Notas iniciais
Pois é, consegui arrumar tempo para postar.
Espero que gostem. O Leo e a Reyna se encontram no próximo.
A lembrança da Reyna foi ideia da Lady D, eu adaptei algumas coisas, mas a ideia inicial foi dela,
http://fanfiction.com.br/reviews/6314955/
A quem interessar possa, as músicas que inspiraram o capítulo foram: Daydreamer (Eu achei muito Jeyna), Adele. Say You Don't Want It, One Night Only (clipe é muito fofo, eu achei muuuito Leyna, Wonderwall, Oasis e We Will Rock You, do Queen.(Eu sei, nada a ver, mas tem uma parte que a Reyna grita Senatus Papulusque Romamus, aí eu achei que fechou com a música. Não liguem para a mente atentada da autora.)
Enjoy!
P.S: Avisos no final do texto

Leo encontrava-se na cabine do piloto. Sua mente vagava por memórias perdidas enquanto suas mãos trabalhavam independentemente no controle do navio. Ele já estava se acostumando com a ideia de que perdera Piper. De algum modo, a cada metro que se aproximava do acampamento Romano, ele não conseguia mais se lembrar de muitos detalhes. Seus flashbacks, antes realistas e detalhados, agora, não eram mais que memórias curtas. Cenas soltas. Nada parecia tão real. O garoto não conseguia se lembrar de beijos. Muito menos de promessas de amor eterno. Piper se desprendia aos poucos de sua mente, como um castelo de areia na praia, que some aos poucos, até não restar nada além de marcas. Marcas que somem aos poucos e se reduzem ao nada. Marcas levadas pelo vento. Lembranças perdidas.

Por alguma razão, Piper agora não se parecia com nada mais que uma amiga. Uma irmã. Tudo parecia em branco, uma nova página de um livro que seria escrito. Ele queria recomeçar do zero. Não queria mais magoar ninguém, muito menos se magoar. As únicas lembranças que agora dançavam por sua mente, envolviam brincadeiras ou beijos, entre Piper e Jason. Leo sempre estava lá, os apoiando a ficar juntos.

Por alguma razão, ele tinha em mente que passar esse tempo no acampamento Júpiter o faria bem. Por alguma razão, ele sabia que encontraria alguém. E por alguma estranha razão (N/A: Afrodite?), passou a pensar numa apresentação que marcasse sua chegada e impressionasse as garotas. Principalmente uma em especial. Que graças a um sonho, sabia que existiria. Ainda não sabia como, mas tinha uma ideia. E provavelmente envolveria fogo.

Um grande amor para outro perderá.

E um maior ainda encontrará

Nas terras distantes que logo encontrará.

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Reyna estava sentada na varanda do Senado, arranjando de algum modo uma maneira de controlar suas emoções. Ela tinha que aparentar confiança, mesmo que o que mais quisesse fazer fosse chorar. De saudade, ansiedade, tristeza, insatisfação, impotência e insegurança. “Quem me dera ser uma campista normal...” Pensava ela. Reyna cerrou os olhos, esperando que tudo fosse levado pelo vento frio que circulava pelo acampamento. Respirou o ar puro, e começou a reorganizar seus pensamentos.

Reyna aprendera a desvencilhar-se do amor, esquecer que ele existia. Para uma filha da deusa da guerra, o amor era dispensável. Não podia se dar ao luxo de ser fraca. Assim, uma grossa e impenetrável camada de gelo passou a se formar em seu coração destemido. Jason foi o primeiro que ameaçou derrete-la. Ela era feliz ao seu lado. As memórias de beijos pareciam voltar à tona. Será que um dia voltaria a amar? Quando Jason se foi, a camada gélida se expandiu, bloqueando-a de qualquer sentimento. Ela era apenas uma máquina. Reyna vivia reprimida de um sentimento chamado felicidade.

Desde que o filho de Júpiter se foi, a última coisa que a fizera sorrir, foi vencer a batalha na Festa da Fortuna. O último sorriso sincero da filha de Belona aparecera há muito tempo. Um dia antes de Jason sumir, os pretores combinaram de fazer um piquenique na parte mais “segura” do acampamento, livre de semideuses ou faunos. Reyna estava deitada no colo de Jason, enquanto via as nuvens tomarem a forma de animais. Ela sorriu quando viu um coelho e o garoto riu de sua maneira infantil. O sol começou a se pôr, tingindo o céu de laranja. O crepúsculo dava início à chegada de Diana, que pareceu realmente generosa ao presentear os dois enamorados com uma enorme e prateada lua cheia. Jason sorriu, ao ver o clima propício para falar.

– Ei Reyna! – ele murmurou.

A garota virou-se para ele.

– Sim? – ela respondeu.

– Eu estou muito afim de uma garota.

Reyna sorriu.

– Então fala para ela.

– É, farei isso.

O sorriso de Reyna murchou. Ela enrijeceu os músculos e se levantou do colo do garoto, aparentemente decepcionada. Ela mal tocava na comida.

– O que foi Rey? – ele perguntou preocupado.

Reyna se manteve em seu silêncio.

– Está pensando na garota que eu estou afim, não é?! Se você quiser eu falo mais sobre ela. Ela é linda, corajosa, inteligente, luta bem...

– Jason, eu não saber! – Ela disse com exaspero.

– Quem você acha que é? – Ele perguntou, abafando uma risada ao perceber o ciúme da garota.

– Com certeza uma campista de Apolo, ou talvez Vênus. Ou até mesmo Minerva. – Ela disse engolindo a seco a raiva.

– Vênus? Sério, eu nunca me apaixonaria por uma garota assim. São muito fúteis. Na verdade, a garota que eu gosto é completamente diferente de uma filha de Vênus. A única coisa comum nas duas é a beleza. Na verdade, ela até é meio fria quando o assunto é amor, sabe?! Essa garota é a rainha do meu coração. – ele riu.

Reyna bufou, mas de um certo modo, parecia feliz por ele não querer uma filha de Vênus.

– E qual é o nome dela? – a garota perguntou.

– Sério que você não sabe? – ele a questionou. – Me diga Reyna, o que significa o seu nome?

E num estalo, a filha de Belona se deu conta. Mas antes que esboçasse qualquer reação, Jason a puxou para perto, beijando seus lábios.

O dia estava perfeito. Jason a beijou. O cenário estava digno de um filme. A lua brilhava, emoldurada pelo céu índigo.

Mas tudo que é bom, dura pouco. Octavian estava correndo na direção dos dois, gritando.

– Jason! Jason! Nós temos uma coisa muito importante para te falar! Vi umas coisas sobre você em uma de minhas consultas ao oráculo. Você tem que vir aqui agora. – berrava o áugure.

– Octavian, deixe para outra hora. Tenho mais o que fazer. – ele disse ignorando o legado.

– Se você não vier agora, o acampamento todo vai saber da sua ceninha com a Reyna. – ele os chantageou.

A pretora arregalou os olhos, preocupada. Jason suspirou e deu um beijo em Reyna, despedindo-se.

– Nos vemos amanhã, eu prometo. – Ele disse enquanto saia. Correndo na direção daquele maldito legado de Apolo.

E deixou Reyna sozinha, ao brilho da carruagem de Diana. A garota se levantou, não estava com humor para ficar ali. Foi caminhando até seu quarto. Tomou um banho e dormiu. Animada com a ideia de rever Jason na próxima manhã.

Assim que se levantou, correu até o quarto de Jason, mas encontrou a cama vazia.

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Percy recebera uma M.I de Annabeth. Ela dizia que eles estavam sobrevoando o túnel Caldecott. Um sorriso brotou em seu rosto e sua expressão se iluminou. Seu coração deu uma volta olímpica. Em poucos minutos veria Annie. A sua sabidinha. A sua namorada.

Correu até o Senado onde Reyna estava, avistando-a na varanda, apoiada numa coluna.

–Reyna! Reyna! – ele chamou.

A pretora virou-se e sorriu, caminhando na direção do filho dos mares. Apenas por sua expressão, a garota podia adivinhar facilmente que o navio estava a caminho.

– Quanto tempo? – ela perguntou.

– Cinco munitos! – ele retrucou, eufórico. – Vamos?

Percy lhe estendeu a mão e ela segurou, caminhando até o pegado. Lá, ela montou, e assim que ele levantou voo, ela anunciou.

– Heróis! É chegada a hora do desembarque. Abaixem armas. Ouçam o que eles têm a dizer, e, até que se prove o contrário, não são inimigos. Senatus Papulusque Romanus!

Todos repetiram em uma só voz, acompanhando Reyna.

Senatus Papulusque Romanus!

E assim, cada coorte formou uma fila, logo atrás de seus centuriões.

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A brisa fria foi substituída for uma lufada de vento quente. O vento forte levanta as togas do centuriões, que tentavam inutilmente impedí-las de voar. “Como eu queria me livrar dessa toga idiota!” ela pensava, enquanto observava (com uma ponta de inveja), que Hazel trajava a casual roupa do acampamento, enquanto preocupava-se apenas em proteger-se do vento, aconchegada dos largos obros de Frank.

Percy, por outro lado, parecia não ligar para o quão desconfortável estava a sua toga. Ele só se importava com uma coisa. Annabeth.

Pedaços de grama eram arrancados e um estrondo calou a multidão. O navio atracou e passou intermináveis minutos planando no céu. “Como alguém pode querer andar nisso? Quem foi o estúpido que o construiu? Com certeza um graecus. Tinha que ser. Um verdadeiro romano nunca usaria isso.” Ela pensava.

Depois de muitos minutos que pareciam não passarem, uma voz foi ouvida do navio.

– Err... Eu sou Piper, do acampamento Meio-Sangue. Viemos em paz, por favor, abaixem as armas.- dizia a garota, de maneira tão convincente que até Reyna soltou o gládio. A garota que falava era de uma beleza descomunal. Seus cabelos castanhos caíam harmoniosamente sobre seus ombros delicados. Seus olhos mesclavam-se em diferentes cores, como um caleidoscópio. Ao seu lado, uma garota loira se materializou.

– Calma Annie! – ela pedia rindo. – Percy? Hum, cabelo preto, olhos verdes.. – Ela estreitou os olhos, procurando-o.

Piper não demorou a encontrá-lo. Assim que o filho de Poseidon ouviu o nome de sua namorada, saiu correndo pela multidão. Quando Annabeth o viu, pulou da amurada, caindo nos braços fortes de seu Cabeça de Alga. Os dois caíram no chão, beijando-se de uma forma que ninguém poderia duvidar que realmente se amavam. Alguns romanos choraram de emoção, mas a fria filha de Belona contentou-se em apenas olhar o desembarque. E por uma fração de segundo, a lembrança do sonho acendeu uma fagulha em seu coração.

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Pois é caros leitores, eu consegui arrumar tempo para postar. Amanhã talvez eu poste, e sexta há uma ínfima chance. Minha amiga vem fazer um trabalho, então, tenho quase certeza que não vai dar tempo. Estou tentando adiantar todos os trabalhos, mas não fiquem tristes se eu não postar. Eu realmente estou tentando. Agora sobre a coelhinha, a minha irmã batizou ela. Agora é Dolly. ¬¬ Todo mundo gostou do nome, menos eu. Eu queria Zöe ou Lola, mas ela falou que chamá-la de Zöe vai ser um trauma para o resto da vida.

P.S: Eu vou participar de um concurso de redação na escola. Me desejem sorte! ;)

XOXO