Notas iniciais
Bom, essa é a minha primeira fic, portanto me dêem um desconto.
Enjoy! ;)

Flashback on

“Era uma noite congelante. Reyna corria inutilmente pelo acampamento Júpiter enquanto era seguida pela terra. Ela chamava por Aurum e Argentum, mas eles pareciam envolvidos por um transe. Estava desesperada. O acampamento estava devastado e ela via nos rostos dos campistas o retrato do pânico. Se sentia quebrada, até que viu Jason. Sua primeira reação foi gritar. Correr até ele. Mas suas pernas estavam travadas e sua garganta formava um nó indesatável. Ela gritava por seu nome esperando por uma resposta, mas o único som que ouvia era o silêncio frustrante. Correu até ele, e chamou por seu nome até não conseguir mais. E numa triste constatação, percebeu que ele havia morrido. Seu mundo deslanchou e um vazio preencheu seu corpo. A pele fria e rígida do filho de júpiter comprovava sua infeliz constatação. E como num dos piores pesadelos, uma chuva fustigava o caos. Queria sair, se acolher e proteger-se da chuva, mas seu corpo não respondia nem ao menos aos mais básicos dos comandos. Seu corpo queria ir, e seu coração, ficar. Tudo destruído e sua sanidade abalada. Perder Jason, o maior medo da garota mais corajosa. Seu corpo não ser movia. Sua mente estava confusa; sua visão, turva e, seus ouvidos zuniam. Ela se deitou ao lado dele, esperando morrer, quando uma luz ofuscante clareou o céu nublado. Reyna cerrou as pálpebras por alguns segundos e voltou a abri-las devagar, tentando se acostumar com a claridade. Quando enfim abriu os olhos totalmente, tudo parecia congelado, como numa fotografia. E como personagem principal, uma bela mulher encontrava-se parada, numa carruagem de prata pura ornada com pombas de olhos de diamantes. Seus olhos não tinham cor definida. Mesclavam-se num espectro das cores mais belas que se podia pensar, adaptando-se ao seu ideal de beleza. Seus cabelos eram tão semelhantes quanto, e oscilava entre o preto como a noite, cor de chocolate, rubro como morangos maduros, e loiros, como um campo de trigo que se torna dourado sobre os primeiros raios de sol. E sobre os ombros delicados, uma túnica vaporosa descia graciosamente pelo corpo perfeito, delineado por um cinto de ouro. Prendendo a túnica, uma fivela de cristais. Ela falava gentilmente, com uma voz que acalmaria a mais feroz das feras. Vênus, a deusa do amor e da beleza.

- Reyna minha menina, lamento sua perda. Mas infelizmente, Jason se encontra apaixonado por outra. Seu verdadeiro amor logo virá, á bordo do Argo II. É apenas isso que posso te dizer. Cuide-se!

E assim, sumiu. Deixando no ar, o perfuma inebriante de rosas.

Ela tinha milhares de perguntas. Quem era a garota? Quem era seu amor? Mas, infelizmente a deusa já tinha ido embora. Reyna desabou, e chorou naquele momento todas as lágrimas que já prendera na vida.”

Flashback off

Reyna levantou num pulo. O frio gélido açoitava seu corpo suado. Sua mente nunca estivera tão confusa. Tudo parecia girar e ela estava tonta. Levantou-se vagarosamente da cama, apoiando-se nos móveis para não cair. Caminhou a passos lentos ao banheiro, e quando abriu a porta, sentiu uma lufada de vento gelado em contato com sua respiração ofegante. Ela lavou o rosto, a sensação da água fria contrastando com sua pele febril lhe deu alívio, por lembrar que tudo não passou de um pesadelo, mas com uma ponta de verdade. Saiu devagar, fechando a porta com um chute. Foi até a janela e sentiu-se aliviada ao ver o acampamento são e salvo. Sua respiração desacelerou e ela bebeu um copo d'água de seu criado mudo. Voltou para a cama, na tentativa de adormecer.

A cama estava fria, e Reyna estremeceu ao deitar-se cuidadosamente sobre os lençóis limpos e frígidos. Seu pensamento estava inquieto, e ela rolava de um lado para o outro na tentativa de adormecer. Olhou para o relógio sobre sua cabeceira. Os ponteiros mostravam 02hrs da madrugada. Com certeza todos estariam imersos num sono profundo. Estava irritada por não conseguir dormir, já que uma das coisas que mais lhe tiravam a paciência era a privação de sono. Levantou-se da cama e começou a pensar o eu fazer para aplacar o mau-humor. Já que sonhara com Vênus, era um pouco óbvio que dirigir à ela uma prece seria a melhor opção. Caminhou até a porta e girou a imponente maçaneta de bronze. A porta rangeu um pouco, e Reyna amaldiçoou-se pelo barulho. O que menos queria nesse momento era acordar alguém. Desceu a escada pé ante pé e abriu o portão que separava o alojamento pretorial do resto do campo. Caminhou sem sapatos pela grama verde bem aparada, aproveitando o frescor da madrugada. Pela primeira vez desde que acordou, seu pensamento estava calmo. O templo de Vênus era uma construção pequena, no estilo grego. Adornada por pombas de prata. Ela entrou, e o mesmo aroma da deusa que sentiu no sonho adentrou suas narinas. Ajoelhou-se perante a estátua e dirigiu-lhe uma prece. Por uma fração de segundo, a imagem de um martelo tremulou no ar, tão rápida quanto o bater de asas de um beija-flor.

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Do outro lado, Leo tinha uma noite turbulenta. Seu corpo se agitava na cama do chalé nove, enquanto um pesadelo invadia seu sono inocente.

Flashback on

“A manhã clareava calmamente enquanto Leo despertava. Os raios de sol despontavam sobre as frestas da persiana, iluminando o quarto. Ele sentia o leve aroma de panquecas com geleia e suco invadindo seu quarto por debaixo da porta. Levantou-se devagar, relutando em abrir os olhos enquanto dirigia-se ao banheiro. Lavou o rosto, bocejou algumas vezes e espreguiçou-se, espantando o sonho. Abriu o guarda roupas e pegou uma camisa e shorts, e vestiu-se, enquanto cantarolava o refrão de uma música qualquer. Bagunçou o cabelo ao ‘estilo Leo’ e abriu a porta, buscado encontrar a fonte do cheiro de café da manhã. Caminhou lentamente e apenas apressou-se ao ouvir sua mãe chamando-o.

- ¡Buenos días hijo! Venha tomar su desayuno!

A voz de Esperanza Valdez parecia feliz e despreocupada. Apenas uma mãe preparando o café de seu filho. Assim que Leo entrou na cozinha, o cheiro das panquecas recém-feitas pareceu triplicar de tamanho, ficando absolutamente irresistível.

Ele sentou-se à mesa e serviu-se em um prato. Pôs algumas colheres de mel nas panquecas e as comeu sem pressa. Serviu um copo de suco e divagou ao tomá-lo. Quando enfim acabou, levantou-se para colocar sua louça na pia. Sua mãe se virou. Mas naquela hora, já não era mais Esperanza Valdez. A mulher que traja as roupas de sua mãe tinha o globo ocular cor de café torrado. Seus lábios eram esverdeados e sua pele semelhante ao tronco de uma antiga árvore retorcida. Ele gritou e tentou correr, mas suas persas parecias feitas de chumbo. Estava imóvel, à mercê dos ataques do mostro. Ficou mais aterrorizado, ao ver flutuando sobre o chão de ardósia, o corpo da garota que mais amava preso dentro de uma jaula de madeira forte. Piper McLean debatia-se e lutava o quanto conseguia, mas a pressão estava insuportável. A jaula enchia-se de terra, asfixiando-a. Ela gritava por Leo, que tentava sair das correntes invisíveis que prendiam seus pés descalços. Certa hora, os gritos cessaram, e Leo assistiu aterrorizado a cor esvair-se das orbes coloridas da garota. Seus lábios tornaram-se lilases e sua pele perdera o brilho. Piper McLean está morta. Dizia uma voz.

Um grande amor para outro perderá.

E um maior ainda encontrará

Nas terras distantes que logo encontrará.

E nesse momento, Leo sentiu que perdeu Piper. Para sempre.”

Ao ouvir isso, o sonho acabou; fazendo Leo despertar-se num pulo. Seu coração estava mil, e sua cama só não tinha pegado fogo por ser feita de material não inflamável. Secou a testa suada com a barra da camisa e rumou até o banheiro, apoiando-se nos móveis para não cair. Chutou a porta, que se abriu num sonoro rangido. Acendeu a luz e despiu-se, jogando as roupas em algum lugar do banheiro. Girou a torneira do chuveiro e deixou que a água fria caísse livremente por seu corpo febril. O choque térmico em seu corpo fez seu coração desacelerar, acalmando-o. Pegou a tolha, se secou e olhou no relógio de seu pulso. Droga! Pensou ele. O Argo II parte em 30 minutos e eu nem me vesti! Colocou os jeans e camiseta do acampamento. Calçou um tênis e vestiu um casaco. Feito isso, saiu correndo até a casa grande, para partir com Jason, Piper e Annabeth. Estava tão animado com a partida que se esqueceu do sonho. Faltavam apenas alguns metros para chegar, quando sua animação foi desfeita.

Mesmo depois da missão, Jason ainda estava indeciso sobre ficar com Piper. Mas pelo que Leo obsevava, Jason pareceu estar completamente decidido.

Notas finais
Reviews?