra pipoca?
— Você me chama logo agora que o Relâmpago vai participar da corrida?
— Sim! A minha pipoca acabou e eu estou com fome. – ela retrucou em sua defesa.
— Reyna, amor da minha vida, você já comeu duas barras de chocolate, uma pacote com mais ou menos um quilo de pipoca e meio litro de suco de pêssego. O Relâmpago vai começar a correr agora, e eu acho que você não quer causar um trauma na minha vida por que eu perdi o clímax do filme.
— Você tem quantos anos? Dezesseis ou um mais seis?
— Depende da hora do dia. Nesse momento eu tenho um mais seis.
— Idiota!
— Você que começou. Agora shiu! Eu quero ver!
— Então eu vou sozinha. Aliás, eu vou pedir para aquele garoto da fileira da frente para ir comigo. Ele é tão forte, lindo...
— Tá bom Reyna! Você venceu. Eu compro a droga da pipoca! – ele respondeu derrotado e irritado.
— Traz um tic tac de laranja também! – ela provocou.
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— Um sorvete de chocolate com muita calda, biscoito e granulado colorido para mim e um de baunilha com cobertura de chocolate e biscoito de canudinho para ela, por favor. – ele pediu ao sorveteiro.
— Nossa, como você sabia que eu queria assim? – ela perguntou espantada.
— Eu vi você comendo um exatamente igual na festa do acampamento. – ele respondeu indiferente.
Reyna sorriu, espantada e surpresa por ele prestar atenção em detalhes tão simples.
— São cinco dólares. – disse o sorveteiro, entregando-lhes o sorvete.
— Obrigado. – Leo respondeu.
Os dois caminharam de mãos dadas pela praça, enquanto saboreavam o sorvete.
— Um balanço! – Reyna gritou, correndo até o brinquedo.
— Você não teve infância não?
— Quando você passa a maior parte da sua vida presa num SPA cheio de mulheres megalomaníacas que transformam homens em porquinhos da índia, não se tem tempo para brincar.
— Você me envergonha.
— Dá para parar de frescura e me empurrar? Eu quero alcançar o céu!
— É melhor pedir isso ao Jason. Ele voa, eu não.
— Vai me empurrar ou não?
— Tá. Eu te empurro sua sem-infância.
Reyna sorriu e se sentou no balanço. Leo deu uma última lambida no sorvete e o jogou fora.
O filho de Hefesto deu um leve empurrão nas costas de Reyna e o balanço se moveu, e a cada segundo voando mais alto. Reyna estava genuinamente feliz, sorrindo como uma criança. Leo gostava de vê-la assim, sorrindo inocente, sem a carranca típica. Passado um tempo, Leo já estava cansado e parou de empurrá-la.
— Por quê você parou? – ela reclamou.
— Eu cansei. Chega de balanço por hoje. – ele avisou.
— Tudo bem. – ela falou, levantando-se.
Os dois voltaram a caminhar, com o céu estrelado como plano de fundo. Ao lado dos dois, um garotinho com cerca de 3 anos corria pela praça, trajando uma camisa vermelha com a estampa de Relâmpago Mcqueen.
— Reyna! Olha lá! A camisa dele! Eu quero! Eu quero! – ele falou.
Reyna rolou os olhos, espantada com a infantilidade do garoto.
— Vamos comprar uma para mim? – ele pediu. – Tem uma loja lá na frente. Por favorzinho minha Ice Queen preferida!
— Tá bom Leo. Eu desisto. Vamos comprar essa droga de camisa.
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— Olá! Como posso ajuda-los? – perguntou uma mocinha sorridente de vinte e poucos anos.
— Eu quero uma camisa do Carros! – Leo respondeu extasiado.
— Vou dirigí-los à seção infantil. – ela respondeu.
Os três caminharam até uma parte da loja, completamente decorada com Barbies e brinquedos de garotos.
Sob as araras, uma camisa vermelha com a estampa do dito cujo reluzia.
— Ali! Ali Reyna! Naquela arara! – ele falou apontando para o local.
A sorridente vendedora foi até lá e buscou a blusa, levando até o feliz filho de Hefesto.
— É para presente? – ela perguntou.
— Não. É para mim, por quê? – ele retrucou.
— Só temos tamanhos até 10 anos. – ela respondeu.
— Oh não! Isto é um trauma na vida de Leo Valdez! – Reyna falou ironicamente.
— Não há problema. Vou levá-la do mesmo jeito. – ele falou.
— Não vai não! Isto vai ficar ridículo! – Reyna argumentou.
— Dane-se. Quem vai usá-la sou eu. – ele deu de ombros.
— Com licença, — interrompeu a vendedora. – Vai leva-la?
— Sim. – Leo respondeu.
— Não. – Reyna contrariou.
— Pode passar no caixa, por favor. E não precisa embrulhar. Vou leva-la no corpo mesmo.
— Eu mereço.
— Deixa de ser chata Reyna! Onde é o provador?
— O infantil é seguindo reto depois dos sapatos. E o adulto é no segundo piso.
— Excelente. Reyna, você pode pagar enquanto eu me troco?
— Fazer o quê, né?!
A vendedora levou-a até o caixa. Enquanto a máquina fazia um bip irritante, Reyna passava o tempo empilhando cartões. De repente, Leo passou correndo pelos corredores da loja, enquanto fazia um barulho esquisito que imitava um motor de carro.
— E Relâmpago Mcqueen assume a dianteira, passando na frente dos competidores! – ele falou.
— Leo Valdez! Por quê Hades você está fazendo isso?
— Eu não sou Leo Valdez! Eu sou uma Ferrari potente que atravessa a pista a 100km/h.
— Leo Valdez, se você não parar com isso A-GO-RA, eu juro que te mato!
— Você não me pega! Cara de meleca! – ele brincou.
— Com licença, — ela disse à vendedora. – Eu preciso resolver uns probleminhas.
A vendedora sorriu amarelo e observou Reyna se distanciar da loja.
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Leo parou e começou a girar num poste, localizado no meio da praça.
— Leo! Por favor, pode parar com isso? Está me envergonhando!
— Eu falei que teria um trauma na minha vida. Você me obrigou a comprar pipoca e eu não pude ver o filme. Agora eu vou representa-lo e curtir a minha infância tardia.
— Desisto. Fique aí que eu vou embora.
— Oh não! Quem fará meu pit stop? – ele perguntou dramático.
— Que tal a vendedora da loja? – ela ironizou.
— Não me diga que você ficou com ciúmes?
— Não.
— Então me dá um beijo.
— Pede para a vendedora.
— Ciumenta.
— Energúmeno.
— Deixa de ser chata vai. Eu nem prestei atenção nela.
Reyna fechou a cara e sentou-se no banco. O céu fechou e um espesso conjunto de nuvens rodeou a praça.
— Rey, não é melhor irmos para algum lugar abrigado? – ele perguntou. – Vai chover.
Reyna permaneceu calada. Os primeiros pingos começaram a cair.
— Vamos? – ele insistiu.
Ela não respondeu. A chuva apertou. Os pingos se tornaram mais grossos.
— Reyna! Por favor!
Ela continuou parada. Leo se aproximou dela. A chuva aumentava a cada momento. Ele a puxou do banco. Reyna estava encharcada. Seus cabelos castanhos escuros estavam quase pretos devido à chuva. Ela levantou num pulo e tropeçou, caindo nos braços do garoto.
Leo estava quente, como sempre. Reyna estava gelada, como sempre. A pele dos dois combinava tão bem quanto batata frita e Sunday. (N/A: Sim, eu já comi, É uma DELÍCIA!)
Leo se aproximou, colando seus lábios nos dela. Sentiu gosto de morango. Provavelmente brilho labial.
O vento estava frio, propiciando um cenário de beijo na chuva semelhante à novelas.
— Vrummm! – ele sussurrou, e soltou-a para correr pela chuva.
Reyna sorriu. De certo modo gostava daquela infantilidade, completamente oposta a ela.
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É, mais um. Foi o mais fofo que eu escrevi. Dá vontade de morder o Leo de tão fofo.
Espero que gostem!
XOXO
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